Luís
Gama (1830-1882) - escritor e ativista político
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Nascido na Bahia de uma liberta e de um português empobrecido,
Luís Gama nasceu livre, mas foi vendido como escravo pelo pai que estava
endividado.
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Foi para São Paulo aos 10 anos e trabalhou como
escravo doméstico. Aprendeu a ler aos 17 e, nesta época, conseguiu provar junto
aos tribunais que era mantido como escravo injustamente e que, portanto,
deveria ser posto em liberdade.
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Um vez livre, Gama passou a atuar como rábula, um
advogado sem diploma que pleiteava causas específicas. No seu caso, Luís Gama
conseguiu libertar mais de 500 escravos alegando que todo negro chegado ao
Brasil após 1831 deveria ser livre, tal como dizia a Lei Feijó.
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Escritor abolicionista, o enterro de Luís Gama foi
um verdadeiro acontecimento em São Paulo acompanhado por 4000 pessoas.
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Em 2015, a OAB - Ordem de Advogados do Brasil, lhe
concedeu postumamente o título oficial de advogado.
André
Rebouças (1838-1898) - engenheiro e ativista político
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Nascido na Bahia, André Rebouças era filho de um
conselheiro do Imperador Dom Pedro I e estudou engenharia no exterior.
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Construiu docas nos portos de Salvador, Rio de
Janeiro e Recife. Propôs meios para melhorar o abastecimento de água da capital
do Império e planejou linhas ferroviárias junto com seus irmãos Antônio e José.
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Abolicionista, amigo da Família Imperial, foi um
dos fundadores da "Sociedade Brasileira Contra a Escravidão". A princesa Isabel causou escândalo quando dançou com André
Rebouças nos bailes da Corte deixando claro sua posição abolicionista.
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Monarquista, acompanhou a família imperial no seu
exílio em Lisboa e dali partiu para Angola.
Francisco
José do Nascimento (1839-1914) - marinheiro e ativista político
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Natural do Ceará, filho de pescadores, desde cedo
aprendeu o ofício do mar e exerceu de prático-mor. O abolicionismo se espalhava
pelo país e no Ceará contou com o apoio decisivo dos jangadeiros.
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Em 1881, os jangadeiros, liderados por Francisco do
Nascimento, se recusam a transportar os escravos para o sul do país. Desta
forma, o comércio ficou paralisado.
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O ato do jangadeiro correu por todo país e foi
saudado pelos abolicionistas como um gesto heroico. A partir de então, sua
alcunha seria "Dragão do Mar" e entraria para história do
estado e do país.
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O Ceará foi a primeira província do Brasil a abolir
a escravidão em 1884.
Prof.Gilberto Moura
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