sexta-feira, janeiro 24, 2020

2ª Etapa - Primeiro Reinado: A Construção da Nação (4º Período- Recuperação)


CE CRUZEIRO DO SUL

Professor: Gilberto Moura
4º Período

Disciplina: História
Ano: 2019

Turno Noturno 
Etapa: 2ª A e  B                

Aula:

PRIMEIRO REINADO: A CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO
PRIMEIRO REINADO (1822-1831):
ü  Após conquistar a independência, o Brasil transformou-se em uma monarquia e foi governado por D. Pedro I, de 1822 a 1831, em um período conhecido como Primeiro Reinado.
ü  Marcou os anos iniciais do Brasil como nação independente após o processo de independência ter sido conduzido por intermédio de D. Pedro I.
ü  Com esse acontecimento, o Brasil transformou-se em uma monarquia – a única da América Latina – e foi governada por D. Pedro I de maneira autoritária.
ü  Processo de independência ficou marcado por revoltas na Bahia, Piauí, Maranhão, Grão-Pará e Cisplatina. A resposta repressiva do governo foi feita contra Estrangeiros (portugueses, geralmente), milícias (civis) e populares. Os agentes de repressão foram, principalmente, mercenários ingleses (liderados por Lord Cochrane e John Grenfell), com isso, iniciando um endividamento do Império com o conflito com a Inglaterra.
ü  Os países latinos, em um primeiro momento, não reconheciam a estrutura monárquica. Porém, foi da América, o EUA primeiro reconhecer em maio de 1824.
ü  As cortes portuguesas haviam sido formadas durante a Revolução Liberal do Porto e pressionavam as autoridades reais por mudanças em Portugal.
ü  Essas pressões sobre o regente levaram-no à liderança do processo de ruptura entre Brasil e Portugal.
ü  Assim, incentivado por D. Leopoldina e José Bonifácio, o próprio D. Pedro I declarou a independência do Brasil no dia 7 de setembro, às margens do Rio Ipiranga.
ü  Seguiu-se, então, uma guerra de independência travada em diferentes partes do Brasil, com combates de baixa intensidade.
ü  A independência do Brasil apenas foi de fato reconhecida por Portugal em 1825, após as negociações mediadas pela Inglaterra que previam o pagamento de dois milhões de libras como indenização e a exigência de que o Brasil não reivindicasse, incentivasse ou liderasse a independência de outras colônias portuguesas.
ü  Com a independência do Brasil, D. Pedro foi coroado imperador sob o nome de D. Pedro I. Isso fez da nação uma monarquia – a única existente na América Latina após os processos de independência.
ü  A escolha pelo regime monárquico foi explicada pelos historiadores como falta de interesse das elites do sudeste brasileiro em realizar as mudanças no quadro socioeconômico que um eventual sistema republicano poderia gerar.

SIMBOLISMO
ü  América tomada em processos republicanos e o Brasil optou por uma monarquia brasileira. Por que apoiar uma monarquia?
ü  Evitar desmembramento e o perfil das elites brasileiras, que foram educados em Coimbra e nos moldes da realeza, com isso, montando um Estado monárquico como portador de um projeto de nacionalidade e tendo a natureza, base territorial como o símbolo da riqueza.
 A ESCRAVIDÃO E A CONSTRUÇÃO DO IMPÉRIO
ü  Na Constituição de 1823, havia uma orientação de Bonifácio, que era contrário ao continuísmo do tráfico, estabelecia o fim gradual em médio prazo (artigo 254, retirada na Constituição de 1824);
ü  Entre 1826 e 1827 houve a orientação dos navios negreiros serem reconhecidos como piratas (para inglês ver). A partir de 1826 até 1830, a possibilidade do fim acelerou o tráfico, pois de 40 mil escravos anuais (no início dessa década) passou a ser de 60 mil escravos anuais. Uma política de abolição gradual concomitante ao aparelhamento do Estado para manutenção da escravidão.
 PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS:
·         A primeira constituição do Brasil foi elaborada em 1823, mas como ela limitava os poderes do imperador, D. Pedro I mandou fazer uma nova constituição, a qual foi outorgada em 1824. Nesta, o centralizador e autoritário imperador detinha os poderes legislativo, executivo e judiciário nas suas mãos.
·         O objetivo era alcançar a autonomia, se separando do Brasil, mas as províncias fracassaram nessa tentativa, e aconteceu a:
a)      CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)
·         Como fatores propulsores do movimento tivemos: a imposição da Constituição de 1824 (Poder Moderador), o fechamento da Assembleia Constituinte, a Noite da Agonia, lembranças da Revolução Pernambucana (1817), os problemas econômicos (crise do açúcar e algodão), os ideais liberais, republicanos e federativos
·         O desenrolar do movimento se deu a partir de Jornais como o Tifis Pernambucano (Frei Caneca) e A Sentinela (Cipriano Barata), que se constituíram como importantes críticos.
·         Para piorar a situação, o Imperador nomeia um novo governador, Francisco de Pais Barreto.
·         Porém, o preferido dos eleitores era Manuel Pais de Andrade, sendo assim, provocou a eclosão da Confederação do Equador (02/07/1824) com as lideranças de Pais de Andrade, Cipriano Barata e Frei Caneca.
·         O movimento tinha como propostas: República Federativa (experiência dos EUA), supremacia do Legislativo, Constituição da Colômbia, abolição do tráfico de Escravos (rompimento com a aristocracia), emissários para os Estados (aderem: PE, PB, RN, CE) e Brigadas Populares.
·         Para reprimir o movimento, mais uma vez, foram contratados os mercenários Ingleses, que agiram em conjunto com as Tropas do Governo.
b)      A Revolta na Cisplatina:
·         Província ao sul que havia sido integrada por D. João VI ao invadir a região e derrotar José Artigas na década de 1810.
·         A revolta na Cisplatina declarava a separação dessa região do Brasil e sua anexação às Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina).
·         Isso deu início, em 1825, a um conflito conhecido como Guerra da Cisplatina.
·         A Guerra da Cisplatina foi, portanto, um conflito travado entre o Império brasileiro contra o governo de Buenos Aires pelo controle da Cisplatina.
·         Essa guerra estendeu-se de maneira desgastante durante três anos e, por mediação da Inglaterra, um acordo de paz foi assinado em 1828 entre os dois governos.
·         Ambos os países abriram mão da Banda Oriental, e foi concedida a independência para a região sob o nome de República Oriental do Uruguai.
·         Esse acordo foi visto como uma derrota, pois o Brasil não conseguiu retomar o controle sobre a Cisplatina. Além disso, o envolvimento do Brasil nessa guerra prejudicou enormemente a economia, e a soma dos fatores (autoritarismo político, derrota na guerra e crise econômica) resultou no enfraquecimento da posição de D. Pedro I.
·         D. Pedro I procurou reforçar sua posição alinhando-se cada vez mais ao lado do “Partido Português”, isto é, portugueses que haviam sido contrários à independência e que agora defendiam a manutenção de D. Pedro I no poder.
·         O conflito que envolveu a Cisplatina, a Argentina e o Brasil acabou por gerar imensos gastos financeiros para o Brasil, além de centenas de mortes, o que aumenta a impopularidade de Dom Pedro I com a população brasileira.
·         Por fim, a Guerra da Cisplatina foi resolvida com a interferência diplomática da Inglaterra, quando fica definida a independência da região e se deu origem a um novo país, o Uruguai - 27/08/1828), com forte prejuízo financeiro ao Brasil.
CRISE DA ECONOMIA:
ü  O Brasil comercializava produtos cujo preço e exportação estavam a cair, tais como algodão, açúcar e tabaco.
ü  A comercialização do café, por usa vez, começava a se expandir. Contudo, o desenvolvimento do “ouro preto” como era chamado, não foi suficiente para evitar a crise econômica dessa época.
ü  Os gastos com os conflitos, especialmente com a Guerra da Cisplatina, são tão elevados que, em conjunto com outros fatores, tal como a dificuldade em cobrar os impostos, propiciam a crise financeira.
ü  Outro fator era que os tratados com Privilégios para a Inglaterra eram prejudiciais para nossa economia. Mais elementos eram os gastos com o Reconhecimento da Independência, falência do Banco do Brasil, empréstimos com a Inglaterra, aumento da Inflação e gastos com Mercenários Ingleses.

FIM DO PRIMEIRO REINADO: ABDICAÇÃO DE D. PEDRO I
ü  Todos os acontecimentos do período consolidaram o descontentamento da população com o governo do imperador. Para além dos acima citados, o receio de que o assassinato de um jornalista Líbero Badaró, crítico do governo, teria sido ordenado pelo império, trouxe ainda mais revolta ao povo.
ü  O episódio conhecido como a Noite das Garrafadas, demonstra claramente o desafeto a D. Pedro I, que nessa ocasião teve garrafas e cacos de vidro lançada o sobre si, num ato de protesto.
ü  Vencido pelos protestos em consequência da sua perda de popularidade, D. Pedro I abdica do trono em favor do seu herdeiro – D. Pedro II, que na altura não podia governar pois se tratava de uma criança com apenas 5 anos de idade. A solução era formar uma Regência até que D. Pedro II atingisse a maioridade.
ü  Isso agravou o quadro de insatisfação política, e os desentendimentos entre o “Partido Português” e o “Partido Brasileiro” intensificaram-se, o que levou D. Pedro I a abdicar do trono do Brasil em 7 de abril de 1831 em favor de seu filho, Pedro de Alcântara.
ü  A abdicação de D. Pedro I ao trono brasileiro em favor de seu filho deu início a um período da história brasileira conhecido como Período Regencial, no qual Pedro de Alcântara tinha apenas cinco anos e, portanto, não tinha idade legal para assumir o trono brasileiro.
ü  O período que intermeia o Primeiro e o Segundo Reinado – governo de D. Pedro II, é chamado Período Regencial.

REFERÊNCIA
 Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga,Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
Prof.Gilberto Moura
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