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A ÚLTIMA SARACURA-DO-MANGUE
Todos os dias eu ouvia teu canto, Anuciavas com alegria o entardecer, Eu ficava da sacada a deliciar o encanto, E a temer o fim desse bel-prazer.
Ao te ouvir ali tão próxima de gentes,
Que haviam invadido o teu território. E banido da área, os teus ascendentes, Teu algoz ter-te como presa, é o seu capitólio.
E não poder intervir no teu destino
Deixa-me muito triste e constrangido. Sem justificar-me, o porquê de ter vindo.
De repente resumiu-se num estampido.
A saracura-do-mangue sucumbiu à sua sina. Covardemente o seu destino foi vencido. Autor: Gilberto Moura. |
