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CE CRUZEIRO DO SUL
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2020
Etapa: 1ª Turno: Noturno
Aula:
CIVILIZAÇÃO ANTIGA: HEBREUS
§ Os hebreus são povos semitas originários da
Mesopotâmia que passou pela Babilônia e pela Síria, mas se estabeleceram e
viveram no Oriente Médio cerca do segundo milênio a. C. e que mais tarde
originou os semitas como os judeus e os árabes, mas posteriormente o termo
hebreu foi associado somente ao povo judeu.
A
HISTÓRIA DA POLÍTICA HEBRAICA É DIVIDIDA EM TRÊS FASES
a)
Fase dos Patriarcas:
ü Por volta de 1750 a. C. os hebreus migraram para o
Egito nas proximidades do Nilo devido a uma grande seca que levou à crise na
produção alimentícia.
ü Ao se fixar no Egito, os hebreus conseguiram
prosperar, mas os faraós egípcios os perseguiram e os escravizaram.
ü Em 1250 a. C. os hebreus saíram do Egito liderados por
Moisés para voltar à Palestina.
ü Segundo a Bíblia, na volta dos hebreus à Palestina que
Moisés recebeu as tábuas contendo os dez mandamentos de Deus.
b)
Fase dos Juízes:
ü Foi quando os hebreus chegaram à Palestina e esta
estava habitada por vários povos e como os hebreus estavam divididos em doze
tribos, eles escolheram vários juízes para comanda-los na luta com os povos
pela posse das terras.
ü Entre os povos habitantes da Palestina estavam os
cananeus e os filisteus.
ü Os juízes desempenhavam o papel de chefes militares,
políticos e religiosos que lhe davam poderes, pois eram considerados enviados
de Deus para liderar a luta.
ü Josué foi o primeiro juiz e iniciou a tomada da
Palestina onde conquistou Jericó.
ü Em 1030 a. C. entregaram o comando a um só rei para
diminuir desavenças internas e como estratégia para vencer seus vizinhos.
c)
Fase dos Reis:
ü O primeiro rei foi Saul que suicidou após ser
derrotado pelos filisteus e Davi foi seu sucessor que venceu Golias e
conquistou o resto da Palestina escolhendo Jerusalém como capital do reino.
ü Com a morte de Davi seu filho Salomão foi seu
sucessor. Salomão levou o povo hebreu ao ponto mais elevado de grandeza
realizando obras grandiosas.
ü A obra mais importante foi o templo de Jerusalém que
abrigava a Arca da Aliança.
ü Salomão possuía habilidade política e para construir
obras grandiosas aumentava os impostos e retirava os camponeses da lavoura para
ajudar nas construções.
ü O aumento dos impostos também pagava o luxo de toda
sua corte e as despesas com numerosos funcionários, além da sua família com 700
esposas e 300 concubinas.
A
DIVISÃO DA PALESTINA
§ Após a morte de Salomão ocorreram várias revoltas e em
935 a. C. houve a separação das doze tribos em dois reinos: Reino de Israel
cuja capital era Samaria.
§ Era formado por dez tribos situados ao norte.
§ Reino de Judá formado por duas tribos cuja capital era
Jerusalém localizados ao sul.
§ A formação dos reinos fizeram com que os hebreus ficassem
fragilizados aos ataques vizinhos onde em 722 a. C. o reino de Israel foi
tomado pelos assírios e seus habitantes foram deportados para diferentes partes
do Império Assírio.
§ O Reino de Judá sobreviveu até 586 a. C. quando os
babilônios invadiram e dominaram o reino. Conduziram os judeus para a Babilônia
como prisioneiros onde permaneceram até 539 a. C.
§ Nesse mesmo ano, os persas invadiram a Babilônia e a
conquistou fazendo com que os judeus regressarem para a Palestina onde
reconstruíram o templo.
§ Após algum tempo a Palestina foi dominada pelos
macedônios, egípcios e romanos.
§ O imperador romano Tito destruiu Jerusalém e expulsou
os judeus da Palestina.
§ Nessa fase os judeus se dispersaram (a Diáspora) que
durou mais de dezoito séculos e meio.
§ A Diáspora só se findou em 1948 quando a ONU criou o
atual Estado de Israel onde antigamente era a Palestina.
ECONOMIA
E SOCIEDADE
§ Os hebreus deixaram de vivem do pastoreio e foram
desenvolvendo o cultivo de cereais à medida que foram conquistando terras
palestinas.
§ Com o surgimento das propriedades privadas, muitos
camponeses ficaram sem terra e pediam empréstimos aos grandes proprietários.
§ Como não conseguiam pagar seus empréstimos, foram
escravizados pelos proprietários.
§ Com mão-de-obra farta os grandes proprietários
passaram a vender seus agropecuários e o comércio floresceu.
A
CULTURA
§ Os hebreus se destacaram por sua religião e pelas
contribuições na literatura.
§ Os hebreus eram monoteístas, mas o monoteísmo se
consolidou após as pregações de Amós, Oséias e Isaías.
§ Os profetas reafirmavam a vida de um salvador que
libertaria os hebreus para uma vida eterna.
§ Dá-se o nome de judaísmo para a religião hebraica que
ainda esperam a vinda do Messias.
§ Comemoram a páscoa, o pentecostes e os tabernáculos.
§ A páscoa relembra a saída do Egito, o pentecostes
celebra a entrega dos dez mandamentos a Moisés e os tabernáculos recorda a
caminhada dos hebreus no deserto quando saíram do Egito para voltar à
Palestina.
A
LITERATURA.
§ A maior força está concentrada nos Salmos, no livro de
Jó, nos Provérbios e Cântico dos Cânticos.
§ Os salmos são poemas que transmitem ensinamentos, Jó é
uma reflexão filosófica, Provérbio ensina sabedoria e disciplina e Cântico dos
Cânticos é um poema de amor sensual.
REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral:
Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História –
Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
Sites
AULA MATERIAL/ PDF
Resumo PDF:
https://drive.google.com/file/d/1foji5Z14-EGKvd0LnpBNbvESWORWT53f/view?ts=5ed0068e Slides: PDF: https://drive.google.com/file/d/1SLp9yWUqOm2oH1xLQNhzEi2fGDQKCeeU/view?ts=5ed11c01 Slides: VÍDEO https://drive.google.com/file/d/1mRk1UlDQetjPR8bHSRj8fYk7Ujg_7vlZ/view?ts=5ed11c01
Vídeo- Aula: You Tube1: Civilização Antiga: Hebreus
Vídeo- Aula: You Tube 2: Civilização Antiga: Hebreus (Povos)
TAREFAS:
b) Questões:
https://drive.google.com/file/d/1mPC4kNJ5AO_IpaERscERaw5KsGzcZXKZ/view?ts=5ed25309
O tempo divulga as in(significações) do agora!”
(Prof. Gilberto Moura)
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1ª Etapa
CE CRUZEIRO DO SUL
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2020
Etapa: 1ª Turno: Noturno
Aula:
§ A civilização mesopotâmica é considerada o berço da
cultura ocidental.
§ Daqueles povos vêm os cálculos astronômicos, a
escrita, o primeiro código, as cidades-estados e muito mais.
§ A Mesopotâmia era uma região fértil que facilitava a
fixação de populações. Em épocas sucessivas, sumérios, acádios e assírios,
dentre outros povos, dominaram esta zona.
ORIGEM DA
CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMICA
§ A região entre os rios Tigre e Eufrates era denominada
"crescente fértil"
§ A palavra "mesopotâmia" vem do grego e
significa "entre dois rios". Com a abundância de águas e terras
férteis, os primeiros seres humanos resolveram se fixar ali, entre os rios
Tigres e Eufrates, num fenômeno conhecido por Revolução Urbana.
§ As cidades eram protegidas por muralhas e suas
construções mais altas eram os templos, chamados de Zigurates. Estes eram
administrados por sacerdotes que detinham o poder administrativo da cidade.
§ Com o tempo, essas cidades foram crescendo e despertando
a cobiça nas vizinhas. Houve a necessidade de separar o poder religioso do
administrativo e surgem os primeiros comandantes militares.
§ Nem tudo, entretanto, era resolvido com lutas. As
cidades também começaram a comercializar aquilo que não necessitavam
(excedentes) e isso gerou as primeiras trocas comerciais que se têm notícia.
POVOS
DA MESOPOTÂMIA
A Mesopotâmia abrigou diversos povos da
antiguidade, atraídos pela fertilidade do solo que era garantida pelos ciclos
de cheias dos rios Tigre e Eufrates. Entre os inúmeros povos que habitaram a
região, os:
a) Sumérios
§ A primeira civilização que se desenvolveu na
Mesopotâmia foi à dos sumérios, povo oriundo do vizinho planalto do Irã.
§ Quish teria sido a primeira cidade dessa civilização,
depois surgiram Ur, Uruk, Nipur, Lagash, Eridu e Nipur.
§ Cada cidade era independente, governadas por um
patesis, mistura de chefe militar e sacerdote. Eles controlavam a população,
cobrando impostos e administrando as obras para armazenar a água e que seria
usada nos períodos de seca.
§ As terras eram consideradas propriedade dos deuses,
cabendo ao homem servi-los, não só com o trabalho agrícola, mas também com a
edificação dos Zigurates.
§ Desenvolveram um sistema de leis baseado nos costumes
e eram habilidosos nas práticas comerciais Por isso, elaboraram a escrita cuneiforme, assim chamada porque
eram feitas com um estilete em forma de cunha que gravavam em placas de argila.
b)
Acádios
§ Sua cidade mais importante foi Acad, que deu origem ao
termo acádio. Por volta de 2330 a. C., o rei acádio Sargão I unificou as
cidades sumérias, criando o primeiro império que se tem registro na História, o
Império Acádio.
§ Porém, contínuas invasões estrangeiras inviabilizaram
a permanência deste domínio, que acabou desaparecendo por volta de 2100 a. C.
c)
Amonitas
§ Código de Hamurabi
§ Aspecto do Código de Hamurabi que se encontra no Museu
do Louvre, em Paris.
§ Se estabeleceram na região centro-sul da Mesopotâmia
e, sob o comando de Hamurabi, fundaram o Primeiro Império Babilônico.
§ Hamurabi conseguiu conquistar toda a baixa Mesopotâmia
a partir de 1792 a. C. e somente no século 18 a. C. a região foi unificada.
§ Desta maneira, Hamurábi passa a estabelecer regras
sociais e econômicas e elabora as leis que ficaram conhecidas como o Código de
Hamurabi.
§ Além do rígido código de conduta, o Império Babilônico
foi marcado pelo apogeu da economia da região. Havia, contudo, limites que
prejudicavam o sistema, como o fato de os cargos serem hereditários e a
existência da escravidão.
§ A profissionalização do exército e o desenvolvimento
da economia mercantil também pressionaram para os problemas internos que
derrubariam o reino a partir de 1800 a. C.
§ Os primeiros a conquistarem o império foram os
hititas. Entre suas marcas estava a utilização de cavalos para aparelhar o
exército.
d)
Assírios
§ Os assírios se estabeleceram primeiro ao norte da
Mesopotâmia, na região conhecida como Assur e Nínive, por volta de 2,5 mil a. C.
§ Esse povo, contudo, iniciou a partir de 883 a. C.
correntes migratórias.
§ Eram guerreiros e passaram a dominar a fabricação de
armas bélicas.
§ Na batalha eram considerados velozes e saqueavam os
povos conquistados.
§ A crueldade estava entre suas características.
§ O império dos assírios chegou à Síria, à Fenícia, à
Palestina e ao Egito Antigo entre os séculos 8 e 7 a.C. Por serem muito cruéis
com os povos conquistados, provocavam revoltas e em 612 a.C., os caldeus e os medos
os derrotaram iniciando o Segundo Império Babilônico.
e)
Caldeus
§ Não se sabe ao certo a origem dos caldeus, no entanto
sua história se confunde com a da Babilônia por terem dominado aquela cidade
durante muito tempo.
§ Desenvolveram a astrologia e a matemática a tal ponto
que os romanos usavam a palavra “caldeia” como sinônimo para esses estudiosos.
§ O império dos caldeus foi marcado pelo domínio de
Nabucodonosor, que em 586 a. C. escravizou os judeus e os levou para os
Babilônios como escravos.
§ Este rei também foi o responsável pela reconstrução da
Babilônia transformando-a numa imponente cidade.
f)
Hebreus
§ A figura de Moisés e suas leis foram fundamentais para
unificar os hebreus
§ Os hebreus são um povo semita de origem hebraica
descendentes dos patriarcas descritos pela Bíblia como Abraão, Isaac e Jacó.
§ Monoteístas, os hebreus se organizaram através das
leis ditadas por Moisés e influenciaram as religiões judaica, cristã e
islâmica.
§ Eram seminômades e foram escravizados em vários
momentos da história, inclusive sob o reinado de Nabucodonosor e também pelos
egípcios.
§ Posteriormente, os hebreus se fixam em Israel e serão
expulso dali pelos romanos no ano de 135.
g)
Hititas
§ Os hititas integram uma civilização antiga
indo-europeia surgida entre dois mil anos a. C. e 1.340 a. C.
§ Seriam originários da região do mar Morto.
§ Formaram uma grande potência no Oriente Médio.
§ Eram politeístas e acreditavam que o rei, em vida, era
uma espécie de segundo deus.
§ A divindade era dividida com as funções de príncipe,
líder militar e juiz.
§ Quando morria, o rei se tornava o próprio deus.
PRIMEIRO
IMPÉRIO BABILÔNICO (1800-1600 a. C.)
a)
Cidade da
Babilônia
§ Recriação da Babilônia com seus jardins e seu portal
de entrada azul (abaixo, à direita)
§ Entre os invasores da Mesopotâmia, que derrubaram os
acádios, estavam os amoritas, provenientes do deserto árabe. Os amoritas se
estabeleceram na cidade de Babilônia, na Média Mesopotâmia.
§ Por volta do século XVIII a. C., Hamurabi, rei da
Babilônia, conseguiu unificar toda a região fundando o Primeiro Império
Babilônico.
§ A cidade transformou-se num dos maiores centros
urbanos da Antiguidade, onde se erguiam importantes monumentos arquitetônicos.
§ É o caso do Zigurate - de Babel, citado na Bíblia como
a torre construída para se chegar ao céu.
CÓDIGO
DE HAMURABI E A CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMICA
§ Hamurabi, o mais importante rei da Babilônia,
organizou o primeiro código de leis escritas - Código de Hamurabi. Para o
soberano, se as leis estivessem gravadas, todos poderiam obedecê-las em
qualquer lugar do reino.
§ Deste modo, o Código apresentava uma série de penas
para delitos em todos os âmbitos da vida, seja doméstico ou profissional, em
relação à propriedade de imóveis e escravos.
§ As punições previstas variavam de acordo com a
condição social da vítima e do infrator.
§ O Código de Hamurabi pode nos parecer cruel nos dias
atuais, mas tinha como objetivo regularizar a vingança. Dele se extraiu a Lei
de talião, que pregava o princípio do "olho por olho, dente por
dente".
§ No entanto, devemos entender que a sociedade para o
qual foi criado não havia a noção de um Direito constituído e, em teoria,
qualquer pessoa poderia fazer justiça com as próprias mãos.
CARACTERÍSTICAS
DOS POVOS DA MESOPOTÂMIA
1.
Baixo Relevo
mesopotâmico
§ Aspecto de um baixo-relevo utilizado na decoração de
templos, muros e palácios da Mesopotâmia.
§ Apesar da grande diversidade cultural, algumas
características eram comuns às diferentes sociedades que se desenvolveram na
Mesopotâmia.
2.
Economia
§ A base da economia era a agricultura, que dependia das
cheias dos rios Tigres e Eufrates.
§ O sistema monetário era pouco desenvolvido, mas a
cevada e os metais eram utilizados como referência de valor.
3.
Sociedade
§ Na região predominavam as pessoas livres.
§ Os escravos surgiram durante as guerras e pertenciam à
comunidade.
§ Eram utilizados nos trabalhos mais duros, como o das
minas.
4.
Religião
§ Os povos mesopotâmicos eram politeístas.
§ Cada povo cultuava com mais intensidade uma divindade:
os babilônios, Marduk; os assírios, Assur.
§ Uma deusa bastante popular era Ishtar, protetora da
fertilidade, vida, beleza e do amor.
5. CIÊNCIA E
CULTURA
§
Os povos mesopotâmicos destacaram-se na ciência,
arquitetura e literatura. Observando o céu, os sacerdotes desenvolveram os
princípios da astronomia e da astrologia.
§
Os Zigurates, templos que abrigavam celeiros e
oficinas, eram também verdadeiras torres de observação dos céus. Descreveram
cálculos do movimento de planetas e estrelas e a elaboração de sofisticados
calendários.
§
Foi os mesopotâmios que elaboraram o calendário
dividindo o ano em 12 meses e a semana em sete dias, cada um em períodos de 12
horas.
§
Desenvolveram ainda cálculos algébricos, dividiram os
círculos em 360 graus e calcularam as raízes quadrada e cúbica. Na arquitetura,
introduziram o uso de arcos e decoração em baixo relevo.
§
Na literatura, criaram poemas e narrativas épicas,
como a Epopeia de Gilgamesh, inspiradora da descrição do dilúvio bíblico.
Curiosidades
REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval,
Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho.
História – Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
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AULA MATERIAL/ PDF
Resumo PDF:
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Vídeo- Aula: You Tube1: Civilização Antiga: Mesopotâmia
Como gasto o meu tempo?
“... precisa conhecer a si mesmo para aprender a
missão andar por aí, segue o princípio que por intermédio da educação aflora
seu interior.”
(Prof. Gilberto Moura)
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Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2020
Etapa: 1ª Turno: Noturno
Aula:
PERÍODOS DA HISTÓRIA EGÍPCIA
§ A história do Egito divide-se em três fases: o Antigo Império, Médio Império e o Novo Império.
§ Ao longo desses três períodos, o Egito atingiu o apogeu. Porém, a partir do século VII a. C. o Egito foi invadido por vários povos e perdeu o seu antigo esplendor.
ANTIGO IMPÉRIO (3200 a. C. – 2100 a. C.)
§ Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura - são desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época.
§ As pirâmides eram túmulos dos faraós. Para o seu interior era levada grande quantidade de objetos que pertenciam ao soberano, como móveis, joias e outros objetos preciosos.
§ Durante o Antigo Império, o faraó conquistou amplos poderes. Isso acabou gerando alguns conflitos: os grandes proprietários de terra e os chefes dos diversos nomos não aceitaram a situação e procuraram diminuir o poder do faraó. Essas disputas acabaram por enfraquecer o poder político do Estado.
MÉDIO IMPÉRIO (2100 a.C. – 1580 a.C.)
§ Durante o Médio Império, os faraós reconquistaram o poder político no Egito. A capital passou a ser Tebas.
§ Nesse período, conquistas territoriais trouxeram prosperidade econômica. Mas algumas agitações internas voltariam a enfraquecer o império, o que possibilitou, por volta de 1750 a. C., a invasão dos hicsos, povo nômade de origem asiática. Os hicsos permaneceram no Egito cerca de 170 anos.
NOVO IMPÉRIO (1580 a.C. – 715 a.C.)
§ O período iniciou-se com a expulsão dos hicsos e foi marcado por numerosas conquistas territoriais. Em seu final ocorreram agitações internas e outra onda de invasões. Devido ao enfraquecimento do Estado, o Egito foi conquistado sucessivamente pelos assírios (670 a. C.), persas (525 a. C.), gregos (332 a. C.) e romanos (30 a. C.).
POLÍTICA E SOCIEDADE DO EGITO ANTIGO
§ Inicialmente, os egípcios se organizaram por meio de um conjunto de comunidades patriarcais chamadas de nomos. Os nomos eram controlados por um chefe chamado nomarca. Os nomos se agrupavam em duas regiões distintas, que formavam dois reinos rivais: o reino do Alto Egito e o reino do Baixo Egito.
§ Por volta de 3.200 a. C. o reino do Norte dominou o reino do Sul, unificando assim, o Egito. O responsável por essa união foi Menés, que passou, então, a ser chamada de faraó, cujo significado é “casa grande”, “rei das duas terras”. O poder dos reis passava de pai para filho, isto é, era hereditário. Como os egípcios acreditavam que os faraós eram deuses ou, pelo menos, representantes diretos dos deuses na Terra, a forma de governo que se instalou foi chamada de monarquia teocrática.
§ Como podemos perceber, a sociedade egípcia era organizada em torno do faraó, senhor de todas as terras e de todas as pessoas. Ele era responsável pela justiça, pelas funções religiosas, pela fiscalização das obras públicas e pelo comando do exército. O faraó era considerado um deus vivo, filho de deuses e intermediário entre eles e a população. Em sua honra, realizavam-se inúmeros cultos.
§ Abaixo do faraó, e em ordem de importância, estavam o Vizir do Alto Egito, o do Baixo Egito e o Sumo-Sacerdote de Amon-Rá, um dos principais deuses do Egito Antigo. Os vizires contavam com a ajuda dos supervisores e dos nomarcas, isto é, os governadores dos nomos, os distritos do Egito. Os nomarcas por sua vez, eram auxiliados pelos funcionários do governo, os escribas, que sabiam ler e escrever.
§ A centralização política do Egito não foi de fato uma constante em sua história. Vários episódios de dissolução do Estado podem ser observados durante sua trajetória. Por volta de 2.300 a. C., uma série de contendas internas e invasões deram fim à supremacia do faraó. Nos três séculos subsequentes os nomos voltaram a ser a principal unidade de organização sócio-política. Esse primeiro período que vai da unificação ao restabelecimento dos nomos corresponde ao Antigo Império.
§ Ao fim do século XXI a. C., o Estado centralizado foi restabelecido graças aos esforços do faraó Mentuhotep II. A servidão coletiva foi mais uma vez adotada, permitindo a construção de vários canais de irrigação e a transferência da capital para a cidade de Tebas. Mesmo sendo um período de diversas conquistas e desenvolvimento da cultura egípcia, o Médio Império chegou ao seu fim em 1580, com a dominação exercida pelos hicsos.
§ A presença estrangeira serviu para que os egípcios se unissem contra a presença dos hicsos. Com a expulsão definitiva dos invasores, temos o início do Novo Império.
§ Nessa época, presenciamos a dominação egípcia sob outros povos. Entre as civilizações dominadas pelos egípcios, destacamos os hebreus, fenícios e assírios. Tal expansão das fronteiras possibilitou a ampliação das atividades comercias durante o Novo Império.
§ O Novo Império, considerado o mais estável período da civilização egípcia, teve seu fim com a deflagração de uma série de invasões. Os assírios, persas, macedônios e romanos invadiram e controlaram o Egito ao longo da Antiguidade. Ao longo de mais de 2500 anos, os egípcios ainda foram alvo do controle árabe, turco e britânico.
ECONOMIA
§ A agricultura era a atividade econômica principal dos egípcios. Inicialmente, para melhor aproveitar as águas do rio Nilo, os camponeses uniam-se, empenhando-se na construção de diques e no armazenamento de cereais para a época de escassez.
§ Com o tempo, a produção agrícola tornou-se variada, sendo cultivado algodão, linho (utilizados na fabricação de roupas), trigo, cevada, gergelim, legumes, frutas e, principalmente, oliveiras.
§ Às margens do rio os camponeses faziam pomares e hortas, produzindo favas, lentilhas, grão–de–bico e pepinos. Cultivavam ainda uva, utilizada na fabricação do vinho.
§ Perto de suas casas, eles criavam porcos e carneiros. O trabalho no campo era realizado com o auxílio de um arado de madeira puxado por bois.
§ Os camponeses que moravam nos pântanos e nos lagos costeiros, organizados em equipes, criavam em tanques numerosas variedades de peixes. O peixe, seco e conservado, era consumido muitas vezes com pão e cerveja, e constituía parte importante da alimentação dos egípcios.
§ Contando com um intenso artesanato, o comércio também foi outra importante atividade econômica no Egito Antigo.
RELIGIÃO
§ A religião desempenhava papel importante na sociedade egípcia: todos os aspectos da vida de um egípcio eram regulados por normas religiosas.
§ Havia cerimônias religiosas para os acontecimentos individuais: nascimento, casamento, morte, etc., e também para os acontecimentos que envolviam toda a sociedade, como as festas na época da colheita.
ABERTURA DA BOCA: UM DOS RITUAIS FUNERÁRIOS DO ANTIGO EGITO
§ As crenças egípcias giravam em torno da adoração de vários deuses, o politeísmo, e a crença em deuses com forma humana e animal, o antropozoomorfismo. Muitos deles eram associados a determinadas forças da natureza.
§ O politeísmo egípcio era acompanhado pela forte crença em uma vida após a morte. É a partir desse princípio religioso que podemos compreender a complexidade dos rituais funerários e a preparação dos cadáveres através do processo de mumificação.
§ Os antigos egípcios acreditavam numa vida após a morte e no retorno do espírito ao corpo. Muito do que conhecemos hoje sobre os costumes e o modo de vida do Egito Antigo está associado a essa crença. A maior parte do nosso conhecimento vem da análise das pinturas e dos objetos deixados pelos egípcios nos túmulos.
RITUAIS DE VIDA E MORTE
§ Os egípcios acreditavam na vida após a morte, mas se quisessem gozar o outro mundo, seus corpos teriam de sobreviver. Por essa razão, mumificavam seus mortos. A técnica de preservar corpos é chamada de embalsamamento e os egípcios foram verdadeiros mestres nessa atividade.
§ Após a morte, o corpo era esvaziado e desidratado com a ajuda de um sal especial. Em seguida, embalsamado e envolvido com faixas de tecido de linho. As vísceras do morto eram colocadas separadamente em quatro recipientes.
§ Somente o coração era substituído por algum objeto. Por ser impossível conservá-lo, uma peça em forma de escaravelho (inseto de quatro asas, também chamado de Bicho-bolo) era colocada em seu lugar. Em geral, um texto sagrado envolvia o novo "coração". Assim, o anterior era substituído simbolicamente.
§ Enquanto os embalsamadores se ocupavam da proteção do corpo, uma sepultura era preparada e decorada.
§ Nem todos os egípcios eram enterrados em pirâmides, como acontecia com os faraós. O sepultamento variava conforme a posição social do indivíduo e sua riqueza. Havia outros tipos de túmulos: os hipogeus e as mastabas.
§ Os hipogeus eram túmulos subterrâneos cavados nas rochas, principalmente nos barrancos de rios ou nas encostas de montanhas. Podiam possuir vários compartimentos e ser ricamente decorados. As mastabas eram tumbas, de base retangular, que tinham no interior uma sala para oferendas, uma capela e uma câmara mortuária subterrânea, onde ficavam os mortos. As pessoas mais humildes eram enterradas em covas simples no meio do deserto.
§ Para o interior do túmulo, os egípcios levavam objetos de uso diário e as riquezas que possuíam e pintavam cenas cotidianas. Acreditavam que, agindo assim, garantiriam o conforto na vida após a morte.
§ Um ponto curioso nos rituais do Egito era a zoolatria, ou seja, a adoração de animais. Os animais tidos como sagrados eram também cuidadosamente mumificados, após a morte, e depositados em cemitérios especiais.
DEUSES E ESCRITA DO EGITO
§ Os egípcios cultuavam inúmeros deuses, com funções e aspectos variados. Existiam deuses cultuados em todo Egito e outros adorados apenas em determinados lugares. Entre os primeiros estavam os deuses ligados à morte e ao enterro, como Osíris.
§ O culto ao Isis e Osíris era o mais popular no Egito Antigo. Acreditava-se que Osíris e sua irmã-esposa, Isis, tinham povoado o Egito e ensinado aos camponeses as técnicas da agricultura. Conta à lenda que o deus Set apaixonou-se por Isis e por isso assassinou Osíris. Esse ressuscitou e dirigiu-se para o Além, tornando-se o deus dos mortos.
§ Os antigos egípcios acreditavam que as lágrimas de Isis, que chorava a morte do esposo, eram responsáveis pelas cheias periódicas do Nilo. Também era adorado o deus Hórus, filho de Isis e Osíris.
O CONHECIMENTO E AS ARTES
§ Os egípcios desenvolveram importantes conhecimentos em diversas áreas: na aritmética, na astronomia, na química e na área da saúde.
§ A medicina egípcia apresentava grandes avanços, como a criação de tratamentos médicos, delicadas intervenções cirúrgicas e tratamento de doenças, destaca-se ainda, a mumificação de cadáveres.
§ A fim de resolver problemas práticos desenvolveram técnicas como o controle das inundações, a construção de sistemas hidráulicos, a preparação da terra para a semeadura de acordo com o ciclo das estações.
§ As manifestações artísticas tinham evidentes conotações religiosas sempre voltadas para a glorificação dos deuses e a vida de alguns faraós. Na arquitetura e na engenharia a construção de pirâmides e templos representou um grande avanço em tais áreas.
A ESCRITA EGIPCIA
§ A escrita egípcia era feita com sinais ou caracteres pictóricos que representavam imagens de pássaros, insetos, objetos, etc., conhecidos como hieróglifos.
§ Segundo a maioria dos historiadores, os egípcios começaram a utilizar os hieróglifos por volta de 3200 a. C. Essa, com certeza são uma das escritas mais antigas do mundo.
§ Nesta escrita, cada sinal representava um objeto: havia partes do corpo humano, plantas, animais, edifícios, barcos, utensílios de trabalho, profissões, armas. Com o tempo, esses desenhos foram substituídos por figuras mais simplificadas ou por símbolos gráficos.
§ Para representar sentimentos, como ódio ou amor, ou ações como amar e sofrer, os egípcios desenhavam objetos cujas palavras que os designavam tinham sons semelhantes aos das palavras que os hieróglifos se referiam a algo concreto, havia um sinal vertical ao lado de cada figura. Se fossem referentes a algo abstrato, havia o desenho de um rolo de papiro. Se correspondesse à determinada pessoa, os hieróglifos traziam sempre a imagem de uma figura feminina ou masculina, mostravam um pequeno sol. Para completar, os hieróglifos podiam ser escritos da direita para a esquerda ou vice-versa a ordem certa, em cada caso, dependia da direção dos olhos das figuras humanas ou dos pássaros representados.
§ A partir dos hieróglifos, os egípcios desenvolveram outros sistemas. Veremos agora, em síntese, como eram empregados esses sistemas:
a) Hieroglífico: considerado sagrado, era utilizado pelos sacerdotes;
b) Hierático: era mais simples, utilizado pelos escribas nos papiros;
c) Demótico: o mais simplificado era de uso popular.
§ Para escrever era utilizado o papiro, espécie de papel fabricado com o talo de uma planta de mesmo nome, acompanhado de pincéis, paletas, tinteiros e um pilão. Quando eles iam escrever esmagavam os pigmentos no pilão e depois transferiam a tinta para o tinteiro, que tinha duas cavidades: Uma para tinta vermelha e outra para a tinta preta. Os pincéis eram umedecidos com água que ficava numa bolsa de couro. Algumas paletas tinham caráter espiritual para os escribas, sendo guardadas em seus túmulos.
§ A escrita hieroglífica foi decifrada pelo francês Jean-François Champollion, que, após anos de estudo, concluiu seu trabalho em 1822, decifrando a Pedra de Roseta, um pedaço de basalto negro onde estava gravado um texto em grego, hieróglifos e demótico.
§ Quem realizava este trabalho de registro eram os escribas. Os escribas eram altos funcionários a serviço do faraó. Tinha como dever, anotar o que acontecia nos campos, contar os grãos, registrar as cheias do Nilo, calcular os impostos que os camponeses deveriam pagar escrever contratos, atas judiciais, cartas, além de registrar os outros produtos que entravam no armazém.
§ Além da escrita, os escribas tinham que conhecer as leis, saber calcular impostos e ter noções de aritmética. Os escribas possuíam um pictograma próprio, representado pela paleta. Lê-se sech (escrever), e faz parte das palavras relacionadas com arquivos, impostos e tributos.
A VIDA DOS EGÍPCIOS
§ A maior parte da população egípcia morava em pequenas cabanas feitas de junco, madeira e barro. As casas eram construídas nos locais mais elevados, para não serem atingidas pelas inundações. Essas casas, além de fornecer abrigo nas noites frias, protegiam das tempestades de areia. Nas épocas de muito calor, as famílias procuravam locais mais elevados para tomar ar fresco e fugir do mormaço do interior das casas.
§ A casa dos camponeses era simples, geralmente com uma única divisão e quase sem móveis. Os camponeses possuíam apenas algumas esteiras, alguns utensílios de cozinha e alguns vasos. Como não havia talhares, as pessoas comiam com as mãos.
§ As casas dos egípcios mais ricos eram confortáveis. Feitas com tijolos de barro secos ao sol, elas eram bem decoradas e mobiliadas. Possuíam camas, mesas, cadeiras, e os bancos tinham assentos de couro ou de palha. Mesmo as casas de alguns artesãos, que não eram ricos, eram bem melhores que as casas dos camponeses.
§ A alimentação dos egípcios consistia de pão, cebola, alho, favas, lentilhas, rabanetes, pepinos e, às vezes, peixe. Essa alimentação era regada por cerveja não fermentada. Os pobres só comiam carne e frutas nos dias de festas. O vinho só aparecia na mesa dos ricos, que, além dos alimentos citados, consumiam frutas, queijos e carnes de animais domésticos e selvagens.
§ Em suas atividades de caça e pesca no Nilo, os egípcios navegavam em pequenas e frágeis embarcações feitas de feixes de papiro atados. Os pescadores trabalhavam em grupos e utilizavam enormes redes. Os nobres, porém, pescavam só por diversão, com auxílio de lanças.
§ Os camponeses e artesãos vestiam-se apenas com um pedaço de tecido, colocado em forma de tanga em volta da cintura. As mulheres usavam uma longa túnica e os meninos geralmente andavam nus. Os ricos usavam trajes mais requintados. Os nobres, por exemplo, usavam um saiote pregueado e suas mulheres, vestidos bordados com contas.
§ Nas cerimônias, tanto os homens como as mulheres usavam pesadas perucas. Além disso, independentemente de idade ou sexo, os egípcios gostavam de usar imensas joias – tiaras, brincos, colares, anéis, braceletes e pulseiras. Essas joias podiam ser de ouro, prata, pedras semipreciosas, contam de vidro, conchas ou pequenas pedras polidas de cores bonitas.
§ Os egípcios tinham ainda seus jogos e divertimentos. Os jovens nobres, por exemplo, costumavam sair em carros puxados por cavalos para ir ao rio pescar, apanhar aves ou caçar hipopótamos e crocodilos.
§ A luta e a natação eram os esportes mais populares. Os barqueiros costumavam formar equipes e fazer competições no rio. Nessas ocasiões iam armados com paus a fim de derrubar seus adversários na água.
§ Os egípcios apreciavam muito os jogos de tabuleiro. Esses jogos assemelhavam-se aos jogos de xadrez e de damas que conhecemos hoje.
§ As crianças egípcias também tinham seus jogos e brinquedos. Gostavam muito de dançar, disputar jogos de equipe, e brincar com bonecas e bolas.
AS MULHERES NA SOCIEDADE EGÍPCIA
§ Os relevos e pinturas dos túmulos fornecem imenso e importante material para se estudar a vida cotidiana dos amigos egípcios. Apesar de os grandes túmulos terem pertencido apenas aos membros dos grupos sociais mais ricos, algumas cenas de seu interior permitem-nos lançar um olhar sobre o cotidiano de grande parte da população.
§ As informações transmitidas por estas cenas podem ser complementadas por objetos de uso diário, que eram muitas vezes sepultados com seus proprietários. Os textos literários e administrativos são também importantes.
§ Assim, é possível conhecer um pouco o papel das mulheres no Egito Antigo analisando a decoração dos túmulos. Nessas cenas, a esposa ou a mãe do proprietário do túmulo têm maior destaque. Em geral, as duas aparecem vestidas de forma simples, mas elegante, sentadas comodamente com o homem à mesa de oferendas. Por vezes, elas acompanham o homem quando ele observa cenas de trabalho.
§ No outro extremo, encontramos as mulheres ocupadas em trabalhos servis, fazendo pão e cerveja, fiando ou tecendo. São atividades feitas, provavelmente, em aposentos domésticos de uma casa mais rica.
§ A cor amarelada da pele das mulheres indica, entre outras coisas, uma menor exposição ao sol do que a dos homens, representados com aparência mais avermelhada. Isso sugere uma reclusão maior da mulher.
§ É possível que não fosse seguro para elas se aventurarem pelos espaços externos. Um texto de Ramsés III afirma: "Tornei possível à mulher egípcia seguir seu caminho, podendo as suas viagens prolongar-se até onde ela quiser, sem que qualquer outra pessoa a assalte na estrada", o que implica não ter sido sempre este o caso.
§ Nos túmulos mais antigos as mulheres estão ausentes dos trabalhos de maior destaque e das diversões mais agradáveis. Para além das cenas de tocadoras de instrumentos e de dançarinas acrobáticas, o papel das mulheres neste período parece ter sido muito restrito.
§ As mulheres não tinham quaisquer títulos importantes e, à exceção de alguns membros da família real e das rainhas, dispunham de pouco poder político.
§ O titulo que detinham em geral era o de senhora da casa. Quase todas eram analfabetas.
REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História – Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
Sites
Resumo PDF:
https://drive.google.com/file/d/15rfFY5QNo9e0syQjBJ-Vw_lLKIfTOjbf/view?ts=5ec80092 Slides: PDF: https://drive.google.com/file/d/1deRCbefvz20NTLjgNg1f6Hk8lWzxhfkx/view?ts=5ec94ab9 Slides: VÍDEO
Vídeo- Aula: You Tube1:PERÍODOS DA HISTÓRIA EGÍPCIA
Vídeo- Aula: You Tube 2: Egito- Cultura e Arte
Vídeo- Aula: You Tube Economia
Vídeo- Aula: You Tube ENEM:
TAREFAS:
Parte I (10 a 13/03/2020)
b) Questões:
https://drive.google.com/file/d/1PbGF207LMdL_dXmDU0WEZrUerDf01OYd/view?ts=5ec8009 Parte II (17 a 20/03/2020) Questão Discursiva: https://drive.google.com/file/d/1yGt_GmQvk5gZy8ZTB3v2likhQvmCqU9X/view?ts=5ed7f2c7
Parte Única: escolha do educando, Resumo e debate- apresentação (final do período)
a) Leitura do Livro: PDF História do Egitohttps://drive.google.com/file/d/1AfKTe_30pPC5jc_2ppPg98wFmoaNZMeD/view?ts=5ed7cfcd b) Resumo: Descrição (Redação)
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CE CRUZEIRO DO SUL
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Professor: Gilberto Moura
AULA EXTRA 1º Período.
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Disciplina: História Ano: 2020
Etapa: 1º & 2ª Turno: Turno: Noturno
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Valioso tempo d’agora
"Tempo, senhor de toda criação, construção, destruição e reconstrução!"
(Prof. Gilberto Moura)
Oração Ao Tempo (Maria Gadú)
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo.
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo.
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo
O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e migo
Tempo tempo tempo tempo
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e migo
Tempo tempo tempo tempo
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo
E
(Os cinco poemas de mais sucesso declamados por Antônio Abujamra)
Tratado geral das grandezas do ínfimo’, de Manoel de Barros
“A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.”
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.”
O valioso tempo dos maduros’, Mário de Andrade
Como Abujamra adaptou este poema, nós colocamos abaixo tanto a versão original quanto a alterada.
Original:
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos
tentando destruir quem eles admiram cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário
geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos?
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa?
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!”
ADAPTAÇÃO:
“Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro. Então, já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero reuniões em que desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos cobiçando o lugar de quem eles admiram.
Já não tenho tempo para conversas inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas.
Detesto pessoas que não debatem conteúdos, mas apenas rótulos!
Quero viver ao lado de gente que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
Apenas o essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!”
‘Esquece o Futuro’, de Michel de Montaigne
"Esquece o futuro... Ele não te pertence!
O presente te basta!
Mas é preciso ser rápido, quando ele é mau presente.
E andar devagar quando se trata de saboreá-lo.
Expressões como: ‘passar o tempo’ espelham bem a maneira de viver dessa gente prudente, que imagina não haver coisa melhor para fazer da vida.
Deixam passar o presente, esquivam-se, ignoram o presente Como se estar vivo posse uma coisa desprezível.
Porque a natureza nos deu a vida em condições tão favoráveis que só mesmo por nossa culpa ela poderia se tornar pesada e inútil!"
Mas é preciso ser rápido, quando ele é mau presente.
E andar devagar quando se trata de saboreá-lo.
Expressões como: ‘passar o tempo’ espelham bem a maneira de viver dessa gente prudente, que imagina não haver coisa melhor para fazer da vida.
Deixam passar o presente, esquivam-se, ignoram o presente Como se estar vivo posse uma coisa desprezível.
Porque a natureza nos deu a vida em condições tão favoráveis que só mesmo por nossa culpa ela poderia se tornar pesada e inútil!"
‘Não quero muitas e nem poucas palavras’, de Aline Binns
“Não quero muitas e nem poucas palavras.
Não quero definições e nem quero sentenças.
Quero apenas caminhar com sede
E ouvir-me silenciosamente, enquanto atravesso essa vida em tumulto.
Esse alarde, essa insana busca de tudo, para o nada que preciso.”
Não quero definições e nem quero sentenças.
Quero apenas caminhar com sede
E ouvir-me silenciosamente, enquanto atravesso essa vida em tumulto.
Esse alarde, essa insana busca de tudo, para o nada que preciso.”
‘Arte de Amar’, de Manuel Bandeira
“Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.”
A FORMAÇÃO DO ALUNADO EJA (EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS)
1.1 Paulo Freire, o Patrono da Educação Brasileira
ü O professor, pedagogo e filósofo Paulo Freire (1921 - 1997) é o nome brasileiro de maior peso quando se fala em educação. Seu legado para a pedagogia e prática educacional mundial lhe rendeu incontáveis honrarias, prêmios, e referências no meio acadêmico.
ü O educador Paulo Freire figura entre as personalidades brasileiras mais homenageadas da história, com grau honorário de doutor em universidades europeias, africanas e americanas, prêmios da UNESCO e um reconhecimento incomparável na sua atuação pela educação, especialmente a popular. Afirma, que:
“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”
“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”
“Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje (...). Temos de saber o que fomos, para saber o que seremos.”
“Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.”
“Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes.”
“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.”
CONHECIMENTO,
“Conhecimento,
O interior faz caminho
Gira rumo de sabedora,
O exterior têm aventura
Vira mira de aprendizagem.”
Prof. Gilberto Moura
1.2 O Alunado da EJA
ü São informações importantes para que se possa compreender a interpretação do aluno da EJA sobre esses aspectos e como essa interpretação irá orientar a sua conduta.
ü A estética enquanto fenômeno perceptivo e interativo faz a passagem entre indivíduo e conhecimento, orienta o sentido das formulações práticas e teóricas sob o critério da sensibilidade, é mediadora entre o imaginário individual e o imaginário social.
ü Paulo Freire (2006) aponta outro aspecto inerente à educação estética: a curiosidade estética. Ele a define como uma espécie de abertura à compreensão do que se acha na órbita da sensibilidade do ser desafiado
“Há outra forma curiosa de nos entregarmos gostosamente ao desafio. Trata-se da curiosidade estética. Ela me faz parar para admirar o pôr-do-sol. É o que me detém, perdido na contemplação da rapidez e elegância com que se movem as nuvens no fundo azul do céu. É o que me emociona em face da obra de arte que me centra na boniteza (Paulo Freire)
DIMENSÃO ESTÉTICA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)
ü A estética encontra-se na base do conhecimento humano, ela é parte essencial do processo de ensino e de aprendizagem.
ü O ato de conhecer nos impele a procurar por uma ordem íntima nas coisas, a estabelecer relações que produzam sentidos, que originem uma verdade. Ao conquistarmos essa verdade, essa justeza que acalma nossas inquietações diante do desconhecido, encontramos beleza.
ü A busca pela beleza está na essência do ensinar e do aprender, independente da natureza dos conteúdos que separam as áreas do conhecimento humano.
ü Uma Educação Estética para jovens e adultos pressupõe que na relação entre professor e aluno haja espaço para o sensível, requer o tratamento dos conteúdos escolares por meio de abordagens estéticas: aprendizagens fundadas na experiência, que impulsionem o sujeito a conduzir o mundo para dentro de si – um dos significados da palavra grega aisthèsis
Seja medidor de Conhecimento
“Gere a orbe essência
Ora constitua a atuação
Que germine-se coisa d’ontem.
Esteja registrador de aprendizagem.
Vira o mundo interior
Vez avizinhar-se da ação
Que abrolhe-se algo d’presente.
Fique medidor de informação
Conduz a orbe essencial
Ora abeira de preleção
Que singre-se via d’agora.
Continue registrador de sabedoria
Gira o mundo exterior
Vez achegar de lição
Que instrui-se melhor vida.”
(Prof. Gilberto Moura)
CONCEITO DE HISTÓRIA:
ü A história é uma ciência que estuda a vida do ser humano através do tempo.
ü Aprender História é essencial para formar indivíduos com senso crítico em relação ao mundo no qual estão inseridos.
ü Segundo Marc Bloch, a história tem por objeto o homem e por isso ela é a ciência que estuda o ser humano no tempo.
ü O tempo é o plasma que envolve os fenômenos como lugar de sua inteligibilidade (...) que entendemos os fatos históricos, pois somente o contexto pode nos auxiliar a compreender os acontecimentos.
O PARADIGMA (MODELO):
ü O tempo é contínuo, mas está em eterna mudança;
POR QUE ESTARIA O TEMPO EM MUDANÇA?
ü Porque novos acontecimentos no presente transformam as sociedades e contribuem para que mudemos nossa forma de compreender o passado.
TEMPO CRONOLÓGICO
ü É aquele que pode ser contado, agrupado em dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos e milênios.
ü É o tempo registrado nos calendários.
TEMPO HISTÓRICO
ü Tem como agentes os grupos humanos, os quais provocam as mudanças sociais, ao mesmo tempo em que são modificados por elas.
ü É o modo como cada grupo ou sociedade vivencia, percebe e organiza o seu tempo cronológico, ou seja, o modo de vida varia muito de uma sociedade para outra, cada uma tem sua organização social e econômica; seus membros tem mentalidade e visão de mundo próprias, criadas, desenvolvidas e modificadas ao longo de sua história.
ü Portanto, embora o tempo passe igualmente para todo o mundo, nem todos passam pelo tempo da mesma forma.
A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA
“A história é um profeta com o olhar voltado para trás. Pelo que foi e contra o que foi e anuncia o que será." (Eduardo Galeano)
ü A História, contudo, tem dentro de si várias Histórias. Ela é plural tanto pela diversidade das perspectivas, a partir das quais é produzida, quanto pela riqueza dos temas que aborda.
ü A História pode ser política, econômica, religiosa, das idéias, das mentalidades, dos costumes, da cultura, do cotidiano, das relações internacionais, das regiões, dos municípios, do mundo, antiga, medieval, moderna, contemporânea e Pós-Moderna.
OBJETIVOS DA HISTÓRIA:
“O objetivo da História é por natureza o ser humano” (Marc Bloch)
ü História é uma das formas em que as sociedades interrogam criticamente a si mesmas. Cada época faz a trajetória temporal dos homens as perguntas e solicitações que suas próprias realidades e necessidades sugerem.
ü A busca de respostas às nossas inquietações, aos dilemas políticos e pedagógicos tem um alvo: a educação escolar. A escola, como lugar social, local de trabalho, espaço de conflitos, de formas culturais de resistência, exerce, um papel fundamental na formação da consciência histórica dos cidadãos. A História e o seu ensino são, fundamentalmente, formativos
PASSADO E PRESENTE
ü O presente estaria ligado em cadeia ao passado (p. 60); Isso porque o presente é resultado dos acontecimentos do passado;
ü A fronteira entre passado e presente é um movimento constante – essa fronteira se move de acordo com a compreensão humana do passado.
ü Os sentimentos influem na análise independente da distância temporal (p. 61) – pois, toda a leitura do passado, ou seja, o estudo do historiador é motivado por interesses e por sua própria vivência, assim seu processo de interpretação do passado é influenciado por seus sentimentos e escolhas;
ü O presente se explica pelo passado.
O ESTUDO PARA MUDANÇA DOS HOMENS NA DURAÇÃO DO TEMPO A PARTIR DE DOIS EIXOS
ü As causas da mudança: são todos os acontecimentos que podem ter influído desenvolveram no desenvolvimento do fato histórico;
ü As consequências da mudança: são os acontecimentos que se em decorrência do fato histórico.
FONTES HISTÓRICAS
ü São documentos que, através de seus sinais e interpretação, permitem que o historiador possa reconstruir e recontar a história
O PAPEL DA DISCIPLINA HISTÓRIA
ü O ensino de História é fundamental para e na formação social do indivíduo e de uma nação, sobretudo porque pode possibilitar a este indivíduo a percepção dele como sujeito e agente da História ao aprender, analisar e refletir sobre as relações dos diferentes grupos humanos em tempos e espaços diversos.
TEMOS O NOSSO PRÓPRIO TEMPO
Tempo Perdido (Legião Urbana)
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens
Tão Jovens! Tão Jovens!
Prof. Gilberto Moura)
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denise Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
Resumo PDF:
Slides: PDF:https://drive.google.com/file/d/1vHTXa43ecwoXymhbUtMoxbs05H3AJV4A/view?ts=5e448649
Vídeo- Aula: You Tube1: Oração ao tempo - Maria Gadú
Vídeo- Aula: You Tube 2: O tempo é agora.
Vídeo- Aula: You Tube 3: O que é História e tempo.
Vídeo- Aula: You Tube ENEM: O QUE É HISTÓRIA/ENEM
Tarefas:
a) Cópia:
b) Questões:
https://drive.google.com/file/d/1cdbUbqPJcqU0UXVoKEbEBEeQBqi67-86/view?ts=5e448699
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