quarta-feira, outubro 30, 2019

terça-feira, outubro 01, 2019

"... conhecimento surge no alvorecer dos primeiros dias e de forma tão imperceptível..."

"... conhecimento surge no alvorecer dos primeiros dias e de forma tão imperceptível..."
Autor: Gilberto Moura
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1ª Etapa: A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE MÉDIA (PARTE II)

Prof.Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.

1ª  ETAPA A, B

A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE MÉDIA (PARTE II)
 CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO
§  A partir do século X, o aumento considerável do número de pessoas foi um fator decisivo para que surgisse uma nova classe social interessada sobretudo, no comércio: a burguesia.
§  A classe burguesa, formada por artesões, mercadores, banqueiros e donos de companhias de comércio, eram habitantes das antigas cidades medievais fortificadas, denominadas de burgos.
§  Com isso, o poder da nobreza, dos senhores feudais e do clero também entram em declínio.
§  Diante desse sistema, ficou difícil suprir as diversas necessidade da população (alimentação, moradia, saúde, etc.) que praticamente duplicou nos séculos seguintes.
§  Essa explosão demográfica gerou uma população marginal, sem emprego e sem terras.
§  A partir do século XV o renascimento urbano e comercial propiciou o aumento e a estabilidade da população.

REVOLUÇÃO BURGUESA
§  Com o surgimento da burguesia, muitas pessoas fugiam dos feudos (êxodo rural) para as cidades em busca de melhores condições.
§  O surgimento da moeda, o desenvolvimento das cidades medievais e da intensificação das atividades comerciais, foram essenciais para que o sistema feudal entrasse em declínio.
§  A nova classe social que surgia aspirava contra o absolutismo, almejando independência e propondo uma nova economia, baseada no sistema capitalista (burguesia mercantil).
§  Além disso, a burguesia lutava pelo enriquecimento e pela mobilidade social, sistema desconhecido na sociedade feudal.

A PESTE NEGRA
§  Um dos fatores que assolaram a população na Idade Média, foi a epidemia da peste negra (ou peste bubônica), que matou milhões de pessoas a partir do século XIV, ou seja, cerca de um terço da população europeia.
§  Entre 1346 e 1353, a falta de higiene e de condições favoráveis de vida foram determinantes para que a peste atingisse grande parte da população.
§  Assim, a diminuição da mão- de-obra caiu drasticamente, revelando um pouco da crise feudal que se iniciava.
§  A população vivia em condições precárias de habitação e higiene, o que fez com que o vírus da peste, que se alojava nas pulgas dos ratos, se proliferasse drasticamente.
§  Isso implicou principalmente, na maior opressão e exploração dos poucos servos que ainda trabalhavam nos feudos, o que deixou cada vez mais a população descontente, levando a diversas revoltas camponesas, das quais se destacam:
a)      A Jacquerie ou revolta dos Jacques:
ü  Foi uma insurreição camponesa que teve lugar no Norte de França, entre 28 de maio e 9 de julho de 1358 - durante a Guerra dos Cem Anos.
ü  Jacques Bonhomme, de conotação paternalista, que designava genericamente um camponês e que posteriormente foi usada pejorativamente, equivalendo a "joão-ninguém".
ü  A revolta iniciou-se de forma espontânea, refletindo a sensação de desespero em que viviam as camadas mais pobres da sociedade, depois da Peste Negra, numa altura em que a França se encontrava num vazio de poder e à mercê das companhias livres, bandos de mercenários renegados que vagueavam pelo país.
ü  As elites acabaram por esmagar a revolta em menos de um mês, matando, no processo, cerca de vinte mil homens, o que viria a contribuir para o agravamento do problema demográfico do país.

b)    A Revolta Camponesa de 1381.
ü  Foi uma das numerosas revoltas populares da Baixa Idade Média, na Europa, e um dos principais eventos da História da Inglaterra, sob o feudalismo.
ü  Marca o começo do fim da servidão no país, com a luta por reformas e pelos direitos dos servos.
ü  Também conhecida como rebelião de Tyler, teve lugar durante a Guerra dos Cem Anos e não foi apenas a insurreição mais amplamente difundida e radical da história inglesa, como também a mais bem documentada rebelião popular da Idade Média.
ü  Os nomes dos seus principais líderes - John Ball, Wat Tyler e Jack Straw - ainda são lembrados embora pouco se saiba sobre eles.
ü  A revolta foi desencadeada em parte devido à introdução de um imposto pago por cabeça (poll tax) de um xelim por adulto, introduzido em 1377 como forma de financiar as campanhas militares no continente - uma continuação da Guerra dos cem anos, travada por Eduardo III.
ü  Paralelamente aos aspectos materiais em disputa, existia uma questão ideológica e religiosa: alguns pregadores lollardos estavam ligados à revolta.

AS CRUZADAS
§  Uma série de expedições de caráter religioso, econômico e militares organizadas pela Igreja, que o comércio se intensificou e o renascimento comercial surgiu na Europa.
§  As comercializações de produtos com o Oriente a partir da abertura do mar mediterrâneo foi um fator determinante para a queda do sistema feudal, com o aumento das rotas comerciais.
§  Ainda que do ponto de vista religioso elas não tenham atingido muitos objetivos, as Cruzadas favoreceram o desenvolvimento comercial, pondo fim a dominação árabe no Mar Mediterrâneo.
§  A Igreja não era a única interessada no êxito dessas expedições: a nobreza feudal tinha interesse na conquista de novas terras; cidades mercantilistas como Veneza e Gênova.
§  Deslumbravam com a possibilidade de ampliar seus negócios até o Oriente e todos estavam interessados nas especiarias orientais, pelo seu alto valor, como: pimenta-do-reino, cravo, noz-moscada, canela e outros.
§  Movidas pela fé e pela ambição, entre os séculos XI e XIII, partiram para o Oriente oito Cruzadas.
a)    A primeira (1096 – 1099):
ü  Não tinha participação de nenhum rei.
ü  Formada por cavaleiros da nobreza, em julho de 1099, tomaram Jerusalém.
b)   A segunda (1147 – 1149):
ü  Fracassou em razão das discordâncias entre seus líderes Luís VII, da França, e Conrado III, do Sacro Império.
ü  Em 1189, Jerusalém foi retomada pelo sultão muçulmano Saladino.

c)    A terceira cruzada (1189 – 1192):
ü  Conhecida como “Cruzada dos Reis”, contou com a participação do rei inglês Ricardo Coração de Leão, do rei francês Filipe Augusto e do rei Frederico Barbarruiva, do Sacro Império.
ü  Nessa cruzada foi firmado um acordo de paz entre Ricardo e Saladino, autorizando os cristãos a fazerem peregrinações a Jerusalém.
d)   A quarta cruzada (1202 – 1204):
ü  Foi financiada pelos venezianos, interessados nas relações comerciais.
e)        A quinta (1217 – 1221):
ü  Liderada por João de Brienne, fracassou ao ficar isolada pelas enchentes do Rio Nilo, no Egito.
f)                   A sexta (1228 – 1229)
ü  Ficou marcada por ter retomado Jerusalém, Belém e Nazaré, cidades invadidas pelos turcos.
g)             A sétima (1248 – 1250):
ü  Foi comandada pelo rei francês Luís IX e pretendia, novamente, tomar Jerusalém, mais uma vez retomada pelos turcos.
h)                 A oitava cruzada (1270)
ü  Última cruzada foi um fracasso total.
ü  Os cristãos não criaram raízes entre a população local e sucumbiram.
§  As Cruzadas não conseguiram seus principais objetivos, mas tiveram outras consequências como o enfraquecimento da aristocracia feudal, o fortalecimento do poder real, a expansão do mercado e o enriquecimento do Oriente.
RENASCIMENTO:
§  Com novas descobertas e mudanças nos âmbitos religioso, comercial, urbano, cultural, artístico e científico, surge no século XV na Itália, o Renascimento: movimento artístico, filosófico e cultural que permitiu a mudança de mentalidades na sociedade europeia.
§  Com ele, o antropocentrismo humanista, deu lugar ao teocentrismo que dominava a vida da população na Idade Média, junto ao poder da Igreja, a qual participava inteiramente da vida dos cidadãos.
§  O renascimento comercial favoreceu as trocas comerciais, aumentando a economia e gerando o sistema capitalista.

REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
https://www.indavoula.com.br/cur

2ª Etapa: A Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil

Prof. Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 2ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.
2ª  ETAPA A, B
Resumo PDF:
A TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL
AS CAUSAS DA VINDA DA FAMÍLIA REAL PARA O BRASIL
§   No início do século XIX Napoleão Bonaparte era imperador da França.
§   Ele queria conquistar toda a Europa e derrotou os exércitos de vários países.
§   Mas não conseguiu vencer a marinha inglesa.
§   Para enfrentar a Inglaterra, Napoleão proibiu todos os países europeus de comercializar com os ingleses.
§   Foi o chamado Bloqueio Continental.
§   Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe regente Dom João.
§   Como Portugal era um antigo aliado da Inglaterra, Dom João ficou numa situação muito difícil: se fizesse o que Napoleão queria, os ingleses invadiriam o Brasil, pois estavam muito interessados no comércio brasileiro - se não o fizesse, os franceses invadiriam Portugal.
§   A solução que Dom João encontrou, com a ajuda dos aliados ingleses, foi transferir a corte portuguesa para o Brasil.

ROTA DA VINDA DA FAMÍLIA REAL AO BRASIL
§   Em novembro de 1807 Dom João com toda a sua família e sua corte partiram para o Brasil sob a escolta da esquadra inglesa.
§   15 mil pessoas vieram para o Brasil em quatorze navios trazendo suas riquezas, documentos, bibliotecas, coleções de arte e tudo que puderam trazer.
§   Quando o exército de Napoleão chegou em Lisboa, só encontrou um reino abandonado e pobre.
§   O príncipe regente desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de 1808.
§   Ainda em Salvador Dom João abriu os portos do Brasil aos países amigos, permitindo que navios estrangeiros comerciassem livremente nos portos brasileiros.
§   Essa medida foi de grande importância para a economia brasileira.
§   De Salvador, a comitiva partiu para o Rio de Janeiro, onde chegou em 08 de março de 1808.
§   O Rio de Janeiro tornou-se a sede da corte Portuguesa.
§   Com a chegada da Família Real ao Brasil, novos tempos para a colônia, veja abaixo as consequências.

BENEFICIOS EXTERNOS PARA O BRASIL-EXTERNO
§   A economia portuguesa havia muito encontrava-se subordinada à inglesa.
§   Daí à relutância de Portugal em aderir incondicionalmente ao bloqueio.
§   Napoleão resolveu o impasse ordenado a invasão do pequeno reino ibérico.
§   Sem chance de resistir ao ataque, a família real transferiu-se para o Brasil em 1808, sob proteção inglesa.
§   Começou então, no Brasil, o processo que iria desembocar, finalmente, na sua emancipação política.
§   Sem poder responder negativa ou positivamente ao ultramatum francês por ocasião do Bloqueio Continental, a situação de Portugal refletia com toda a clareza a impossibilidade de manter o status quo.
§   Pressionada por Napoleão, mas incapaz de lhe opor resistência britânica, a Corte portuguesa estava hesitante.
§   Qualquer opção significaria, no mínimo, o desmoronamento do sistema colonial ou do que ele ainda restava.
§   A própria soberania encontrava-se ameaçada, sem que fosse possível vislumbrar uma solução aceitável.
§   Nesse contexto, destacou-se o papel desempenhado por Strangford, que, como representante diplomático inglês, soube impor, sem vacilação, o ponto de vista da Coroa britânica.
§   Para corte de Lisboa colocou-se a seguinte situação: permanecer em Portugal e sucumbir ao domínio napoleônico ou retirar-se para o Brasil.
§   Esta última foi a solução defendida pela Inglaterra.

BENEFÍCIOS PARA O BRASIL-INTERNO
a)      CULTURA
§  Além das mudanças comerciais, a chegada da família real ao Brasil também causou um reboliço cultural e educacional;
§  Nessa época, foram criadas escolas como a Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Comércio, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a Academia de belas-artes e dois Colégios de Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador;
§  Foram fundados o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real, cujo acervo era composto por muitos livros e documentos trazidos de Portugal;
§  Também foi inaugurado o Real Teatro de São João e o Jardim Botânico;
§  Uma atitude muito importante de dom João foi a criação da Imprensa Régia;
§  Ela editou obras de vários escritores e traduções de obras científicas.
§  Foi um período de grande progresso e desenvolvimento;
§  O Teatro de São João inaugurado em 1818. 1º Número de A Gazeta do Rio de Janeiro.
b)       POLÍTICA
§   Com a instalação da corte no Brasil, o Rio de Janeiro tornou-se a sede do império português e Dom João teve de organizar toda a administração brasileira;
§  Criou três ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha e o da Fazenda e Interior; instalou também os serviços auxiliares e indispensáveis ao funcionamento do governo, entre os quais o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Junta Geral do Comércio e a Casa da Suplicação (Supremo Tribunal);
§  A 17 de dezembro de 1815 o Brasil foi elevado a reino e as capitanias passaram em 1821 a chamar-se províncias;
§  Em 1818 com a morte da rainha D. Maria I, a quem Dom João substituía, deu-se no Rio de Janeiro a proclamação e a coroação do Príncipe Regente, que recebeu o título de Dom João VI;
§  A aclamação de D. João VI deu-se nos salões do Teatro de São João.
c)        ECONOMIA
§  Depois da chegada da família real duas medidas de Dom João deram rápido impulso à economia brasileira: a abertura dos portos e a permissão de montar indústrias que haviam sido proibidas por Portugal anteriormente;
§  Abriram-se fábricas, manufaturas de tecidos começaram a surgir, mas não progrediram por causa da concorrência dos tecidos ingleses;
§  Bom resultado teve, porém, a produção de ferro com a criação da Usina de Ipanema nas províncias de São Paulo e Minas Gerais;
§  Outras medidas de Dom João estimularam as atividades econômicas do Brasil como:
o   Construção de estradas;
o   Os portos foram melhorados;
o   Foram introduzidos no país novas espécies vegetais, como o chá;
o   Promoveu a vinda de colonos europeus;
o   A produção agrícola voltou a crescer;
o   O açúcar e do algodão, passaram a ser primeiro e segundo lugar nas exportações, no início do século XIX;
o   Neste período surgiu o café, novo produto, que logo passou do terceiro lugar para o primeiro lugar nas exportações brasileira.
AS VANTAGENS PARA O RIO DE JANEIRO COM VINDA DA FAMÍLIA REAL
§  No Rio de Janeiro a corte tratou de reorganizar o Estado, com a nomeação dos ministros;
§  Assim, foram sendo recriados todos os órgãos do Estado português: os ministérios do Reino, da Marinha e Ultramar; da Guerra e Estrangeiros e o Real Erário (1821) que mudou o nome para Ministério da Fazenda.
§  Também foram recriados os órgãos da administração e da justiça: Conselho de Estado, Desembargo do Paço, Meda da Consciência e Ordens, Conselho Supremo Militar.
§  Dessa maneira, peça por peça, o Estado português renasceu no Brasil.
§  Durante o período que D. João permaneceu no Brasil, foram tomadas algumas medidas, que trouxeram progresso para o país;
§  Foram criados, nesse período:
o   O Banco do Brasil em 12 de outubro de 1808, para servir de instrumento financeiro do Tesouro Real, embora a sua finalidade declarada fosse a de atuar como instituição creditícia dos setores produtivos – comércio, indústria e agricultura;
o   A Academia de Belas-Artes;
o   A Casa da Moeda;
o   A fábrica de pólvora;
o   O arsenal da Marinha.
§  Deu-se também a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarve, em 1815.
§  Com isso as capitanias passaram a se denominar províncias;
§  Apesar do progresso que houve com a vinda da família real, a administração de D. João VI não melhorou a vida dos colonos.
§  A corte gastava muito, foram criados cargos inúteis para empregar fidalgos (filhos de algo) portugueses, e o governo começou a cobrar impostos.
TRATADOS DE 1810
§  Compreendiam três acordos distintos: Tratado de Comércio e Navegação, Tratado de Amizade e Aliança e o Tratado dos Paquetes.
§  Provocaram uma grande mudança no cenário econômico brasileiro.
§  Esse acordo confirmou a liberação dos portos brasileiros para as demais nações do mundo.
§  Sob o ponto de vista histórico, a assinatura desse termo simbolizava a vitória da doutrina econômica liberal sobre as antigas diretrizes do mercantilismo.
§  Outro ponto bastante polêmico desse tratado também discutia a relação jurídica entre portugueses e ingleses.
§  Pelo documento, qualquer inglês que fosse incriminado em terras portuguesas só poderia ser julgado sob a presença de uma autoridade britânica e com base nas leis de seu país de origem.
§  Em contrapartida, se um português fosse acusado em terras inglesas, teria de confiar nas diretrizes e autoridades da própria justiça inglesa.
§  Para o Brasil, a abertura dinamizou a economia, estabeleceu o acesso a novas mercadorias e diminuiu o custo de vida.
§  Para os portugueses, essa decisão representava o fim dos amplos lucros obtidos com a sua mais lucrativa colônia.
§  Por fim, aos ingleses, essa seria uma importante conquista econômica que garantiu o incremento de sua receita.

A VOLTA DA FAMÍLIA REAL A LISBOA
§  Tanto movimento por aqui provocou a indignação do outro lado do Atlântico.
§  Afinal, o Brasil deixará de ser uma simples colônia. Nosso país tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves.
§  Quer dizer, enquanto a família real esteve por aqui, a sede do reino foi o Rio de Janeiro, que recebeu muitas melhorias;
§  Enquanto isso, em Portugal, o povo estava empobrecido com a guerra contra Napoleão e o comércio bastante prejudicado com a abertura dos portos brasileiros.
§  Os portugueses estavam insatisfeitos e, em 1820, estourou a Revolução Liberal do Porto, cidade ao norte de Portugal;
§  Os rebeldes exigiram a volta de dom João e a expulsão dos governantes estrangeiros.
§  Queriam também que o comércio do Brasil voltasse a ser feito exclusivamente pelos comerciantes portugueses;
§  Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821.
§  Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil;
§  Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos.

EMBARQUE DA FAMÍLIA REAL, DE VOLTA A PORTUGAL.
§  A falta de proteção aos empreendimentos brasileiros e os privilégios concedidos aos comerciantes estrangeiros (principalmente ingleses), a partir de 1810, iriam liquidar a possibilidade de implantar uma indústria no Brasil.
REFERÊNCIA
 Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga,Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
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