| Personalidades Negras: Brasil ontem e hoje - Antonieta de Barros, Pixinguinha e Laudelina de Campos Melo |
Antonieta
de Barros (1901-1952) - professora, jornalista e deputada
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Natural de Santa Catarina, Antonieta de Barros foi
professora e dedicou toda sua vida ao ensino.
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De igual maneira, fundou jornais onde defendia ideias
feministas. Na década de 30, entrou na política e foi a primeira deputada
estadual negra do país e primeira deputada mulher do estado de Santa Catarina.
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Igualmente, foi eleita em 1934, pelo Partido
Liberal Catarinense, para a assembleia que redigiria a nova Constituição.
Esteve nas comissões que relatariam os capítulos Educação e Cultura e
Funcionalismo.
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Integrou a assembleia legislativa catarinense até
1937, quando teve início a ditadura do Estado Novo. Posteriormente, voltaria a
se dedicar ao magistério ocupando cargos de direção em diversas escolas.
Pixinguinha (1897-1973) - músico, compositor e
arranjador
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Pixinguinha, apelido de Alfredo da Rocha Vianna
Filho, é considerado o maior flautista brasileiro, e ainda tocava cavaquinho,
piano e saxofone. Começou a aprender música em casa e, aos 14 anos, já se
apresentava em casas noturnas.
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Na época do cinema mudo, os artistas negros não
eram contratados para as orquestras que acompanhavam o filme, nem tocavam no
hall do cinema.
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No entanto, com a gripe espanhola, Pixinguinha
consegue convencer um produtor a contratar o seu conjunto “Os Oito
Batutas” , integrado somente por músicos negros. O grupo animaria os
espectadores antes das projeções dos filmes.
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Mais tarde “Os Oito Batutas” excursionam
pela Europa por seis meses e voltam triunfantes.
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Pixinguinha vai para o rádio onde escreve arranjos
e conhece os grandes cantores da época, como Orlando Silva, que gravaria “Carinhoso”.
Suas canções até hoje estão no repertório dos grupos de choro, samba e MPB, pois ele é considerado o fundador da
moderna música brasileira.
Laudelina
de Campos Melo (1904-1991) - empregada doméstica e ativista política
§
Nascida em Poços de Caldas (MG), desde cedo
auxiliava sua mãe com trabalhos domésticos fazendo doces para ajudar o sustento
da casa. Mesmo assim, participava de associações culturais e se filiou ao PCB
na década de 30.
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Laudelina fundou a primeira Associação de
Trabalhadores Domésticos do Brasil, posteriormente fechada pelo Estado Novo.
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Com a volta da democracia, Laudelina continuou a
lutar pela valorização da cultura negra e do trabalho doméstico. Para isso,
auxiliava a fundar associações de cunho político e cultural.
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Também organizava manifestações e abaixo-assinados
com o propósito de pressionar os legisladores a promulgarem leis favoráveis ao
trabalhador doméstico.
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Deixou sua casa em testamento para a Associação que
ajudara a criar.
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Negra dentro da sociedade brasileira, e “Provérbios”.
Sua biografia seria publicada postumamente, em 1986, como “Diário de Bitita”.
Prof.Gilberto Moura
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