quarta-feira, agosto 14, 2019

Segunda Etapa - A,B, C: Período Pré-Colonial no Brasil

"Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!" [Mario Sergio Cortella]
                                            (Prof. Gilberto Moura)
CE CRUZEIRO DO SUL

Professor: Gilberto Moura
Período.

Disciplina: História
Ano: 2019

Etapa: 2ª A, B, C                  Turno: Noturno

Aula:

O PERÍODO PRÉ-COLONIAL NO BRASIL

§  A primeira fase da história brasileira, após a chegada dos portugueses no ano de 1500, foi assinalada pelo grande desinteresse do governo de Lisboa pela nova terra recém- descoberta, na medida em que as atenções do Estado estavam voltadas para a formação do Império Colonial português nas índias Orientais (Ásia).
§  Em termos econômicos, procurando tirar proveito da terra brasileira, os portugueses estabeleceram a exploração do pau‑brasil, que foi desenvolvida basicamente por companhias particulares.
§  Essas empresas coloniais, com a permissão do rei português, estabeleceram apenas feitorias ao longo do nosso litoral.
§  Essas feitorias eram entrepostos comerciais improvisados, que se situaram em algumas localidades do litoral, onde ficavam alguns portugueses responsáveis por adquirir e comercializar o pau-brasil.
§  Também, interessados nesta prática extrativista, houve a penetração de contrabandistas franceses, que tentaram se estabelecer em localidades da costa brasileira.
§  Chegaram também a instalar diversas feitorias, notadamente no litoral do Nordeste e Rio de Janeiro.
§  O abandono da nova terra do Brasil só não foi maior devido a presença de expedições exploradoras (ou de reconhecimento) e guarda‑costas (militares).
§  Entre as expedições exploradoras destaca‑se a de 1501, comandada por Gaspar de Lemos e contando com a participação do piloto italiano Américo Vespúcio, que foi o primeiro europeu a traçar um mapa de uma porção do continente americano, que acabou sendo batizado com o seu nome, "América".
§  A expedição fez o reconhecimento do litoral, traçando mapas e dando denominações aos acidentes geográficos.
§  A outra expedição foi a de Gonçalo Coelho, que aqui esteve em 1503, já interessado na extração e exportação do pau-brasil para a Europa.
§  Entre as expedições guarda‑costas destacaram‑se a de 1516, que aqui permaneceu até 1519, e a de 1526, que se prolongaram até 1528, ambas comandadas por Cristóvão Jacques, que fez tentativas de afastar a presença francesa inimiga.
§  Em face do relativo fracasso de tal intenção e diante da ameaça de Portugal vir a perder a terra para outras nações concorrentes, o rei D. João III, também conhecido como "o colonizador", iniciou na década de 1530 o início da colonização do Brasil, organizando expedições com o propósito de assegurar as novas posses territoriais de Portugal.
§  A fase mais intensa de exploração do pau‑brasil foi a do Período Pré‑Colonial, ou seja, o período anterior ao início da colonização do Brasil pelos portugueses, entre 1500 e 1530, até meados do século XVI.
§  O pau‑brasil parecia ser a única riqueza importante oferecida pelas descobertas americanas de Portugal.
§  A árvore, que fornecia a procurada madeira, abundava nas ricas florestas atlânticas, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte.
§  Essa madeira, com alto valor no mercado europeu, servia como matéria-prima para a fabricação de tinta vermelha para tingir tecidos, para fazer móveis, navios, etc...
§  O pau‑brasil era considerado um monopólio da Coroa (estan­co).
§  A exploração foi basicamente realizada pelo sistema de ar­rendamento, através de contratos entre o Estado português e companhias particulares, que pagavam ao primeiro o quinto (um imposto equivalente a quinta parte das riquezas adquiridas).
§  Posteriormente a exploração pas­sou a ser feita mediante a prévia autorização fornecida pelo go­vernador‑geral, que representava a Coroa portuguesa no Brasil.
§  O primeiro con­trato foi assinado em 1502 pela Companhia de Fernando de Noronha.
§  Nesta atividade extrativista, extremamente predatória e itinerante, a mão-de-obra utilizada era livre e se limitava aos elementos indígenas, com os quais as companhias faziam o escambo (comércio de troca), onde eram oferecidos pelos portugueses aos nativos diversos produtos manufaturados, trazidos da Europa, como espelhos, tecidos, contas de colares, anzóis, ferramentas, facões, machados e outros artigos mais, em troca da madeira que os índios cortavam no meio da mata.
§  Os portugueses, que viviam nas feitorias, e que participavam do comércio do pau‑brasil passaram a ser conhecidos pelo nome de "brasileiros".
§  A exploração econômica do pau‑brasil, portanto, não chegou a provocar o povoamento da terra.Famílias europeias não migraram para o Brasil, durante o período pré-colonial.
§  A colonização portuguesa só foi iniciada a partir de 1530 com a divisão do Brasil em "capitanias hereditárias".
§  E esse fato só se deu em função do desenvolvimento da atividade agrícola vinculada à cana‑de‑açúcar, que naquele momento era um produto de alto valor no mercado europeu.

REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedad
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol.Único. História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
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