segunda-feira, agosto 26, 2019

2ª Etapa: Revoltas do Período Colonial Brasileiro (Parte I)

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
 Etapa: 2ª A, B,C       Turno: Noturno   
REVOLTAS DO PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO -  PARTE I
OS NATIVISTAS
§  As revoltas nativistas foram aquelas que tiveram como causa principal o descontentamento dos colonos brasileiros com as medidas tomadas pela coroa portuguesa.
§  Ocorreram entre o final do século XVII e início do XVIII.
§  A maior parte destas revoltas foi reprimida com violência pela coroa portuguesa, como forma de controlar seu domínio sobre a colônia brasileira.
 PRINCIPAIS CAUSAS
§  Monopólio português do comércio de mercadorias.
§  Preços elevados cobrados pelos produtos comercializados pelos portugueses
§  Medidas da metrópole que favoreciam os portugueses, principalmente os comerciantes.
§  Conflitos culturais, políticos e comerciais entre colonos e portugueses.
§  Altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, principalmente sobre a extração de ouro realizada pelos colonos brasileiros.
§  Exploração colonial praticada por Portugal.
§  Rígido controle, através de leis, imposto pela metrópole sobre o Brasil.
 PRINCIPAIS REVOLTAS NATIVISTAS
a)      Aclamação de Amador Bueno:
§  Ocorreu na Capitania de São Paulo, 1641.
§  Consistiu em uma tentativa dos bandeirantes paulistas de elegerem o fazendeiro e também bandeirante, Amador Bueno, governador da referida Capitania à revelia da Coroa.
§  As razões para tanto vinham das restrições que a Coroa Portuguesa, após o fim da União Ibérica, passou a impor ao tráfico de índios na colônia (uma das atividades mais lucrativas para os bandeirantes) e, sobretudo à comercialização com os espanhóis por meio das fronteiras na região Sul.
§  A citação acima refere-se àquela que se configura como a primeira insurgência a contestar o poder régio na América portuguesa: a aclamação de Amador Bueno em São Paulo, ocorrida entre a segunda quinzena de março e o dia 3 de abril de 1641.
§  Tal episódio se caracteriza como uma representação da situação política gerada pela restauração monárquica lusitana, no que diz respeito à frágil relação entre a casa de Bragança e os seus súditos, nos dois lados do atlântico.
§  Os paulistas conservavam a fama de maus vassalos, possuidores de um ímpeto autonomista, ou seja, uma tendência à rebeldia.
§  A disseminação de tais características, que remonta ao final do século XVI, ficou a cargo dos jesuítas, viajantes e funcionários régios.
b)Revolta da Cachaça:
§  Aconteceu no Rio de Janeiro de 1660 a 1661,
§  Quando a população, indignada com os altos impostos e proibida de vender a bebida, decidiu tomar o poder no Rio de Janeiro.
§  O conflito foi comandado principalmente pelos donos de alambiques.
§  O início do conflito foi motivado pela posição de Salvador Correia de Sá e Benevides, capitão-general da Repartição Sul do Brasil, que aumentou os impostos sobre a cachaça.
§  A revolta contra o imposto foi comandada pelo fazendeiro Jerônimo Barbalho, um dos principais produtores de cachaça do Rio de Janeiro.
§  Com o fim da revolta, Jerônimo Barbalho recebeu a pena de morte, e os demais líderes do movimento foram perdoados.
c) Conjuração de Nosso Pai (Revolta contra Jerônimo de Mendonça Furtado)
§  Ocorreu em Olinda (Pernambuco, 1666).
§  Foi um levante organizado em Olinda, Pernambuco, após a expulsão dos holandeses da capitania.
§  Sentindo-se desprestigiados pelo governo central, que não nomeou uma liderança local, parte dos senhores de engenho da região, padres, vereadores e até o Juiz de Olinda, organizaram uma falsa procissão de Nosso Pai (evento católico realizado por padres que consiste em levar Jesus sacramentado aos enfermos), na qual foi preso o governador nomeado.
§  Antecedentes e principais causas após a expulsão dos holandeses, a capitania de Pernambuco adquiriu um status diferenciado, segundo o qual seus governadores deveriam ser nomeados diretamente por D. João V entre os líderes da restauração, e não como nas demais capitanias, onde a escolha era aleatória e de acordo com o desejo do rei.
§  Quando D. João decidiu nomear o primeiro governador que não compunha as fileiras dos líderes da batalha de expulsão dos holandeses (no caso, Jerônimo Mendonça Furtado), a população local resolveu aprisioná-lo e degredá-lo em 1666, por considerá-lo estrangeiro.
§  A insurreição foi contida com a nomeação de um novo governador, André Vidal de Negreiros, nascido na colônia e conhecido das elites locais.
d) Revolta de Beckman:
§  Ocorreu no Maranhão em 1684.
§  Liderada por Manuel Beckman.
§  Teve como causa principal a falta de mão-de-obra escrava.
§  O desabastecimento e altos preços das mercadorias comercializadas pela Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão, criada pela coroa portuguesa em 1682.
e) Guerra dos Emboabas:
§  Ocorreu em Minas Gerais.
§  Entre os anos de 1708 e 1709.
§  Os bandeirantes paulistas queriam exclusividade na exploração das minas de ouro descobertas por eles.
§  Porém, portugueses e colonos de outros estados (chamados de emboabas pelos paulistas) também queriam o direito de exploração.
§  O conflito ocorreu pela disputa de exploração do ouro entre estes dois grupos.
f) Guerra dos Mascates:
§  Correu em Pernambuco, entre 1710 e 1711.
§  Teve como principal causa a disputa política entre os senhores de engenho de Olinda e os mascates (comerciantes portugueses) pelo controle de Pernambuco.
g) Revolta do Sal:
§  Ocorreu nas províncias de Minas Gerais e São Paulo.
§  O ano de 1710.
§  A cidade portuária de Santos foi o foco deste movimento social de contestação econômica e também política.
§  Deve ser compreendida no contexto do controle que a metrópole exercia sobre o Brasil (colônia).
§  Os brasileiros, que em sua grande maioria eram de classe média baixa ou pobres, eram os que mais sofriam com os impostos e preços altos, controlados por pequenos grupos privilegiados de comerciantes portugueses, protegidos pela Coroa Portuguesa.
§  Havia um forte sentimento de frustração e abandono entre os brasileiros mais pobres em relação ao governo metropolitano.
h) Motins do Maneta:
§  Ocorreu em Salvador - Bahia, 1711.
§  Durante o período colonial a administração local e a coroa tiveram que enfrentar uma série de revoltas, levantes e motins.
§  O desfecho de cada um desses movimentos, dependia da origem social de quem liderava.
§  Assim se comerciantes, nobres ou militares de alta patente chefiavam o protesto, quase sempre, se chegava a um acordo.
§  O motim de outubro começou com um protesto contra o aumento de 10% nos gêneros de primeira necessidade e utilidades importadas, sobretaxa imposta pelo rei com o pretexto de auxílio para manutenção de navios de guerra enviados para o litoral do Brasil ameaçado por navios corsários da França e da Inglaterra.
§  O protesto evoluiu rapidamente para redução do preço do sal, este sal, importado de Lisboa e monopolizado pelo comerciante Manuel dias Filgueiras, dono da concessão do estanco do sal na capitania da Bahia e Sergipe.
§  O governador era Pedro de Vasconcelos e Sousa, 3º conde de Castelo Melhor.
§  O juiz do povo, Cristóvão de Sá, na manhã de 19 de outubro, conduziu a sua presença um pequeno grupo de comerciantes varejistas que solicitava a dispensa do pagamento sobre artigos importados e a manutenção do preço do sal 480 reis o arrátel.
§  O Governador ordenou que primeiros se recolhessem às suas casas e depois apresentassem suas petições.
§  Cristóvão de Sá desobedeceu e fez o sino da vereança.
§  Apareceram na praça dezenas de pequenos comerciantes.
§  Um deles João Figueiredo Costa, apelidado Maneta, chefiou a invasão do deposito de sal de Manuel Dias Filgueiras, localizado na parte térrea da sua residência, um sobrado na antiga Rua do Pão- de- Ló (atrás da velha Igreja da Ajuda).
§  O depósito foi destruído.
§  João de Figueiredo Costa dirigiu-se com os manifestantes até outro depósito de sal no Cruzeiro de São Francisco, propriedade do sócio de Filgueiras & T, Manuel Gomes Lisboa.
§  O governador Pedro de Vasconcelos e Sousa aceitou que o bispo dom Sebastião Monteiro da Vide se dirigisse para o Terreiro de Jesus à frente de uma procissão formada de Cônegos da Igreja da Sé e irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento.
§  Assim deteve Maneta e seus companheiros.
§  O governador concordou em manter o preço do sal, como exigiam, e declarou amplo perdão para todos os que tinham atendido à convocação do juiz Cristóvão de Sá e acompanhado João Figueiredo Costa.
i) Revolta de Filipe dos Santos (também conhecida como Revolta de Vila Rica).
§  Ocorreu em Vila Rica (Minas Gerais), atual Ouro Preto.
§  No ano de 1720.
§  Liderada por Filipe dos Santos.
§  Teve como causas:
I.   A cobrança de altos impostos e taxas pela coroa portuguesa sobre a exploração de ouro no Brasil.
II.   A criação das Casas de Fundição, criada para controlar e arrecadar impostos sobre o ouro encontrado na colônia.
III.   Proibição da circulação do ouro em pó, com punições severas para quem fosse pego com o ouro nesta condição.
IV.   Monopólio das principais mercadorias pelos comerciantes portugueses.
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do
CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
Resumo PDF: 
Slides: Áudio:
Vídeo- Aula: You Tube1 Aclamação de Amador Bueno
Vídeo- Aula: You Tube 2 -Revolta da Cachaça
Vídeo- Aula: You Tube 3Conjuração de Nosso Pai 
Vídeo- Aula: You Tube 4 Revolta de Beckman:
Vídeo- Aula: You Tube 5 Guerra dos Emboabas
Vídeo- Aula: You Tube 6 - Guerra dos Mascates
Vídeo- Aula: You Tube 7Revolta do Sal
Vídeo- Aula: You Tube 8Motins do Maneta
Vídeo- Aula: You Tube 9Revolta de Filipe dos Santos

Vídeo- Aula: You Tube 10 - ENEM

Tarefas:
a) Cópia.
b) Questões.
Prof. Gilberto Moura.
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