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| Autor: Gilberto Moura |
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Centro Educacional Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 2ª A, B,C Turno: Noturno
REVOLTAS DO PERÍODO
COLONIAL BRASILEIRO - PARTE I
OS NATIVISTAS
§ As revoltas nativistas foram aquelas que tiveram como
causa principal o descontentamento dos colonos brasileiros com as medidas
tomadas pela coroa portuguesa.
§ Ocorreram entre o final do século XVII e início do
XVIII.
§ A maior parte destas revoltas foi reprimida com
violência pela coroa portuguesa, como forma de controlar seu domínio sobre a
colônia brasileira.
PRINCIPAIS
CAUSAS
§ Monopólio português do comércio de mercadorias.
§ Preços elevados cobrados pelos produtos
comercializados pelos portugueses
§ Medidas da metrópole que favoreciam os portugueses,
principalmente os comerciantes.
§ Conflitos culturais, políticos e comerciais entre
colonos e portugueses.
§ Altos impostos cobrados pela coroa portuguesa,
principalmente sobre a extração de ouro realizada pelos colonos brasileiros.
§ Exploração colonial praticada por Portugal.
§ Rígido controle, através de leis, imposto pela
metrópole sobre o Brasil.
PRINCIPAIS REVOLTAS NATIVISTAS
a) Aclamação
de Amador Bueno:
§ Ocorreu na Capitania de São Paulo, 1641.
§ Consistiu em uma tentativa dos bandeirantes paulistas
de elegerem o fazendeiro e também bandeirante, Amador Bueno, governador da
referida Capitania à revelia da Coroa.
§ As razões para tanto vinham das restrições que a Coroa
Portuguesa, após o fim da União Ibérica, passou a impor ao tráfico de índios na
colônia (uma das atividades mais lucrativas para os bandeirantes) e, sobretudo
à comercialização com os espanhóis por meio das fronteiras na região Sul.
§ A citação acima refere-se àquela que se configura como
a primeira insurgência a contestar o poder régio na América portuguesa: a
aclamação de Amador Bueno em São Paulo, ocorrida entre a segunda quinzena de
março e o dia 3 de abril de 1641.
§ Tal episódio se caracteriza como uma representação da
situação política gerada pela restauração monárquica lusitana, no que diz
respeito à frágil relação entre a casa de Bragança e os seus súditos, nos dois
lados do atlântico.
§ Os paulistas conservavam a fama de maus vassalos,
possuidores de um ímpeto autonomista, ou seja, uma tendência à rebeldia.
§ A disseminação de tais características, que remonta ao
final do século XVI, ficou a cargo dos jesuítas, viajantes e funcionários
régios.
b)Revolta da Cachaça:
§ Aconteceu no Rio de Janeiro de 1660 a 1661,
§ Quando a população, indignada com os altos impostos e
proibida de vender a bebida, decidiu tomar o poder no Rio de Janeiro.
§ O conflito foi comandado principalmente pelos donos de
alambiques.
§ O início do conflito foi motivado pela posição de
Salvador Correia de Sá e Benevides, capitão-general da Repartição Sul do
Brasil, que aumentou os impostos sobre a cachaça.
§ A revolta contra o imposto foi comandada pelo
fazendeiro Jerônimo Barbalho, um dos principais produtores de cachaça do Rio de
Janeiro.
§ Com o fim da revolta, Jerônimo Barbalho recebeu a pena
de morte, e os demais líderes do movimento foram perdoados.
c) Conjuração de Nosso Pai (Revolta contra
Jerônimo de Mendonça Furtado)
§ Ocorreu em Olinda (Pernambuco, 1666).
§ Foi um levante organizado em Olinda, Pernambuco, após
a expulsão dos holandeses da capitania.
§ Sentindo-se desprestigiados pelo governo central, que
não nomeou uma liderança local, parte dos senhores de engenho da região,
padres, vereadores e até o Juiz de Olinda, organizaram uma falsa procissão de
Nosso Pai (evento católico realizado por padres que consiste em levar Jesus
sacramentado aos enfermos), na qual foi preso o governador nomeado.
§ Antecedentes e principais causas após a expulsão dos
holandeses, a capitania de Pernambuco adquiriu um status diferenciado, segundo
o qual seus governadores deveriam ser nomeados diretamente por D. João V entre
os líderes da restauração, e não como nas demais capitanias, onde a escolha era
aleatória e de acordo com o desejo do rei.
§ Quando D. João decidiu nomear o primeiro governador
que não compunha as fileiras dos líderes da batalha de expulsão dos holandeses
(no caso, Jerônimo Mendonça Furtado), a população local resolveu aprisioná-lo e
degredá-lo em 1666, por considerá-lo estrangeiro.
§ A insurreição foi contida com a nomeação de um novo
governador, André Vidal de Negreiros, nascido na colônia e conhecido das elites
locais.
d) Revolta de Beckman:
§ Ocorreu no Maranhão em 1684.
§ Liderada por Manuel Beckman.
§ Teve como causa principal a falta de mão-de-obra
escrava.
§ O desabastecimento e altos preços das mercadorias
comercializadas pela Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão, criada
pela coroa portuguesa em 1682.
e) Guerra dos Emboabas:
§ Ocorreu em Minas Gerais.
§ Entre os anos de 1708 e 1709.
§ Os bandeirantes paulistas queriam exclusividade na
exploração das minas de ouro descobertas por eles.
§ Porém, portugueses e colonos de outros estados
(chamados de emboabas pelos paulistas) também queriam o direito de exploração.
§ O conflito ocorreu pela disputa de exploração do ouro
entre estes dois grupos.
f) Guerra dos Mascates:
§ Correu em Pernambuco, entre 1710 e 1711.
§ Teve como principal causa a disputa política entre os
senhores de engenho de Olinda e os mascates (comerciantes portugueses) pelo
controle de Pernambuco.
g) Revolta do Sal:
§ Ocorreu nas províncias de Minas Gerais e São Paulo.
§ O ano de 1710.
§ A cidade portuária de Santos foi o foco deste
movimento social de contestação econômica e também política.
§ Deve ser compreendida no contexto do controle que a
metrópole exercia sobre o Brasil (colônia).
§ Os brasileiros, que em sua grande maioria eram de
classe média baixa ou pobres, eram os que mais sofriam com os impostos e preços
altos, controlados por pequenos grupos privilegiados de comerciantes
portugueses, protegidos pela Coroa Portuguesa.
§ Havia um forte sentimento de frustração e abandono
entre os brasileiros mais pobres em relação ao governo metropolitano.
h) Motins do Maneta:
§ Ocorreu em Salvador - Bahia, 1711.
§ Durante o período colonial a administração local e a
coroa tiveram que enfrentar uma série de revoltas, levantes e motins.
§ O desfecho de cada um desses movimentos, dependia da
origem social de quem liderava.
§ Assim se comerciantes, nobres ou militares de alta
patente chefiavam o protesto, quase sempre, se chegava a um acordo.
§ O motim de outubro começou com um protesto contra o
aumento de 10% nos gêneros de primeira necessidade e utilidades importadas,
sobretaxa imposta pelo rei com o pretexto de auxílio para manutenção de navios
de guerra enviados para o litoral do Brasil ameaçado por navios corsários da
França e da Inglaterra.
§ O protesto evoluiu rapidamente para redução do preço
do sal, este sal, importado de Lisboa e monopolizado pelo comerciante Manuel
dias Filgueiras, dono da concessão do estanco do sal na capitania da Bahia e
Sergipe.
§ O governador era Pedro de Vasconcelos e Sousa, 3º
conde de Castelo Melhor.
§ O juiz do povo, Cristóvão de Sá, na manhã de 19 de
outubro, conduziu a sua presença um pequeno grupo de comerciantes varejistas
que solicitava a dispensa do pagamento sobre artigos importados e a manutenção
do preço do sal 480 reis o arrátel.
§ O Governador ordenou que primeiros se recolhessem às
suas casas e depois apresentassem suas petições.
§ Cristóvão de Sá desobedeceu e fez o sino da vereança.
§ Apareceram na praça dezenas de pequenos comerciantes.
§ Um deles João Figueiredo Costa, apelidado Maneta,
chefiou a invasão do deposito de sal de Manuel Dias Filgueiras, localizado na
parte térrea da sua residência, um sobrado na antiga Rua do Pão- de- Ló (atrás
da velha Igreja da Ajuda).
§ O depósito foi destruído.
§ João de Figueiredo Costa dirigiu-se com os
manifestantes até outro depósito de sal no Cruzeiro de São Francisco,
propriedade do sócio de Filgueiras & T, Manuel Gomes Lisboa.
§ O governador Pedro de Vasconcelos e Sousa aceitou que
o bispo dom Sebastião Monteiro da Vide se dirigisse para o Terreiro de Jesus à
frente de uma procissão formada de Cônegos da Igreja da Sé e irmãos da
Irmandade do Santíssimo Sacramento.
§ Assim deteve Maneta e seus companheiros.
§ O governador concordou em manter o preço do sal, como
exigiam, e declarou amplo perdão para todos os que tinham atendido à convocação
do juiz Cristóvão de Sá e acompanhado João Figueiredo Costa.
i) Revolta de Filipe dos Santos (também
conhecida como Revolta de Vila Rica).
§
Ocorreu em Vila
Rica (Minas Gerais), atual Ouro Preto.
§
No ano de 1720.
§
Liderada por
Filipe dos Santos.
§
Teve como causas:
I.
A cobrança de
altos impostos e taxas pela coroa portuguesa sobre a exploração de ouro no
Brasil.
II.
A criação das
Casas de Fundição, criada para controlar e arrecadar impostos sobre o ouro
encontrado na colônia.
III.
Proibição da
circulação do ouro em pó, com punições severas para quem fosse pego com o ouro
nesta condição.
IV.
Monopólio das
principais mercadorias pelos comerciantes portugueses.
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila
e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do
CEESVO - Ensino
Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
Resumo PDF:
Vídeo- Aula: You Tube1 - Aclamação de Amador Bueno
Vídeo- Aula: You Tube 2 -Revolta da Cachaça
Vídeo- Aula: You Tube 3 - Conjuração de Nosso Pai
Vídeo- Aula: You Tube 4 - Revolta de Beckman:
Vídeo- Aula: You Tube 5 - Guerra dos Emboabas
Vídeo- Aula: You Tube 6 - Guerra dos Mascates
Vídeo- Aula: You Tube 7 - Revolta do Sal
Vídeo- Aula: You Tube 8 - Motins do Maneta
Vídeo- Aula: You Tube 9 - Revolta de Filipe dos Santos
Vídeo- Aula: You Tube 10 - ENEM
a) Cópia.
b) Questões.
Prof. Gilberto Moura.
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