************************2ª ETAPA A,B,C****************
POR QUE A INGLATERRA FOI A PIONEIRA (A PRIMEIRA) NA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL?
REFERÊNCIA:
ATIVIDADE:
CE CRUZEIRO DO SUL
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 2ª A,B,C Turno: Noturno
Aula:
A SITUAÇÃO EUROPÉIA: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A SITUAÇÃO EUROPÉIA: REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
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RESUMO:
§ Por volta da metade do século XVIII,
especialmente na Inglaterra, começaram a surgir as primeiras fábricas.
§ A máquina a vapor tinha sido uma
invenção sensacional: sozinha, ela fazia o trabalho de muitos homens, com a
vantagem adicional de não raciocinar nem reivindicar.
§ A burguesia esfregava as mãos de
contentamento por causa dos lucros.
§ Enquanto isso, o proletariado (os
trabalhadores assalariados) rebentava o corpo horas a fio na fábrica, em troca
de míseros salários.
§ Em primeiro lugar, porque desde o
século XVII, com a Revolução de 16401689, a burguesia ocupava o poder.
§ Isso quer dizer que o governo
britânico fazia de tudo para dar força aos negócios da burguesia.
§ A destruição do feudalismo tinha
criado um enorme bando de pessoas famintas e sem terra.
§ Totalmente “livres” para optar entre
trabalhar como desgraçados numa indústria ou morrer de fome desempregados;
§ Os capitalistas chamam isso de
“liberdade de escolha”.
§ Em segundo lugar, foi o
enriquecimento de sua burguesia. Durante séculos ela veio investindo e
aumentando seu poder econômico.
§ Foi a fase da chamada acumulação
primitiva de capital;
§ Muitos outros fatores facilitaram a
Revolução Industrial inglesa.
§ O espírito científico e racional do
Iluminismo, os investimentos em tecnologia, as reservas de carvão, a poderosa
marinha mercante etc.
§ Disso tudo resultou uma enorme
produção de mercadorias, com a consolidação do sistema capitalista.
§ É evidente que a Inglaterra buscou
vender seus produtos no mundo inteiro.
§ Estava lançada a corrida pela disputa
dos mercados mundiais.
§ A Revolução Industrial designa um processo de profundas transformações
econômico-sociais que se iniciou principalmente na Inglaterra – em meados do
século XVIII.
§ Caracteriza-se pela passagem da manufatura à indústria mecânica.
§ A introdução de máquinas fabris multiplica o rendimento do trabalho e
aumenta a produção global.
§ A Inglaterra adianta sua industrialização em 50 anos em relação ao
continente europeu e sai na frente na expansão colonial.
§ Entre as principais características da sociedade industrial, podemos
citar: a organização das mais diversas atividades humanas pelo capital.
§ A predominância da indústria na atividade econômica e o crescimento da
urbanização.
§ Vários historiadores têm dividido o processo de criação das sociedades
indústriais em duas fases, a primeira com duração de 1760 a 1860 e a segunda
iniciada por volta de 1860.
§ Com essa revolução surgiram também novas formas de energia, como a
eletricidade e os combustíveis derivados do petróleo.
§ A velha Europa agrária foi se tornando uma região com cidades
populosas e industrializadas.
§ Com tempo, a Revolução Industrial influenciou profundamente a vida de
milhões de pessoas em todas as regiões do planeta.
FATORES DA
PRIMEIRA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
a) Revolução Comercial:
v A primeira etapa da industrialização foi gerada pela Revolução
Comercial, realizada entre os séculos XV e XVIII, principalmente em alguns
países da Europa centro-ocidental.
v Para esses países, a expansão do comércio internacional trouxe um
extraordinário aumento da riqueza, permitindo a acumulação de capitais capazes
de financiar o progresso técnico e alto custo da instalação de indústrias.
v A burguesia européia, fortalecida com o desenvolvimento dos seus
negócios, passou a se interessar pelo aperfeiçoamento das técnicas de produção
e a investir no trabalho de inventores na criação de máquinas e experiências
industriais.
v Além disso, a Revolução Comercial resultou num aumento incessante de
mercados, isto é, do lugar geográfico das trocas.
v A ampliação das trocas, que a partir do século XVI os europeus
passaram a realizar em escala planetária, levou a radical alteração nas formas
de produzir de alguns países da Europa ocidental.
b) O Aumento
da Divisão do Trabalho:
v Com a expansão do comércio, o trabalho artesanal, realizado com
ferramentas, típico das corporações de ofício, foi sendo substituído por um
trabalho mais dividido, que exigiu a utilização de máquinas numa escala
crescente.
v A produtividade foi incomparavelmente maior.
v Na França, por exemplo, os sapatos eram produzidos de forma artesanal:
um mesmo artesão cortava, costurava, ou seja, realizava sozinhas diversas
tarefas que resultavam na fabricação de um sapato.
v Depois da extinção das corporações e do crescimento do mercado, cada
operário no interior das fábricas nascentes foi especializado numa determinada
tarefa.
c) A Utilização de
Máquinas:
v Muito cedo se verificou que maior produtividade e maiores lucros para
os empresários poderiam ser obtidos acrescentando-se ao trabalho dividido o
emprego de máquinas em larga escala.
v A sociedade industrial caracterizou-se fundamentalmente pela
utilização sistemática de maquinário na produção e no transporte de mercadorias.
v Para compreender a importância das máquinas, basta lembrarem que elas,
ao contrário das ferramentas, realizam trabalho utilizando basicamente forças
da natureza, como o vento, a água, o fogo, o vapor, e um mínimo de força humana.
v Alguns pensadores afirmam que a humanidade realizou seus maiores
progressos criando máquinas para utilizar as energias da natureza.
v O progresso se realizou nos momentos em que a humanidade conseguiu
fazer as forças da natureza trabalharem por ela por meio das máquinas.
v A exigência de produzir mais, com o aumento das trocas, praticamente
“forçou” o progresso técnico, que passou a constituir um dos traços mais
significativos do moderno e contemporâneo.
REVOLUÇÃO
INDUSTRIAL NA INGLATERRA
§ A primeira fase da revolução industrial (1760-1860) acontece na
Inglaterra.
§ O pioneirismo se deve a vários fatores, como o acúmulo de capitais e
grande reserva de carvão.
§ Com seu poderio naval, abre mercados na África, Índia e nas Américas
para exportar produtos industrializados e importar matérias-primas.
§ Ao longo dos séculos XVI, XVII E XVIII, houve o acúmulo de capitais em
mãos de um pequeno grupo investidor.
§ Esses capitais provinham do comércio colonial, do contrabando, do
tráfico de escravos, de transações com outros países.
§ Esses capitais eram igualmente acumulados através de operações no
setor da produção agrícola.
§ Esses capitais não eram atingidos por tributos elevados e desde o
século XVII dispunham de uma empresa bancária sólida ¾ o Banco da Inglaterra ¾,
onde inclusive poderiam ser depositados com amplas garantias, sem se esquecer a
possibilidade de obtenção de créditos.
§ Os setores empresariais dispunham de mão-de-obra numerosa e
dependente, pois desvinculada dos meios e instrumentos de produção.
§ Essa mão-de-obra crescia em função do aumento demográfico causado pela
diminuição do índice de mortalidade e manutenção de alto índice de natalidade,
pelo êxodo rural provocado pelos “enclausures” que criavam numerosos indivíduos
sem emprego, e pela falência das corporações de ofício, o que, posteriormente,
foi ampliado com o declínio das manufaturas.
§ Com a mecanização, aumentando a produção e os lucros, as indústrias se
expandiram, embora determinados setores da produção industrial conhecessem
progressos mais rápidos do que os verificados em outros setores.
§ No setor dos transportes, duas invenções foram importantíssimas: o
navio a vapor, construído por Robert Fulton (1807), e a locomotiva a vapor,
idealizada por George Stephenson (1814).
FATORES DA
REVOLUÇÃO INGLESA
§ Acúmulo de capital – Depois da Revolução Gloriosa a burguesia inglesa
se fortalece e permite que o país tenha a mais importante zona livre de comércio
da Europa.
§ O sistema financeiro é dos mais avançados. Esses fatores favorecem o
acúmulo de capitais e a expansão do comércio em escala mundial.
§ Controle do campo – Cada vez mais fortalecido, a burguesia passa a
investir também no campo e cria os cerceamentos (grandes propriedades rurais).
§ Novos métodos agrícolas permitem o aumento da produtividade e
racionalização do trabalho.
§ Assim, muitos camponeses deixam de ter trabalho no campo ou são
expulsos de suas terras;
§ Vão buscar trabalho nas cidades e são incorporados pela indústria
nascente.
§ Crescimento populacional – Os avanços da medicina preventiva e
sanitária e o controle das epidemias favorecem o crescimento demográfico.
§ Aumenta assim a oferta de trabalhadores para a indústria.
§ Reservas de carvão – Além de possuir grandes reservas de carvão, as
jazidas inglesas estão situadas perto de portos importantes, o que facilita o
transporte e a instalação de indústrias baseadas em carvão.
§ Nessa época a maioria dos países europeus usa madeira e carvão
vegetais como combustíveis.
§ As comunicações e comércio internos são facilitados pela instalação de
redes de estradas e de canais navegáveis.
§ Em 1848 a Inglaterra possui 8 mil km de ferrovias.
§ Situação geográfica – A localização da Inglaterra, na parte ocidental
da Europa, facilita o acesso às mais importantes rotas de comércio
internacional e permite conquistar mercados ultramarinos.;
§ O país possui muitos portos e intenso comércio costeiro.
EXPANSÃO
INDUSTRIAL
§ A segunda fase da revolução (de 1860 a 1900) é caracterizada pela
difusão dos princípios de industrialização na França, Alemanha, Itália,
Bélgica, Holanda, Estados Unidos e Japão.
§ Cresce a concorrência e a indústria de bens de produção.
§ Nessa fase as principais mudanças no processo produtivo são a utilização
de novas formas de energia (elétrica e derivada de petróleo o aparecimento de
novos produtos químicos e a substituição do ferro pelo aço.
§ Nesta fase formaram-se empresas gigantescas, algumas das quais deram
origem às multinacionais do século XX.
§ Surgiram eletricidade e os combustíveis derivados do petróleo.
CONSEQÜÊNCIAS DA
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
1. Empresários e proletários:
v O novo sistema industrial transforma as relações sociais e cria duas
novas classes sociais, fundamentais para a operação do sistema.
v Os empresários (capitalistas) são os proprietários dos capitais,
prédios, máquinas, matérias-primas e bens produzidos pelo trabalho.
v Os operários, proletários ou trabalhadores assalariados, possuem
apenas sua força de trabalho e a vendem aos empresários para produzir
mercadorias em troca de salários.
2. Exploração do trabalho:
v No início da revolução os empresários impõem duras condições de
trabalho aos operários sem aumentar os salários para assim aumentar a produção
e garantir uma margem de lucro crescente.
v A disciplina é rigorosa mas as condições de trabalho nem sempre
oferecem segurança.
v Em algumas fábricas a jornada ultrapassa 15 horas, os descansos e
férias não são cumpridos e mulheres e crianças não têm tratamento diferenciado.
3. Movimentos operários:
v Surgem dos conflitos entre operários, revoltados com as péssimas
condições de trabalho, e empresários.
v As primeiras manifestações são de depredação de máquinas e instalações
fabris.
v Com o tempo surgem organizações de trabalhadores da mesma área.
v Sindicalismo – Resultado de um longo processo em que os trabalhadores
conquistam gradativamente o direito de associação.
v Em 1824, na Inglaterra, são criados os primeiros centros de ajuda
mútua e de formação profissional.
v Em 1833 os trabalhadores ingleses organizam os sindicatos (trade
unions) como associações locais ou por ofício, para obter melhores condições de
trabalho e de vida.
v Os sindicatos conquistam o direito de funcionamento em 1864 na França,
em 1866 nos Estados Unidos, e em 1869 na Alemanha.
4. Aumento da produção e da urbanização:
v Em virtude da Revolução agrícola que diminuiu a necessidade de muita
mão-de-obra nos meios rurais.
INDUSTRIALIZAÇÃO E
MUNDO COLONIAL
§ O aumento da produção industrial no início do século XIX fez com que a
burguesia inglesa se preocupasse cada vez mais com a abertura constante de
novos mercados.
§ Para a Inglaterra tornou-se interessante a derrubada das barreiras
mercantilista que criavam obstáculos ao comércio internacional.
§ Nas primeiras décadas do século XIX, os ingleses contribuíram
decisivamente para a derrubada do Pacto Colonial na América ibérica, apoiando
os grupos locais que lutavam pela independência.
§ Com o fim da dominação colonial de Portugal e Espanha, iniciou-se
nessa parte da América uma fase de dominação do imperialismo inglês.
REVOLUÇÃO NOS
TRANSPORTES
§ No início do século XIX, a máquina a vapor começou a ser utilizada nos
meios de transporte.
§ Data de 1807 o primeiro barco a vapor. Em 1825, na Inglaterra, o
engenheiro George Estephenson conseguiu construir a primeira estrada de ferro.
§ Com o barco a vapor e as estradas de ferro, o tempo das viagens
diminuiu, o custo dos transportes baixou e aumentou ainda mais o volume das
trocas, isto é, o mercado.
v Com o aumento das trocas e a conseqüente necessidade de produzir mais,
tornaram-se cada vez maiores os avanços da industrialização.
Profº Gilberto Moura, História, Aula: O que é a
Revolução Industrial?,2ª Etapa, 1º Período, 2019.