terça-feira, junho 18, 2019

Primeira Etapa: Primeira Civilização Oriental: Egito

************************1ª ETAPA  A,B****************                                           
CE Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura 
Disciplina: História                                          Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B                                  Turno: Noturno
Aula
AS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES ORIENTAIS: EGITO

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RESUMO:
§  A formação das primeiras grandes civilizações.
§  Essas terras dispostas numa grande meia-lua foram chamadas de crescente fértil e abrangem nos países do Oriente Médio (atuais).
§  Na verdade, desde a Pré-história o homem procurou os rios para orientar-se no espaço e obter água para a sua sobrevivência.
§  As civilizações agrícolas foram as pioneiras no processo de dominar o rio, para a construção do espaço geográfico.

O EGITO ANTIGO
§  A civilização egípcia, que teve início por volta de 4000 a.C., desenvolveu-se em uma estreita faixa de terra no nordeste da África.
§  Embora cercada por desertos, essa região apresentava fatores naturais: água – o rio Nilo fornecia água necessária à sobrevivência e ao plantio.
§  Sólos férteis – as cheias periódicas do rio Nilo depositavam uma rica camada de húmus em suas margens, fertilizando o solo.
§  O Egito era, assim, um verdadeiro oásis em meio ao deserto.
§  Por isso, o historiador grego Heródoto afirmou: o Egito é uma dádiva do Nilo.
§  Para proteger casas e vilas das inundações, os egípcios construíram díques e barragens.
§  Construíram também canais de irrigação para levar a água do rio às regiões mais distantes.
§  Assim, aliando esforço e criatividade, os egípcios aproveitaram os recursos naturais, fazendo surgir uma das mais antigas Civilizações. 
§  A ocupação do vale por grupos autônomos, denominados nomos, deu-se durante o neolítico, e para melhor execução de obras hidráulicas (mão de obra) houve uma unificação política, em aproximadamente 3 500 a.C., dos Reinos do Baixo Egito (região do Delta) e no Alto Egito (abaixo de Mênfis).
§  Em 3 200 a.C., Menés (ou Narmer), governante do Alto Egito, impôs a unificação dos reinos e tornou-se o primeiro faraó fundando a primeira das trinta dinastias.

RIO NILO E SUA IMPORTÂNCIA
§  Ficou marcado como base existencial do povo egípcio (principalmente porque, nessa fase, quase todo o restante da região era composta por areia desértica).
§  O rio, além de garantir o transporte de pessoas e mercadorias, também era provedor.
§  Já que sua água servia tanto para pescar e beber como para fertilização das margens (nas fases de cheia), garantindo bons resultados para a agricultura.

PERIODIZAÇÃO DA HISTÓRIA EGÍPCIA
Fases do Império
a)     Fase Pré-Dinástica:
ü O período, iniciado aproximadamente 4.000 anos a.C..
ü É marcado pela separação dos pequenos estados egípcios com base na contribuição de cada um: artesanato, utilização de metais, produção agrícola e outros.

b)    Antigo Império (3 200 a 2 300 a.C.):
ü  Como a capital era Tínis, esse período ficou conhecido também com Tinita e após a mudança da capital para a cidade de Mênfis (mais ao norte), em 2 800 a.C., passou a se chamar Menfita.
ü  Os sucessores de Menés organizaram um sistema monárquico, despótico e altamente burocratizado de caráter teocrático.
ü  O rei-deus era supremo e todos os outros eram seus servos;
ü  Foi aproximadamente entre 2 700 e 2 600 a.C. que construíram as grandes pirâmides em Gisé.
ü  Depois dessas monumentais construções, os gastos para sua manutenção tornaram-se insustentáveis.
ü  Os faraós perderam o poder e com eles a centralização política, voltando à mão dos nomarcas.
ü  O Egito passa, então, por um período intermediário, onde a paz e a prosperidade foram coisas raras.

c)     Fase Intermediária:
ü   Aqui, cada pequeno estado egípcio (que neste período eram conhecidos como ‘nomos’) volta a se reerguer.
                                                       
d)    Médio Império (2 000 a 1 750 a.C.):
ü O faraó recupera o poder, Tebas é a nova capital (Vale dos Reis) e os faraós da XII dinastia ampliaram as obras de irrigação devolvendo a prosperidade ao Egito.
ü Apesar dessa prosperidade, os Hicsos, oriundos da Ásia menor, com toda sua superioridade bélica invadem o Egito e reinam no delta por quase dois séculos, mantendo os faraós isolados em Tebas.
ü Nessa época também houve a invasão dos hebreus (semitas).

e)    Fase do Novo Império intermediário:
ü Nessa fase política, o Egito é marcado pela invasão do povo hicso, que dominou no delta do Nilo até o ano de 1780 a.C.

f)      Novo Império (1 580 a 1 100 a.C.):
ü Após a expulsão dos hicsos em 1 580 a.C. por Amosis I, houve o despertar de um sentimento nacionalista e militarista que submeteu os hebreus à escravidão até 1 250 a.C. no episódio conhecido como Êxodo.
ü Foi o apogeu do Egito como maior império do mundo, Tutmés III (1 480 a 1 448 a.C.) deu ao império a maior expansão territorial, até o Eufrates e Ramsés II (1 292 a 1 225 a.C.) derrotou os hititas na batalha do Kadesh, assegurando o domínio territorial sobre a Palestina e a Síria.
ü As novas riquezas obtidas possibilitaram a construção de magníficos templos em Luxor e Karnak, conhecido como a morada dos deuses.
ü Foi durante o novo império que houve a reforma religiosa monoteísta (1 350 a.C.), realizada por Amenófis IV (1 377 a 1 358 a.C.), que mudou seu nome para Akhenaton (aquele que agrada a Aton), anulada após sua morte. 

g)     Baixo-império (1 100 à 525 a.C.) e o Renascimento Saíta: Após 1 100 a.C.
ü  Ocorreu um longo período de decadência com conquista de diversos povos, inclusive os Assírios em 622 a.C sob Assurbanipal.
ü  Psamético I, governante da cidade de Saís, liberta o país dos assírios, dando início ao último período de independência do Egito que posteriormente (525 a.C.) foi conquistado pelos persas sob Cambises virando uma mera província desses.

ASPECTOS GERAIS DA CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA
a)      Economia:
ü  A agricultura de ragadio foi a principal atividade econômica no Antigo Egito.
ü  Que crescia fértil graças às poderosas margens do Rio Nilo;
ü  Além disso, outras atividades que também garantiam o “giro” da economia eram o artesanato e a venda de mercadorias.
ü  Constantemente, trabalhadores rurais eram chamados pelo faraó para a realização de trabalhos ‘manuais’, tais como a construção de canais de irrigação, de diques, templos e até mesmo das pirâmides.
ü É chamada assim por estar diretamente relacionada às obras hidráulicas.
ü O Estado comandava as atividades produtivas uma vez que era detentor das terras.
ü A população camponesa vivia numa estrutura repressiva de servidão coletiva (corvéia real) pagando impostos em produtos ou em trabalho ao faraó.
ü Não havia especializações produtivas regionais e o território era auto-suficiente com relação às matérias-primas básicas;
ü O Estado não se monetarizou e os objetos eram trocados por objetos.
ü Os artesãos trabalhavam apenas para enfeitar os palácios e adornos pessoais.

b)       Comércio:
ü Processava-se entre o Alto e o Baixo Egito por meio de embarcações que subiam e desciam o rio abarrotadas de cereais e produtos artesanais.
ü A presença da tecelagem, da fiação e a confecção de sandálias de folhas de papiro, bem como a ourivesaria, propiciaram um desenvolvimento razoável do comércio interno, uma vez que poucas relações eram tidas com o exterior.

c)   Pastoreio:
ü Completava os trabalhos na terra.
ü Rebanhos de gado bovino e ovino podiam ser vistos nos campos próximos ao rio, cuidados por pastores.

d)  Sociedade:
ü  Na sociedade egípcia, a autoridade máxima era o faraó – considerado por grande parte da população como a representação de um Deus na terra (Teocracia).
ü  Detinha em suas mãos a administração e os tribunais de justiça.
ü  O faraó tinha poderes ilimitados - Monarquia Teocrática Absoluta. 
ü  O lugar da pessoa na sociedade era indicado pelo nascimento -se os pais fossem escravos, o filho também seria.
ü  Não havia mobilidade social, isto é, não mudava o lugar do indivíduo, na sociedade – Sociedade de castas: privilégios de nascimento;
ü  Tal classe de trabalhadores, não à toa, era sustentada pelos esforços de donos de pequenos comércios, artesãos e camponeses.
ü  Outros profissionais, por sua vez, também eram de grande importância no Egito Antigo - como os sacerdotes, os escribas e militares.
ü  Neste período da história, a sociedade egípcia também era formada por uma grande concentração de escravos;
ü  Marcada pelo imobilismo tendo uma estrutura piramidal dividida rigidamente em camadas:
                                                                  I.      Faraó e sua família;
                                                                II.     Sacerdote, alto burocratas e aristocratas (descendentes dos antigos nomarcas);
                                                             III.      Militares e escribas;
                                                             IV.     Artesãos e comerciantes;
                                                               V.     Camponeses e escravos (pouco numerosos, geralmente prisioneiros de guerra).
e)     Religião:
ü Tinha caráter politeísta e antropozoomórfico e a crença de vida após a morte desenvolveu o culto aos mortos e às técnicas de mumificação.
ü O Egito desenvolveu três tipos de escrita, a hieroglífica (sagrada e originária do período pré-dinástico), hierática (documentos administrativos) e demócrita (caráter popular e simplificado).
ü A decifração da escrita egípcia foi obra de Champollion graças à Pedra da Rosetta, que, descoberta por um soldado de Napoleão em 1 799 continha o mesmo texto em grego, hieroglífico e Demócrito.
ü Foi escrita em 196 a.C., decifrada em 1 822 d.C. e em seu conteúdo tinha uma homenagem a Ptolomeu.

f)        As Pirâmides
ü Expressam a grandeza da civilização egípcia.
ü Tinham duas funções:
                                               I.     Religiosa – guardar o corpo do faraó com o seu tesouro, após sua morte.
                                             II.     Política – representava a grandeza do poder do faraó.

Observação:
Quanto mais alta, maior seria o seu poder. Quanto maior a base, maior seria a estabilidade e a tranqüilidade do governo do faraó.
§  Entre 2.700 e 2.600 a.C. foram construídas as grandes pirâmides (templos funerários destinados ao faraó e sua família), na região de Gizé.
§  Os faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, foram responsáveis pelas construções das mais famosas pirâmides egípcias.
§  Por volta de 1.750 a.C., fugindo da seca e crise na produção de alimentos, os hebreus chegam ao Egito.
§  Os hebreus que tinham-se estabelecido mais ou menos clandestinamente, por causa da fome, foram perseguidos e transformados em trabalhadores escravos.
§  Por volta de 1.250 a.C., porém, conseguiram deixar a região, sob o comando de Moisés, no chamado êxodo e voltar a Palestina (atual Israel). 

ASPECTOS GERAIS DA CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA
§  Esta máscara de ouro protegia a múmia do faraó Tutancâmon.
§  Ninguém era mais importante que o faraó, cuja imagem estava associada aos deuses (Teocracia).
§  Detinha em suas mãos a administração e os tribunais de justiça.
§  O faraó tinha poderes ilimitados - Monarquia Teocrática Absoluta. 
§  O lugar da pessoa na sociedade era indicado pelo nascimento.
§  Se os pais fossem escravos, o filho também seria.
§  Não havia mobilidade social, isto é, não mudava o lugar do indivíduo, na sociedade – Sociedade de castas: privilégios de nascimento.  
§  Eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses.
§  A ordem social era mantida pela força e pela RELIGIÃO.
§  Os egípcios acreditavam que a alma não morria junto com o corpo.
§  Por isso, o corpo tinha que ser conservado.
§  Graças à religião, pela prática da mumificação dos cadáveres é que se teve grande progresso na medicina.
§  Eles utilizavam o papiro, um tipo de papel feito com uma planta que cresce nas margens do Nilo, sobre o qual escreviam com tinta.
§  Os escribas eram os funcionários que conheciam a escrita e somente eles sabiam ler e escrever.

SOBRE A ESCRITA NO EGITO ANTIGO
§  Uma das maiores contribuições do Egito Antigo para o mundo diz respeito à criação de uma linguagem escrita própria.
§  O Egito desenvolveu três tipos de escrita:
a)     Hieroglífica, composta por símbolos e desenhos complexo,  era usada, principalmente, para se comunicar com o faraó.

b)    A hierática (documentos administrativos).
c)     A demócrita (caráter popular e simplificado - utilizada para a comunicação cotidiana).
§   Eles utilizavam o papiro, um tipo de papel feito com uma planta que cresce nas margens do Nilo, sobre o qual escreviam com tinta.
§   Os escribas eram os funcionários que conheciam a escrita e somente eles sabiam ler e escrever.
§   Eles utilizavam o papiro, um tipo de papel feito com uma planta que cresce nas margens do Nilo, sobre o qual escreviam com tinta.
§   Os escribas eram os funcionários que conheciam a escrita e somente eles sabiam ler e escrever.
§   Além de mensagens de adoração ao faraó e fatos sobre sua vida, alguns textos também foram escritos com o único objetivo de espantarem possíveis saqueadores.
§   Os papiros, que também podem ser encontrados até hoje, serviam como uma espécie de papel para registro dos textos em linguagem hieroglífica.
§  Grande parte dos conhecimentos que temos atualmente acerca da população egípcia antiga se tornou possível graças à tradução dos hieróglifos egípcios.
§  Eles foram interpretados pela primeira vez pelo egiptólogo e linguista francês Champollion, no século XIX.

CIÊNCIAS
a)     Astronomia:
ü Os métodos de cálculos matemáticos no Egito não estavam em condições de fornecer base aos conhecimentos astronômicos.
ü Em tudo que as fontes de estudos egípcios nos fornecem, nem há mesmo referência de um eclipse, o que não acontece com a civilização mesopotâmica.
ü É possível, todavia que os textos egípcios que nos foram transmitidos pelos egípcios, escritos em papiro, se tenham perdido, em quanto que, os babilônicos, gravados em tabuinhas, eram de mais fácil conservação.
                                         
b)    Calendário
ü Os egípcios dividiam o ano em 12 meses de 30 dias, agrupados em 3 estações de 4 meses cada, denominadas Inundação, Inverno e Verão.
ü Aos 360 dias acrescentavam do fim de cada ano, 5 dias, formando realmente o ano de 365 dias, como o nosso.

c)     Medicina:
ü Era assegurada pela existência de duas academias onde eram ministrados estudos médicos com cariz regular, mas com uma função quase sacerdotal, inserida por tal no mundo restrito dos templos.
ü O corpo de médicos surge organizado na dependência de um Supremo Chefe dos Arquiatros do Alto e Baixo Egipto, detentor de várias categorias.
ü Eram desenvolvidas diversas actividades de tipo cirúrgico, tais como a circuncisão (obrigatória por motivos higiénicos), a castração, a cesariana e, muito provavelmente, a excisão de cataratas oculares e próteses dentárias.
ü Contudo, e fruto de uma profunda dominância religiosa, a anatomia humana era perspectivada segundo uma posição significativamente fantasiosa.
ü O diagnóstico baseava-se na sintomatologia, e uma vez identificada a enfermidade, passava-se à terapia.
ü A farmacopeia baseava-se num conhecimento profundo da botânica e das ervas especiais.
ü Os ferimentos, por seu lado, eram lavados e cobertos com unguentos à base de óleos essenciais e outros ingredientes, sendo depois cuidadosamente envolvidos em ligaduras.
ü No material utilizado pelo médico na sua atividade sobressaía o bisturi, serrilhas, lâminas de bronze com cabo em ébano e marfim, boiões de pomadas e unguentos e ligaduras.
ü A anestesia era praticada pelo método "a frio", arrefecendo-se a parte anatómica e os instrumentos cirúrgicos, embora não seja de excluir a probabilidade de uso de poções soporíferas.

DECLÍNIO
§  Aproximadamente em 1080 a.C. começa o período de declínio do estado egípcio, que foi conquistado pelos assírios em 670 a.C.
§  Em 662 a.C. o Egito retomou sua independência, com um período de renascimento cultural; .
§  No entanto, foi derrotado pelos persas, em 525 a.C., incorporado ao Império de Alexandre, o Grande, em 331 a.C.
§  E finalmente foi dominado pelos romanos em 30 a.C., tornando-se uma província do Império Romano.

REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga,Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
 Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História – Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
 Sites:           
ATIVIDADE:
Profº Gilberto Moura, Aula Antigas Civilizações Oriental Egito, 1º Etapa A, B -  1º Período, 2019.