quinta-feira, junho 20, 2019

Segunda Etapa: O Século da Razão - Iluminismo e Absolutismo

Autor: Gilberto Moura
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CE CRUZEIRO DO SUL
Professor: Gilberto Moura 
Disciplina: História                                Ano: 2019
Etapa: 2ª   A,B,C                       Turno: Noturno
Aula:
O SÉCULO DA RAZÃO: ILUMINISMO E LIBERALISMO
SLIDES:
VÍDEOS - SLIDES:
VÍDEOS- YOU TUBE:RESUMO:
RESUMO:
O ILUMINISMO
·       Foi a corrente de pensamento dominante na Europa do século XVIII e defendeu o predomínio da razão sobre a fé, representando a visão de mundo da burguesia.
·       Seus pensadores negavam as doutrinas absolutistas e mercantilistas e apoiavam valores liberais, tanto na política quanto na economia.

 ORIGENS
·       Os primeiros teóricos do Iluminismo introduziram as bases do movimento ainda no século XVII, influenciados pelas transformações que vinham ocorrendo na Europa, como o Renascimento, a Reforma Religiosa, a expansão marítimo-comercial e a ascensão da burguesia.
·       O racionalismo foi fundamentado como método científico pelo francês René Descartes, que, em 1637, estabeleceu a razão como único caminho para o conhecimento.
·       Descartes partia de verdades básicas - axiomas - para atingir conhecimentos mais amplos.
·       Seu primeiro axioma ficou famoso: "Penso, logo existo".
·       Segundo o pensamento iluminista, o avanço do conhecimento poderia se dar tanto pela via de racionalismo abstrato de Descartes como pela via do empirismo inglês.
·       Nas ciências exatas, o físico inglês Isaac Newton também revolucionou o pensamento da época, ao afirmar que o universo seria regido por leis próprias, que podem ser conhecidas pelo homem por meio da ciência.        
·       O holandês Baruch de Espinosa demonstrou que o Universo é inteligível, ou seja, pode ser conhecido por meio da razão.
·       Ele mostrou que os mistérios, os milagres e as coisas ocultas são fruto da nossa imaginação, devido ao medo que temos dos males que podem nos atingir e das necessidades e privações que podemos enfrentar.
·       O pensamento de Espinosa é uma crítica radical a todas as formas de irracionalismo e superstição, seja na religião, na política ou na filosofia.
·       Os princípios da política iluminista - liberalismo - foram formulados pelo filósofo inglês John Locke, que defendia uma relação contratual entre o monarca e seus súditos.
·       Para Locke, o homem possuía direitos como liberdade e propriedade privada, e cabia ao Estado proteger esses direitos, o que limitava seu poder.

SÉCULO DAS LUZES
·       No século XVIII, a Europa viveu o ápice das transformações ideológicas e culturais iniciadas com o Renascimento nos séculos XV e XVI.
·       Voltados para o estudo da sociedade e da natureza, os filósofos da época acreditavam que o uso da razão era indispensável para alcançar a verdade, base da compreensão dos fenômenos naturais e do funcionamento da sociedade.
·       Por considerarem a necessidade de "iluminar o pensamento humano com a razão", esses pensadores foram chamados filósofos iluministas.
·       Os importantes avanços econômicos, culturais e científicos levaram à crença de que o destino da humanidade era o progresso.
·       O auge dessa efervescência se deu no século XVIII - o "século das luzes".
·       Além do racionalismo e do liberalismo, outro princípio iluminista é o anticlericalismo - posição política contrária ao poder da Igreja.
·       Os três nomes mais significativos do Iluminismo francês foram os filósofos Voltaire, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau.
·       O primeiro, ligado à alta burguesia, era um crítico fervoroso do absolutismo, da nobreza e, principalmente, da Igreja.
·       Na política, Voltaire foi um dos inspiradores do despotismo esclarecido. Rousseau era identificado com a baixa burguesia e com os trabalhadores miseráveis, posicionando-se a favor do Estado democrático e republicano.
·       Trabalhou com a noção do bom selvagem, segundo a qual o homem nasce bom, mas depois é corrompido pela sociedade. Foi o maior ideólogo da Revolução Francesa.
·       A fim de divulgar o conhecimento, os iluministas conceberam a Enciclopédia, obra com 35 volumes contemplando todo o conhecimento existente até então.

OS MAIS IMPORTANTES PRINCÍPIOS DO ILUMINISMO
·       A laicização do Estado, ou seja, a separação entre política e religião.
·       A laicização do ensino, que tornou a educação responsabilidade do Estado, sem a interferência do clero.
·       O combate à escravidão.
·       A liberdade como direito natural e inalienável de todo ser humano.
·       A igualdade jurídica, ou seja, o combate às diferenças entre as ordens sociais, antes legitimadas pelo Estado absolutista.
·       O confisco das propriedades eclesiásticas, a limitação dos poderes inquisitoriais da Igreja e a concessão de liberdade religiosa aos súditos.

OS PRINCIPAIS PRECURSORES DO ILUMINISMO
a)    Francis Bacon (1561-1626):
ü Propôs o método experimental para a conquista do conhecimento, que procura analisar detalhadamente as diversas circunstâncias em que ocorre um fenômeno e a relação entre elas.

b)    René Descartes (1596-1650):
ü Defendia a razão como o único meio para atingir o verdadeiro conhecimento científico.
ü Acreditava que a expressão "Penso, logo existo" era a base para a construção de verdades universais.

c)     John Locke (1632-1704)
ü Considerado o "pai do liberalismo político" e o mais importante precursor do iluminismo, opunha-se à concentração de poderes nas mãos do rei e propunha que o poder legislativo representasse o verdadeiro poder do Estado.

d)    Isaac Newton (1642-1727)
ü Com a teoria da gravitação universal, afirmou que o Universo é dirigido por leis físicas invariáveis.

 OS PRINCIPAIS ILUMINISTAS DO SÉCULO XVIII
a)    Barão de Montesquieu (1689-1775):
ü Apoiava a limitação da soberania dos reis e propunha a divisão dos poderes do Estado em legislativo, executivo e judiciário.

b)    Voltaire (1694-1778):
ü Notabilizou-se como defensor da liberdade de expressão e combateu o absolutismo e a intolerância.

c)     Jean-Jacques Rousseau (1712-1778):
ü É considerado o pai da democracia.
ü Defendia a ideia de que o homem é naturalmente bom, porém a sociedade o corrompe.
ü Segundo Rousseau, as desavenças e as desigualdades entre os homens se iniciaram com a propriedade privada.
ü Em 1762, escreveu O contrato social, no qual afirmava que somente os pactos sociais poderiam legitimar a autoridade.
                  
d)    Denis Diderot (1713-1784) e Jean d'Alembert (1717-1783):
ü Diderot dirigiu a elaboração e a publicação da Enciclopédia das ciências, artes e ofícios - ou apenas Enciclopédia - com a colaboração do matemático D'Alembert.
ü Contanto com o trabalho de 120 autores, os enciclopedistas pretendiam agrupar na obra todo o conhecimento da época.
ü Iniciada em 1751, foi concluída em 1772, mas sua divulgação foi proibida pelo governo francês e pela Igreja católica, que a incluiu no Índex (lista de livros proibidos).

 DESPOTISMO ESCLARECIDO
·       O Iluminismo aterrorizava os soberanos.
·       No entanto, alguns viram que, para se manter no poder, era preciso adotar reformas de cunho iluminista.
·       Essa tentativa de modernização ficou conhecida como despotismo esclarecido.
·       Seu objetivo era aliviar as tensões entre a nobreza e a burguesia e preservar as monarquias absolutistas europeias.
·       Algumas das medidas adotadas por esses governantes foram a limitação do poder da Igreja Católica e a redução dos privilégios da aristocracia e do clero.
·       Os principais déspotas esclarecidos foram Frederico II, da Prússia; o marquês de Pombal, ministro de dom José I, de Portugal; Catarina II, da Rússia; e José II, da Áustria.
·       Apesar das mudanças, a participação política da burguesia e do povo continuava limitada, o que levaria a revoltas, entre elas a Revolução Francesa, em 1789.

 LIBERALISMO ECONÔMICO
·       Os iluministas também condenavam o sistema econômico do Antigo Regime, o mercantilismo.
·       Os primeiros contestadores foram os fisiocratas, como os franceses Jacques Turgot e François Quesnay.
·       Eles consideravam a terra a única fonte de riqueza de uma nação - em oposição ao comércio, em que não há produção, apenas troca.
·       O também francês Vincent de Gournay, discípulo de Quesnay, cunhou a expressão que depois se tornaria símbolo do liberalismo econômico: "Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même" ("Deixe fazer, deixe acontecer, o mundo vai por si mesmo").
·       Em sua obra A Riqueza das Nações (1776), o pensador escocês Adam Smith aprofundou ainda mais esses ideais, ao afirmar que a economia funcionava por si mesma, como uma "mão invisível" a dirigisse.
·       Ele condenava o mercantilismo, via o trabalho como única fonte de riqueza e pregava a livre concorrência e a não intervenção do Estado na economia, fundamentando, assim, o liberalismo econômico.

 REFERÊNCIA:
ATIVIDADE:
TAREFA:
1. CÓPIA
2. QUESTÕES



 Profº Gilberto Moura, História, Aula: Século das Luzes – Iluminismo e Liberalismo, 2ª Etapa, 2º Período, 2019.