terça-feira, outubro 01, 2019

1ª Etapa: A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE MÉDIA (PARTE I)

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.
1ª  ETAPA A, B
A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE MÉDIA (PARTE I) 
A CRISE DO FEUDALISMO
§   É um processo de longa duração que conta com uma série de fatores determinantes.
§   Foi de grande importância para que as práticas e regras que regulavam o interior dos feudos sofressem significativas transformações.
§   Influiu na transformação nos laços sociais e nas ideias que sustentavam aquele tipo de ordenação presente em toda a Europa.
§   O caráter autossustentável dos feudos perdeu espaço para uma economia mais integrada às trocas comerciais.
§   Ao mesmo tempo, a ampliação do consumo de gêneros manufaturados e especiarias, e a crise agrícola dos feudos trouxeram o fim do equilíbrio no acordo estabelecido entre servos e senhores feudais.

FASE DE INSTABILIDADE
§   Envolve as relações servis e trouxe à tona um duplo movimento de reorganização dos feudos.
§   As relações feudais em algumas regiões sofrerem um processo de relaxamento que dava fim a toda rigidez constituída na organização do trabalho.
§   Os senhores de terra, cada vez mais interessados em consumir produtos manufaturados e adquirir especiarias, passavam a estreitar relações com a dinâmica econômica urbana e comercial - dar mais espaço para o trabalho assalariado ou o arrendamento de terras em troca de dinheiro.
§   Em algumas regiões, principalmente da Europa Oriental, o crescimento demográfico e a perda da força de trabalho para a economia comercial incentivaram o endurecimento das relações servis.
§   Imbuídos de seu poder político, muitos senhores de terra da Rússia e de partes do Sacro Império Germânico passariam a exigir mais obrigações e impostos da população campesina.
 O PROCESSO MARCOU UM PERÍODO DE ASCENSÃO DA ECONOMIA EUROPEIA.
§   Entre os séculos XII e XIII.
§   Entre 1346 e 1353, uma grande epidemia de peste bubônica (peste negra) liquidou aproximadamente um terço da população europeia.
§   A disponibilidade de servos diminuiu e os salários dos trabalhadores elevaram-se significativamente.
§   Fez com que as obrigações servis fossem cada vez mais rígidas, tendo em vista a escassez de trabalhadores.
§   Os grandes proprietários de terra acabaram criando leis que dificultavam a saída dos servos de seus domínios ou permitia a captura daqueles que fugissem das terras.
§   A opressão dos senhores acabou incitando uma série de revoltas camponesas em diferentes pontos da Europa.

AS DIVERSAS REBELIÕES
§   Ficaram conhecidas como “jacqueries”.
§   No século XV, o declínio populacional foi superado reavivando a produção agrícola e as atividades comerciais.
§   A baixa produtividade dos feudos não era capaz de atender a demanda alimentar dos novos centros urbanos em expansão que, ao mesmo tempo, tinham seu mercado consumidor limitado pela grande população rural.
§   O comércio sofria grandes dificuldades por conta dos monopólios que dificultavam e encareciam a circulação de mercadorias pela Europa.
§   Os árabes e os comerciantes da Península Itálica eram os principais responsáveis por esse encarecimento das especiarias vindas do Oriente.
§   A falta de moedas, ocorrida por conta da escassez de metais preciosos e o escoamento das mesmas para os orientais, impedia o desenvolvimento das atividades comerciais.
§   Os tantos empecilhos gerados à economia do século XV só foram superados com a exploração de novos mercados que pudessem oferecer metais, alimentos e produtos.
§   Os mercados só foram estabelecidos com o processo de expansão marítima, que deflagrou a colonização de regiões da África e da América.
§   Dessa forma, a economia mercantilista dava um passo decisivo para que um grande acúmulo de capitais se estabelecesse no contexto econômico europeu.
§   A crise do feudalismo trouxe um conjunto diverso de transformações ao mundo medieval.

CATARISMO
§   Concebido nos fins do século IX, o catarismo foi considerado um dos mais expressivos movimentos hereges de toda a Idade Média.
§   Seus praticantes, conhecidos como cátaros (termo de origem grega que significa “puro”), estabeleceram uma doutrina espiritual influenciada por ensinamentos do cristianismo, do gnosticismo e do zoroastrismo.
§   Aparecendo inicialmente na região de Limousin, na França, esse movimento herético logo tomou corpo e se desenvolveu ao longo das décadas.
§   Tendo uma visão de mundo fortemente dualista, os cátaros acreditavam que a glorificação do espírito só pode ser alcançada a partir do momento em que as sensações carnais fossem desprezadas.
§   Influenciados por essa concepção, os cátaros viviam uma vida extremamente simples e se abstinham do consumo de alguns alimentos como a carne e qualquer outra fonte de sustento que fosse obtida por meio da procriação.
§   Se recusavam a realizar o sacrifício de qualquer tipo de animal e não aceitavam os tradicionais juramentos feudais.
§   A rejeição do mundo material se sustentava numa crença anterior, na qual acreditavam que todo o mundo espiritual fora criado por um “deus do bem” (Deus) e toda a realidade material fora concebida por um “deus do mal” (Diabo).
§   O homem deveria buscar sua purificação espiritual e tomar as mais diversas ações que lhe permitissem se afastar da esfera material.
§   Mesmo acreditando na existência do mal, eles não acreditavam no inferno, pois, ao fim, o bem triunfaria para todo o sempre.
 ENTRE OS SÉCULOS XI E XII, O CATARISMO SE DESENVOLVEU POR DIVERSOS CANTOS DA EUROPA.
§   Teve seus praticantes conhecidos por nomes diversos.
§   Na Alemanha, foram chamados de “ketzers”; entre os italianos foram nomeados como “patarinos”; e em terras búlgaras foram conhecidos como “bogomils”.
§   No século XIII, o grande número de cátaros existentes na cidade de Albi – localizada na região francesa do Languedoc – fez com que os praticantes dessa heresia também fossem conhecidos como “albigenses”.
§   Desenvolvendo uma igreja própria, os cátaros se organizavam em uma hierarquia que os dividia como: bispos, perfeitos e crentes.
§   Os “crentes” tinham uma relação aberta com os cátaros, seguindo alguns de seus princípios, mas mantendo laços com a Igreja Católica e contraindo matrimônio.
§   Os “perfeitos” tinham uma vida de negação material e só alcançavam essa condição ao serem aceitos em uma cerimônia de aceitação organizada pelos bispos, que eram os líderes mais experientes.
§   Na medida em que tinham sua igreja e suas próprias liturgias, os cátaros foram perseguidos pelos representantes do catolicismo.
§   No ano de 1119, o Concílio Regional de Toulouse chegou à conclusão de que o catarismo era uma séria ameaça à manutenção da unidade da fé cristã.
§   Inicialmente, os clérigos católicos tentaram reafirmar sua autoridade religiosa dialogando com os cátaros e enviando pregadores para as regiões em que a heresia se desenvolvia de modo mais expressivo.
§   Sem obter a submissão esperada, o papa Inocêncio III condenou os cátaros à condição de hereges durante o IV Concílio Lateranense, no ano de 1215.
§   Tomada essa decisão, os cátaros foram sistematicamente perseguidos e tiveram as suas igrejas destruídas durante a chamada “Cruzada Albigense”, desenvolvida entre as décadas de 1210 e 1220.
§   Ao mesmo tempo, o crescimento da Inquisição Católica tratou de varrer os demais praticantes dessa religião medieval.
§   Os cátaros não se subordinavam aos preceitos da Igreja Católica.
 INQUISIÇÃO
§   Nas últimas décadas do século XIII a Igreja era uma instituição religiosa fortemente consolidada no continente europeu.
§   O apoio do Estado e sua condição de formadora da elite intelectual da época garantiam uma influência de grande força entre os vários segmentos da sociedade ora vigentes.

AS CONTURBAÇÕES DE CUNHO TEOLÓGICO - A HEGEMONIA CRISTÃ.
§   Os movimentos heréticos apareciam oferecendo um modelo de fé e devoção religiosa que escapava das esferas de controle da própria Igreja.
§   No ano de 1219, uma confraria de origem dominicana estabeleceu a criação da chamada Milícia de Jesus Cristo.
§   Visando defender a pureza do catolicismo, os integrantes desse grupo realizaram a matança de comunidades inteiras ao longo do período medieval.
§   Nesse período, a perseguição aos judeus e a ascensão das religiões protestantes serviu de incentivo para que o chamado Tribunal do Santo Ofício fosse criado com o objetivo de vasculhar diversas regiões em busca de infratores que representassem algum tipo de ameaça à hegemonia cristã.
§   O tribunal contava com a força das autoridades locais que cediam militares e instalações onde pudessem realizar seus processos de investigação.
§   Muitas vezes, as delações eram tomadas como verdade, sem que antes para isso, houvesse a apresentação de qualquer indício.
§   Mesmo que não chagasse a ser morto em uma fogueira, o simples fato de uma pessoa ter passado por um processo inquisitorial determinava um enorme desprestígio.
§   Não raro, um acusado poderia ter suas possessões confiscadas, perdia direitos políticos ou era obrigado a se mudar para outra localidade.
§   Geralmente, as acusações feitas pela Inquisição aconteciam envolvendo crimes de atentado contra os preceitos morais da época ou contra os dogmas instituídos pela Igreja.
§   A realização das torturas acontecia como um meio de se obter a confissão.
§   A condenação do corpo era considerada uma forma de purificação necessária para que o réu pudesse reconhecer seus crimes e se libertar das forças malignas que o instigavam a ocultar sua falta.
§   A queima na fogueira foi uma das mais expressivas ritualizações do poder exercido pelo Tribunal da Santa Inquisição.
§   Antes de morrer, caso reconhecesse os seus pecados, o acusado sofria enforcamento antes de ter seu corpo carbonizado.
§   No entanto, se reafirmasse inocência, o condenado era queimado vivo.
§   Os autos de fé eram as celebrações onde geralmente tais penas eram aplicadas e as publicações consideradas proibidas, também eram consumidas pelas chamas.
§   Somente no século XVIII é que o movimento de Inquisição começou a perder seu terreno ao ser proibido em diversas partes do continente europeu.
§   Ainda assim, a Igreja mantinha órgãos de vigilância que poderiam punir os hereges ou descumpridores do dogma cristão com penas mais leves, como a excomunhão.
§   De fato, o desenvolvimento da Inquisição revela-nos um episódio marcado pela problemática chaga da intolerância religiosa.
§   A tortura era considerada pelos inquisidores como uma forma de se buscar a confissão do pecador.
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
https://www.indavoula.com.br/curiosidades-sao-luis/

segunda-feira, setembro 23, 2019

História da Ilha São Luís do Maranhão

Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B   & 2ª Etapa A, B    Turno: Noturno  3º Período.
Aula Extra:  História da Ilha São Luís do Maranhão
                                   
 (Prof. Gilberto Moura)
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"Conhecimento (...) ao contrário da fome e da sede, nunca se sacia (...)."

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"Conhecimento (...)  ao contrário da fome e da sede, nunca se sacia (...)."
(Prof. Gilberto Moura)
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2ª Etapa: Economia Colonial e Movimentos Emancipacionistas


Prof. Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.

                                                                                      2ª  ETAPA A & B
Economia Colonial e Movimentos Emancipacionistas
ü  Detalhes da economia colonial do Brasil, como o ciclo do açúcar, com os engenhos e plantações de cana e o do ouro.
ü  Além de detalhes da escravidão em nosso país.
ü  Desde o seu descobrimento, a economia brasileira era comandada por Portugal, que mantinha toda a exclusividade com os negócios feito com a colônia.
ü  Com o aumento do capitalismo mercantil o Brasil começa a avançar economicamente, principalmente com as atividades de subsistência e exportação desenvolvidas no período colonial.
ü  Durante algum tempo o único interesse da Coroa Portuguesa era o pau-brasil, mas na segunda metade do século XVI, começaram a ficar claros que outros interesses passavam a existir.
Economia Colonial do Brasil - açúcar, ouro e escravidão
ü  A economia colonial tinha um único intuito: Satisfazer a metrópole além de comprar de Portugal tudo o que precisava para que fosse possível acontecer algum tipo de desenvolvimento.
ü  A princípio a primeira atividade econômica do país foi o pau-brasil, mas a derrubada fora de controle deste tipo de árvore fez com que ele se tornasse raro, fazendo com que novas culturas fossem introduzidas a prática agrícola, como o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração.
Propriedade de monocultura e o ciclo do açúcar
ü   Chamamos de monocultura o tipo de exploração agrícola que tem como base a produção de um único tipo de produto.
ü   Normalmente está associada ao que chamamos de latifundiários, que são os donos de grandes extensões de terras.
ü   As grandes propriedades da colônia viviam da prática da monocultura, e se voltavam para a prática do mercado externo, utilizando de mão-de-obra escrava para poder suprir a demanda.
ü   Essa mão-de-obra era inicialmente indígena, vindo a ser trocada pelos negros africanos posteriormente.
ü   Esses latifúndios realizavam a prática do plantio da cana-de-açúcar, que também poderia ser chamada tanto de latifúndio monocultor quanto de plantation.
ü   Além das plantações, esses locais possuíam instalações e equipamentos que já serviam para refinar o açúcar: moendas, caldeira, casa de purgar.
ü   Sendo conhecidos como engenhos, muitas famílias passaram a morar neles para acompanhar de perto o processo de trabalho nos canaviais, além disso, os escravos eram praticamente 100% da mão-de-obra existente, muito pouco era o número de funcionários assalariados.
ü   Eles viviam em senzalas, lugares de um só cômodo, sem nenhuma higiene ou conforto, misturados homens, mulheres e crianças, como animais.
ü   Além de todo o trabalho braçal eles ainda trabalhavam na casa grande, servindo aos senhores de engenhos.
ü   Como os portugueses já conheciam a prática do plantio da cana-de-açúcar, esse produto foi escolhido para ser o principal produzido no Brasil, além do que esse produto era muito aceito na Europa.
ü   Como o produto era muito procurado pelos europeus, os holandeses decidiram também investir no país, instalando engenhos.
ü   A partir da metade do século XVII o ciclo do açúcar no Brasil colonial começou a declinar, já que agora o país tinha fortes concorrentes, como as Antilhas, por exemplo, que por ironia do destino eram financiadas e comercializadas pelos holandeses.
ü   Portugal agora buscava por uma nova forma de explorar as riquezas da colônia, foi quando no século XVIII teve início a exploração de diamantes e ouro, dando início a um novo ciclo econômico.

O ciclo do ouro na economia colonial
ü  Logo que o açúcar deixou de ser o principal investimento brasileiro, os portugueses iniciaram pela procura de uma nova forma de exploração colonial, foi quando descobriram as primeiras minas de ouro em solo brasileiro, localizadas nas regiões onde ficam Minas Gerais e Goiás.
ü  A importância dessa exploração foi tão grande para Portugal, que o governo decidiu mudar a capital, até então em Salvador, para o Rio de Janeiro, pois desta forma estariam mais próximos das minas de ouro.
ü  Eles também criaram as Casas de Fundição, que cobravam impostos altíssimos de quem extraísse o ouro, o que deixava os mineiros completamente irritados.
ü  Entre esses impostos se destacavam:
·         O quinto – 20% de toda a produção do ouro deveria ir para o rei de Portugal;
·         A derrama – A colônia tinha a obrigação de arrecadar 1.500kg de ouro por ano;
·         A capitação – Era cobrado imposto sobre cada escravo que trabalhava nas minas.
O Ciclo do ouro seguiu até o ano de 1785.
A exploração e os muitos impostos cobrados não agradavam em nada a população, o que levou a muitas revoltas na época.
20 de Novembro- uma data para intensificar as ações por uma Consciência Negra
o escravismo no brasil
ü  Existe um ponto quando falamos na economia colonial que não podemos deixar de citar: a Escravidão.
ü  Dois são os tipos de escravidão: a vermelha, que eram a dos índios, e a africana, com os negros trazidos da África.
ü  Quando Martim Afonso chegou ao Brasil em sua expedição de colonização no ano de 1531 ele trouxe consigo a prática do escravismo.
ü  Ela foi marcada pelo uso de escravos do continente africano, que faziam todo o trabalho pesado e eram tratados como animais.
ü  Alguns índios também foram tratados desta forma, mas por já conhecerem o território em que estavam era mais fácil fugir.
ü  Eles trabalhavam na agricultura, principalmente na parte da cana-de-açúcar, e na mineração. 
ü  Foram grandes contribuintes para o crescimento da economia do país.
ü  Os escravos eram maltratados, chicoteados, mas mesmo assim lutavam pela sua liberdade, e essa luta levou a forma os primeiros quilombos, que eram abrigos feitos para os negros fugitivos.
ü  A escravidão durou até o ano de 1888, quando a Lei Áurea aboliu todo tipo de escravidão no Brasil.
ü  Os negros agora eram livres, mas ainda teriam que lhe dar com o preconceito da sociedade, que insistia em tratá-los com desdém.
MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS
ü  A partir da segunda metade do século XVIII, os movimentos de contestação ganharam novo impulso, favorecidos pelas transformações que o mundo sofria por conta das ideias iluministas, da Revolução Francesa e da Revolução Industrial.
ü  Aqui, essas ideias encontraram um campo fértil para sua expansão.
ü  No Brasil, a crise aurífera e a decadência econômica do Nordeste deram origem aos primeiros movimentos emancipacionistas.
CONJURAÇÃO MINEIRA (1789)
ü  O movimento emancipacionista conhecido como Inconfidência Mineira (ou Conjuração Mineira), por ter sido o primeiro a pregar a independência política, é o mais conhecido.
ü  Um de seus integrantes, Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes –, mitificado pelo movimento que implantou a República no país, acabou se transformando em mártir da Independência.
ü  Na realidade, esse movimento não saiu da discussão teórica e, por isso, para alguns historiadores, foi o movimento mais fraco.
ü  Seus participantes representavam os interesses das camadas médias urbanas – militares, padres, estudantes, comerciantes – e os interesses da elite mineira, como o proprietário de minas Alvarenga Peixoto.
ü  Participaram, ainda, funcionários reais, como Cláudio Manuel da Costa, desembargador, e Tomás Antonio Gonzaga, ouvidor.
ü  Cláudio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto e Tomás Antonio Gonzaga também são os maiores representantes do Arcadismo no Brasil, cuja poesia prega o retorno à Antiguidade Clássica e um estilo de vida simples.
ü  Nessa época, o ouro já mostrava claros sinais de esgotamento, mas a metrópole exigia o pagamento de impostos cada vez mais abusivos.
ü  Das discussões influenciadas pelo Iluminismo, que combatia o Antigo Regime e propunha uma nova ordem político-econômica-social os inconfidentes estabeleceram como objetivos a proclamação da república (embora alguns defendessem uma monarquia constitucional), a transferência da capital do Rio de Janeiro para São João Del Rey, a liberação das manufaturas, a instalação de uma fábrica de pólvora, a criação da Universidade de Vila Rica e a anistia das dívidas.
ü  Segundo os planos, a revolução iria estourar no dia da derrama, cobrança de impostos atrasados que, na época, acumulavam quase 600 arrobas de ouro.
ü  Às vésperas, o movimento foi traído por um dos inconfidentes, Joaquim Silvério dos Reis, que denunciou os planos ao governador das Minas Gerais, o visconde de Barbacena, em troca da suspensão do pagamento de suas dívidas. Assim, efetuou-se a prisão dos envolvidos, em março de 1789.
ü  Em abril de 1792, a sentença condenou onze inconfidentes à morte.
ü  Em seguida, a decisão foi comutada (trocada) por degredo perpétuo na África, exceto para Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que foi executado na forca, tendo sido seu corpo esquartejado e espalhado na estrada Vila Rica – Rio de Janeiro para servir de exemplo.
ü  Sua casa foi destruída, a terra, salgada e seus descendentes, amaldiçoados.

O TIRADENTES ERA O MAIS HUMILDE DE TODOS OS ENVOLVIDOS.
ü  Movimento emancipacionista de Minas Gerais.
ü  A passagem dos inconfidentes pela cidade Matias Barbosa, em Minas Gerais, com destino ao Rio de Janeiro, onde ficaram presos e foram julgados.
CONJURAÇÃO CARIOCA (1794)
ü  Eventos emancipacionistas ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, entre 1794-1795, ficaram conhecidos como Conjura Carioca.
ü  Nas últimas duas décadas do século XVIII, existiu na então capital do Brasil Colônia uma entidade formada por intelectuais (poetas, escritores, advogados, médicos), chamada Sociedade Literária.
ü  Constituída, a princípio, para debater as novidades políticas que chegavam da Europa e da América do Norte (Iluminismo, Independência dos Estados Unidos, Revolução Francesa), assim como assuntos de caráter científico, a Sociedade Literária ganhou a adesão de muitas pessoas, como padres, professores, ourives, marceneiros e sapateiros, entre outros, além dos grupos já citados.
ü  Após os acontecimentos de Minas Gerais, as autoridades do Rio de Janeiro passaram a ver o livre funcionamento da Sociedade Literária com certa preocupação, principalmente por conta das discussões mais acaloradas das ideias filosóficas e políticas de Rousseau e Voltaire.
ü  Em 1794, o vice-rei, conde de Resende, ordenou o seu fechamento, além de instalar uma devassa (um inquérito) contra seus associados, que foram presos e investigados como conspiradores.
ü  O processo se estendeu até 1795, sem que fossem encontradas provas conclusivas de que uma conspiração se encontrava em curso.
Desse modo, os implicados foram libertados.
CONJURAÇÃO BAIANA (1798)
ü  Ao contrário dos acontecimentos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, a Conjuração Baiana (também conhecida como Revolta dos Alfaiates) envolveu as camadas populares e sofreu nítida influência da fase jacobinista da Revolução Francesa.
ü  Durante o mês de agosto de 1798, a cidade de Salvador teve as paredes de suas construções cobertas por um panfleto que afirmava: “Animai-vos, povo bahiense, que está por chegar o tempo feliz de nossa liberdade: o tempo em que seremos todos irmãos, tempo em que seremos todos iguais”.
ü  O panfleto estimulava a revolução e a libertação dos escravos para exterminar a opressão metropolitana e o domínio de um homem sobre o outro.
ü  A autoria do panfleto recaiu sobre o soldado Luiz Gonzaga das Virgens. Os conspiradores foram presos, entre eles escravos e mulheres.
ü  Os advogados de defesa argumentaram que a linguagem do panfleto era muito superior à formação intelectual dos presos, que não teriam como ler e entender textos em francês e inglês que chegavam até aqui através de jornais.
ü  Mesmo assim, quatro foram condenados à morte: Luiz Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas, Manuel Faustino dos Santos e João de Deus do Nascimento. Todos os quatro eram pobres e mulatos.
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1801)
ü  Em 1796, Manuel Arruda Câmara – médico e ex-clérigo que havia integrado a Sociedade Literária do Rio de Janeiro –, os irmãos Luís Francisco de Paula Cavalcanti, José Francisco de Paula Cavalcanti e Albuquerque e Francisco de Paula Cavalcanti (sendo este proprietário do Engenho Suassuna), além de outras pessoas influentes de Pernambuco, fundaram, em Itambé, – o “Areópago de Itambé” – a primeira loja maçônica do Brasil.
ü  Dela não participavam europeus, embora a inspiração para sua criação tenham sido o ideal iluminista e a Revolução Francesa.
ü  A partir de 1800, imbuídos dos princípios de liberdade e igualdade, os membros do Areópago passaram a conspirar contra o domínio português, visando à emancipação de Pernambuco por meio da implantação de uma república, cuja proteção seria dada por Napoleão Bonaparte.
ü  As autoridades da capitania de Pernambuco foram informadas dos planos dos conjurados, em maio de 1801, por um delator, o que levou à detenção de diversos implicados.
ü  Em razão da elevada posição social dos acusados, o processo de devassa correu em sigilo e todos foram absolvidos por falta de provas.
ü  Os ideais da Conspiração dos Suassunas (ou Conjuração dos Cavalcanti), como ficou conhecido o evento, reapareceram, posteriormente, na Revolução Pernambucana de 1817.
 REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
Slides: PDF:
a) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1a
https://drive.google.com/file/d/1LTrhgP9P3VehEOylD2RYKFacM4LugF_6/view?ts=5d8926c9
b) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1b
https://drive.google.com/file/d/191hRuPVPzPl76caBPZGTrLwbz59WryEK/view?ts=5d8926e5

Slides: Vídeo: 
a) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1a
b) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1b