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Autor: Gilberto Moura ****************************************************************************************************************************** ********************************************************************************************************************************** |
Centro Educacional Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B Turno: Noturno 3º Período.
1ª ETAPA A, B
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1ª ETAPA A, B
A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE
MÉDIA (PARTE I)
A CRISE DO
FEUDALISMO
§ É um processo de longa duração que conta com uma série
de fatores determinantes.
§ Foi de grande importância para que as práticas e
regras que regulavam o interior dos feudos sofressem significativas
transformações.
§ Influiu na transformação nos laços sociais e nas
ideias que sustentavam aquele tipo de ordenação presente em toda a Europa.
§ O caráter autossustentável dos feudos perdeu espaço
para uma economia mais integrada às trocas comerciais.
§ Ao mesmo tempo, a ampliação do consumo de gêneros
manufaturados e especiarias, e a crise agrícola dos feudos trouxeram o fim do
equilíbrio no acordo estabelecido entre servos e senhores feudais.
FASE DE
INSTABILIDADE
§ Envolve as relações servis e trouxe à tona um duplo
movimento de reorganização dos feudos.
§ As relações feudais em algumas regiões sofrerem um
processo de relaxamento que dava fim a toda rigidez constituída na organização
do trabalho.
§ Os senhores de terra, cada vez mais interessados em
consumir produtos manufaturados e adquirir especiarias, passavam a estreitar
relações com a dinâmica econômica urbana e comercial - dar mais espaço para o
trabalho assalariado ou o arrendamento de terras em troca de dinheiro.
§ Em algumas regiões, principalmente da Europa Oriental,
o crescimento demográfico e a perda da força de trabalho para a economia
comercial incentivaram o endurecimento das relações servis.
§ Imbuídos de seu poder político, muitos senhores de
terra da Rússia e de partes do Sacro Império Germânico passariam a exigir mais
obrigações e impostos da população campesina.
O PROCESSO MARCOU
UM PERÍODO DE ASCENSÃO DA ECONOMIA EUROPEIA.
§ Entre os séculos XII e XIII.
§ Entre 1346 e 1353, uma grande epidemia de peste
bubônica (peste negra) liquidou aproximadamente um terço da população europeia.
§ A disponibilidade de servos diminuiu e os salários dos
trabalhadores elevaram-se significativamente.
§ Fez com que as obrigações servis fossem cada vez mais
rígidas, tendo em vista a escassez de trabalhadores.
§ Os grandes proprietários de terra acabaram criando
leis que dificultavam a saída dos servos de seus domínios ou permitia a captura
daqueles que fugissem das terras.
§ A opressão dos senhores acabou incitando uma série de
revoltas camponesas em diferentes pontos da Europa.
AS DIVERSAS
REBELIÕES
§ Ficaram conhecidas como “jacqueries”.
§ No século XV, o declínio populacional foi superado
reavivando a produção agrícola e as atividades comerciais.
§ A baixa produtividade dos feudos não era capaz de
atender a demanda alimentar dos novos centros urbanos em expansão que, ao mesmo
tempo, tinham seu mercado consumidor limitado pela grande população rural.
§ O comércio sofria grandes dificuldades por conta dos
monopólios que dificultavam e encareciam a circulação de mercadorias pela
Europa.
§ Os árabes e os comerciantes da Península Itálica eram
os principais responsáveis por esse encarecimento das especiarias vindas do
Oriente.
§ A falta de moedas, ocorrida por conta da escassez de
metais preciosos e o escoamento das mesmas para os orientais, impedia o
desenvolvimento das atividades comerciais.
§ Os tantos empecilhos gerados à economia do século XV
só foram superados com a exploração de novos mercados que pudessem oferecer
metais, alimentos e produtos.
§ Os mercados só foram estabelecidos com o processo de
expansão marítima, que deflagrou a colonização de regiões da África e da
América.
§ Dessa forma, a economia mercantilista dava um passo
decisivo para que um grande acúmulo de capitais se estabelecesse no contexto
econômico europeu.
§ A crise do feudalismo trouxe um conjunto diverso de
transformações ao mundo medieval.
CATARISMO
§ Concebido nos fins do século IX, o catarismo foi
considerado um dos mais expressivos movimentos hereges de toda a Idade Média.
§ Seus praticantes, conhecidos como cátaros (termo de
origem grega que significa “puro”), estabeleceram uma doutrina espiritual
influenciada por ensinamentos do cristianismo, do gnosticismo e do
zoroastrismo.
§ Aparecendo inicialmente na região de Limousin, na
França, esse movimento herético logo tomou corpo e se desenvolveu ao longo das
décadas.
§ Tendo uma visão de mundo fortemente dualista, os
cátaros acreditavam que a glorificação do espírito só pode ser alcançada a
partir do momento em que as sensações carnais fossem desprezadas.
§ Influenciados por essa concepção, os cátaros viviam
uma vida extremamente simples e se abstinham do consumo de alguns alimentos
como a carne e qualquer outra fonte de sustento que fosse obtida por meio da
procriação.
§ Se recusavam a realizar o sacrifício de qualquer tipo
de animal e não aceitavam os tradicionais juramentos feudais.
§ A rejeição do mundo material se sustentava numa crença
anterior, na qual acreditavam que todo o mundo espiritual fora criado por um
“deus do bem” (Deus) e toda a realidade material fora concebida por um “deus do
mal” (Diabo).
§ O homem deveria buscar sua purificação espiritual e
tomar as mais diversas ações que lhe permitissem se afastar da esfera material.
§ Mesmo acreditando na existência do mal, eles não
acreditavam no inferno, pois, ao fim, o bem triunfaria para todo o sempre.
ENTRE
OS SÉCULOS XI E XII, O CATARISMO SE DESENVOLVEU POR DIVERSOS CANTOS DA EUROPA.
§ Teve seus praticantes conhecidos por nomes diversos.
§ Na Alemanha, foram chamados de “ketzers”; entre os
italianos foram nomeados como “patarinos”; e em terras búlgaras foram
conhecidos como “bogomils”.
§ No século XIII, o grande número de cátaros existentes
na cidade de Albi – localizada na região francesa do Languedoc – fez com que os
praticantes dessa heresia também fossem conhecidos como “albigenses”.
§ Desenvolvendo uma igreja própria, os cátaros se
organizavam em uma hierarquia que os dividia como: bispos, perfeitos e crentes.
§ Os “crentes” tinham uma relação aberta com os cátaros,
seguindo alguns de seus princípios, mas mantendo laços com a Igreja Católica e
contraindo matrimônio.
§ Os “perfeitos” tinham uma vida de negação material e
só alcançavam essa condição ao serem aceitos em uma cerimônia de aceitação
organizada pelos bispos, que eram os líderes mais experientes.
§ Na medida em que tinham sua igreja e suas próprias
liturgias, os cátaros foram perseguidos pelos representantes do catolicismo.
§ No ano de 1119, o Concílio Regional de Toulouse chegou
à conclusão de que o catarismo era uma séria ameaça à manutenção da unidade da
fé cristã.
§ Inicialmente, os clérigos católicos tentaram reafirmar
sua autoridade religiosa dialogando com os cátaros e enviando pregadores para
as regiões em que a heresia se desenvolvia de modo mais expressivo.
§ Sem obter a submissão esperada, o papa Inocêncio III
condenou os cátaros à condição de hereges durante o IV Concílio Lateranense, no
ano de 1215.
§ Tomada essa decisão, os cátaros foram sistematicamente
perseguidos e tiveram as suas igrejas destruídas durante a chamada “Cruzada
Albigense”, desenvolvida entre as décadas de 1210 e 1220.
§ Ao mesmo tempo, o crescimento da Inquisição Católica
tratou de varrer os demais praticantes dessa religião medieval.
§ Os cátaros não se subordinavam aos preceitos da Igreja
Católica.
INQUISIÇÃO
§ Nas últimas décadas do século XIII a Igreja era uma
instituição religiosa fortemente consolidada no continente europeu.
§ O apoio do Estado e sua condição de formadora da elite
intelectual da época garantiam uma influência de grande força entre os vários
segmentos da sociedade ora vigentes.
AS
CONTURBAÇÕES DE CUNHO TEOLÓGICO - A HEGEMONIA CRISTÃ.
§ Os movimentos heréticos apareciam oferecendo um modelo
de fé e devoção religiosa que escapava das esferas de controle da própria
Igreja.
§ No ano de 1219, uma confraria de origem dominicana
estabeleceu a criação da chamada Milícia de Jesus Cristo.
§ Visando defender a pureza do catolicismo, os
integrantes desse grupo realizaram a matança de comunidades inteiras ao longo
do período medieval.
§ Nesse período, a perseguição aos judeus e a ascensão
das religiões protestantes serviu de incentivo para que o chamado Tribunal do
Santo Ofício fosse criado com o objetivo de vasculhar diversas regiões em busca
de infratores que representassem algum tipo de ameaça à hegemonia cristã.
§ O tribunal contava com a força das autoridades locais
que cediam militares e instalações onde pudessem realizar seus processos de
investigação.
§ Muitas vezes, as delações eram tomadas como verdade,
sem que antes para isso, houvesse a apresentação de qualquer indício.
§ Mesmo que não chagasse a ser morto em uma fogueira, o
simples fato de uma pessoa ter passado por um processo inquisitorial
determinava um enorme desprestígio.
§ Não raro, um acusado poderia ter suas possessões
confiscadas, perdia direitos políticos ou era obrigado a se mudar para outra
localidade.
§ Geralmente, as acusações feitas pela Inquisição
aconteciam envolvendo crimes de atentado contra os preceitos morais da época ou
contra os dogmas instituídos pela Igreja.
§ A realização das torturas acontecia como um meio de se
obter a confissão.
§ A condenação do corpo era considerada uma forma de
purificação necessária para que o réu pudesse reconhecer seus crimes e se
libertar das forças malignas que o instigavam a ocultar sua falta.
§ A queima na fogueira foi uma das mais expressivas
ritualizações do poder exercido pelo Tribunal da Santa Inquisição.
§ Antes de morrer, caso reconhecesse os seus pecados, o
acusado sofria enforcamento antes de ter seu corpo carbonizado.
§ No entanto, se reafirmasse inocência, o condenado era
queimado vivo.
§ Os autos de fé eram as celebrações onde geralmente
tais penas eram aplicadas e as publicações consideradas proibidas, também eram
consumidas pelas chamas.
§ Somente no século XVIII é que o movimento de
Inquisição começou a perder seu terreno ao ser proibido em diversas partes do
continente europeu.
§ Ainda assim, a Igreja mantinha órgãos de vigilância
que poderiam punir os hereges ou descumpridores do dogma cristão com penas mais
leves, como a excomunhão.
§ De fato, o desenvolvimento da Inquisição revela-nos um
episódio marcado pela problemática chaga da intolerância religiosa.
§ A tortura era considerada pelos inquisidores como uma
forma de se buscar a confissão do pecador.
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS
JÚNIOR, Alfredo. História Geral:
Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS,
Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio).
Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F.
Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila
História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
https://www.indavoula.com.br/curiosidades-sao-luis/
Resumo PDF:
https://drive.google.com/file/d/1IOpK5bNg2v3GQCwuYEmEaMKk2MM4Q_-G/view?ts=5d9378b2
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Prof. Gilberto Moura
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