segunda-feira, setembro 23, 2019

2ª Etapa: Economia Colonial e Movimentos Emancipacionistas


Prof. Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.

                                                                                      2ª  ETAPA A & B
Economia Colonial e Movimentos Emancipacionistas
ü  Detalhes da economia colonial do Brasil, como o ciclo do açúcar, com os engenhos e plantações de cana e o do ouro.
ü  Além de detalhes da escravidão em nosso país.
ü  Desde o seu descobrimento, a economia brasileira era comandada por Portugal, que mantinha toda a exclusividade com os negócios feito com a colônia.
ü  Com o aumento do capitalismo mercantil o Brasil começa a avançar economicamente, principalmente com as atividades de subsistência e exportação desenvolvidas no período colonial.
ü  Durante algum tempo o único interesse da Coroa Portuguesa era o pau-brasil, mas na segunda metade do século XVI, começaram a ficar claros que outros interesses passavam a existir.
Economia Colonial do Brasil - açúcar, ouro e escravidão
ü  A economia colonial tinha um único intuito: Satisfazer a metrópole além de comprar de Portugal tudo o que precisava para que fosse possível acontecer algum tipo de desenvolvimento.
ü  A princípio a primeira atividade econômica do país foi o pau-brasil, mas a derrubada fora de controle deste tipo de árvore fez com que ele se tornasse raro, fazendo com que novas culturas fossem introduzidas a prática agrícola, como o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração.
Propriedade de monocultura e o ciclo do açúcar
ü   Chamamos de monocultura o tipo de exploração agrícola que tem como base a produção de um único tipo de produto.
ü   Normalmente está associada ao que chamamos de latifundiários, que são os donos de grandes extensões de terras.
ü   As grandes propriedades da colônia viviam da prática da monocultura, e se voltavam para a prática do mercado externo, utilizando de mão-de-obra escrava para poder suprir a demanda.
ü   Essa mão-de-obra era inicialmente indígena, vindo a ser trocada pelos negros africanos posteriormente.
ü   Esses latifúndios realizavam a prática do plantio da cana-de-açúcar, que também poderia ser chamada tanto de latifúndio monocultor quanto de plantation.
ü   Além das plantações, esses locais possuíam instalações e equipamentos que já serviam para refinar o açúcar: moendas, caldeira, casa de purgar.
ü   Sendo conhecidos como engenhos, muitas famílias passaram a morar neles para acompanhar de perto o processo de trabalho nos canaviais, além disso, os escravos eram praticamente 100% da mão-de-obra existente, muito pouco era o número de funcionários assalariados.
ü   Eles viviam em senzalas, lugares de um só cômodo, sem nenhuma higiene ou conforto, misturados homens, mulheres e crianças, como animais.
ü   Além de todo o trabalho braçal eles ainda trabalhavam na casa grande, servindo aos senhores de engenhos.
ü   Como os portugueses já conheciam a prática do plantio da cana-de-açúcar, esse produto foi escolhido para ser o principal produzido no Brasil, além do que esse produto era muito aceito na Europa.
ü   Como o produto era muito procurado pelos europeus, os holandeses decidiram também investir no país, instalando engenhos.
ü   A partir da metade do século XVII o ciclo do açúcar no Brasil colonial começou a declinar, já que agora o país tinha fortes concorrentes, como as Antilhas, por exemplo, que por ironia do destino eram financiadas e comercializadas pelos holandeses.
ü   Portugal agora buscava por uma nova forma de explorar as riquezas da colônia, foi quando no século XVIII teve início a exploração de diamantes e ouro, dando início a um novo ciclo econômico.

O ciclo do ouro na economia colonial
ü  Logo que o açúcar deixou de ser o principal investimento brasileiro, os portugueses iniciaram pela procura de uma nova forma de exploração colonial, foi quando descobriram as primeiras minas de ouro em solo brasileiro, localizadas nas regiões onde ficam Minas Gerais e Goiás.
ü  A importância dessa exploração foi tão grande para Portugal, que o governo decidiu mudar a capital, até então em Salvador, para o Rio de Janeiro, pois desta forma estariam mais próximos das minas de ouro.
ü  Eles também criaram as Casas de Fundição, que cobravam impostos altíssimos de quem extraísse o ouro, o que deixava os mineiros completamente irritados.
ü  Entre esses impostos se destacavam:
·         O quinto – 20% de toda a produção do ouro deveria ir para o rei de Portugal;
·         A derrama – A colônia tinha a obrigação de arrecadar 1.500kg de ouro por ano;
·         A capitação – Era cobrado imposto sobre cada escravo que trabalhava nas minas.
O Ciclo do ouro seguiu até o ano de 1785.
A exploração e os muitos impostos cobrados não agradavam em nada a população, o que levou a muitas revoltas na época.
20 de Novembro- uma data para intensificar as ações por uma Consciência Negra
o escravismo no brasil
ü  Existe um ponto quando falamos na economia colonial que não podemos deixar de citar: a Escravidão.
ü  Dois são os tipos de escravidão: a vermelha, que eram a dos índios, e a africana, com os negros trazidos da África.
ü  Quando Martim Afonso chegou ao Brasil em sua expedição de colonização no ano de 1531 ele trouxe consigo a prática do escravismo.
ü  Ela foi marcada pelo uso de escravos do continente africano, que faziam todo o trabalho pesado e eram tratados como animais.
ü  Alguns índios também foram tratados desta forma, mas por já conhecerem o território em que estavam era mais fácil fugir.
ü  Eles trabalhavam na agricultura, principalmente na parte da cana-de-açúcar, e na mineração. 
ü  Foram grandes contribuintes para o crescimento da economia do país.
ü  Os escravos eram maltratados, chicoteados, mas mesmo assim lutavam pela sua liberdade, e essa luta levou a forma os primeiros quilombos, que eram abrigos feitos para os negros fugitivos.
ü  A escravidão durou até o ano de 1888, quando a Lei Áurea aboliu todo tipo de escravidão no Brasil.
ü  Os negros agora eram livres, mas ainda teriam que lhe dar com o preconceito da sociedade, que insistia em tratá-los com desdém.
MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS
ü  A partir da segunda metade do século XVIII, os movimentos de contestação ganharam novo impulso, favorecidos pelas transformações que o mundo sofria por conta das ideias iluministas, da Revolução Francesa e da Revolução Industrial.
ü  Aqui, essas ideias encontraram um campo fértil para sua expansão.
ü  No Brasil, a crise aurífera e a decadência econômica do Nordeste deram origem aos primeiros movimentos emancipacionistas.
CONJURAÇÃO MINEIRA (1789)
ü  O movimento emancipacionista conhecido como Inconfidência Mineira (ou Conjuração Mineira), por ter sido o primeiro a pregar a independência política, é o mais conhecido.
ü  Um de seus integrantes, Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes –, mitificado pelo movimento que implantou a República no país, acabou se transformando em mártir da Independência.
ü  Na realidade, esse movimento não saiu da discussão teórica e, por isso, para alguns historiadores, foi o movimento mais fraco.
ü  Seus participantes representavam os interesses das camadas médias urbanas – militares, padres, estudantes, comerciantes – e os interesses da elite mineira, como o proprietário de minas Alvarenga Peixoto.
ü  Participaram, ainda, funcionários reais, como Cláudio Manuel da Costa, desembargador, e Tomás Antonio Gonzaga, ouvidor.
ü  Cláudio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto e Tomás Antonio Gonzaga também são os maiores representantes do Arcadismo no Brasil, cuja poesia prega o retorno à Antiguidade Clássica e um estilo de vida simples.
ü  Nessa época, o ouro já mostrava claros sinais de esgotamento, mas a metrópole exigia o pagamento de impostos cada vez mais abusivos.
ü  Das discussões influenciadas pelo Iluminismo, que combatia o Antigo Regime e propunha uma nova ordem político-econômica-social os inconfidentes estabeleceram como objetivos a proclamação da república (embora alguns defendessem uma monarquia constitucional), a transferência da capital do Rio de Janeiro para São João Del Rey, a liberação das manufaturas, a instalação de uma fábrica de pólvora, a criação da Universidade de Vila Rica e a anistia das dívidas.
ü  Segundo os planos, a revolução iria estourar no dia da derrama, cobrança de impostos atrasados que, na época, acumulavam quase 600 arrobas de ouro.
ü  Às vésperas, o movimento foi traído por um dos inconfidentes, Joaquim Silvério dos Reis, que denunciou os planos ao governador das Minas Gerais, o visconde de Barbacena, em troca da suspensão do pagamento de suas dívidas. Assim, efetuou-se a prisão dos envolvidos, em março de 1789.
ü  Em abril de 1792, a sentença condenou onze inconfidentes à morte.
ü  Em seguida, a decisão foi comutada (trocada) por degredo perpétuo na África, exceto para Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que foi executado na forca, tendo sido seu corpo esquartejado e espalhado na estrada Vila Rica – Rio de Janeiro para servir de exemplo.
ü  Sua casa foi destruída, a terra, salgada e seus descendentes, amaldiçoados.

O TIRADENTES ERA O MAIS HUMILDE DE TODOS OS ENVOLVIDOS.
ü  Movimento emancipacionista de Minas Gerais.
ü  A passagem dos inconfidentes pela cidade Matias Barbosa, em Minas Gerais, com destino ao Rio de Janeiro, onde ficaram presos e foram julgados.
CONJURAÇÃO CARIOCA (1794)
ü  Eventos emancipacionistas ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, entre 1794-1795, ficaram conhecidos como Conjura Carioca.
ü  Nas últimas duas décadas do século XVIII, existiu na então capital do Brasil Colônia uma entidade formada por intelectuais (poetas, escritores, advogados, médicos), chamada Sociedade Literária.
ü  Constituída, a princípio, para debater as novidades políticas que chegavam da Europa e da América do Norte (Iluminismo, Independência dos Estados Unidos, Revolução Francesa), assim como assuntos de caráter científico, a Sociedade Literária ganhou a adesão de muitas pessoas, como padres, professores, ourives, marceneiros e sapateiros, entre outros, além dos grupos já citados.
ü  Após os acontecimentos de Minas Gerais, as autoridades do Rio de Janeiro passaram a ver o livre funcionamento da Sociedade Literária com certa preocupação, principalmente por conta das discussões mais acaloradas das ideias filosóficas e políticas de Rousseau e Voltaire.
ü  Em 1794, o vice-rei, conde de Resende, ordenou o seu fechamento, além de instalar uma devassa (um inquérito) contra seus associados, que foram presos e investigados como conspiradores.
ü  O processo se estendeu até 1795, sem que fossem encontradas provas conclusivas de que uma conspiração se encontrava em curso.
Desse modo, os implicados foram libertados.
CONJURAÇÃO BAIANA (1798)
ü  Ao contrário dos acontecimentos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, a Conjuração Baiana (também conhecida como Revolta dos Alfaiates) envolveu as camadas populares e sofreu nítida influência da fase jacobinista da Revolução Francesa.
ü  Durante o mês de agosto de 1798, a cidade de Salvador teve as paredes de suas construções cobertas por um panfleto que afirmava: “Animai-vos, povo bahiense, que está por chegar o tempo feliz de nossa liberdade: o tempo em que seremos todos irmãos, tempo em que seremos todos iguais”.
ü  O panfleto estimulava a revolução e a libertação dos escravos para exterminar a opressão metropolitana e o domínio de um homem sobre o outro.
ü  A autoria do panfleto recaiu sobre o soldado Luiz Gonzaga das Virgens. Os conspiradores foram presos, entre eles escravos e mulheres.
ü  Os advogados de defesa argumentaram que a linguagem do panfleto era muito superior à formação intelectual dos presos, que não teriam como ler e entender textos em francês e inglês que chegavam até aqui através de jornais.
ü  Mesmo assim, quatro foram condenados à morte: Luiz Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas, Manuel Faustino dos Santos e João de Deus do Nascimento. Todos os quatro eram pobres e mulatos.
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1801)
ü  Em 1796, Manuel Arruda Câmara – médico e ex-clérigo que havia integrado a Sociedade Literária do Rio de Janeiro –, os irmãos Luís Francisco de Paula Cavalcanti, José Francisco de Paula Cavalcanti e Albuquerque e Francisco de Paula Cavalcanti (sendo este proprietário do Engenho Suassuna), além de outras pessoas influentes de Pernambuco, fundaram, em Itambé, – o “Areópago de Itambé” – a primeira loja maçônica do Brasil.
ü  Dela não participavam europeus, embora a inspiração para sua criação tenham sido o ideal iluminista e a Revolução Francesa.
ü  A partir de 1800, imbuídos dos princípios de liberdade e igualdade, os membros do Areópago passaram a conspirar contra o domínio português, visando à emancipação de Pernambuco por meio da implantação de uma república, cuja proteção seria dada por Napoleão Bonaparte.
ü  As autoridades da capitania de Pernambuco foram informadas dos planos dos conjurados, em maio de 1801, por um delator, o que levou à detenção de diversos implicados.
ü  Em razão da elevada posição social dos acusados, o processo de devassa correu em sigilo e todos foram absolvidos por falta de provas.
ü  Os ideais da Conspiração dos Suassunas (ou Conjuração dos Cavalcanti), como ficou conhecido o evento, reapareceram, posteriormente, na Revolução Pernambucana de 1817.
 REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
Slides: PDF:
a) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1a
https://drive.google.com/file/d/1LTrhgP9P3VehEOylD2RYKFacM4LugF_6/view?ts=5d8926c9
b) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1b
https://drive.google.com/file/d/191hRuPVPzPl76caBPZGTrLwbz59WryEK/view?ts=5d8926e5

Slides: Vídeo: 
a) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1a
b) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1b



Vídeo- Aula: You Tube1: 

Vídeo- Aula: You Tube 2: 
Vídeo- Aula: You Tube 3: 


Vídeo- Aula: You Tube 4: 
Vídeo- Aula: You Tube 5: 

Vídeo- Aula: You Tube ENEM: 
Vídeo: Aula - You Tube 7

Vídeo- Aula: You Tube Exercício, ENEM: 
Tarefas:
a) Cópia.
b) Questões.
Prof. Gilberto Moura.
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