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| Texto: Conhecimento II Surge no alvorecer dos primeiros dias (...) Dentro e fora da academia Ao seu lado se viaja o mundo inteiro Sem que precise pegar a estrada O que seria do mundo sem ti! A caverna seria ainda a morada É o grande instrumento de liberdade! Autor: Gilberto Moura ****************************************************************************************************************************** **********************************************************************************************************************************
Centro Educacional Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
A ECONOMIA NO BRASIL COLONIAL
ü O
pau-brasil foi a primeira atividade econômica exercida no país, mas com o uso
excessivo, a árvore se tornou rara.
ü Posteriormente,
foram introduzidas as culturas de algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a
mineração. Já a criação de gado ajudou o povoamento no interior do país.
ü A economia
colonial existia no intuito de satisfazer a metrópole e tinha que comprar de
Portugal tudo o que era necessário para seu desenvolvimento.
ECONOMIA COLONIAL DO BRASIL – AÇÚCAR, OURO E
ESCRAVIDÃO
§ Desde o seu descobrimento, a economia brasileira era
comandada por Portugal, que mantinha toda a exclusividade com os negócios
feitos com a colônia.
§ Com o aumento do capitalismo mercantil o Brasil começa
a avançar economicamente, principalmente com as atividades de subsistência e
exportação desenvolvidas no período colonial.
§ Durante algum tempo o único interesse da Coroa
Portuguesa era o pau-brasil, mas na segunda metade do século XVI, começaram a
ficar claros que outros interesses passavam a existir.
A ECONOMIA COLONIAL TINHA UM ÚNICO INTUITO
§ Satisfazer a metrópole além de comprar de Portugal
tudo o que precisava para que fosse possível acontecer algum tipo de
desenvolvimento.
§ A princípio a primeira atividade econômica do país foi
o pau-brasil, mas a derrubada fora de controle deste tipo de árvore fez com que
ele se tornasse raro, fazendo com que novas culturas fossem introduzidas a
prática agrícola, como o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração.
PROPRIEDADE DE MONOCULTURA E O CICLO DO AÇÚCAR
§ A Chamamos de monocultura o tipo de exploração
agrícola que tem como base a produção de um único tipo de produto.
§ Normalmente ela está associada ao que chamamos de
latifundiários, que são os donos de grandes extensões de terras.
§ As grandes propriedades da colônia viviam da prática
da monocultura, e se voltavam para a prática do mercado externo, utilizando de
mão-de-obra escrava para poder suprir a demanda.
§ Essa mão-de-obra era inicialmente indígena, vindo a
ser trocada pelos negros africanos posteriormente.
§ Esses latifúndios realizavam a prática do plantio da
cana-de-açúcar, que também poderia ser chamada tanto de latifúndio monocultor
quanto de plantation,
§ Além das plantações, esses locais possuíam instalações
e equipamentos que já serviam para refinar o açúcar: moendas, caldeira, casa de
purgar.
§ Sendo conhecidos como engenhos, muitas famílias
passaram a morar neles para acompanhar de perto o processo de trabalho nos
canaviais, além disso, os escravos eram praticamente 100% da mão de obra
existente, muito pouco era o número de funcionários assalariados.
§ Eles viviam em senzalas, lugares de um só cômodo, sem
nenhuma higiene ou conforto, misturados homens, mulheres e crianças, como animais.
§ Além de todo o trabalho braçal eles ainda trabalhavam
na casa grande, servindo aos senhores de engenhos.
§ Como os portugueses já conheciam a prática do plantio
da cana-de-açúcar, esse produto foi escolhido para ser o principal produzido no
Brasil, além do que esse produto era muito aceito na Europa.
§ Como o produto era muito procurado pelos europeus, os
holandeses decidiram também investir no país, instalando engenhos.
§ A partir da metade do século XVII o ciclo do açúcar no
Brasil colonial começou a declinar, já que agora o país tinha fortes
concorrentes, como as Antilhas, por exemplo, que por ironia do destino eram
financiadas e comercializadas pelos holandeses.
§ Portugal agora buscava por uma nova forma de explorar
as riquezas da colônia, foi quando no século XVIII teve início a exploração de
diamantes e ouro, dando início a um novo ciclo econômico.
O Ciclo do Ouro na economia colonial
§ Logo que o açúcar deixou de ser o principal
investimento brasileiro, os portugueses iniciaram pela procura de uma nova
forma de exploração colonial, foi quando descobriram as primeiras minas de ouro
em solo brasileiro, localizadas nas regiões onde ficam Minas Gerais e Goiás.
§ A importância dessa exploração foi tão grande para
Portugal, que o governo decidiu mudar a capital, até então em Salvador, para o
Rio de Janeiro, pois desta forma estariam mais próximos das minas de ouro.
§ Eles também criaram as Casas de Fundição, que cobravam
impostos altíssimos de quem extraísse o ouro, o que deixava os mineiros
completamente irritados.
§ Entre esses impostos se destacavam:
a)
O quinto – 20% de
toda a produção do ouro deveria ir para o rei de Portugal;
b)
A derrama – A
colônia tinha a obrigação de arrecadar 1.500kg de ouro por ano;
c)
A capitação – Era
cobrado imposto sobre cada escravo que trabalhava nas minas.
d)
O Ciclo do ouro
seguiu até o ano de 1785. A exploração e os muitos impostos cobrados não
agradavam em nada a população, o que levou a muitas revoltas na época.
O Escravismo no Brasil
§ Existe um ponto quando falamos na economia colonial
que não podemos deixar de citar: a Escravidão
§ Dois são os tipos de escravidão: a vermelha, que eram
a dos índios, e a africana, com os negros trazidos da África.
§ Quando Martim Afonso chegou ao Brasil em sua expedição
de colonização no ano de 1531 ele trouxe consigo a prática do escravismo. Ela
foi marcada pelo uso de escravos do continente africano, que faziam todo o
trabalho pesado e eram tratados como animais.
§ Alguns índios também foram tratados desta forma, mas
por já conhecerem o território em que estavam era mais fácil fugir.
§ Eles
trabalhavam na agricultura, principalmente na parte da cana-de-açúcar, e na
mineração.
§ Foram grandes contribuintes para o crescimento da
economia do país.
§ Os escravos eram maltratados, chicoteados, mas mesmo
assim lutavam pela sua liberdade, e essa luta levou a forma os primeiros
quilombos, que eram abrigos feitos para os negros fugitivos.
§ A escravidão durou até o ano de 1888, quando a Lei
Áurea aboliu todo tipo de escravidão no Brasil.
§ Os negros agora eram livres, mas ainda teriam que lhe
dar com o preconceito da sociedade, que insistia em tratá-los com desdém.
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de,
et al. Apostila e e Cidadania. São
Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História
do CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
Resumo PDF: https://drive.google.com/file/d/1KtSu4Jo3pfq3akn2rhh_HwO7J4nxF7-w/view?ts=5d61c8c5 Slides: Áudio: |
CE Cruzeiro de Santa Bárbara: 2022
sábado, agosto 24, 2019
2ª Etapa: A ECONOMIA NO BRASIL COLONIAL
sábado, agosto 17, 2019
1ª Etapa: Roma Antiga - Parte II
Centro Educacional Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B Turno: Noturno
-PARTE II
§ A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas
dos plebeus por uma maior participação e melhores condições de vida.
§ Em política 367 a.C., foi aprovada a Lei Licínia, que
garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos:
um patrício e um plebeu).
§ Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas
(válida somente para cidadãos romanos).
FORMAÇÃO
E EXPANSÃO DO IMPÉRIO ROMANO
§ Após dominar toda a península itálica, os romanos
partiram para as conquistas de outros territórios.
§ Com um exército bem preparado e muitos recursos,
venceram os cartagineses, liderados pelo general Aníbal, nas Guerras Púnicas
(século III a.C.).
§ Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a
supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o
Mediterrâneo de Mare Nostrum.
§ Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas,
dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a
Síria e a Palestina.
§ Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma
passaram por significativas mudanças.
§ O império romano passou a ser muito mais comercial do
que agrário.
§ Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar
impostos para o império.
§ As províncias (regiões controladas por Roma) renderam
grandes recursos para Roma.
§ A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos
romanos mudou.
§ Principais imperadores romanos: Augusto (27 a.C. - 14
d.C.), Tibério (14-37), Calígula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurélio
(161-180), Comodus (180-192).
PÃO E CIRCO
§ Com o crescimento urbano vieram também os problemas
sociais para Roma.
§ A escravidão gerou muito desemprego na zona rural,
pois muitos camponeses perderam seus empregos.
§ Esta massa de desempregados migrou para as cidades
romanas em busca de empregos e melhores condições de vida.
§ Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de
desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo.
§ Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e
diversão.
§ Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos
estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos.
§ Desta forma, a população carente acabava esquecendo os
problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.
CULTURA ROMANA
§ A cultura romana foi muito influenciada pela cultura
grega.
§ Os romanos "copiaram" muitos aspectos da
arte, pintura e arquitetura grega.
§ Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes
cidades.
§ Eram locais onde os senadores e membros da
aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos
pessoais.
§ A língua romana era o latim, que depois de um tempo
espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao
português, francês, italiano e espanhol.
§ A mitologia romana representava formas de explicação
da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica.
§ Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu
origem ao império.
§ Entre os principais mitos romanos, podemos destacar:
Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.
RELIGIÃO ROMANA
§ Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em
vários deuses.
§ A grande parte dos deuses romanos foram retirados do
panteão grego, porém os nomes originais foram mudados.
§ Muitos deuses de regiões conquistadas também foram
incorporados aos cultos romanos.
§ Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam
características (qualidades e defeitos) de seres humanos, além de serem
representados em forma humana.
§ Além dos deuses principais, os romanos cultuavam
também os deuses lares e penates.
§ Estes deuses eram cultuados dentro das casas e
protegiam a família.
§ Principais deuses romanos: Júpiter, Juno, Apolo,
Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.
CRISE
E DECADÊNCIA DO IMPÉRIO ROMANO
§ Por volta do século III, o império romano passava por
uma enorme crise econômica e política.
§ A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo
retiraram recursos para o investimento no exército romano.
§ Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o
número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola.
§ Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos
originados das províncias.
§ Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras
ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário,
deixavam suas obrigações militares.
§ Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos
romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império.
§ No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o
império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do
Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
§ Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente,
após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos,
burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc.
§ Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada
de Idade Média.
LEGADO
ROMANO
§ Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e
linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura
ocidental.
§ Podemos destacar como exemplos deste legado: o Direito
Romano, técnicas de arquitetura, línguas latinas originárias do Latim
(Português, Francês, Espanhol e Italiano), técnicas de artes plásticas,
filosofia e literatura.
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval,
Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de
Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros
Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F.
Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila
História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.htm
Resumo PDF:
Resumo PDF:
Slides: PDF:
Vídeo- Aula: You Tube1: Pão e Circo.
Vídeo_ Aula: You Tube 2, A sociedade na Roma Antiga.
Vídeo_ Aula: You Tube 3, A Cultura na Roma Antiga.
Vídeo_ Aula: You Tube 4, Religião na Roma Antiga.
Vídeo _Aula: You Tube 5, A Queda do Império Romano.
Vídeo_ Aula: You Tube 6, O Legado Romano.
Vídeo_Aula: You Tube 7, Roma Antiga (Resumo ENEM).
Tarefas:
a) Cópia.
b) Questões.
quarta-feira, agosto 14, 2019
Segunda Etapa - A,B, C: Período Pré-Colonial no Brasil
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"Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!" [Mario Sergio Cortella]
(Prof. Gilberto Moura) |
CE CRUZEIRO DO SUL
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Professor: Gilberto
Moura
Período.
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2º
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Disciplina: História
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Ano: 2019
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Etapa: 2ª A, B, C Turno: Noturno
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Aula:
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O PERÍODO PRÉ-COLONIAL NO BRASIL
§
A primeira fase da história brasileira, após a
chegada dos portugueses no ano de 1500, foi assinalada pelo grande desinteresse
do governo de Lisboa pela nova terra recém- descoberta, na medida em que as
atenções do Estado estavam voltadas para a formação do Império Colonial
português nas índias Orientais (Ásia).
§
Em termos econômicos, procurando tirar proveito da
terra brasileira, os portugueses estabeleceram a exploração do pau‑brasil, que
foi desenvolvida basicamente por companhias particulares.
§
Essas empresas coloniais, com a permissão do rei
português, estabeleceram apenas feitorias
ao longo do nosso litoral.
§
Essas feitorias eram entrepostos comerciais
improvisados, que se situaram em algumas localidades do litoral, onde ficavam
alguns portugueses responsáveis por adquirir e comercializar o pau-brasil.
§
Também, interessados nesta prática extrativista,
houve a penetração de contrabandistas franceses, que tentaram se estabelecer em
localidades da costa brasileira.
§
Chegaram também a instalar diversas feitorias,
notadamente no litoral do Nordeste e Rio de Janeiro.
§
O abandono da nova terra do Brasil só não foi
maior devido a presença de expedições
exploradoras (ou de reconhecimento)
e guarda‑costas (militares).
§
Entre as expedições exploradoras destaca‑se a de
1501, comandada por Gaspar de Lemos e contando com a participação do piloto
italiano Américo Vespúcio, que foi o
primeiro europeu a traçar um mapa de uma porção do continente americano, que
acabou sendo batizado com o seu nome, "América".
§
A expedição fez o reconhecimento do litoral,
traçando mapas e dando denominações aos acidentes geográficos.
§
A outra expedição foi a de Gonçalo Coelho, que
aqui esteve em 1503, já interessado na extração e exportação do pau-brasil para
a Europa.
§
Entre as expedições guarda‑costas destacaram‑se a
de 1516, que aqui permaneceu até 1519, e a de 1526, que se prolongaram até
1528, ambas comandadas por Cristóvão Jacques, que fez tentativas de afastar a
presença francesa inimiga.
§
Em face do relativo fracasso de tal intenção e diante
da ameaça de Portugal vir a perder a terra para outras nações concorrentes, o
rei D. João III, também conhecido como "o colonizador", iniciou na
década de 1530 o início da colonização do Brasil, organizando expedições com o
propósito de assegurar as novas posses territoriais de Portugal.
§
A fase mais intensa de exploração do pau‑brasil
foi a do Período Pré‑Colonial, ou
seja, o período anterior ao início da colonização do Brasil pelos portugueses,
entre 1500 e 1530, até meados do século XVI.
§
O pau‑brasil parecia ser a única riqueza
importante oferecida pelas descobertas americanas de Portugal.
§
A árvore, que fornecia a procurada madeira,
abundava nas ricas florestas atlânticas, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do
Norte.
§
Essa madeira, com alto valor no mercado europeu,
servia como matéria-prima para a fabricação de tinta vermelha para tingir
tecidos, para fazer móveis, navios, etc...
§
O pau‑brasil era considerado um monopólio da Coroa
(estanco).
§
A exploração foi basicamente realizada pelo
sistema de arrendamento, através de contratos entre o Estado português e
companhias particulares, que pagavam ao primeiro o quinto (um imposto
equivalente a quinta parte das riquezas adquiridas).
§
Posteriormente a exploração passou a ser feita
mediante a prévia autorização fornecida pelo governador‑geral, que
representava a Coroa portuguesa no Brasil.
§
O primeiro contrato foi assinado em 1502 pela
Companhia de Fernando de Noronha.
§
Nesta atividade extrativista, extremamente
predatória e itinerante, a
mão-de-obra utilizada era livre e se limitava aos elementos indígenas, com os
quais as companhias faziam o escambo
(comércio de troca), onde eram
oferecidos pelos portugueses aos nativos diversos produtos manufaturados,
trazidos da Europa, como espelhos, tecidos, contas de colares, anzóis,
ferramentas, facões, machados e outros artigos mais, em troca da madeira que os
índios cortavam no meio da mata.
§
Os portugueses, que viviam nas feitorias, e que
participavam do comércio do pau‑brasil passaram a ser conhecidos pelo nome de "brasileiros".
§
A exploração econômica do pau‑brasil, portanto,
não chegou a provocar o povoamento da terra.Famílias europeias não migraram
para o Brasil, durante o período pré-colonial.
§
A colonização portuguesa só foi iniciada a partir
de 1530 com a divisão do Brasil em "capitanias
hereditárias".
§
E esse fato só se deu em função do desenvolvimento
da atividade agrícola vinculada à cana‑de‑açúcar, que naquele momento era um
produto de alto valor no mercado europeu.
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedad
SOUZA, Denice Nunes de,
et al. Apostila e e Cidadania. São
Paulo: FTD, 2018, Vol.Único. História
do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
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Slides: Aula - Vídeo
Vídeo: Aula - You Tube 1
Vídeo: Aula - You Tube 2 - Música
Vídeo: Aula - You Tube 3
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