segunda-feira, setembro 23, 2019

2ª Etapa: Economia Colonial e Movimentos Emancipacionistas


Prof. Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.

                                                                                      2ª  ETAPA A & B
Economia Colonial e Movimentos Emancipacionistas
ü  Detalhes da economia colonial do Brasil, como o ciclo do açúcar, com os engenhos e plantações de cana e o do ouro.
ü  Além de detalhes da escravidão em nosso país.
ü  Desde o seu descobrimento, a economia brasileira era comandada por Portugal, que mantinha toda a exclusividade com os negócios feito com a colônia.
ü  Com o aumento do capitalismo mercantil o Brasil começa a avançar economicamente, principalmente com as atividades de subsistência e exportação desenvolvidas no período colonial.
ü  Durante algum tempo o único interesse da Coroa Portuguesa era o pau-brasil, mas na segunda metade do século XVI, começaram a ficar claros que outros interesses passavam a existir.
Economia Colonial do Brasil - açúcar, ouro e escravidão
ü  A economia colonial tinha um único intuito: Satisfazer a metrópole além de comprar de Portugal tudo o que precisava para que fosse possível acontecer algum tipo de desenvolvimento.
ü  A princípio a primeira atividade econômica do país foi o pau-brasil, mas a derrubada fora de controle deste tipo de árvore fez com que ele se tornasse raro, fazendo com que novas culturas fossem introduzidas a prática agrícola, como o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração.
Propriedade de monocultura e o ciclo do açúcar
ü   Chamamos de monocultura o tipo de exploração agrícola que tem como base a produção de um único tipo de produto.
ü   Normalmente está associada ao que chamamos de latifundiários, que são os donos de grandes extensões de terras.
ü   As grandes propriedades da colônia viviam da prática da monocultura, e se voltavam para a prática do mercado externo, utilizando de mão-de-obra escrava para poder suprir a demanda.
ü   Essa mão-de-obra era inicialmente indígena, vindo a ser trocada pelos negros africanos posteriormente.
ü   Esses latifúndios realizavam a prática do plantio da cana-de-açúcar, que também poderia ser chamada tanto de latifúndio monocultor quanto de plantation.
ü   Além das plantações, esses locais possuíam instalações e equipamentos que já serviam para refinar o açúcar: moendas, caldeira, casa de purgar.
ü   Sendo conhecidos como engenhos, muitas famílias passaram a morar neles para acompanhar de perto o processo de trabalho nos canaviais, além disso, os escravos eram praticamente 100% da mão-de-obra existente, muito pouco era o número de funcionários assalariados.
ü   Eles viviam em senzalas, lugares de um só cômodo, sem nenhuma higiene ou conforto, misturados homens, mulheres e crianças, como animais.
ü   Além de todo o trabalho braçal eles ainda trabalhavam na casa grande, servindo aos senhores de engenhos.
ü   Como os portugueses já conheciam a prática do plantio da cana-de-açúcar, esse produto foi escolhido para ser o principal produzido no Brasil, além do que esse produto era muito aceito na Europa.
ü   Como o produto era muito procurado pelos europeus, os holandeses decidiram também investir no país, instalando engenhos.
ü   A partir da metade do século XVII o ciclo do açúcar no Brasil colonial começou a declinar, já que agora o país tinha fortes concorrentes, como as Antilhas, por exemplo, que por ironia do destino eram financiadas e comercializadas pelos holandeses.
ü   Portugal agora buscava por uma nova forma de explorar as riquezas da colônia, foi quando no século XVIII teve início a exploração de diamantes e ouro, dando início a um novo ciclo econômico.

O ciclo do ouro na economia colonial
ü  Logo que o açúcar deixou de ser o principal investimento brasileiro, os portugueses iniciaram pela procura de uma nova forma de exploração colonial, foi quando descobriram as primeiras minas de ouro em solo brasileiro, localizadas nas regiões onde ficam Minas Gerais e Goiás.
ü  A importância dessa exploração foi tão grande para Portugal, que o governo decidiu mudar a capital, até então em Salvador, para o Rio de Janeiro, pois desta forma estariam mais próximos das minas de ouro.
ü  Eles também criaram as Casas de Fundição, que cobravam impostos altíssimos de quem extraísse o ouro, o que deixava os mineiros completamente irritados.
ü  Entre esses impostos se destacavam:
·         O quinto – 20% de toda a produção do ouro deveria ir para o rei de Portugal;
·         A derrama – A colônia tinha a obrigação de arrecadar 1.500kg de ouro por ano;
·         A capitação – Era cobrado imposto sobre cada escravo que trabalhava nas minas.
O Ciclo do ouro seguiu até o ano de 1785.
A exploração e os muitos impostos cobrados não agradavam em nada a população, o que levou a muitas revoltas na época.
20 de Novembro- uma data para intensificar as ações por uma Consciência Negra
o escravismo no brasil
ü  Existe um ponto quando falamos na economia colonial que não podemos deixar de citar: a Escravidão.
ü  Dois são os tipos de escravidão: a vermelha, que eram a dos índios, e a africana, com os negros trazidos da África.
ü  Quando Martim Afonso chegou ao Brasil em sua expedição de colonização no ano de 1531 ele trouxe consigo a prática do escravismo.
ü  Ela foi marcada pelo uso de escravos do continente africano, que faziam todo o trabalho pesado e eram tratados como animais.
ü  Alguns índios também foram tratados desta forma, mas por já conhecerem o território em que estavam era mais fácil fugir.
ü  Eles trabalhavam na agricultura, principalmente na parte da cana-de-açúcar, e na mineração. 
ü  Foram grandes contribuintes para o crescimento da economia do país.
ü  Os escravos eram maltratados, chicoteados, mas mesmo assim lutavam pela sua liberdade, e essa luta levou a forma os primeiros quilombos, que eram abrigos feitos para os negros fugitivos.
ü  A escravidão durou até o ano de 1888, quando a Lei Áurea aboliu todo tipo de escravidão no Brasil.
ü  Os negros agora eram livres, mas ainda teriam que lhe dar com o preconceito da sociedade, que insistia em tratá-los com desdém.
MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS
ü  A partir da segunda metade do século XVIII, os movimentos de contestação ganharam novo impulso, favorecidos pelas transformações que o mundo sofria por conta das ideias iluministas, da Revolução Francesa e da Revolução Industrial.
ü  Aqui, essas ideias encontraram um campo fértil para sua expansão.
ü  No Brasil, a crise aurífera e a decadência econômica do Nordeste deram origem aos primeiros movimentos emancipacionistas.
CONJURAÇÃO MINEIRA (1789)
ü  O movimento emancipacionista conhecido como Inconfidência Mineira (ou Conjuração Mineira), por ter sido o primeiro a pregar a independência política, é o mais conhecido.
ü  Um de seus integrantes, Joaquim José da Silva Xavier – Tiradentes –, mitificado pelo movimento que implantou a República no país, acabou se transformando em mártir da Independência.
ü  Na realidade, esse movimento não saiu da discussão teórica e, por isso, para alguns historiadores, foi o movimento mais fraco.
ü  Seus participantes representavam os interesses das camadas médias urbanas – militares, padres, estudantes, comerciantes – e os interesses da elite mineira, como o proprietário de minas Alvarenga Peixoto.
ü  Participaram, ainda, funcionários reais, como Cláudio Manuel da Costa, desembargador, e Tomás Antonio Gonzaga, ouvidor.
ü  Cláudio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto e Tomás Antonio Gonzaga também são os maiores representantes do Arcadismo no Brasil, cuja poesia prega o retorno à Antiguidade Clássica e um estilo de vida simples.
ü  Nessa época, o ouro já mostrava claros sinais de esgotamento, mas a metrópole exigia o pagamento de impostos cada vez mais abusivos.
ü  Das discussões influenciadas pelo Iluminismo, que combatia o Antigo Regime e propunha uma nova ordem político-econômica-social os inconfidentes estabeleceram como objetivos a proclamação da república (embora alguns defendessem uma monarquia constitucional), a transferência da capital do Rio de Janeiro para São João Del Rey, a liberação das manufaturas, a instalação de uma fábrica de pólvora, a criação da Universidade de Vila Rica e a anistia das dívidas.
ü  Segundo os planos, a revolução iria estourar no dia da derrama, cobrança de impostos atrasados que, na época, acumulavam quase 600 arrobas de ouro.
ü  Às vésperas, o movimento foi traído por um dos inconfidentes, Joaquim Silvério dos Reis, que denunciou os planos ao governador das Minas Gerais, o visconde de Barbacena, em troca da suspensão do pagamento de suas dívidas. Assim, efetuou-se a prisão dos envolvidos, em março de 1789.
ü  Em abril de 1792, a sentença condenou onze inconfidentes à morte.
ü  Em seguida, a decisão foi comutada (trocada) por degredo perpétuo na África, exceto para Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, que foi executado na forca, tendo sido seu corpo esquartejado e espalhado na estrada Vila Rica – Rio de Janeiro para servir de exemplo.
ü  Sua casa foi destruída, a terra, salgada e seus descendentes, amaldiçoados.

O TIRADENTES ERA O MAIS HUMILDE DE TODOS OS ENVOLVIDOS.
ü  Movimento emancipacionista de Minas Gerais.
ü  A passagem dos inconfidentes pela cidade Matias Barbosa, em Minas Gerais, com destino ao Rio de Janeiro, onde ficaram presos e foram julgados.
CONJURAÇÃO CARIOCA (1794)
ü  Eventos emancipacionistas ocorridos na cidade do Rio de Janeiro, entre 1794-1795, ficaram conhecidos como Conjura Carioca.
ü  Nas últimas duas décadas do século XVIII, existiu na então capital do Brasil Colônia uma entidade formada por intelectuais (poetas, escritores, advogados, médicos), chamada Sociedade Literária.
ü  Constituída, a princípio, para debater as novidades políticas que chegavam da Europa e da América do Norte (Iluminismo, Independência dos Estados Unidos, Revolução Francesa), assim como assuntos de caráter científico, a Sociedade Literária ganhou a adesão de muitas pessoas, como padres, professores, ourives, marceneiros e sapateiros, entre outros, além dos grupos já citados.
ü  Após os acontecimentos de Minas Gerais, as autoridades do Rio de Janeiro passaram a ver o livre funcionamento da Sociedade Literária com certa preocupação, principalmente por conta das discussões mais acaloradas das ideias filosóficas e políticas de Rousseau e Voltaire.
ü  Em 1794, o vice-rei, conde de Resende, ordenou o seu fechamento, além de instalar uma devassa (um inquérito) contra seus associados, que foram presos e investigados como conspiradores.
ü  O processo se estendeu até 1795, sem que fossem encontradas provas conclusivas de que uma conspiração se encontrava em curso.
Desse modo, os implicados foram libertados.
CONJURAÇÃO BAIANA (1798)
ü  Ao contrário dos acontecimentos de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, a Conjuração Baiana (também conhecida como Revolta dos Alfaiates) envolveu as camadas populares e sofreu nítida influência da fase jacobinista da Revolução Francesa.
ü  Durante o mês de agosto de 1798, a cidade de Salvador teve as paredes de suas construções cobertas por um panfleto que afirmava: “Animai-vos, povo bahiense, que está por chegar o tempo feliz de nossa liberdade: o tempo em que seremos todos irmãos, tempo em que seremos todos iguais”.
ü  O panfleto estimulava a revolução e a libertação dos escravos para exterminar a opressão metropolitana e o domínio de um homem sobre o outro.
ü  A autoria do panfleto recaiu sobre o soldado Luiz Gonzaga das Virgens. Os conspiradores foram presos, entre eles escravos e mulheres.
ü  Os advogados de defesa argumentaram que a linguagem do panfleto era muito superior à formação intelectual dos presos, que não teriam como ler e entender textos em francês e inglês que chegavam até aqui através de jornais.
ü  Mesmo assim, quatro foram condenados à morte: Luiz Gonzaga das Virgens, Lucas Dantas, Manuel Faustino dos Santos e João de Deus do Nascimento. Todos os quatro eram pobres e mulatos.
REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1801)
ü  Em 1796, Manuel Arruda Câmara – médico e ex-clérigo que havia integrado a Sociedade Literária do Rio de Janeiro –, os irmãos Luís Francisco de Paula Cavalcanti, José Francisco de Paula Cavalcanti e Albuquerque e Francisco de Paula Cavalcanti (sendo este proprietário do Engenho Suassuna), além de outras pessoas influentes de Pernambuco, fundaram, em Itambé, – o “Areópago de Itambé” – a primeira loja maçônica do Brasil.
ü  Dela não participavam europeus, embora a inspiração para sua criação tenham sido o ideal iluminista e a Revolução Francesa.
ü  A partir de 1800, imbuídos dos princípios de liberdade e igualdade, os membros do Areópago passaram a conspirar contra o domínio português, visando à emancipação de Pernambuco por meio da implantação de uma república, cuja proteção seria dada por Napoleão Bonaparte.
ü  As autoridades da capitania de Pernambuco foram informadas dos planos dos conjurados, em maio de 1801, por um delator, o que levou à detenção de diversos implicados.
ü  Em razão da elevada posição social dos acusados, o processo de devassa correu em sigilo e todos foram absolvidos por falta de provas.
ü  Os ideais da Conspiração dos Suassunas (ou Conjuração dos Cavalcanti), como ficou conhecido o evento, reapareceram, posteriormente, na Revolução Pernambucana de 1817.
 REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
Slides: PDF:
a) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1a
https://drive.google.com/file/d/1LTrhgP9P3VehEOylD2RYKFacM4LugF_6/view?ts=5d8926c9
b) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1b
https://drive.google.com/file/d/191hRuPVPzPl76caBPZGTrLwbz59WryEK/view?ts=5d8926e5

Slides: Vídeo: 
a) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1a
b) ECONOMIA COLONIAL  E MOVIMENTOS EMANCIPACIONISTAS 1b


"A História é o grande espelho da vida..."

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"A História é o grande espelho da vida..." { Jacques Bossuet}
(Prof. Gilberto Moura)
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"... conhecimento surge no alvorecer dos primeiros dias e de forma tão imperceptível..."

"... conhecimento surge no alvorecer dos primeiros dias e de forma tão imperceptível..."
Autor: Gilberto Moura
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1ª Etapa: Feudalismo na Idade Média

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.

                                                                                      1ª  ETAPA A, B
CE Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno                        3º Período
Aula
FEUDALISMO NA IDADE MÉDIA
§   O Feudalismo é um modo de produção ou a maneira como as pessoas produziam os bens necessários para sua sobrevivência.
§   Durante a Idade Média, este foi um sistema de organização social que estabelecia como as pessoas se relacionava entre si e o lugar que cada uma delas ocupava na sociedade.
SURGIMENTO DO FEUDALISMO
§   O Feudalismo teve suas origens no final do século III, se consolidou no século VIII, teve seu principal desenvolvimento no século X e chegou a sobreviver até o final da Idade Média (século XV).
§   Pode-se afirmar que era o sistema típico da era medieval e que com ela se iniciou, a partir da queda do Império Romano do Ocidente (473) e com ela se encerrou, no final da Idade Média, quando houve a queda do Império Romano do Oriente (1543).
§   Entre as principais causas do surgimento deste sistema feudal está a decadência do Império Romano (falta de escravos e prestígio, declínio militar) já no século III d.C., na grave crise econômica no Império Romano.
§   Ocorreram invasões germânicas (bárbaros) que fizeram os grandes senhores romanos abandonarem as cidades para morar no campo, em suas propriedades rurais.
§   Esses poderosos senhores romanos criaram ali as vilas romanas, centros rurais que deram origem aos feudos e ao sistema feudal na Idade Média.
§   Nestas vilas romanas, pessoas menos ricas buscaram trabalho e a proteção dos grandes senhores romanos e fizeram com eles um tratado de colonato, ou seja, os mais pobres poderiam usar as terras, mas seriam obrigados a entregar parte da produção destas terras aos senhores proprietários.
§   Isso fez com que o antigo sistema escravista de produção fosse substituído por esse novo sistema servil de produção, no qual o trabalhador rural se tornava servo do grande proprietário.
FUNCIONAMENTO
§  A base do sistema feudal era a relação servil de produção.
§  Com base nisto foram organizados os feudos, que respeitavam duas tradições:
§   O comitatus (que vem da palavra comites, “companheiro”) era de origem romana e unia senhores de terra pelos laços de vassalagem, quando prometiam fidelidade e honra uns aos outros.
§   No colonatus, ou colonato, o proprietário das terras concedia trabalho e proteção aos seus colonos, em troca de parte de toda a produção desses colonos.

SUSERANIA E VASSALAGEM
§    Os senhores feudais possuíam terras e exploravam suas riquezas cobrando impostos e taxas desses nobres em seus territórios.
§    Era um tratado de suserania e de vassalagem entre eles.
§    Esses vassalos podiam ceder parte das terras recebidas para outros nobres menos poderosos que eles e passavam a ser os suseranos destes segundos vassalos, enquanto permaneciam como vassalos daquele primeiro suserano.
§    Um vassalo recebia parte da terra e tinha que jurar fidelidade ao seu suserano, num ritual de poder e de honra, quando o vassalo se ajoelhava diante de seu suserano e prometia fidelidade e lealdade.
§    No sistema feudal quem concedia terras era suserano e quem as recebia era vassalo em relações baseadas em obrigações mútuas e juramentos de fidelidade.
§    O rei concedia terras aos grandes senhores e esses, por sua vez, concediam partes dessas terras aos senhores menos poderosos - os chamados cavaleiros – que passavam a lutar por eles.
§    Um suserano se obrigava a dar proteção militar e jurídica aos vassalos. Um vassalo investido na posse de um feudo, se obrigava a prestar auxílio militar.

SOCIEDADE[g1]  FEUDAL
§  Em uma sociedade feudal havia estamentos ou camadas estanques, não havia mobilidade social e não se podia passar de uma camada social para outra.
§  Havia a camada daqueles que lutavam (Nobreza), a camada dos que rezavam (Clero) e a camada dos que trabalhavam (camponeses e servos).
§  Com diferentes componentes:
a)        Os servos – que trabalhavam nos feudos, não podiam ser vendidos como escravos, nem tinham a liberdade de deixarem a terra onde nasceram;
b)        Os vilões – homens livres que viviam nas vilas, povoados e deviam obrigações aos suseranos, mas que podiam deixar o feudo quando desejassem;
c)        Os nobres e o clero, que participavam da camada dominante dos senhores feudais, tinham a posse legal da terra, o poder político, militar e jurídico.
§   No alto clero estavam o papa, os arcebispos e bispos e na alta nobreza estavam os duques, marqueses e condes.
§   No baixo clero estavam os padres e monges e na baixa nobreza os viscondes, barões e cavaleiros.
§   Esses feudos eram isolados uns dos outros e necessitavam da proteção de seus senhores.
§   Nasceram sob o medo das invasões bárbaras sofridas e que ocasionaram o final do próprio Império Romano Ocidental.
§   Os povos que formavam os novos feudos eram as antigas conquistas dos romanos e passaram a se organizar em reinos, condados e povoados isolados para se protegerem de invasores estrangeiros. Esse isolamento também os obrigava a produzirem o necessário para a sua sobrevivência e consumo próprio.
§   Os senhores mais ricos submetiam os mais pobres aos trabalhos no campo e, em troca, lhes davam a proteção contra esses ataques dos estrangeiros.
§   Tinham as armas e soldados para protegerem as populações mais pobres e delas exigiam lealdade.
§   Com esse tratado de suserania e vassalagem foram dominando muitas partes do Império Romano extinto.
§   A dependência fez com que os camponeses passassem a entregar aos seus suseranos também os produtos que cultivavam, suas terras e seus serviços, e se tornavam servos destes seus protetores.
§   A servidão dos vassalos era uma forma de escravidão mais branda.
§   Os servos não eram vendidos, mas eram obrigados a entregarem esses produtos aos senhores durante toda a sua vida.
§   Não se tornavam proprietários das terras que cultivavam e elas eram emprestadas para que nelas trabalhassem.
§   Essa servidão passava dos pais para os filhos, perpetuando essa relação de dependência e proteção por gerações.

ECONOMIA FEUDAL
§   A economia agrária se consolidou ainda mais quando as atividades comerciais se desvalorizaram.
§   Foram desenvolvidas técnicas agrícolas com baixa produtividade, sem excedentes ou colheitas expressivas.
§   As terras férteis se dividiam entre o manso senhorial – domínio ou reserva dos senhores feudais, o manso servil, terras arrendadas para a produção agrícola dos camponeses e o manso comum, terras para todos os moradores dos feudos.
§   Faziam a rotação das culturas para prolongarem a vida útil das áreas agrícolas: em dois terços das terras faziam duas culturas diferentes e deixavam descansar o outro terço, revezando-os para aumentar o seu tempo útil.
§   A economia feudal era essencialmente agrária e com técnicas precárias: arado puxado por gado, baixíssima produtividade, apenas para a subsistência.
§   As terras do manso senhorial eram “indominicatas” ou sem explorador direto, pois a senhoria não trabalhava.
§   As terras arrendadas, manso servil ou tenência, eram “dominicatas”, com explorador direto e num sistema “parcelário”, onde os vassalos camponeses se deslocarem entre as parcelas para cumprirem tarefas.
§   No manso comum ou terras comunais, a posse era coletiva das terras, bosques e pastagens.
§   Esse sistema de economia feudal era fechado e fez as atividades comerciais retraírem nos séculos VI ao IX.
§   A partir dos séculos X e XI, porém, houve grande desenvolvimento comercial e a urbanização, com as quais o feudalismo era compatível.
§   Somente por conta de epidemias e guerras dos séculos XIV e XV é que a economia feudal entrou em crise.
§   A Economia Feudal era agrária e autossuficiente, dedicada ao consumo local e não ao comércio.
§   As mercadorias eram trocadas por meio de escambo e não de moedas.
§   Sua atividade principal se desenvolveu em meio a um sistema social estamental (camadas sociais) sem mobilidade entre reis, clero, nobres e servos.
§   Esses servos ou vassalos faziam girar a economia feudal com seu trabalho, tributos e taxas como a corveia (taxa paga para cultivar terras senhoriais), a talha (imposto pago com a entrega de metade da produção ao suserano), a capitação (imposto pago “per capita” ou por cabeça) para os moradores dos feudos, a banalidade (imposto pago para utilizar moinhos e fornos controlados pelos senhores).

REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.htm
Resumo PDF:

Vídeo- Aula:Slides

Vídeo- Aula: You Tube1: 

Vídeo- Aula: You Tube 2: 

sexta-feira, setembro 13, 2019

HOMENAGEM À ILHA DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO

HOMENAGEM À  ILHA DE SÃO  LUÍS DO MARANHÃO
Prof.  Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª & 2ª Etapa
Turno: Noturno.
Aula Extra:
Homenagem à Ilha de São Luís do Maranhão.

SÃO LUÍS DO MARANHÃO
§  No dia 8 de setembro de 1612 era fundada a cidade de São Luís, uma ilha e também capital do Maranhão.
§  Trata-se da única cidade brasileira fundada por franceses.
§  Depois, ela foi invadida por holandeses e, na sequência, colonizada pelos portugueses.
§  O nome da cidade é uma homenagem dada pelos franceses ao rei da França Luís IX, também chamado de "São Luís".
§  Com aproximadamente um milhão de habitantes, a capital maranhense conta com grandes corporações e empresas de diversas áreas que se instalaram na cidade pela sua privilegiada posição geográfica entre as regiões Norte e Nordeste do país e também pelo fato do seu litoral estar mais próximo de grandes centros importadores como Europa e Estados Unidos.
§  O porto de Itaqui, em São Luís, é o segundo mais profundo do mundo e um dos mais movimentados para o comércio exterior no Brasil.
§  Além disso, a cidade também é a porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que atrai turistas do Brasil e do exterior.
§  São Luís também foi a cidade de grandes escritores como: Aluísio de Azevedo,
§   Arthur Azevedo, Gonçalves , Graça Aranha, Bandeira Tribuzzi, ,Josué Montello, Maria Firmina dos  Reis (mulher, negra, professora considerada a primeira romancista brasileira, livro Ursula), Josué Montello – (Os tambores de São Luís)  Carlos  de Lima (poeta e Historiador – Cami hos de São Luís do Maranhão (Ruas, logradouros e prédios históricos)  e tantos outros.
§  Além disso, a capital também é conhecida com diversos ritmos como:
a)      Tambor-de-crioula (é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores - Patrimônio Imaterial).
b)      Reggae: São Luís é considerada também a capital do reggae no Brasil, o que valeu o apelido de Jamaica brasileira (conta com mais de 200 radiolas, nome dado às equipes de sons formadas por DJs e aparelhagens com dezenas de potentes caixas amplificadoras empilhadas). Foi fundado em 18 de janeiro de 2018, o Museu da Jamaica Brasileira -  tem como objetivo materializar as memórias do ritmo jamaicano que conquistou o Maranhão.
c)      Bumba-meu-boi:  A festa é uma tradição que se mantém desde o século XVIII, que arrasta maranhenses e visitantes por todos os cantos de São Luís. É o mais novo patrimônio cultural brasileiro

d)      Vila Nova:  é um dos 302 bairros pertencentes a cidade de São Luís no estado de Maranhão que a CE Cruzeiro do Sul   presente  na homenagem a Ilha do Amor

Viva a Ilha  São Luís do Maranhão
O  encontro de rio e o mar sem fim de problemas. Mas, se acode
Ora noite ora dia
É a Ilha do Upoan-Açu
Assim aponta os indígenas
Pelo local da maresia.

Há igual há diferente.
A Terra das Palmeiras
Que  abarca os  fatos
No desenvolvimento do lugar.

Vez pra cá vez pra lá.
É a Jamaica brasileira.
Num  estilo de ludovicense.
Com passo de alegria

Quer sol quer chuva
É o Tambor de crioula
 Demais ritmos de  danças.
Que eleva cada bairro.

Seja leve seja forte.
É a morada da Serpente encantada
Que vianda o conto
Para alegrar a cidade.

Ir   mesmo novo chão.
Por aqui por agora.
Vir História da região
N’outra onda de festança.
(Prof. Gilberto Moura)


REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, SociedadE
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol.Único. História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES

Conhecimento, ao seu lado se viaja o mundo inteiro!

Conhecimento,  ao seu lado se viaja o mundo inteiro!
Prof. Gilberto  Moura

segunda-feira, setembro 02, 2019

" (...) onde se inclui o conhecimento!"

“Amigo de verdade é aquele que lembra do outro, principalmente nas coisas mais importantes da vida, onde se inclui o conhecimento, que, que diferentemente da sede e da fome, nunca se sacia!”
Autor: Gilberto Moura