segunda-feira, setembro 23, 2019

1ª Etapa: Feudalismo na Idade Média

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.

                                                                                      1ª  ETAPA A, B
CE Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno                        3º Período
Aula
FEUDALISMO NA IDADE MÉDIA
§   O Feudalismo é um modo de produção ou a maneira como as pessoas produziam os bens necessários para sua sobrevivência.
§   Durante a Idade Média, este foi um sistema de organização social que estabelecia como as pessoas se relacionava entre si e o lugar que cada uma delas ocupava na sociedade.
SURGIMENTO DO FEUDALISMO
§   O Feudalismo teve suas origens no final do século III, se consolidou no século VIII, teve seu principal desenvolvimento no século X e chegou a sobreviver até o final da Idade Média (século XV).
§   Pode-se afirmar que era o sistema típico da era medieval e que com ela se iniciou, a partir da queda do Império Romano do Ocidente (473) e com ela se encerrou, no final da Idade Média, quando houve a queda do Império Romano do Oriente (1543).
§   Entre as principais causas do surgimento deste sistema feudal está a decadência do Império Romano (falta de escravos e prestígio, declínio militar) já no século III d.C., na grave crise econômica no Império Romano.
§   Ocorreram invasões germânicas (bárbaros) que fizeram os grandes senhores romanos abandonarem as cidades para morar no campo, em suas propriedades rurais.
§   Esses poderosos senhores romanos criaram ali as vilas romanas, centros rurais que deram origem aos feudos e ao sistema feudal na Idade Média.
§   Nestas vilas romanas, pessoas menos ricas buscaram trabalho e a proteção dos grandes senhores romanos e fizeram com eles um tratado de colonato, ou seja, os mais pobres poderiam usar as terras, mas seriam obrigados a entregar parte da produção destas terras aos senhores proprietários.
§   Isso fez com que o antigo sistema escravista de produção fosse substituído por esse novo sistema servil de produção, no qual o trabalhador rural se tornava servo do grande proprietário.
FUNCIONAMENTO
§  A base do sistema feudal era a relação servil de produção.
§  Com base nisto foram organizados os feudos, que respeitavam duas tradições:
§   O comitatus (que vem da palavra comites, “companheiro”) era de origem romana e unia senhores de terra pelos laços de vassalagem, quando prometiam fidelidade e honra uns aos outros.
§   No colonatus, ou colonato, o proprietário das terras concedia trabalho e proteção aos seus colonos, em troca de parte de toda a produção desses colonos.

SUSERANIA E VASSALAGEM
§    Os senhores feudais possuíam terras e exploravam suas riquezas cobrando impostos e taxas desses nobres em seus territórios.
§    Era um tratado de suserania e de vassalagem entre eles.
§    Esses vassalos podiam ceder parte das terras recebidas para outros nobres menos poderosos que eles e passavam a ser os suseranos destes segundos vassalos, enquanto permaneciam como vassalos daquele primeiro suserano.
§    Um vassalo recebia parte da terra e tinha que jurar fidelidade ao seu suserano, num ritual de poder e de honra, quando o vassalo se ajoelhava diante de seu suserano e prometia fidelidade e lealdade.
§    No sistema feudal quem concedia terras era suserano e quem as recebia era vassalo em relações baseadas em obrigações mútuas e juramentos de fidelidade.
§    O rei concedia terras aos grandes senhores e esses, por sua vez, concediam partes dessas terras aos senhores menos poderosos - os chamados cavaleiros – que passavam a lutar por eles.
§    Um suserano se obrigava a dar proteção militar e jurídica aos vassalos. Um vassalo investido na posse de um feudo, se obrigava a prestar auxílio militar.

SOCIEDADE[g1]  FEUDAL
§  Em uma sociedade feudal havia estamentos ou camadas estanques, não havia mobilidade social e não se podia passar de uma camada social para outra.
§  Havia a camada daqueles que lutavam (Nobreza), a camada dos que rezavam (Clero) e a camada dos que trabalhavam (camponeses e servos).
§  Com diferentes componentes:
a)        Os servos – que trabalhavam nos feudos, não podiam ser vendidos como escravos, nem tinham a liberdade de deixarem a terra onde nasceram;
b)        Os vilões – homens livres que viviam nas vilas, povoados e deviam obrigações aos suseranos, mas que podiam deixar o feudo quando desejassem;
c)        Os nobres e o clero, que participavam da camada dominante dos senhores feudais, tinham a posse legal da terra, o poder político, militar e jurídico.
§   No alto clero estavam o papa, os arcebispos e bispos e na alta nobreza estavam os duques, marqueses e condes.
§   No baixo clero estavam os padres e monges e na baixa nobreza os viscondes, barões e cavaleiros.
§   Esses feudos eram isolados uns dos outros e necessitavam da proteção de seus senhores.
§   Nasceram sob o medo das invasões bárbaras sofridas e que ocasionaram o final do próprio Império Romano Ocidental.
§   Os povos que formavam os novos feudos eram as antigas conquistas dos romanos e passaram a se organizar em reinos, condados e povoados isolados para se protegerem de invasores estrangeiros. Esse isolamento também os obrigava a produzirem o necessário para a sua sobrevivência e consumo próprio.
§   Os senhores mais ricos submetiam os mais pobres aos trabalhos no campo e, em troca, lhes davam a proteção contra esses ataques dos estrangeiros.
§   Tinham as armas e soldados para protegerem as populações mais pobres e delas exigiam lealdade.
§   Com esse tratado de suserania e vassalagem foram dominando muitas partes do Império Romano extinto.
§   A dependência fez com que os camponeses passassem a entregar aos seus suseranos também os produtos que cultivavam, suas terras e seus serviços, e se tornavam servos destes seus protetores.
§   A servidão dos vassalos era uma forma de escravidão mais branda.
§   Os servos não eram vendidos, mas eram obrigados a entregarem esses produtos aos senhores durante toda a sua vida.
§   Não se tornavam proprietários das terras que cultivavam e elas eram emprestadas para que nelas trabalhassem.
§   Essa servidão passava dos pais para os filhos, perpetuando essa relação de dependência e proteção por gerações.

ECONOMIA FEUDAL
§   A economia agrária se consolidou ainda mais quando as atividades comerciais se desvalorizaram.
§   Foram desenvolvidas técnicas agrícolas com baixa produtividade, sem excedentes ou colheitas expressivas.
§   As terras férteis se dividiam entre o manso senhorial – domínio ou reserva dos senhores feudais, o manso servil, terras arrendadas para a produção agrícola dos camponeses e o manso comum, terras para todos os moradores dos feudos.
§   Faziam a rotação das culturas para prolongarem a vida útil das áreas agrícolas: em dois terços das terras faziam duas culturas diferentes e deixavam descansar o outro terço, revezando-os para aumentar o seu tempo útil.
§   A economia feudal era essencialmente agrária e com técnicas precárias: arado puxado por gado, baixíssima produtividade, apenas para a subsistência.
§   As terras do manso senhorial eram “indominicatas” ou sem explorador direto, pois a senhoria não trabalhava.
§   As terras arrendadas, manso servil ou tenência, eram “dominicatas”, com explorador direto e num sistema “parcelário”, onde os vassalos camponeses se deslocarem entre as parcelas para cumprirem tarefas.
§   No manso comum ou terras comunais, a posse era coletiva das terras, bosques e pastagens.
§   Esse sistema de economia feudal era fechado e fez as atividades comerciais retraírem nos séculos VI ao IX.
§   A partir dos séculos X e XI, porém, houve grande desenvolvimento comercial e a urbanização, com as quais o feudalismo era compatível.
§   Somente por conta de epidemias e guerras dos séculos XIV e XV é que a economia feudal entrou em crise.
§   A Economia Feudal era agrária e autossuficiente, dedicada ao consumo local e não ao comércio.
§   As mercadorias eram trocadas por meio de escambo e não de moedas.
§   Sua atividade principal se desenvolveu em meio a um sistema social estamental (camadas sociais) sem mobilidade entre reis, clero, nobres e servos.
§   Esses servos ou vassalos faziam girar a economia feudal com seu trabalho, tributos e taxas como a corveia (taxa paga para cultivar terras senhoriais), a talha (imposto pago com a entrega de metade da produção ao suserano), a capitação (imposto pago “per capita” ou por cabeça) para os moradores dos feudos, a banalidade (imposto pago para utilizar moinhos e fornos controlados pelos senhores).

REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.htm
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Tarefas:
a) Cópia.
b) Questões.
Prof. Gilberto Moura.
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