|
Autor: Gilberto Moura ****************************************************************************************************************************** ********************************************************************************************************************************** |
Centro Educacional Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B Turno: Noturno 3º Período.
Resumo PDF:
Tarefas:
1ª ETAPA A, B
CE Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B
Turno: Noturno
3º Período
Aula
FEUDALISMO NA IDADE MÉDIA
§ O Feudalismo é um modo de produção ou
a maneira como as pessoas produziam os bens necessários para sua sobrevivência.
§ Durante a Idade Média, este foi um
sistema de organização social que estabelecia como as pessoas se relacionava
entre si e o lugar que cada uma delas ocupava na sociedade.
SURGIMENTO DO FEUDALISMO
§ O Feudalismo teve suas origens no
final do século III, se consolidou no século VIII, teve seu principal
desenvolvimento no século X e chegou a sobreviver até o final da Idade Média
(século XV).
§ Pode-se afirmar que era o sistema
típico da era medieval e que com ela se iniciou, a partir da queda do Império
Romano do Ocidente (473) e com ela se encerrou, no final da Idade Média, quando
houve a queda do Império Romano do Oriente (1543).
§ Entre as principais causas do
surgimento deste sistema feudal está a decadência do Império Romano (falta de
escravos e prestígio, declínio militar) já no século III d.C., na grave crise
econômica no Império Romano.
§ Ocorreram invasões germânicas
(bárbaros) que fizeram os grandes senhores romanos abandonarem as cidades para
morar no campo, em suas propriedades rurais.
§ Esses poderosos senhores romanos
criaram ali as vilas romanas, centros rurais que deram origem aos feudos e ao
sistema feudal na Idade Média.
§ Nestas vilas romanas, pessoas menos
ricas buscaram trabalho e a proteção dos grandes senhores romanos e fizeram com
eles um tratado de colonato, ou seja, os mais pobres poderiam usar as terras,
mas seriam obrigados a entregar parte da produção destas terras aos senhores
proprietários.
§ Isso fez com que o antigo sistema
escravista de produção fosse substituído por esse novo sistema servil de
produção, no qual o trabalhador rural se tornava servo do grande proprietário.
FUNCIONAMENTO
§ A base do sistema feudal era a
relação servil de produção.
§ Com base nisto foram organizados os
feudos, que respeitavam duas tradições:
§ O comitatus (que vem da palavra
comites, “companheiro”) era de origem romana e unia senhores de terra pelos
laços de vassalagem, quando prometiam fidelidade e honra uns aos outros.
§ No colonatus, ou colonato, o proprietário
das terras concedia trabalho e proteção aos seus colonos, em troca de parte de
toda a produção desses colonos.
SUSERANIA E VASSALAGEM
§ Os senhores feudais possuíam terras e
exploravam suas riquezas cobrando impostos e taxas desses nobres em seus territórios.
§ Era um tratado de suserania e de
vassalagem entre eles.
§ Esses vassalos podiam ceder parte das
terras recebidas para outros nobres menos poderosos que eles e passavam a ser
os suseranos destes segundos vassalos, enquanto permaneciam como vassalos
daquele primeiro suserano.
§ Um vassalo recebia parte da terra e
tinha que jurar fidelidade ao seu suserano, num ritual de poder e de honra,
quando o vassalo se ajoelhava diante de seu suserano e prometia fidelidade e
lealdade.
§ No sistema feudal quem concedia
terras era suserano e quem as recebia era vassalo em relações baseadas em
obrigações mútuas e juramentos de fidelidade.
§ O rei concedia terras aos grandes
senhores e esses, por sua vez, concediam partes dessas terras aos senhores
menos poderosos - os chamados cavaleiros – que passavam a lutar por eles.
§ Um suserano se obrigava a dar
proteção militar e jurídica aos vassalos. Um vassalo investido na posse de um
feudo, se obrigava a prestar auxílio militar.
§ Em uma sociedade feudal havia
estamentos ou camadas estanques, não havia mobilidade social e não se podia
passar de uma camada social para outra.
§ Havia a camada daqueles que lutavam
(Nobreza), a camada dos que rezavam (Clero) e a camada dos que trabalhavam
(camponeses e servos).
§ Com diferentes componentes:
a)
Os
servos – que trabalhavam nos feudos, não podiam ser vendidos como escravos, nem
tinham a liberdade de deixarem a terra onde nasceram;
b)
Os
vilões – homens livres que viviam nas vilas, povoados e deviam obrigações aos
suseranos, mas que podiam deixar o feudo quando desejassem;
c)
Os
nobres e o clero, que participavam da camada dominante dos senhores feudais,
tinham a posse legal da terra, o poder político, militar e jurídico.
§ No alto clero estavam o papa, os
arcebispos e bispos e na alta nobreza estavam os duques, marqueses e condes.
§ No baixo clero estavam os padres e
monges e na baixa nobreza os viscondes, barões e cavaleiros.
§ Esses feudos eram isolados uns dos
outros e necessitavam da proteção de seus senhores.
§ Nasceram sob o medo das invasões
bárbaras sofridas e que ocasionaram o final do próprio Império Romano
Ocidental.
§ Os povos que formavam os novos feudos
eram as antigas conquistas dos romanos e passaram a se organizar em reinos,
condados e povoados isolados para se protegerem de invasores estrangeiros. Esse
isolamento também os obrigava a produzirem o necessário para a sua
sobrevivência e consumo próprio.
§ Os senhores mais ricos submetiam os
mais pobres aos trabalhos no campo e, em troca, lhes davam a proteção contra
esses ataques dos estrangeiros.
§ Tinham as armas e soldados para
protegerem as populações mais pobres e delas exigiam lealdade.
§ Com esse tratado de suserania e
vassalagem foram dominando muitas partes do Império Romano extinto.
§ A dependência fez com que os
camponeses passassem a entregar aos seus suseranos também os produtos que
cultivavam, suas terras e seus serviços, e se tornavam servos destes seus
protetores.
§ A servidão dos vassalos era uma forma
de escravidão mais branda.
§ Os servos não eram vendidos, mas eram
obrigados a entregarem esses produtos aos senhores durante toda a sua vida.
§ Não se tornavam proprietários das
terras que cultivavam e elas eram emprestadas para que nelas trabalhassem.
§ Essa servidão passava dos pais para
os filhos, perpetuando essa relação de dependência e proteção por gerações.
ECONOMIA FEUDAL
§ A economia agrária se consolidou
ainda mais quando as atividades comerciais se desvalorizaram.
§ Foram desenvolvidas técnicas
agrícolas com baixa produtividade, sem excedentes ou colheitas expressivas.
§ As terras férteis se dividiam entre o
manso senhorial – domínio ou reserva dos senhores feudais, o manso servil,
terras arrendadas para a produção agrícola dos camponeses e o manso comum,
terras para todos os moradores dos feudos.
§ Faziam a rotação das culturas para
prolongarem a vida útil das áreas agrícolas: em dois terços das terras faziam
duas culturas diferentes e deixavam descansar o outro terço, revezando-os para
aumentar o seu tempo útil.
§ A economia feudal era essencialmente
agrária e com técnicas precárias: arado puxado por gado, baixíssima
produtividade, apenas para a subsistência.
§ As terras do manso senhorial eram
“indominicatas” ou sem explorador direto, pois a senhoria não trabalhava.
§ As terras arrendadas, manso servil ou
tenência, eram “dominicatas”, com explorador direto e num sistema “parcelário”,
onde os vassalos camponeses se deslocarem entre as parcelas para cumprirem
tarefas.
§ No manso comum ou terras comunais, a
posse era coletiva das terras, bosques e pastagens.
§ Esse sistema de economia feudal era
fechado e fez as atividades comerciais retraírem nos séculos VI ao IX.
§ A partir dos séculos X e XI, porém,
houve grande desenvolvimento comercial e a urbanização, com as quais o
feudalismo era compatível.
§ Somente por conta de epidemias e
guerras dos séculos XIV e XV é que a economia feudal entrou em crise.
§ A Economia Feudal era agrária e
autossuficiente, dedicada ao consumo local e não ao comércio.
§ As mercadorias eram trocadas por meio
de escambo e não de moedas.
§ Sua atividade principal se
desenvolveu em meio a um sistema social estamental (camadas sociais) sem
mobilidade entre reis, clero, nobres e servos.
§ Esses servos ou vassalos faziam girar
a economia feudal com seu trabalho, tributos e taxas como a corveia (taxa paga
para cultivar terras senhoriais), a talha (imposto pago com a entrega de metade
da produção ao suserano), a capitação (imposto pago “per capita” ou por cabeça)
para os moradores dos feudos, a banalidade (imposto pago para utilizar moinhos
e fornos controlados pelos senhores).
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR,
Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval,
Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS,
Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio).
Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro:
LTC, 2016.
JANSON, H. W e
JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins,
1996.
SOUZA, Denice Nunes
de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1
a 6).
SITES
http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.htm
Vídeo- Aula: You Tube 3:
Vídeo- Aula: You Tube 4:
Vídeo- Aula: You Tube 5:
Vídeo- Aula: You Tube ENEM:
Tarefas:
a) Cópia.
b) Questões.
Prof. Gilberto Moura.
***************************************************************************************************************************************************************************************************************************************************
