segunda-feira, setembro 23, 2019

1ª Etapa: Feudalismo na Idade Média

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.

                                                                                      1ª  ETAPA A, B
CE Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno                        3º Período
Aula
FEUDALISMO NA IDADE MÉDIA
§   O Feudalismo é um modo de produção ou a maneira como as pessoas produziam os bens necessários para sua sobrevivência.
§   Durante a Idade Média, este foi um sistema de organização social que estabelecia como as pessoas se relacionava entre si e o lugar que cada uma delas ocupava na sociedade.
SURGIMENTO DO FEUDALISMO
§   O Feudalismo teve suas origens no final do século III, se consolidou no século VIII, teve seu principal desenvolvimento no século X e chegou a sobreviver até o final da Idade Média (século XV).
§   Pode-se afirmar que era o sistema típico da era medieval e que com ela se iniciou, a partir da queda do Império Romano do Ocidente (473) e com ela se encerrou, no final da Idade Média, quando houve a queda do Império Romano do Oriente (1543).
§   Entre as principais causas do surgimento deste sistema feudal está a decadência do Império Romano (falta de escravos e prestígio, declínio militar) já no século III d.C., na grave crise econômica no Império Romano.
§   Ocorreram invasões germânicas (bárbaros) que fizeram os grandes senhores romanos abandonarem as cidades para morar no campo, em suas propriedades rurais.
§   Esses poderosos senhores romanos criaram ali as vilas romanas, centros rurais que deram origem aos feudos e ao sistema feudal na Idade Média.
§   Nestas vilas romanas, pessoas menos ricas buscaram trabalho e a proteção dos grandes senhores romanos e fizeram com eles um tratado de colonato, ou seja, os mais pobres poderiam usar as terras, mas seriam obrigados a entregar parte da produção destas terras aos senhores proprietários.
§   Isso fez com que o antigo sistema escravista de produção fosse substituído por esse novo sistema servil de produção, no qual o trabalhador rural se tornava servo do grande proprietário.
FUNCIONAMENTO
§  A base do sistema feudal era a relação servil de produção.
§  Com base nisto foram organizados os feudos, que respeitavam duas tradições:
§   O comitatus (que vem da palavra comites, “companheiro”) era de origem romana e unia senhores de terra pelos laços de vassalagem, quando prometiam fidelidade e honra uns aos outros.
§   No colonatus, ou colonato, o proprietário das terras concedia trabalho e proteção aos seus colonos, em troca de parte de toda a produção desses colonos.

SUSERANIA E VASSALAGEM
§    Os senhores feudais possuíam terras e exploravam suas riquezas cobrando impostos e taxas desses nobres em seus territórios.
§    Era um tratado de suserania e de vassalagem entre eles.
§    Esses vassalos podiam ceder parte das terras recebidas para outros nobres menos poderosos que eles e passavam a ser os suseranos destes segundos vassalos, enquanto permaneciam como vassalos daquele primeiro suserano.
§    Um vassalo recebia parte da terra e tinha que jurar fidelidade ao seu suserano, num ritual de poder e de honra, quando o vassalo se ajoelhava diante de seu suserano e prometia fidelidade e lealdade.
§    No sistema feudal quem concedia terras era suserano e quem as recebia era vassalo em relações baseadas em obrigações mútuas e juramentos de fidelidade.
§    O rei concedia terras aos grandes senhores e esses, por sua vez, concediam partes dessas terras aos senhores menos poderosos - os chamados cavaleiros – que passavam a lutar por eles.
§    Um suserano se obrigava a dar proteção militar e jurídica aos vassalos. Um vassalo investido na posse de um feudo, se obrigava a prestar auxílio militar.

SOCIEDADE[g1]  FEUDAL
§  Em uma sociedade feudal havia estamentos ou camadas estanques, não havia mobilidade social e não se podia passar de uma camada social para outra.
§  Havia a camada daqueles que lutavam (Nobreza), a camada dos que rezavam (Clero) e a camada dos que trabalhavam (camponeses e servos).
§  Com diferentes componentes:
a)        Os servos – que trabalhavam nos feudos, não podiam ser vendidos como escravos, nem tinham a liberdade de deixarem a terra onde nasceram;
b)        Os vilões – homens livres que viviam nas vilas, povoados e deviam obrigações aos suseranos, mas que podiam deixar o feudo quando desejassem;
c)        Os nobres e o clero, que participavam da camada dominante dos senhores feudais, tinham a posse legal da terra, o poder político, militar e jurídico.
§   No alto clero estavam o papa, os arcebispos e bispos e na alta nobreza estavam os duques, marqueses e condes.
§   No baixo clero estavam os padres e monges e na baixa nobreza os viscondes, barões e cavaleiros.
§   Esses feudos eram isolados uns dos outros e necessitavam da proteção de seus senhores.
§   Nasceram sob o medo das invasões bárbaras sofridas e que ocasionaram o final do próprio Império Romano Ocidental.
§   Os povos que formavam os novos feudos eram as antigas conquistas dos romanos e passaram a se organizar em reinos, condados e povoados isolados para se protegerem de invasores estrangeiros. Esse isolamento também os obrigava a produzirem o necessário para a sua sobrevivência e consumo próprio.
§   Os senhores mais ricos submetiam os mais pobres aos trabalhos no campo e, em troca, lhes davam a proteção contra esses ataques dos estrangeiros.
§   Tinham as armas e soldados para protegerem as populações mais pobres e delas exigiam lealdade.
§   Com esse tratado de suserania e vassalagem foram dominando muitas partes do Império Romano extinto.
§   A dependência fez com que os camponeses passassem a entregar aos seus suseranos também os produtos que cultivavam, suas terras e seus serviços, e se tornavam servos destes seus protetores.
§   A servidão dos vassalos era uma forma de escravidão mais branda.
§   Os servos não eram vendidos, mas eram obrigados a entregarem esses produtos aos senhores durante toda a sua vida.
§   Não se tornavam proprietários das terras que cultivavam e elas eram emprestadas para que nelas trabalhassem.
§   Essa servidão passava dos pais para os filhos, perpetuando essa relação de dependência e proteção por gerações.

ECONOMIA FEUDAL
§   A economia agrária se consolidou ainda mais quando as atividades comerciais se desvalorizaram.
§   Foram desenvolvidas técnicas agrícolas com baixa produtividade, sem excedentes ou colheitas expressivas.
§   As terras férteis se dividiam entre o manso senhorial – domínio ou reserva dos senhores feudais, o manso servil, terras arrendadas para a produção agrícola dos camponeses e o manso comum, terras para todos os moradores dos feudos.
§   Faziam a rotação das culturas para prolongarem a vida útil das áreas agrícolas: em dois terços das terras faziam duas culturas diferentes e deixavam descansar o outro terço, revezando-os para aumentar o seu tempo útil.
§   A economia feudal era essencialmente agrária e com técnicas precárias: arado puxado por gado, baixíssima produtividade, apenas para a subsistência.
§   As terras do manso senhorial eram “indominicatas” ou sem explorador direto, pois a senhoria não trabalhava.
§   As terras arrendadas, manso servil ou tenência, eram “dominicatas”, com explorador direto e num sistema “parcelário”, onde os vassalos camponeses se deslocarem entre as parcelas para cumprirem tarefas.
§   No manso comum ou terras comunais, a posse era coletiva das terras, bosques e pastagens.
§   Esse sistema de economia feudal era fechado e fez as atividades comerciais retraírem nos séculos VI ao IX.
§   A partir dos séculos X e XI, porém, houve grande desenvolvimento comercial e a urbanização, com as quais o feudalismo era compatível.
§   Somente por conta de epidemias e guerras dos séculos XIV e XV é que a economia feudal entrou em crise.
§   A Economia Feudal era agrária e autossuficiente, dedicada ao consumo local e não ao comércio.
§   As mercadorias eram trocadas por meio de escambo e não de moedas.
§   Sua atividade principal se desenvolveu em meio a um sistema social estamental (camadas sociais) sem mobilidade entre reis, clero, nobres e servos.
§   Esses servos ou vassalos faziam girar a economia feudal com seu trabalho, tributos e taxas como a corveia (taxa paga para cultivar terras senhoriais), a talha (imposto pago com a entrega de metade da produção ao suserano), a capitação (imposto pago “per capita” ou por cabeça) para os moradores dos feudos, a banalidade (imposto pago para utilizar moinhos e fornos controlados pelos senhores).

REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.htm
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sexta-feira, setembro 13, 2019

HOMENAGEM À ILHA DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO

HOMENAGEM À  ILHA DE SÃO  LUÍS DO MARANHÃO
Prof.  Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª & 2ª Etapa
Turno: Noturno.
Aula Extra:
Homenagem à Ilha de São Luís do Maranhão.

SÃO LUÍS DO MARANHÃO
§  No dia 8 de setembro de 1612 era fundada a cidade de São Luís, uma ilha e também capital do Maranhão.
§  Trata-se da única cidade brasileira fundada por franceses.
§  Depois, ela foi invadida por holandeses e, na sequência, colonizada pelos portugueses.
§  O nome da cidade é uma homenagem dada pelos franceses ao rei da França Luís IX, também chamado de "São Luís".
§  Com aproximadamente um milhão de habitantes, a capital maranhense conta com grandes corporações e empresas de diversas áreas que se instalaram na cidade pela sua privilegiada posição geográfica entre as regiões Norte e Nordeste do país e também pelo fato do seu litoral estar mais próximo de grandes centros importadores como Europa e Estados Unidos.
§  O porto de Itaqui, em São Luís, é o segundo mais profundo do mundo e um dos mais movimentados para o comércio exterior no Brasil.
§  Além disso, a cidade também é a porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que atrai turistas do Brasil e do exterior.
§  São Luís também foi a cidade de grandes escritores como: Aluísio de Azevedo,
§   Arthur Azevedo, Gonçalves , Graça Aranha, Bandeira Tribuzzi, ,Josué Montello, Maria Firmina dos  Reis (mulher, negra, professora considerada a primeira romancista brasileira, livro Ursula), Josué Montello – (Os tambores de São Luís)  Carlos  de Lima (poeta e Historiador – Cami hos de São Luís do Maranhão (Ruas, logradouros e prédios históricos)  e tantos outros.
§  Além disso, a capital também é conhecida com diversos ritmos como:
a)      Tambor-de-crioula (é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores - Patrimônio Imaterial).
b)      Reggae: São Luís é considerada também a capital do reggae no Brasil, o que valeu o apelido de Jamaica brasileira (conta com mais de 200 radiolas, nome dado às equipes de sons formadas por DJs e aparelhagens com dezenas de potentes caixas amplificadoras empilhadas). Foi fundado em 18 de janeiro de 2018, o Museu da Jamaica Brasileira -  tem como objetivo materializar as memórias do ritmo jamaicano que conquistou o Maranhão.
c)      Bumba-meu-boi:  A festa é uma tradição que se mantém desde o século XVIII, que arrasta maranhenses e visitantes por todos os cantos de São Luís. É o mais novo patrimônio cultural brasileiro

d)      Vila Nova:  é um dos 302 bairros pertencentes a cidade de São Luís no estado de Maranhão que a CE Cruzeiro do Sul   presente  na homenagem a Ilha do Amor

Viva a Ilha  São Luís do Maranhão
O  encontro de rio e o mar sem fim de problemas. Mas, se acode
Ora noite ora dia
É a Ilha do Upoan-Açu
Assim aponta os indígenas
Pelo local da maresia.

Há igual há diferente.
A Terra das Palmeiras
Que  abarca os  fatos
No desenvolvimento do lugar.

Vez pra cá vez pra lá.
É a Jamaica brasileira.
Num  estilo de ludovicense.
Com passo de alegria

Quer sol quer chuva
É o Tambor de crioula
 Demais ritmos de  danças.
Que eleva cada bairro.

Seja leve seja forte.
É a morada da Serpente encantada
Que vianda o conto
Para alegrar a cidade.

Ir   mesmo novo chão.
Por aqui por agora.
Vir História da região
N’outra onda de festança.
(Prof. Gilberto Moura)


REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, SociedadE
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol.Único. História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES

Conhecimento, ao seu lado se viaja o mundo inteiro!

Conhecimento,  ao seu lado se viaja o mundo inteiro!
Prof. Gilberto  Moura

segunda-feira, setembro 02, 2019

" (...) onde se inclui o conhecimento!"

“Amigo de verdade é aquele que lembra do outro, principalmente nas coisas mais importantes da vida, onde se inclui o conhecimento, que, que diferentemente da sede e da fome, nunca se sacia!”
Autor: Gilberto Moura

segunda-feira, agosto 26, 2019

2ª Etapa: Revoltas do Período Colonial Brasileiro (Parte I)

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
 Etapa: 2ª A, B,C       Turno: Noturno   
REVOLTAS DO PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO -  PARTE I
OS NATIVISTAS
§  As revoltas nativistas foram aquelas que tiveram como causa principal o descontentamento dos colonos brasileiros com as medidas tomadas pela coroa portuguesa.
§  Ocorreram entre o final do século XVII e início do XVIII.
§  A maior parte destas revoltas foi reprimida com violência pela coroa portuguesa, como forma de controlar seu domínio sobre a colônia brasileira.
 PRINCIPAIS CAUSAS
§  Monopólio português do comércio de mercadorias.
§  Preços elevados cobrados pelos produtos comercializados pelos portugueses
§  Medidas da metrópole que favoreciam os portugueses, principalmente os comerciantes.
§  Conflitos culturais, políticos e comerciais entre colonos e portugueses.
§  Altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, principalmente sobre a extração de ouro realizada pelos colonos brasileiros.
§  Exploração colonial praticada por Portugal.
§  Rígido controle, através de leis, imposto pela metrópole sobre o Brasil.
 PRINCIPAIS REVOLTAS NATIVISTAS
a)      Aclamação de Amador Bueno:
§  Ocorreu na Capitania de São Paulo, 1641.
§  Consistiu em uma tentativa dos bandeirantes paulistas de elegerem o fazendeiro e também bandeirante, Amador Bueno, governador da referida Capitania à revelia da Coroa.
§  As razões para tanto vinham das restrições que a Coroa Portuguesa, após o fim da União Ibérica, passou a impor ao tráfico de índios na colônia (uma das atividades mais lucrativas para os bandeirantes) e, sobretudo à comercialização com os espanhóis por meio das fronteiras na região Sul.
§  A citação acima refere-se àquela que se configura como a primeira insurgência a contestar o poder régio na América portuguesa: a aclamação de Amador Bueno em São Paulo, ocorrida entre a segunda quinzena de março e o dia 3 de abril de 1641.
§  Tal episódio se caracteriza como uma representação da situação política gerada pela restauração monárquica lusitana, no que diz respeito à frágil relação entre a casa de Bragança e os seus súditos, nos dois lados do atlântico.
§  Os paulistas conservavam a fama de maus vassalos, possuidores de um ímpeto autonomista, ou seja, uma tendência à rebeldia.
§  A disseminação de tais características, que remonta ao final do século XVI, ficou a cargo dos jesuítas, viajantes e funcionários régios.
b)Revolta da Cachaça:
§  Aconteceu no Rio de Janeiro de 1660 a 1661,
§  Quando a população, indignada com os altos impostos e proibida de vender a bebida, decidiu tomar o poder no Rio de Janeiro.
§  O conflito foi comandado principalmente pelos donos de alambiques.
§  O início do conflito foi motivado pela posição de Salvador Correia de Sá e Benevides, capitão-general da Repartição Sul do Brasil, que aumentou os impostos sobre a cachaça.
§  A revolta contra o imposto foi comandada pelo fazendeiro Jerônimo Barbalho, um dos principais produtores de cachaça do Rio de Janeiro.
§  Com o fim da revolta, Jerônimo Barbalho recebeu a pena de morte, e os demais líderes do movimento foram perdoados.
c) Conjuração de Nosso Pai (Revolta contra Jerônimo de Mendonça Furtado)
§  Ocorreu em Olinda (Pernambuco, 1666).
§  Foi um levante organizado em Olinda, Pernambuco, após a expulsão dos holandeses da capitania.
§  Sentindo-se desprestigiados pelo governo central, que não nomeou uma liderança local, parte dos senhores de engenho da região, padres, vereadores e até o Juiz de Olinda, organizaram uma falsa procissão de Nosso Pai (evento católico realizado por padres que consiste em levar Jesus sacramentado aos enfermos), na qual foi preso o governador nomeado.
§  Antecedentes e principais causas após a expulsão dos holandeses, a capitania de Pernambuco adquiriu um status diferenciado, segundo o qual seus governadores deveriam ser nomeados diretamente por D. João V entre os líderes da restauração, e não como nas demais capitanias, onde a escolha era aleatória e de acordo com o desejo do rei.
§  Quando D. João decidiu nomear o primeiro governador que não compunha as fileiras dos líderes da batalha de expulsão dos holandeses (no caso, Jerônimo Mendonça Furtado), a população local resolveu aprisioná-lo e degredá-lo em 1666, por considerá-lo estrangeiro.
§  A insurreição foi contida com a nomeação de um novo governador, André Vidal de Negreiros, nascido na colônia e conhecido das elites locais.
d) Revolta de Beckman:
§  Ocorreu no Maranhão em 1684.
§  Liderada por Manuel Beckman.
§  Teve como causa principal a falta de mão-de-obra escrava.
§  O desabastecimento e altos preços das mercadorias comercializadas pela Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão, criada pela coroa portuguesa em 1682.
e) Guerra dos Emboabas:
§  Ocorreu em Minas Gerais.
§  Entre os anos de 1708 e 1709.
§  Os bandeirantes paulistas queriam exclusividade na exploração das minas de ouro descobertas por eles.
§  Porém, portugueses e colonos de outros estados (chamados de emboabas pelos paulistas) também queriam o direito de exploração.
§  O conflito ocorreu pela disputa de exploração do ouro entre estes dois grupos.
f) Guerra dos Mascates:
§  Correu em Pernambuco, entre 1710 e 1711.
§  Teve como principal causa a disputa política entre os senhores de engenho de Olinda e os mascates (comerciantes portugueses) pelo controle de Pernambuco.
g) Revolta do Sal:
§  Ocorreu nas províncias de Minas Gerais e São Paulo.
§  O ano de 1710.
§  A cidade portuária de Santos foi o foco deste movimento social de contestação econômica e também política.
§  Deve ser compreendida no contexto do controle que a metrópole exercia sobre o Brasil (colônia).
§  Os brasileiros, que em sua grande maioria eram de classe média baixa ou pobres, eram os que mais sofriam com os impostos e preços altos, controlados por pequenos grupos privilegiados de comerciantes portugueses, protegidos pela Coroa Portuguesa.
§  Havia um forte sentimento de frustração e abandono entre os brasileiros mais pobres em relação ao governo metropolitano.
h) Motins do Maneta:
§  Ocorreu em Salvador - Bahia, 1711.
§  Durante o período colonial a administração local e a coroa tiveram que enfrentar uma série de revoltas, levantes e motins.
§  O desfecho de cada um desses movimentos, dependia da origem social de quem liderava.
§  Assim se comerciantes, nobres ou militares de alta patente chefiavam o protesto, quase sempre, se chegava a um acordo.
§  O motim de outubro começou com um protesto contra o aumento de 10% nos gêneros de primeira necessidade e utilidades importadas, sobretaxa imposta pelo rei com o pretexto de auxílio para manutenção de navios de guerra enviados para o litoral do Brasil ameaçado por navios corsários da França e da Inglaterra.
§  O protesto evoluiu rapidamente para redução do preço do sal, este sal, importado de Lisboa e monopolizado pelo comerciante Manuel dias Filgueiras, dono da concessão do estanco do sal na capitania da Bahia e Sergipe.
§  O governador era Pedro de Vasconcelos e Sousa, 3º conde de Castelo Melhor.
§  O juiz do povo, Cristóvão de Sá, na manhã de 19 de outubro, conduziu a sua presença um pequeno grupo de comerciantes varejistas que solicitava a dispensa do pagamento sobre artigos importados e a manutenção do preço do sal 480 reis o arrátel.
§  O Governador ordenou que primeiros se recolhessem às suas casas e depois apresentassem suas petições.
§  Cristóvão de Sá desobedeceu e fez o sino da vereança.
§  Apareceram na praça dezenas de pequenos comerciantes.
§  Um deles João Figueiredo Costa, apelidado Maneta, chefiou a invasão do deposito de sal de Manuel Dias Filgueiras, localizado na parte térrea da sua residência, um sobrado na antiga Rua do Pão- de- Ló (atrás da velha Igreja da Ajuda).
§  O depósito foi destruído.
§  João de Figueiredo Costa dirigiu-se com os manifestantes até outro depósito de sal no Cruzeiro de São Francisco, propriedade do sócio de Filgueiras & T, Manuel Gomes Lisboa.
§  O governador Pedro de Vasconcelos e Sousa aceitou que o bispo dom Sebastião Monteiro da Vide se dirigisse para o Terreiro de Jesus à frente de uma procissão formada de Cônegos da Igreja da Sé e irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento.
§  Assim deteve Maneta e seus companheiros.
§  O governador concordou em manter o preço do sal, como exigiam, e declarou amplo perdão para todos os que tinham atendido à convocação do juiz Cristóvão de Sá e acompanhado João Figueiredo Costa.
i) Revolta de Filipe dos Santos (também conhecida como Revolta de Vila Rica).
§  Ocorreu em Vila Rica (Minas Gerais), atual Ouro Preto.
§  No ano de 1720.
§  Liderada por Filipe dos Santos.
§  Teve como causas:
I.   A cobrança de altos impostos e taxas pela coroa portuguesa sobre a exploração de ouro no Brasil.
II.   A criação das Casas de Fundição, criada para controlar e arrecadar impostos sobre o ouro encontrado na colônia.
III.   Proibição da circulação do ouro em pó, com punições severas para quem fosse pego com o ouro nesta condição.
IV.   Monopólio das principais mercadorias pelos comerciantes portugueses.
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do
CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
Resumo PDF: 
Slides: Áudio:
Vídeo- Aula: You Tube1 Aclamação de Amador Bueno
Vídeo- Aula: You Tube 2 -Revolta da Cachaça
Vídeo- Aula: You Tube 3Conjuração de Nosso Pai 
Vídeo- Aula: You Tube 4 Revolta de Beckman:
Vídeo- Aula: You Tube 5 Guerra dos Emboabas
Vídeo- Aula: You Tube 6 - Guerra dos Mascates
Vídeo- Aula: You Tube 7Revolta do Sal
Vídeo- Aula: You Tube 8Motins do Maneta
Vídeo- Aula: You Tube 9Revolta de Filipe dos Santos

Vídeo- Aula: You Tube 10 - ENEM