segunda-feira, agosto 26, 2019

2ª Etapa: Revoltas do Período Colonial Brasileiro (Parte I)

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
 Etapa: 2ª A, B,C       Turno: Noturno   
REVOLTAS DO PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO -  PARTE I
OS NATIVISTAS
§  As revoltas nativistas foram aquelas que tiveram como causa principal o descontentamento dos colonos brasileiros com as medidas tomadas pela coroa portuguesa.
§  Ocorreram entre o final do século XVII e início do XVIII.
§  A maior parte destas revoltas foi reprimida com violência pela coroa portuguesa, como forma de controlar seu domínio sobre a colônia brasileira.
 PRINCIPAIS CAUSAS
§  Monopólio português do comércio de mercadorias.
§  Preços elevados cobrados pelos produtos comercializados pelos portugueses
§  Medidas da metrópole que favoreciam os portugueses, principalmente os comerciantes.
§  Conflitos culturais, políticos e comerciais entre colonos e portugueses.
§  Altos impostos cobrados pela coroa portuguesa, principalmente sobre a extração de ouro realizada pelos colonos brasileiros.
§  Exploração colonial praticada por Portugal.
§  Rígido controle, através de leis, imposto pela metrópole sobre o Brasil.
 PRINCIPAIS REVOLTAS NATIVISTAS
a)      Aclamação de Amador Bueno:
§  Ocorreu na Capitania de São Paulo, 1641.
§  Consistiu em uma tentativa dos bandeirantes paulistas de elegerem o fazendeiro e também bandeirante, Amador Bueno, governador da referida Capitania à revelia da Coroa.
§  As razões para tanto vinham das restrições que a Coroa Portuguesa, após o fim da União Ibérica, passou a impor ao tráfico de índios na colônia (uma das atividades mais lucrativas para os bandeirantes) e, sobretudo à comercialização com os espanhóis por meio das fronteiras na região Sul.
§  A citação acima refere-se àquela que se configura como a primeira insurgência a contestar o poder régio na América portuguesa: a aclamação de Amador Bueno em São Paulo, ocorrida entre a segunda quinzena de março e o dia 3 de abril de 1641.
§  Tal episódio se caracteriza como uma representação da situação política gerada pela restauração monárquica lusitana, no que diz respeito à frágil relação entre a casa de Bragança e os seus súditos, nos dois lados do atlântico.
§  Os paulistas conservavam a fama de maus vassalos, possuidores de um ímpeto autonomista, ou seja, uma tendência à rebeldia.
§  A disseminação de tais características, que remonta ao final do século XVI, ficou a cargo dos jesuítas, viajantes e funcionários régios.
b)Revolta da Cachaça:
§  Aconteceu no Rio de Janeiro de 1660 a 1661,
§  Quando a população, indignada com os altos impostos e proibida de vender a bebida, decidiu tomar o poder no Rio de Janeiro.
§  O conflito foi comandado principalmente pelos donos de alambiques.
§  O início do conflito foi motivado pela posição de Salvador Correia de Sá e Benevides, capitão-general da Repartição Sul do Brasil, que aumentou os impostos sobre a cachaça.
§  A revolta contra o imposto foi comandada pelo fazendeiro Jerônimo Barbalho, um dos principais produtores de cachaça do Rio de Janeiro.
§  Com o fim da revolta, Jerônimo Barbalho recebeu a pena de morte, e os demais líderes do movimento foram perdoados.
c) Conjuração de Nosso Pai (Revolta contra Jerônimo de Mendonça Furtado)
§  Ocorreu em Olinda (Pernambuco, 1666).
§  Foi um levante organizado em Olinda, Pernambuco, após a expulsão dos holandeses da capitania.
§  Sentindo-se desprestigiados pelo governo central, que não nomeou uma liderança local, parte dos senhores de engenho da região, padres, vereadores e até o Juiz de Olinda, organizaram uma falsa procissão de Nosso Pai (evento católico realizado por padres que consiste em levar Jesus sacramentado aos enfermos), na qual foi preso o governador nomeado.
§  Antecedentes e principais causas após a expulsão dos holandeses, a capitania de Pernambuco adquiriu um status diferenciado, segundo o qual seus governadores deveriam ser nomeados diretamente por D. João V entre os líderes da restauração, e não como nas demais capitanias, onde a escolha era aleatória e de acordo com o desejo do rei.
§  Quando D. João decidiu nomear o primeiro governador que não compunha as fileiras dos líderes da batalha de expulsão dos holandeses (no caso, Jerônimo Mendonça Furtado), a população local resolveu aprisioná-lo e degredá-lo em 1666, por considerá-lo estrangeiro.
§  A insurreição foi contida com a nomeação de um novo governador, André Vidal de Negreiros, nascido na colônia e conhecido das elites locais.
d) Revolta de Beckman:
§  Ocorreu no Maranhão em 1684.
§  Liderada por Manuel Beckman.
§  Teve como causa principal a falta de mão-de-obra escrava.
§  O desabastecimento e altos preços das mercadorias comercializadas pela Companhia Geral de Comércio do Estado do Maranhão, criada pela coroa portuguesa em 1682.
e) Guerra dos Emboabas:
§  Ocorreu em Minas Gerais.
§  Entre os anos de 1708 e 1709.
§  Os bandeirantes paulistas queriam exclusividade na exploração das minas de ouro descobertas por eles.
§  Porém, portugueses e colonos de outros estados (chamados de emboabas pelos paulistas) também queriam o direito de exploração.
§  O conflito ocorreu pela disputa de exploração do ouro entre estes dois grupos.
f) Guerra dos Mascates:
§  Correu em Pernambuco, entre 1710 e 1711.
§  Teve como principal causa a disputa política entre os senhores de engenho de Olinda e os mascates (comerciantes portugueses) pelo controle de Pernambuco.
g) Revolta do Sal:
§  Ocorreu nas províncias de Minas Gerais e São Paulo.
§  O ano de 1710.
§  A cidade portuária de Santos foi o foco deste movimento social de contestação econômica e também política.
§  Deve ser compreendida no contexto do controle que a metrópole exercia sobre o Brasil (colônia).
§  Os brasileiros, que em sua grande maioria eram de classe média baixa ou pobres, eram os que mais sofriam com os impostos e preços altos, controlados por pequenos grupos privilegiados de comerciantes portugueses, protegidos pela Coroa Portuguesa.
§  Havia um forte sentimento de frustração e abandono entre os brasileiros mais pobres em relação ao governo metropolitano.
h) Motins do Maneta:
§  Ocorreu em Salvador - Bahia, 1711.
§  Durante o período colonial a administração local e a coroa tiveram que enfrentar uma série de revoltas, levantes e motins.
§  O desfecho de cada um desses movimentos, dependia da origem social de quem liderava.
§  Assim se comerciantes, nobres ou militares de alta patente chefiavam o protesto, quase sempre, se chegava a um acordo.
§  O motim de outubro começou com um protesto contra o aumento de 10% nos gêneros de primeira necessidade e utilidades importadas, sobretaxa imposta pelo rei com o pretexto de auxílio para manutenção de navios de guerra enviados para o litoral do Brasil ameaçado por navios corsários da França e da Inglaterra.
§  O protesto evoluiu rapidamente para redução do preço do sal, este sal, importado de Lisboa e monopolizado pelo comerciante Manuel dias Filgueiras, dono da concessão do estanco do sal na capitania da Bahia e Sergipe.
§  O governador era Pedro de Vasconcelos e Sousa, 3º conde de Castelo Melhor.
§  O juiz do povo, Cristóvão de Sá, na manhã de 19 de outubro, conduziu a sua presença um pequeno grupo de comerciantes varejistas que solicitava a dispensa do pagamento sobre artigos importados e a manutenção do preço do sal 480 reis o arrátel.
§  O Governador ordenou que primeiros se recolhessem às suas casas e depois apresentassem suas petições.
§  Cristóvão de Sá desobedeceu e fez o sino da vereança.
§  Apareceram na praça dezenas de pequenos comerciantes.
§  Um deles João Figueiredo Costa, apelidado Maneta, chefiou a invasão do deposito de sal de Manuel Dias Filgueiras, localizado na parte térrea da sua residência, um sobrado na antiga Rua do Pão- de- Ló (atrás da velha Igreja da Ajuda).
§  O depósito foi destruído.
§  João de Figueiredo Costa dirigiu-se com os manifestantes até outro depósito de sal no Cruzeiro de São Francisco, propriedade do sócio de Filgueiras & T, Manuel Gomes Lisboa.
§  O governador Pedro de Vasconcelos e Sousa aceitou que o bispo dom Sebastião Monteiro da Vide se dirigisse para o Terreiro de Jesus à frente de uma procissão formada de Cônegos da Igreja da Sé e irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento.
§  Assim deteve Maneta e seus companheiros.
§  O governador concordou em manter o preço do sal, como exigiam, e declarou amplo perdão para todos os que tinham atendido à convocação do juiz Cristóvão de Sá e acompanhado João Figueiredo Costa.
i) Revolta de Filipe dos Santos (também conhecida como Revolta de Vila Rica).
§  Ocorreu em Vila Rica (Minas Gerais), atual Ouro Preto.
§  No ano de 1720.
§  Liderada por Filipe dos Santos.
§  Teve como causas:
I.   A cobrança de altos impostos e taxas pela coroa portuguesa sobre a exploração de ouro no Brasil.
II.   A criação das Casas de Fundição, criada para controlar e arrecadar impostos sobre o ouro encontrado na colônia.
III.   Proibição da circulação do ouro em pó, com punições severas para quem fosse pego com o ouro nesta condição.
IV.   Monopólio das principais mercadorias pelos comerciantes portugueses.
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do
CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
Resumo PDF: 
Slides: Áudio:
Vídeo- Aula: You Tube1 Aclamação de Amador Bueno
Vídeo- Aula: You Tube 2 -Revolta da Cachaça
Vídeo- Aula: You Tube 3Conjuração de Nosso Pai 
Vídeo- Aula: You Tube 4 Revolta de Beckman:
Vídeo- Aula: You Tube 5 Guerra dos Emboabas
Vídeo- Aula: You Tube 6 - Guerra dos Mascates
Vídeo- Aula: You Tube 7Revolta do Sal
Vídeo- Aula: You Tube 8Motins do Maneta
Vídeo- Aula: You Tube 9Revolta de Filipe dos Santos

Vídeo- Aula: You Tube 10 - ENEM

1ª Etapa: Império Bizantino - Reinos Bárbaros

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.
IMPÉRIO BIZANTINO - REINOS BÁRBAROS
A IDADE MÉDIA
§  A Idade Média abrange o período histórico entre a queda ao Império Romano do Ocidente no ano de 476 – séc. V – e a tomada de Constantinopla pelos turcos (muçulmanos) no ano de 1453 – séc. XV. 
§  A Idade Média é o segundo grande período da História e para facilitar o estudo dessa fase, os historiadores costumam dividir esse longo período – mil anos – em duas fases:  Alta Idade Média e Baixa Idade Média.
§  Saiba que o símbolo desse período é o castelo medieval.
§  Ele representa segurança e proteção para uma população basicamente rural, em estreita dependência dos poderosos senhores de terras. 
§  A primeira parte da Idade Média -  A Alta Idade Média, que vai do ano de 476 – século V até o século X.
§  A Alta Idade Média são os árabes.
§  Sobre esse povo do deserto:
1.    IMPÉRIO ISLÂMICO
§  A localização da península Arábica – saiba que essa região fica no Oriente.
§  Costuma-se denominar Oriente à todas as terras que ficam à leste - direita da Europa.
§  O clima da península Arábica é quente e seco.
§  Quase todo o território é deserto, principalmente no interior. Somente próximo ao litoral é que existem áreas férteis – os árabes que habitavam essa região, dedicavam-se à agricultura e, principalmente, ao pastoreio.
§  Os árabes do deserto eram nômades, viviam do pastoreio e lutavam entre si pela posse dos oásis (pequenas áreas do deserto com um poço natural e alguma vegetação, com o que garantiam sua sobrevivência e a de seus rebanhos)
§  Até o século VI os árabes foram politeístas (tinham vários deuses). Não tinham unidade política nem religiosa. 
MAOMÉ E O ISLAMISMO
§  Maomé (570-632) vivia em Meca e trabalhava como caravanas pelo deserto.
§  Essa submissão é chamada de islão, e aquele que a sua profissão, entrou em tem fé em Alá é denominado muçulmano (do árabe contato com diferentes povos e muslim, aquele que se subordina a deus) religiões.
§  Chamou sua atenção, sobretudo, o monoteísmo (um só Deus) dos judeus e dos cristãos.
§  Dizendo ter tido visões do anjo Gabriel, onde Deus o escolhera para criar uma    nova       religião monoteísta,    Maomé, conseguiu difundir o islamismo por toda a Arábia, unificando as diversas tribos em torno da religião.
§  Através da identidade religiosa, essas tribos uniram-se a religião monoteísta fundada por Maomé - o islamismo ou religião muçulmana.
§  Da antiga religião politeísta, conservou-se o costume de fazer peregrinação ao centro religioso dos muçulmanos em Meca e, ainda hoje, o culto à Pedra Negra é um importante símbolo da religião muçulmana.
ENTRE OS PRINCIPAIS PRECEITOS DO ISLAMISMO TEMOS
§  Crer em Alá, o deus único, e em Maomé, o seu grande profeta. 
§  Fazer cinco orações diárias, curvado na direção de Meca.
§  Ir, em peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida.
§  Promover a guerra santa aos infiéis.
EXPANSÃO: A GUERRA SANTA
§  Após a morte de Maomé, o povo árabe passou a ser governado pelos califas (em árabe significa sucessor).
§  Os califas concentravam poderes religioso, político e militar.
·       O dever de espalhar a religião, justificaria a guerra santa islâmica, o Jihad.
§  Assim, os islamitas passaram a acreditar que “a espada é a chave do paraíso”, ou seja, se uma pessoa morre lutando para impor sua religião, tem garantido seu lugar no paraíso.
§  Com a guerra santa contra os infiéis (aqueles que não acreditaram nas revelações de Maomé), os califas expandiram os territórios muçulmanos para muito além da península Arábica.
§  No final do século VII, rapidamente dominaram a Palestina (chamada de A Terra Santa pelos cristãos), o Egito e todo o norte da África.
§  Em 711 – século VIII – avançaram para a Europa atravessando o estreito de Gibraltar e penetraram na península Ibérica (Portugal e Espanha). 
CONTROLANDO TODO O MAR
§  Mediterrâneo e tendo livre navegação pela região, os Árabes impediram o comércio marítimo da Europa com o Império século XIV.
§  Na península Ibérica, os árabes permaneceram até 1492, precisamente o ano da descoberta da América.
§  Tire da cabeça a ideia preconceituosa de que os árabes são povos ignorantes, sujos ou terroristas.
§  Na Idade Média, os europeus “babavam” de admiração, medo e inveja dos árabes.
§  Afinal, eles eram muito mais ricos, organizados e instruídos.
§  O Ocidente aprendeu muito com a astronomia, a medicina e a matemática dos árabes.
§  Basta lembrar que os nossos algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5...) foram inventados por eles – algarismos arábicos.
§  Nas trocas comerciais, os árabes introduziram cheques, recibos, cartas de créditos e etc.
§  Os árabes difundiram na Europa inventos    chineses tais como:  o papel, a bússola, a pólvora, o cultivo do arroz, do algodão e o cultivo da    cana-de-açúcar.
§  Fabricaram        tecidos, tapetes, joias, cerâmicas e vidro. 
§  Na literatura - suas lendas e contos são apreciados ainda hoje.
§  Um dos mais populares são As mil e uma noites.
§  Nas artes – produziram uma arquitetura admirável: uso do arco com ornamentos geométricos - o arabesco, presente em mesquitas e palácios.   
§  Com a Segunda Guerra Mundial e a perseguição de Hitler aos judeus, milhares deles migraram da Europa para a Palestina.
§  Após a guerra, o mundo encontrou-se abalado diante do extermínio do povo judeu nos “campos de concentração nazistas”.
§  Esse clima favoreceu a decisão da ONU em aprovar um plano de divisão da Palestina. 
§  Num pedaço dele seria criado um Estado para o povo judeu; noutro, um Estado para os     palestinos.         
§  Os países árabes ficaram furiosos.
§  Para eles   havia uma          grande injustiça: os     palestinos, maioria na região, ficariam com um território menor – veja o quadro na página seguinte.
§  Apesar de tudo, foi desse modo que se fundou o Estado de Israel.
§  A partir da criação do Estado de Israel em maio de 1948, milhares de judeus começaram a migrar para Israel.
§  No entanto, a grande massa de judeus que chegou à região, despertou a revolta das populações árabes que viviam na Palestina.
§  Não se esqueça que Jerusalém é a cidade sagrada para judeus porque é a “terra prometida”, para os cristãos porque é onde nasceu Jesus Cristo e para os muçulmanos porque é o local onde Maomé subiu aos céus.
§  Nas conversações de paz no Oriente Médio, nenhuma outra questão – com exceção do controle sobre os territórios ocupados por Israel é tão discutida como a do uso da água, escassa na região e insuficiente para as populações locais, em constante crescimento.
§  Deixadas sem solução, as disputas pela água podem se tornar a causa da próxima guerra na região.
§  Uma das primeiras medidas tomadas pelos israelenses depois da vitória na guerra de 1967, foi decretar que a água na Cisjordânia e na faixa de Gaza era um recurso estratégico e estava sob controle militar.
      2 - INVASÕES BÁRBARAS
§  A decadência do Império Romano do Ocidente (Roma) no ano de 476 – século V, foi acelerada pela invasão de povos bárbaros que, após sucessivos ataques, conquistaram e ocuparam a Europa.   
QUEM ERAM OS BÁRBAROS?
§  Os romanos chamavam de bárbaros todos os povos que viviam fora de seu território e não tinham cultura romana (não falavam a língua romana – latim –     nem possuíam os mesmos costumes e tradições que os romanos).
§  Os diversos povos bárbaros tinham um modo de vida bem parecido entre eles.
§  Eram pastores e agricultores.
§  Não viviam em cidades, não usavam moeda, não tinham um governo organizado e não conheciam a escrita.
§  Alguns desses povos eram nômades e pouco comercializavam.
§  Francos conseguiram se estruturar e expandir seus domínios. Localize no mapa esse reino – é a França atual.
§  O apogeu desse poderoso reino foi durante o Império Carolíngio – de Carlos Magno (768-814).
 CARLOS MAGNO – UM REI BÁRBARO
§  Suas realizações lhe valeram o apelido de Magno que, em latim, quer dizer “grande”. 
§  Ao lado – o papa está coroando Carlos Magno - ano 800.
§  Carlos Magno, que era convertido ao cristianismo, tinha um sonho: reconstruir a unidade do Antigo Império Romano e, para isso, realizou uma série de conquistas militares. 
§  Submeteu diversos povos bárbaros e apoderou-se de um vasto território, ampliando o domínio dos francos.
§  As conquistas trouxeram-lhe fama, poder e estabilidade ao cotidiano dos europeus.
§  Carlos Magno procurou elevar a cultura do povo franco.
§   Ele mesmo aprendeu a ler com 35 anos de idade.
§  Fundou escolas nos mosteiros e no próprio palácio real.
§  Isso contribuiu para a preservação e a transmissão da cultura Grega e Romana, pois grande parte do conhecimento que temos hoje da literatura da Antiguidade deve-se ao trabalho de coleta e cópia desenvolvidos nessa época.
§  As bibliotecas geralmente ficavam nos mosteiros.
§  Os livros eram copiados manualmente pelos monges chamados de copistas.
§  Muitas obras da Antiguidade só chegaram até nós devido ao trabalho desses monges.
§  Os membros do clero, formava a elite cultural da Idade Média.
§  Além de seus membros serem os poucos que sabiam ler e escrever, eram praticamente os únicos a ter acesso aos livros existentes.
§  Após a morte de Carlos Magno, o Reino Franco foi dividido entre seus netos, mas entrou em decadência.
§  As principais causas foram as novas invasões dos séculos IX e X, contra a Europa.
§  A decadência da vida urbana é uma das principais marcas desse período que se inicia. 
§  A economia tornou-se estritamente agrícola:  a produção dos campos apenas dava para alimentar os servos e sustentar os senhores feudais.
  REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES

http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.ht
Resumo PDF: 
https://drive.google.com/file/d/1ECavM0zJJhDIQivyKNbdRikVjomg8mti/view?ts=5d643fdc
Slides: Áudio:

Slides: PDF:
https://drive.google.com/file/d/1WYKls_a-0go-_4fUy3PgDYMvNusp9S-s/view?ts=5d643fea
Vídeo- Aula: You Tube1- Império Bizantino
Vídeo- Aula: You Tube2 - Reinos Bárbaros
Vídeo- Aula: You Tube 3: Império Bizantino - ENEM
Vídeo- Aula: You Tube 4: Bárbaros - ENEM

sábado, agosto 24, 2019

2ª Etapa: A ECONOMIA NO BRASIL COLONIAL

Texto: Conhecimento II
Surge no alvorecer dos primeiros dias
(...)
Dentro e fora da academia
Ao seu lado se viaja o mundo inteiro
Sem que precise pegar a estrada
O que seria do mundo sem ti!
A caverna seria ainda a morada
É o grande instrumento de liberdade!
Autor: Gilberto Moura

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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 2ª A, B,C       Turno: Noturno   
A ECONOMIA  NO BRASIL COLONIAL
ü  O pau-brasil foi a primeira atividade econômica exercida no país, mas com o uso excessivo, a árvore se tornou rara.
ü  Posteriormente, foram introduzidas as culturas de algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração. Já a criação de gado ajudou o povoamento no interior do país.
ü  A economia colonial existia no intuito de satisfazer a metrópole e tinha que comprar de Portugal tudo o que era necessário para seu desenvolvimento.

ECONOMIA COLONIAL DO BRASIL – AÇÚCAR, OURO E ESCRAVIDÃO
§  Desde o seu descobrimento, a economia brasileira era comandada por Portugal, que mantinha toda a exclusividade com os negócios feitos com a colônia.
§  Com o aumento do capitalismo mercantil o Brasil começa a avançar economicamente, principalmente com as atividades de subsistência e exportação desenvolvidas no período colonial.
§  Durante algum tempo o único interesse da Coroa Portuguesa era o pau-brasil, mas na segunda metade do século XVI, começaram a ficar claros que outros interesses passavam a existir.

A ECONOMIA COLONIAL TINHA UM ÚNICO INTUITO
§  Satisfazer a metrópole além de comprar de Portugal tudo o que precisava para que fosse possível acontecer algum tipo de desenvolvimento.
§  A princípio a primeira atividade econômica do país foi o pau-brasil, mas a derrubada fora de controle deste tipo de árvore fez com que ele se tornasse raro, fazendo com que novas culturas fossem introduzidas a prática agrícola, como o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração.

PROPRIEDADE DE MONOCULTURA E O CICLO DO AÇÚCAR
§  A Chamamos de monocultura o tipo de exploração agrícola que tem como base a produção de um único tipo de produto.
§  Normalmente ela está associada ao que chamamos de latifundiários, que são os donos de grandes extensões de terras.
§  As grandes propriedades da colônia viviam da prática da monocultura, e se voltavam para a prática do mercado externo, utilizando de mão-de-obra escrava para poder suprir a demanda.
§  Essa mão-de-obra era inicialmente indígena, vindo a ser trocada pelos negros africanos posteriormente.
§  Esses latifúndios realizavam a prática do plantio da cana-de-açúcar, que também poderia ser chamada tanto de latifúndio monocultor quanto de plantation,
§  Além das plantações, esses locais possuíam instalações e equipamentos que já serviam para refinar o açúcar: moendas, caldeira, casa de purgar.
§  Sendo conhecidos como engenhos, muitas famílias passaram a morar neles para acompanhar de perto o processo de trabalho nos canaviais, além disso, os escravos eram praticamente 100% da mão de obra existente, muito pouco era o número de funcionários assalariados.
§  Eles viviam em senzalas, lugares de um só cômodo, sem nenhuma higiene ou conforto, misturados homens, mulheres e crianças, como animais.
§  Além de todo o trabalho braçal eles ainda trabalhavam na casa grande, servindo aos senhores de engenhos.
§  Como os portugueses já conheciam a prática do plantio da cana-de-açúcar, esse produto foi escolhido para ser o principal produzido no Brasil, além do que esse produto era muito aceito na Europa.
§  Como o produto era muito procurado pelos europeus, os holandeses decidiram também investir no país, instalando engenhos.
§  A partir da metade do século XVII o ciclo do açúcar no Brasil colonial começou a declinar, já que agora o país tinha fortes concorrentes, como as Antilhas, por exemplo, que por ironia do destino eram financiadas e comercializadas pelos holandeses.
§  Portugal agora buscava por uma nova forma de explorar as riquezas da colônia, foi quando no século XVIII teve início a exploração de diamantes e ouro, dando início a um novo ciclo econômico.

O Ciclo do Ouro na economia colonial
§  Logo que o açúcar deixou de ser o principal investimento brasileiro, os portugueses iniciaram pela procura de uma nova forma de exploração colonial, foi quando descobriram as primeiras minas de ouro em solo brasileiro, localizadas nas regiões onde ficam Minas Gerais e Goiás.
§  A importância dessa exploração foi tão grande para Portugal, que o governo decidiu mudar a capital, até então em Salvador, para o Rio de Janeiro, pois desta forma estariam mais próximos das minas de ouro.
§  Eles também criaram as Casas de Fundição, que cobravam impostos altíssimos de quem extraísse o ouro, o que deixava os mineiros completamente irritados.
§  Entre esses impostos se destacavam:
a)      O quinto – 20% de toda a produção do ouro deveria ir para o rei de Portugal;
b)      A derrama – A colônia tinha a obrigação de arrecadar 1.500kg de ouro por ano;
c)      A capitação – Era cobrado imposto sobre cada escravo que trabalhava nas minas.
d)      O Ciclo do ouro seguiu até o ano de 1785. A exploração e os muitos impostos cobrados não agradavam em nada a população, o que levou a muitas revoltas na época.

O Escravismo no Brasil
§  Existe um ponto quando falamos na economia colonial que não podemos deixar de citar: a Escravidão
§  Dois são os tipos de escravidão: a vermelha, que eram a dos índios, e a africana, com os negros trazidos da África.
§  Quando Martim Afonso chegou ao Brasil em sua expedição de colonização no ano de 1531 ele trouxe consigo a prática do escravismo. Ela foi marcada pelo uso de escravos do continente africano, que faziam todo o trabalho pesado e eram tratados como animais.

§  Alguns índios também foram tratados desta forma, mas por já conhecerem o território em que estavam era mais fácil fugir.
§   Eles trabalhavam na agricultura, principalmente na parte da cana-de-açúcar, e na mineração. 
§  Foram grandes contribuintes para o crescimento da economia do país.
§  Os escravos eram maltratados, chicoteados, mas mesmo assim lutavam pela sua liberdade, e essa luta levou a forma os primeiros quilombos, que eram abrigos feitos para os negros fugitivos.
§  A escravidão durou até o ano de 1888, quando a Lei Áurea aboliu todo tipo de escravidão no Brasil.
§  Os negros agora eram livres, mas ainda teriam que lhe dar com o preconceito da sociedade, que insistia em tratá-los com desdém.  
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
  Resumo PDF: 
https://drive.google.com/file/d/1KtSu4Jo3pfq3akn2rhh_HwO7J4nxF7-w/view?ts=5d61c8c5
Slides: Áudio: