segunda-feira, agosto 26, 2019

1ª Etapa: Império Bizantino - Reinos Bárbaros

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.
IMPÉRIO BIZANTINO - REINOS BÁRBAROS
A IDADE MÉDIA
§  A Idade Média abrange o período histórico entre a queda ao Império Romano do Ocidente no ano de 476 – séc. V – e a tomada de Constantinopla pelos turcos (muçulmanos) no ano de 1453 – séc. XV. 
§  A Idade Média é o segundo grande período da História e para facilitar o estudo dessa fase, os historiadores costumam dividir esse longo período – mil anos – em duas fases:  Alta Idade Média e Baixa Idade Média.
§  Saiba que o símbolo desse período é o castelo medieval.
§  Ele representa segurança e proteção para uma população basicamente rural, em estreita dependência dos poderosos senhores de terras. 
§  A primeira parte da Idade Média -  A Alta Idade Média, que vai do ano de 476 – século V até o século X.
§  A Alta Idade Média são os árabes.
§  Sobre esse povo do deserto:
1.    IMPÉRIO ISLÂMICO
§  A localização da península Arábica – saiba que essa região fica no Oriente.
§  Costuma-se denominar Oriente à todas as terras que ficam à leste - direita da Europa.
§  O clima da península Arábica é quente e seco.
§  Quase todo o território é deserto, principalmente no interior. Somente próximo ao litoral é que existem áreas férteis – os árabes que habitavam essa região, dedicavam-se à agricultura e, principalmente, ao pastoreio.
§  Os árabes do deserto eram nômades, viviam do pastoreio e lutavam entre si pela posse dos oásis (pequenas áreas do deserto com um poço natural e alguma vegetação, com o que garantiam sua sobrevivência e a de seus rebanhos)
§  Até o século VI os árabes foram politeístas (tinham vários deuses). Não tinham unidade política nem religiosa. 
MAOMÉ E O ISLAMISMO
§  Maomé (570-632) vivia em Meca e trabalhava como caravanas pelo deserto.
§  Essa submissão é chamada de islão, e aquele que a sua profissão, entrou em tem fé em Alá é denominado muçulmano (do árabe contato com diferentes povos e muslim, aquele que se subordina a deus) religiões.
§  Chamou sua atenção, sobretudo, o monoteísmo (um só Deus) dos judeus e dos cristãos.
§  Dizendo ter tido visões do anjo Gabriel, onde Deus o escolhera para criar uma    nova       religião monoteísta,    Maomé, conseguiu difundir o islamismo por toda a Arábia, unificando as diversas tribos em torno da religião.
§  Através da identidade religiosa, essas tribos uniram-se a religião monoteísta fundada por Maomé - o islamismo ou religião muçulmana.
§  Da antiga religião politeísta, conservou-se o costume de fazer peregrinação ao centro religioso dos muçulmanos em Meca e, ainda hoje, o culto à Pedra Negra é um importante símbolo da religião muçulmana.
ENTRE OS PRINCIPAIS PRECEITOS DO ISLAMISMO TEMOS
§  Crer em Alá, o deus único, e em Maomé, o seu grande profeta. 
§  Fazer cinco orações diárias, curvado na direção de Meca.
§  Ir, em peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida.
§  Promover a guerra santa aos infiéis.
EXPANSÃO: A GUERRA SANTA
§  Após a morte de Maomé, o povo árabe passou a ser governado pelos califas (em árabe significa sucessor).
§  Os califas concentravam poderes religioso, político e militar.
·       O dever de espalhar a religião, justificaria a guerra santa islâmica, o Jihad.
§  Assim, os islamitas passaram a acreditar que “a espada é a chave do paraíso”, ou seja, se uma pessoa morre lutando para impor sua religião, tem garantido seu lugar no paraíso.
§  Com a guerra santa contra os infiéis (aqueles que não acreditaram nas revelações de Maomé), os califas expandiram os territórios muçulmanos para muito além da península Arábica.
§  No final do século VII, rapidamente dominaram a Palestina (chamada de A Terra Santa pelos cristãos), o Egito e todo o norte da África.
§  Em 711 – século VIII – avançaram para a Europa atravessando o estreito de Gibraltar e penetraram na península Ibérica (Portugal e Espanha). 
CONTROLANDO TODO O MAR
§  Mediterrâneo e tendo livre navegação pela região, os Árabes impediram o comércio marítimo da Europa com o Império século XIV.
§  Na península Ibérica, os árabes permaneceram até 1492, precisamente o ano da descoberta da América.
§  Tire da cabeça a ideia preconceituosa de que os árabes são povos ignorantes, sujos ou terroristas.
§  Na Idade Média, os europeus “babavam” de admiração, medo e inveja dos árabes.
§  Afinal, eles eram muito mais ricos, organizados e instruídos.
§  O Ocidente aprendeu muito com a astronomia, a medicina e a matemática dos árabes.
§  Basta lembrar que os nossos algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5...) foram inventados por eles – algarismos arábicos.
§  Nas trocas comerciais, os árabes introduziram cheques, recibos, cartas de créditos e etc.
§  Os árabes difundiram na Europa inventos    chineses tais como:  o papel, a bússola, a pólvora, o cultivo do arroz, do algodão e o cultivo da    cana-de-açúcar.
§  Fabricaram        tecidos, tapetes, joias, cerâmicas e vidro. 
§  Na literatura - suas lendas e contos são apreciados ainda hoje.
§  Um dos mais populares são As mil e uma noites.
§  Nas artes – produziram uma arquitetura admirável: uso do arco com ornamentos geométricos - o arabesco, presente em mesquitas e palácios.   
§  Com a Segunda Guerra Mundial e a perseguição de Hitler aos judeus, milhares deles migraram da Europa para a Palestina.
§  Após a guerra, o mundo encontrou-se abalado diante do extermínio do povo judeu nos “campos de concentração nazistas”.
§  Esse clima favoreceu a decisão da ONU em aprovar um plano de divisão da Palestina. 
§  Num pedaço dele seria criado um Estado para o povo judeu; noutro, um Estado para os     palestinos.         
§  Os países árabes ficaram furiosos.
§  Para eles   havia uma          grande injustiça: os     palestinos, maioria na região, ficariam com um território menor – veja o quadro na página seguinte.
§  Apesar de tudo, foi desse modo que se fundou o Estado de Israel.
§  A partir da criação do Estado de Israel em maio de 1948, milhares de judeus começaram a migrar para Israel.
§  No entanto, a grande massa de judeus que chegou à região, despertou a revolta das populações árabes que viviam na Palestina.
§  Não se esqueça que Jerusalém é a cidade sagrada para judeus porque é a “terra prometida”, para os cristãos porque é onde nasceu Jesus Cristo e para os muçulmanos porque é o local onde Maomé subiu aos céus.
§  Nas conversações de paz no Oriente Médio, nenhuma outra questão – com exceção do controle sobre os territórios ocupados por Israel é tão discutida como a do uso da água, escassa na região e insuficiente para as populações locais, em constante crescimento.
§  Deixadas sem solução, as disputas pela água podem se tornar a causa da próxima guerra na região.
§  Uma das primeiras medidas tomadas pelos israelenses depois da vitória na guerra de 1967, foi decretar que a água na Cisjordânia e na faixa de Gaza era um recurso estratégico e estava sob controle militar.
      2 - INVASÕES BÁRBARAS
§  A decadência do Império Romano do Ocidente (Roma) no ano de 476 – século V, foi acelerada pela invasão de povos bárbaros que, após sucessivos ataques, conquistaram e ocuparam a Europa.   
QUEM ERAM OS BÁRBAROS?
§  Os romanos chamavam de bárbaros todos os povos que viviam fora de seu território e não tinham cultura romana (não falavam a língua romana – latim –     nem possuíam os mesmos costumes e tradições que os romanos).
§  Os diversos povos bárbaros tinham um modo de vida bem parecido entre eles.
§  Eram pastores e agricultores.
§  Não viviam em cidades, não usavam moeda, não tinham um governo organizado e não conheciam a escrita.
§  Alguns desses povos eram nômades e pouco comercializavam.
§  Francos conseguiram se estruturar e expandir seus domínios. Localize no mapa esse reino – é a França atual.
§  O apogeu desse poderoso reino foi durante o Império Carolíngio – de Carlos Magno (768-814).
 CARLOS MAGNO – UM REI BÁRBARO
§  Suas realizações lhe valeram o apelido de Magno que, em latim, quer dizer “grande”. 
§  Ao lado – o papa está coroando Carlos Magno - ano 800.
§  Carlos Magno, que era convertido ao cristianismo, tinha um sonho: reconstruir a unidade do Antigo Império Romano e, para isso, realizou uma série de conquistas militares. 
§  Submeteu diversos povos bárbaros e apoderou-se de um vasto território, ampliando o domínio dos francos.
§  As conquistas trouxeram-lhe fama, poder e estabilidade ao cotidiano dos europeus.
§  Carlos Magno procurou elevar a cultura do povo franco.
§   Ele mesmo aprendeu a ler com 35 anos de idade.
§  Fundou escolas nos mosteiros e no próprio palácio real.
§  Isso contribuiu para a preservação e a transmissão da cultura Grega e Romana, pois grande parte do conhecimento que temos hoje da literatura da Antiguidade deve-se ao trabalho de coleta e cópia desenvolvidos nessa época.
§  As bibliotecas geralmente ficavam nos mosteiros.
§  Os livros eram copiados manualmente pelos monges chamados de copistas.
§  Muitas obras da Antiguidade só chegaram até nós devido ao trabalho desses monges.
§  Os membros do clero, formava a elite cultural da Idade Média.
§  Além de seus membros serem os poucos que sabiam ler e escrever, eram praticamente os únicos a ter acesso aos livros existentes.
§  Após a morte de Carlos Magno, o Reino Franco foi dividido entre seus netos, mas entrou em decadência.
§  As principais causas foram as novas invasões dos séculos IX e X, contra a Europa.
§  A decadência da vida urbana é uma das principais marcas desse período que se inicia. 
§  A economia tornou-se estritamente agrícola:  a produção dos campos apenas dava para alimentar os servos e sustentar os senhores feudais.
  REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES

http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.ht
Resumo PDF: 
https://drive.google.com/file/d/1ECavM0zJJhDIQivyKNbdRikVjomg8mti/view?ts=5d643fdc
Slides: Áudio:

Slides: PDF:
https://drive.google.com/file/d/1WYKls_a-0go-_4fUy3PgDYMvNusp9S-s/view?ts=5d643fea
Vídeo- Aula: You Tube1- Império Bizantino
Vídeo- Aula: You Tube2 - Reinos Bárbaros
Vídeo- Aula: You Tube 3: Império Bizantino - ENEM
Vídeo- Aula: You Tube 4: Bárbaros - ENEM

sábado, agosto 24, 2019

2ª Etapa: A ECONOMIA NO BRASIL COLONIAL

Texto: Conhecimento II
Surge no alvorecer dos primeiros dias
(...)
Dentro e fora da academia
Ao seu lado se viaja o mundo inteiro
Sem que precise pegar a estrada
O que seria do mundo sem ti!
A caverna seria ainda a morada
É o grande instrumento de liberdade!
Autor: Gilberto Moura

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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 2ª A, B,C       Turno: Noturno   
A ECONOMIA  NO BRASIL COLONIAL
ü  O pau-brasil foi a primeira atividade econômica exercida no país, mas com o uso excessivo, a árvore se tornou rara.
ü  Posteriormente, foram introduzidas as culturas de algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração. Já a criação de gado ajudou o povoamento no interior do país.
ü  A economia colonial existia no intuito de satisfazer a metrópole e tinha que comprar de Portugal tudo o que era necessário para seu desenvolvimento.

ECONOMIA COLONIAL DO BRASIL – AÇÚCAR, OURO E ESCRAVIDÃO
§  Desde o seu descobrimento, a economia brasileira era comandada por Portugal, que mantinha toda a exclusividade com os negócios feitos com a colônia.
§  Com o aumento do capitalismo mercantil o Brasil começa a avançar economicamente, principalmente com as atividades de subsistência e exportação desenvolvidas no período colonial.
§  Durante algum tempo o único interesse da Coroa Portuguesa era o pau-brasil, mas na segunda metade do século XVI, começaram a ficar claros que outros interesses passavam a existir.

A ECONOMIA COLONIAL TINHA UM ÚNICO INTUITO
§  Satisfazer a metrópole além de comprar de Portugal tudo o que precisava para que fosse possível acontecer algum tipo de desenvolvimento.
§  A princípio a primeira atividade econômica do país foi o pau-brasil, mas a derrubada fora de controle deste tipo de árvore fez com que ele se tornasse raro, fazendo com que novas culturas fossem introduzidas a prática agrícola, como o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração.

PROPRIEDADE DE MONOCULTURA E O CICLO DO AÇÚCAR
§  A Chamamos de monocultura o tipo de exploração agrícola que tem como base a produção de um único tipo de produto.
§  Normalmente ela está associada ao que chamamos de latifundiários, que são os donos de grandes extensões de terras.
§  As grandes propriedades da colônia viviam da prática da monocultura, e se voltavam para a prática do mercado externo, utilizando de mão-de-obra escrava para poder suprir a demanda.
§  Essa mão-de-obra era inicialmente indígena, vindo a ser trocada pelos negros africanos posteriormente.
§  Esses latifúndios realizavam a prática do plantio da cana-de-açúcar, que também poderia ser chamada tanto de latifúndio monocultor quanto de plantation,
§  Além das plantações, esses locais possuíam instalações e equipamentos que já serviam para refinar o açúcar: moendas, caldeira, casa de purgar.
§  Sendo conhecidos como engenhos, muitas famílias passaram a morar neles para acompanhar de perto o processo de trabalho nos canaviais, além disso, os escravos eram praticamente 100% da mão de obra existente, muito pouco era o número de funcionários assalariados.
§  Eles viviam em senzalas, lugares de um só cômodo, sem nenhuma higiene ou conforto, misturados homens, mulheres e crianças, como animais.
§  Além de todo o trabalho braçal eles ainda trabalhavam na casa grande, servindo aos senhores de engenhos.
§  Como os portugueses já conheciam a prática do plantio da cana-de-açúcar, esse produto foi escolhido para ser o principal produzido no Brasil, além do que esse produto era muito aceito na Europa.
§  Como o produto era muito procurado pelos europeus, os holandeses decidiram também investir no país, instalando engenhos.
§  A partir da metade do século XVII o ciclo do açúcar no Brasil colonial começou a declinar, já que agora o país tinha fortes concorrentes, como as Antilhas, por exemplo, que por ironia do destino eram financiadas e comercializadas pelos holandeses.
§  Portugal agora buscava por uma nova forma de explorar as riquezas da colônia, foi quando no século XVIII teve início a exploração de diamantes e ouro, dando início a um novo ciclo econômico.

O Ciclo do Ouro na economia colonial
§  Logo que o açúcar deixou de ser o principal investimento brasileiro, os portugueses iniciaram pela procura de uma nova forma de exploração colonial, foi quando descobriram as primeiras minas de ouro em solo brasileiro, localizadas nas regiões onde ficam Minas Gerais e Goiás.
§  A importância dessa exploração foi tão grande para Portugal, que o governo decidiu mudar a capital, até então em Salvador, para o Rio de Janeiro, pois desta forma estariam mais próximos das minas de ouro.
§  Eles também criaram as Casas de Fundição, que cobravam impostos altíssimos de quem extraísse o ouro, o que deixava os mineiros completamente irritados.
§  Entre esses impostos se destacavam:
a)      O quinto – 20% de toda a produção do ouro deveria ir para o rei de Portugal;
b)      A derrama – A colônia tinha a obrigação de arrecadar 1.500kg de ouro por ano;
c)      A capitação – Era cobrado imposto sobre cada escravo que trabalhava nas minas.
d)      O Ciclo do ouro seguiu até o ano de 1785. A exploração e os muitos impostos cobrados não agradavam em nada a população, o que levou a muitas revoltas na época.

O Escravismo no Brasil
§  Existe um ponto quando falamos na economia colonial que não podemos deixar de citar: a Escravidão
§  Dois são os tipos de escravidão: a vermelha, que eram a dos índios, e a africana, com os negros trazidos da África.
§  Quando Martim Afonso chegou ao Brasil em sua expedição de colonização no ano de 1531 ele trouxe consigo a prática do escravismo. Ela foi marcada pelo uso de escravos do continente africano, que faziam todo o trabalho pesado e eram tratados como animais.

§  Alguns índios também foram tratados desta forma, mas por já conhecerem o território em que estavam era mais fácil fugir.
§   Eles trabalhavam na agricultura, principalmente na parte da cana-de-açúcar, e na mineração. 
§  Foram grandes contribuintes para o crescimento da economia do país.
§  Os escravos eram maltratados, chicoteados, mas mesmo assim lutavam pela sua liberdade, e essa luta levou a forma os primeiros quilombos, que eram abrigos feitos para os negros fugitivos.
§  A escravidão durou até o ano de 1888, quando a Lei Áurea aboliu todo tipo de escravidão no Brasil.
§  Os negros agora eram livres, mas ainda teriam que lhe dar com o preconceito da sociedade, que insistia em tratá-los com desdém.  
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedade
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila e e Cidadania. São Paulo: FTD, 2018, Vol. Único. História do CEESVO - Ensino Médio. , SP, 2016 (1 a 6).
3 SITES
  Resumo PDF: 
https://drive.google.com/file/d/1KtSu4Jo3pfq3akn2rhh_HwO7J4nxF7-w/view?ts=5d61c8c5
Slides: Áudio:

sábado, agosto 17, 2019

1ª Etapa: Roma Antiga - Parte II

" Surge no  alvorecer dos primeiros dias.
De forma tão imperceptível
na juventude, na maturidade, na velhice.
(...)
É o grande instrumento de liberdade!"
Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno   
AS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES OCIDENTAIS: ROMA ANTIGA
-PARTE II
§  A criação dos tribunos da plebe está ligada às lutas dos plebeus por uma maior participação e melhores condições de vida.
§  Em política 367 a.C., foi aprovada a Lei Licínia, que garantia a participação dos plebeus no Consulado (dois cônsules eram eleitos: um patrício e um plebeu).
§  Esta lei também acabou com a escravidão por dívidas (válida somente para cidadãos romanos).

FORMAÇÃO E EXPANSÃO DO IMPÉRIO ROMANO
§  Após dominar toda a península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros territórios.
§  Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os cartagineses, liderados pelo general Aníbal, nas Guerras Púnicas (século III a.C.).
§  Esta vitória foi muito importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum.
§  Após dominar Cartago, Roma ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.
§  Com as conquistas, a vida e a estrutura de Roma passaram por significativas mudanças.
§  O império romano passou a ser muito mais comercial do que agrário.
§  Povos conquistados foram escravizados ou passaram a pagar impostos para o império.
§  As províncias (regiões controladas por Roma) renderam grandes recursos para Roma.
§  A capital do Império Romano enriqueceu e a vida dos romanos mudou.
§  Principais imperadores romanos: Augusto (27 a.C. - 14 d.C.), Tibério (14-37), Calígula (37-41), Nero (54-68), Marco Aurélio (161-180), Comodus (180-192).

PÃO E CIRCO
§  Com o crescimento urbano vieram também os problemas sociais para Roma.
§  A escravidão gerou muito desemprego na zona rural, pois muitos camponeses perderam seus empregos.
§  Esta massa de desempregados migrou para as cidades romanas em busca de empregos e melhores condições de vida.
§  Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo.
§  Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão.
§  Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios (o mais famoso foi o Coliseu de Roma), onde eram distribuídos alimentos.
§  Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta.

CULTURA ROMANA      
§  A cultura romana foi muito influenciada pela cultura grega.
§  Os romanos "copiaram" muitos aspectos da arte, pintura e arquitetura grega.
§  Os balneários romanos espalharam-se pelas grandes cidades.
§  Eram locais onde os senadores e membros da aristocracia romana iam para discutirem política e ampliar seus relacionamentos pessoais.
§  A língua romana era o latim, que depois de um tempo espalhou-se pelos quatro cantos do império, dando origem na Idade Média, ao português, francês, italiano e espanhol.
§  A mitologia romana representava formas de explicação da realidade que os romanos não conseguiam explicar de forma científica.
§  Trata também da origem de seu povo e da cidade que deu origem ao império.
§  Entre os principais mitos romanos, podemos destacar: Rômulo e Remo e O rapto de Proserpina.
                                            
RELIGIÃO ROMANA                                           
§  Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses.
§  A grande parte dos deuses romanos foram retirados do panteão grego, porém os nomes originais foram mudados.
§  Muitos deuses de regiões conquistadas também foram incorporados aos cultos romanos.
§  Os deuses eram antropomórficos, ou seja, possuíam características (qualidades e defeitos) de seres humanos, além de serem representados em forma humana.
§  Além dos deuses principais, os romanos cultuavam também os deuses lares e penates.
§  Estes deuses eram cultuados dentro das casas e protegiam a família.
§  Principais deuses romanos: Júpiter, Juno, Apolo, Marte, Diana, Vênus, Ceres e Baco.

CRISE E DECADÊNCIA DO IMPÉRIO ROMANO
§  Por volta do século III, o império romano passava por uma enorme crise econômica e política.
§  A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano.
§  Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma queda na produção agrícola.
§  Na mesma proporção, caia o pagamento de tributos originados das províncias.
§  Em crise e com o exército enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos soldados, sem receber salário, deixavam suas obrigações militares.
§  Os povos germânicos, tratados como bárbaros pelos romanos, estavam forçando a penetração pelas fronteiras do norte do império.
§  No ano de 395, o imperador Teodósio resolve dividir o império em: Império Romano do Ocidente, com capital em Roma e Império Romano do Oriente (Império Bizantino), com capital em Constantinopla.
§  Em 476, chega ao fim o Império Romano do Ocidente, após a invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc.
§  Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.

LEGADO ROMANO
§  Muitos aspectos culturais, científicos, artísticos e linguísticos romanos chegaram até os dias de hoje, enriquecendo a cultura ocidental.
§  Podemos destacar como exemplos deste legado: o Direito Romano, técnicas de arquitetura, línguas latinas originárias do Latim (Português, Francês, Espanhol e Italiano), técnicas de artes plásticas, filosofia e literatura.

REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
http://www.suapesquisa.com/imperioromano/sociedade_romana.htm

Resumo PDF: 

Slides: PDF:
Vídeo- Aula: You Tube1: Pão e Circo.

Vídeo_ Aula: You Tube 2, A sociedade na Roma Antiga.
Vídeo_ Aula: You Tube 3, A  Cultura na Roma Antiga.
Vídeo_ Aula: You Tube 4, Religião na Roma Antiga.
Vídeo _Aula: You  Tube 5, A Queda do Império Romano.
Vídeo_ Aula: You Tube 6, O Legado Romano.
Vídeo_Aula: You Tube 7, Roma Antiga  (Resumo ENEM).
Tarefas:
a) Cópia.
b) Questões.