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"Faça o teu melhor, na condição que você tem, enquanto você não tem condições melhores, para fazer melhor ainda!" [Mario Sergio Cortella]
(Prof. Gilberto Moura) |
CE CRUZEIRO DO SUL
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Professor: Gilberto
Moura
Período.
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2º
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Disciplina: História
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Ano: 2019
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Etapa: 2ª A, B, C Turno: Noturno
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Aula:
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O PERÍODO PRÉ-COLONIAL NO BRASIL
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A primeira fase da história brasileira, após a
chegada dos portugueses no ano de 1500, foi assinalada pelo grande desinteresse
do governo de Lisboa pela nova terra recém- descoberta, na medida em que as
atenções do Estado estavam voltadas para a formação do Império Colonial
português nas índias Orientais (Ásia).
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Em termos econômicos, procurando tirar proveito da
terra brasileira, os portugueses estabeleceram a exploração do pau‑brasil, que
foi desenvolvida basicamente por companhias particulares.
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Essas empresas coloniais, com a permissão do rei
português, estabeleceram apenas feitorias
ao longo do nosso litoral.
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Essas feitorias eram entrepostos comerciais
improvisados, que se situaram em algumas localidades do litoral, onde ficavam
alguns portugueses responsáveis por adquirir e comercializar o pau-brasil.
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Também, interessados nesta prática extrativista,
houve a penetração de contrabandistas franceses, que tentaram se estabelecer em
localidades da costa brasileira.
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Chegaram também a instalar diversas feitorias,
notadamente no litoral do Nordeste e Rio de Janeiro.
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O abandono da nova terra do Brasil só não foi
maior devido a presença de expedições
exploradoras (ou de reconhecimento)
e guarda‑costas (militares).
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Entre as expedições exploradoras destaca‑se a de
1501, comandada por Gaspar de Lemos e contando com a participação do piloto
italiano Américo Vespúcio, que foi o
primeiro europeu a traçar um mapa de uma porção do continente americano, que
acabou sendo batizado com o seu nome, "América".
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A expedição fez o reconhecimento do litoral,
traçando mapas e dando denominações aos acidentes geográficos.
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A outra expedição foi a de Gonçalo Coelho, que
aqui esteve em 1503, já interessado na extração e exportação do pau-brasil para
a Europa.
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Entre as expedições guarda‑costas destacaram‑se a
de 1516, que aqui permaneceu até 1519, e a de 1526, que se prolongaram até
1528, ambas comandadas por Cristóvão Jacques, que fez tentativas de afastar a
presença francesa inimiga.
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Em face do relativo fracasso de tal intenção e diante
da ameaça de Portugal vir a perder a terra para outras nações concorrentes, o
rei D. João III, também conhecido como "o colonizador", iniciou na
década de 1530 o início da colonização do Brasil, organizando expedições com o
propósito de assegurar as novas posses territoriais de Portugal.
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A fase mais intensa de exploração do pau‑brasil
foi a do Período Pré‑Colonial, ou
seja, o período anterior ao início da colonização do Brasil pelos portugueses,
entre 1500 e 1530, até meados do século XVI.
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O pau‑brasil parecia ser a única riqueza
importante oferecida pelas descobertas americanas de Portugal.
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A árvore, que fornecia a procurada madeira,
abundava nas ricas florestas atlânticas, do Rio de Janeiro ao Rio Grande do
Norte.
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Essa madeira, com alto valor no mercado europeu,
servia como matéria-prima para a fabricação de tinta vermelha para tingir
tecidos, para fazer móveis, navios, etc...
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O pau‑brasil era considerado um monopólio da Coroa
(estanco).
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A exploração foi basicamente realizada pelo
sistema de arrendamento, através de contratos entre o Estado português e
companhias particulares, que pagavam ao primeiro o quinto (um imposto
equivalente a quinta parte das riquezas adquiridas).
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Posteriormente a exploração passou a ser feita
mediante a prévia autorização fornecida pelo governador‑geral, que
representava a Coroa portuguesa no Brasil.
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O primeiro contrato foi assinado em 1502 pela
Companhia de Fernando de Noronha.
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Nesta atividade extrativista, extremamente
predatória e itinerante, a
mão-de-obra utilizada era livre e se limitava aos elementos indígenas, com os
quais as companhias faziam o escambo
(comércio de troca), onde eram
oferecidos pelos portugueses aos nativos diversos produtos manufaturados,
trazidos da Europa, como espelhos, tecidos, contas de colares, anzóis,
ferramentas, facões, machados e outros artigos mais, em troca da madeira que os
índios cortavam no meio da mata.
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Os portugueses, que viviam nas feitorias, e que
participavam do comércio do pau‑brasil passaram a ser conhecidos pelo nome de "brasileiros".
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A exploração econômica do pau‑brasil, portanto,
não chegou a provocar o povoamento da terra.Famílias europeias não migraram
para o Brasil, durante o período pré-colonial.
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A colonização portuguesa só foi iniciada a partir
de 1530 com a divisão do Brasil em "capitanias
hereditárias".
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E esse fato só se deu em função do desenvolvimento
da atividade agrícola vinculada à cana‑de‑açúcar, que naquele momento era um
produto de alto valor no mercado europeu.
REFERÊNCIA:
BOULOUS. Alfredo. História, Sociedad
SOUZA, Denice Nunes de,
et al. Apostila e e Cidadania. São
Paulo: FTD, 2018, Vol.Único. História
do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
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