quarta-feira, fevereiro 12, 2020

Aula de abertura: O valioso tempo d'agora.

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CE CRUZEIRO DO SUL

Professor: Gilberto Moura
AULA EXTRA                                                               1º Período.


Disciplina: História                                                  Ano: 2020
Etapa: 1º & 2ª                                                         Turno: Turno: Noturno



Valioso tempo d’agora
"Tempo, senhor de toda criação, construção, destruição e reconstrução!"
(Prof. Gilberto Moura)
Oração Ao Tempo (Maria Gadú)
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os ritmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que eu te digo
Tempo tempo tempo tempo
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo.
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo
O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e migo
Tempo tempo tempo tempo
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo
E
(Os cinco poemas de mais sucesso declamados por Antônio Abujamra)
Tratado geral das grandezas do ínfimo’, de Manoel de Barros
“A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realida
de.
Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado.
Sou fraco para elogios.”

O valioso tempo dos maduros’, Mário de Andrade
Como Abujamra adaptou este poema, nós colocamos abaixo tanto a versão original quanto a alterada.
Original:
“Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos
tentando destruir quem eles admiram cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário
geral do coral. As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos?
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa?
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!”

ADAPTAÇÃO:
“Contei meus anos e descobri que tenho menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro. Então, já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero reuniões em que desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos cobiçando o lugar de quem eles admiram.
Já não tenho tempo para conversas inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas idosas, mas ainda imaturas.
Detesto pessoas que não debatem conteúdos, mas apenas rótulos!
Quero viver ao lado de gente que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Quero caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
Apenas o essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!”

‘Esquece o Futuro’, de Michel de Montaigne
"Esquece o futuro... Ele não te pertence!
O presente te basta!
Mas é preciso ser rápido, quando ele é mau presente.
E andar devagar quando se trata de saboreá-lo.
Expressões como: ‘passar o tempo’ espelham bem a maneira de viver dessa gente prudente, que imagina não haver coisa melhor para fazer da vida.
Deixam passar o presente, esquivam-se, ignoram o presente Como se estar vivo posse uma coisa desprezível.
Porque a natureza nos deu a vida em condições tão favoráveis que só mesmo por nossa culpa ela poderia se tornar pesada e inútil!"

‘Não quero muitas e nem poucas palavras’, de Aline Binns
“Não quero muitas e nem poucas palavras.
Não quero definições e nem quero sentenças.
Quero apenas caminhar com sede
E ouvir-me silenciosamente, enquanto atravesso essa vida em tumulto.
Esse alarde, essa insana busca de tudo, para o nada que preciso.”

‘Arte de Amar’, de Manuel Bandeira
“Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.”

A FORMAÇÃO DO ALUNADO EJA (EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS)
1.1 Paulo Freire, o Patrono da Educação Brasileira
ü  O professor, pedagogo e filósofo Paulo Freire (1921 - 1997) é o nome brasileiro de maior peso quando se fala em educação. Seu legado para a pedagogia e prática educacional mundial lhe rendeu incontáveis honrarias, prêmios, e referências no meio acadêmico.
ü  O educador Paulo Freire figura entre as personalidades brasileiras mais homenageadas da história, com grau honorário de doutor em universidades europeias, africanas e americanas, prêmios da UNESCO e um reconhecimento incomparável na sua atuação pela educação, especialmente a popular. Afirma, que:

“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”

“Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje (...). Temos de saber o que fomos, para saber o que seremos.”

“Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

“Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes.”

“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria.”

CONHECIMENTO,
“Conhecimento,
O interior faz caminho
Gira rumo de sabedora,
O exterior têm aventura
Vira mira de aprendizagem.”
Prof. Gilberto Moura

1.2 O Alunado da EJA
ü  São informações importantes para que se possa compreender a interpretação do aluno da EJA sobre esses aspectos e como essa interpretação irá orientar a sua conduta.
ü  A estética enquanto fenômeno perceptivo e interativo faz a passagem entre indivíduo e conhecimento, orienta o sentido das formulações práticas e teóricas sob o critério da sensibilidade, é mediadora entre o imaginário individual e o imaginário social.
ü  Paulo Freire (2006) aponta outro aspecto inerente à educação estética: a curiosidade estética. Ele a define como uma espécie de abertura à compreensão do que se acha na órbita da sensibilidade do ser desafiado

Há outra forma curiosa de nos entregarmos gostosamente ao desafio. Trata-se da curiosidade estética. Ela me faz parar para admirar o pôr-do-sol. É o que me detém, perdido na contemplação da rapidez e elegância com que se movem as nuvens no fundo azul do céu. É o que me emociona em face da obra de arte que me centra na boniteza (Paulo Freire)

DIMENSÃO ESTÉTICA DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)
ü  A estética encontra-se na base do conhecimento humano, ela é parte essencial do processo de ensino e de aprendizagem.
ü  O ato de conhecer nos impele a procurar por uma ordem íntima nas coisas, a estabelecer relações que produzam sentidos, que originem uma verdade. Ao conquistarmos essa verdade, essa justeza que acalma nossas inquietações diante do desconhecido, encontramos beleza.
ü   A busca pela beleza está na essência do ensinar e do aprender, independente da natureza dos conteúdos que separam as áreas do conhecimento humano.
ü  Uma Educação Estética para jovens e adultos pressupõe que na relação entre professor e aluno haja espaço para o sensível, requer o tratamento dos conteúdos escolares por meio de abordagens estéticas: aprendizagens fundadas na experiência, que impulsionem o sujeito a conduzir o mundo para dentro de si – um dos significados da palavra grega aisthèsis

Seja medidor de Conhecimento
“Gere a orbe essência
Ora constitua a atuação
Que germine-se coisa d’ontem.

Esteja registrador de aprendizagem.
Vira o mundo interior
Vez avizinhar-se da ação
Que abrolhe-se algo d’presente.

Fique medidor de informação
Conduz a orbe essencial
Ora abeira de preleção
Que singre-se via d’agora.

Continue registrador de sabedoria
Gira o mundo exterior
Vez achegar de lição
Que instrui-se melhor vida.”
(Prof. Gilberto Moura)

CONCEITO DE HISTÓRIA:
ü  A história é uma ciência que estuda a vida do ser humano através do tempo.
ü  Aprender História é essencial para formar indivíduos com senso crítico em relação ao mundo no qual estão inseridos.
ü  Segundo Marc Bloch, a história tem por objeto o homem e por isso ela é a ciência que estuda o ser humano no tempo.
ü  O tempo é o plasma que envolve os fenômenos como lugar de sua inteligibilidade (...) que entendemos os fatos históricos, pois somente o contexto pode nos auxiliar a compreender os acontecimentos.

O PARADIGMA (MODELO):
ü   O tempo é contínuo, mas está em eterna mudança;
POR QUE ESTARIA O TEMPO EM MUDANÇA?
ü  Porque novos acontecimentos no presente transformam as sociedades e contribuem para que mudemos nossa forma de compreender o passado.
TEMPO CRONOLÓGICO
ü  É aquele que pode ser contado, agrupado em dias, semanas, meses, anos, décadas, séculos e milênios.
ü  É o tempo registrado nos calendários.
TEMPO HISTÓRICO
ü  Tem como agentes os grupos humanos, os quais provocam as mudanças sociais, ao mesmo tempo em que são modificados por elas.
ü  É o modo como cada grupo ou sociedade vivencia, percebe e organiza o seu tempo cronológico, ou seja, o modo de vida varia muito de uma sociedade para outra, cada uma tem sua organização social e econômica; seus membros tem mentalidade e visão de mundo próprias, criadas, desenvolvidas e modificadas ao longo de sua história.
ü  Portanto, embora o tempo passe igualmente para todo o mundo, nem todos passam pelo tempo da mesma forma.

A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA
“A história é um profeta com o olhar voltado para trás. Pelo que foi e contra o que foi e anuncia o que será." (Eduardo Galeano)
ü  A História, contudo, tem dentro de si várias Histórias. Ela é plural tanto pela diversidade das perspectivas, a partir das quais é produzida, quanto pela riqueza dos temas que aborda.
ü  A História pode ser política, econômica, religiosa, das idéias, das mentalidades, dos costumes, da cultura, do cotidiano, das relações internacionais, das regiões, dos municípios, do mundo, antiga, medieval, moderna, contemporânea e Pós-Moderna.

OBJETIVOS DA HISTÓRIA:
“O objetivo da História é por natureza o ser humano” (Marc Bloch)
ü  História é uma das formas em que as sociedades interrogam criticamente a si mesmas. Cada época faz a trajetória temporal dos homens as perguntas e solicitações que suas próprias realidades e necessidades sugerem.
ü  A busca de respostas às nossas inquietações, aos dilemas políticos e pedagógicos tem um alvo: a educação escolar. A escola, como lugar social, local de trabalho, espaço de conflitos, de formas culturais de resistência, exerce, um papel fundamental na formação da consciência histórica dos cidadãos. A História e o seu ensino são, fundamentalmente, formativos

PASSADO E PRESENTE
ü  O presente estaria ligado em cadeia ao passado (p. 60); Isso porque o presente é resultado dos acontecimentos do passado;
ü  A fronteira entre passado e presente é um movimento constante – essa fronteira se move de acordo com a compreensão humana do passado.
ü  Os sentimentos influem na análise independente da distância temporal (p. 61) – pois, toda a leitura do passado, ou seja, o estudo do historiador é motivado por interesses e por sua própria vivência, assim seu processo de interpretação do passado é influenciado por seus sentimentos e escolhas;
ü  O presente se explica pelo passado.


O ESTUDO PARA MUDANÇA DOS HOMENS NA DURAÇÃO DO TEMPO A PARTIR DE DOIS EIXOS
ü  As causas da mudança: são todos os acontecimentos que podem ter influído desenvolveram no desenvolvimento do fato histórico;
ü  As consequências da mudança:  são os acontecimentos que se em decorrência do fato histórico.

FONTES HISTÓRICAS
ü  São documentos que, através de seus sinais e interpretação, permitem que o historiador possa reconstruir e recontar a história

O PAPEL DA DISCIPLINA HISTÓRIA
ü  O ensino de História é fundamental para e na formação social do indivíduo e de uma nação, sobretudo porque pode possibilitar a este indivíduo a percepção dele como sujeito e agente da História ao aprender, analisar e refletir sobre as relações dos diferentes grupos humanos em tempos e espaços diversos.

TEMOS O NOSSO PRÓPRIO TEMPO

Tempo Perdido (Legião Urbana)
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo

Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder

Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo

Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens

Tão Jovens! Tão Jovens!
Prof. Gilberto Moura)

REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denise Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
file:///C:/Users/giluf/Downloads/154-1010-1-PB%20(1).pdf


Vídeo- Aula: You Tube1: Oração ao tempo - Maria Gadú

Vídeo- Aula: You Tube 2: O temp é agora.
Vídeo- Aula: You Tube 3: O que é História e tempo.

Vídeo- Aula: You Tube ENEM: 
Prof. Gilberto Moura.


Tarefas:
a) Cópia:

b) Questões:
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