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Prof.Gilberto Moura ****************************************************************************************************************************** ********************************************************************************************************************************** |
Centro Educacional Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B Turno: Noturno 3º Período.
Tarefas:
1ª ETAPA A, B
A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE
MÉDIA (PARTE II)
CRESCIMENTO
DEMOGRÁFICO
§ A partir do século X, o aumento considerável do número
de pessoas foi um fator decisivo para que surgisse uma nova classe social
interessada sobretudo, no comércio: a burguesia.
§ A classe burguesa, formada por artesões, mercadores,
banqueiros e donos de companhias de comércio, eram habitantes das antigas
cidades medievais fortificadas, denominadas de burgos.
§ Com isso, o poder da nobreza, dos senhores feudais e
do clero também entram em declínio.
§ Diante desse sistema, ficou difícil suprir as diversas
necessidade da população (alimentação, moradia, saúde, etc.) que praticamente
duplicou nos séculos seguintes.
§ Essa explosão demográfica gerou uma população
marginal, sem emprego e sem terras.
§ A partir do século XV o renascimento urbano e
comercial propiciou o aumento e a estabilidade da população.
REVOLUÇÃO BURGUESA
§ Com o surgimento da burguesia, muitas pessoas fugiam
dos feudos (êxodo rural) para as cidades em busca de melhores condições.
§ O surgimento da moeda, o desenvolvimento das cidades
medievais e da intensificação das atividades comerciais, foram essenciais para
que o sistema feudal entrasse em declínio.
§ A nova classe social que surgia aspirava contra o
absolutismo, almejando independência e propondo uma nova economia, baseada no
sistema capitalista (burguesia mercantil).
§ Além disso, a burguesia lutava pelo enriquecimento e
pela mobilidade social, sistema desconhecido na sociedade feudal.
A PESTE NEGRA
§ Um dos fatores que assolaram a população na Idade
Média, foi a epidemia da peste negra (ou peste bubônica), que matou milhões de
pessoas a partir do século XIV, ou seja, cerca de um terço da população
europeia.
§ Entre 1346 e 1353, a falta de higiene e de condições
favoráveis de vida foram determinantes para que a peste atingisse grande parte
da população.
§ Assim, a diminuição da mão- de-obra caiu
drasticamente, revelando um pouco da crise feudal que se iniciava.
§ A população vivia em condições precárias de habitação
e higiene, o que fez com que o vírus da peste, que se alojava nas pulgas dos
ratos, se proliferasse drasticamente.
§ Isso implicou principalmente, na maior opressão e
exploração dos poucos servos que ainda trabalhavam nos feudos, o que deixou
cada vez mais a população descontente, levando a diversas revoltas camponesas,
das quais se destacam:
a)
A Jacquerie ou
revolta dos Jacques:
ü Foi uma insurreição camponesa que teve lugar no Norte
de França, entre 28 de maio e 9 de julho de 1358 - durante a Guerra dos Cem
Anos.
ü Jacques Bonhomme, de conotação paternalista, que
designava genericamente um camponês e que posteriormente foi usada
pejorativamente, equivalendo a "joão-ninguém".
ü A revolta iniciou-se de forma espontânea, refletindo a
sensação de desespero em que viviam as camadas mais pobres da sociedade, depois
da Peste Negra, numa altura em que a França se encontrava num vazio de poder e
à mercê das companhias livres, bandos de mercenários renegados que vagueavam
pelo país.
ü As elites acabaram por esmagar a revolta em menos de
um mês, matando, no processo, cerca de vinte mil homens, o que viria a
contribuir para o agravamento do problema demográfico do país.
b)
A Revolta Camponesa de 1381.
ü Foi uma das numerosas revoltas populares da Baixa
Idade Média, na Europa, e um dos principais eventos da História da Inglaterra,
sob o feudalismo.
ü Marca o começo do fim da servidão no país, com a luta
por reformas e pelos direitos dos servos.
ü Também conhecida como rebelião de Tyler, teve lugar
durante a Guerra dos Cem Anos e não foi apenas a insurreição mais amplamente
difundida e radical da história inglesa, como também a mais bem documentada
rebelião popular da Idade Média.
ü Os nomes dos seus principais líderes - John Ball, Wat
Tyler e Jack Straw - ainda são lembrados embora pouco se saiba sobre eles.
ü A revolta foi desencadeada em parte devido à
introdução de um imposto pago por cabeça (poll tax) de um xelim por adulto,
introduzido em 1377 como forma de financiar as campanhas militares no
continente - uma continuação da Guerra dos cem anos, travada por Eduardo III.
ü Paralelamente aos aspectos materiais em disputa,
existia uma questão ideológica e religiosa: alguns pregadores lollardos estavam
ligados à revolta.
AS CRUZADAS
§ Uma série de expedições de caráter religioso,
econômico e militares organizadas pela Igreja, que o comércio se intensificou e
o renascimento comercial surgiu na Europa.
§ As comercializações de produtos com o Oriente a partir
da abertura do mar mediterrâneo foi um fator determinante para a queda do
sistema feudal, com o aumento das rotas comerciais.
§ Ainda que do ponto de vista religioso elas não tenham
atingido muitos objetivos, as Cruzadas favoreceram o desenvolvimento comercial,
pondo fim a dominação árabe no Mar Mediterrâneo.
§ A Igreja não era a única interessada no êxito dessas
expedições: a nobreza feudal tinha interesse na conquista de novas terras;
cidades mercantilistas como Veneza e Gênova.
§ Deslumbravam com a possibilidade de ampliar seus
negócios até o Oriente e todos estavam interessados nas especiarias orientais,
pelo seu alto valor, como: pimenta-do-reino, cravo, noz-moscada, canela e
outros.
§ Movidas pela fé e pela ambição, entre os séculos XI e
XIII, partiram para o Oriente oito Cruzadas.
a) A primeira
(1096 – 1099):
ü Não tinha participação de nenhum rei.
ü Formada por cavaleiros da nobreza, em julho de 1099,
tomaram Jerusalém.
b)
A segunda (1147 –
1149):
ü Fracassou em razão das discordâncias entre seus
líderes Luís VII, da França, e Conrado III, do Sacro Império.
ü Em 1189, Jerusalém foi retomada pelo sultão muçulmano
Saladino.
c)
A terceira
cruzada (1189 – 1192):
ü Conhecida como “Cruzada dos Reis”, contou com a
participação do rei inglês Ricardo Coração de Leão, do rei francês Filipe
Augusto e do rei Frederico Barbarruiva, do Sacro Império.
ü Nessa cruzada foi firmado um acordo de paz entre
Ricardo e Saladino, autorizando os cristãos a fazerem peregrinações a
Jerusalém.
d) A quarta cruzada (1202 – 1204):
ü Foi financiada pelos venezianos, interessados nas
relações comerciais.
e)
A quinta (1217 –
1221):
ü Liderada por João de Brienne, fracassou ao ficar
isolada pelas enchentes do Rio Nilo, no Egito.
f)
A sexta (1228 –
1229)
ü Ficou marcada por ter retomado Jerusalém, Belém e
Nazaré, cidades invadidas pelos turcos.
g)
A sétima (1248 –
1250):
ü Foi comandada pelo rei francês Luís IX e pretendia,
novamente, tomar Jerusalém, mais uma vez retomada pelos turcos.
h)
A oitava cruzada
(1270)
ü Última cruzada foi um fracasso total.
ü Os cristãos não criaram raízes entre a população local
e sucumbiram.
§ As Cruzadas não conseguiram seus principais objetivos,
mas tiveram outras consequências como o enfraquecimento da aristocracia feudal,
o fortalecimento do poder real, a expansão do mercado e o enriquecimento do
Oriente.
RENASCIMENTO:
§ Com novas descobertas e mudanças nos âmbitos
religioso, comercial, urbano, cultural, artístico e científico, surge no século
XV na Itália, o Renascimento: movimento artístico, filosófico e cultural que
permitiu a mudança de mentalidades na sociedade europeia.
§ Com ele, o antropocentrismo humanista, deu lugar ao
teocentrismo que dominava a vida da população na Idade Média, junto ao poder da
Igreja, a qual participava inteiramente da vida dos cidadãos.
§ O renascimento comercial favoreceu as trocas
comerciais, aumentando a economia e gerando o sistema capitalista.
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS
JÚNIOR, Alfredo. História Geral:
Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS,
Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio).
Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F.
Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila
História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
https://www.indavoula.com.br/cur
Resumo PDF:
https://drive.google.com/file/d/19_jZR-gx1y26xqD-oxlS7hxnCgQ60yQw/view?ts=5d93b780
Slides: PDF:
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Vídeo: Slides
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Vídeo- Aula: You Tube 4:
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