terça-feira, outubro 01, 2019

1ª Etapa: A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE MÉDIA (PARTE II)

Prof.Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.

1ª  ETAPA A, B

A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE MÉDIA (PARTE II)
 CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO
§  A partir do século X, o aumento considerável do número de pessoas foi um fator decisivo para que surgisse uma nova classe social interessada sobretudo, no comércio: a burguesia.
§  A classe burguesa, formada por artesões, mercadores, banqueiros e donos de companhias de comércio, eram habitantes das antigas cidades medievais fortificadas, denominadas de burgos.
§  Com isso, o poder da nobreza, dos senhores feudais e do clero também entram em declínio.
§  Diante desse sistema, ficou difícil suprir as diversas necessidade da população (alimentação, moradia, saúde, etc.) que praticamente duplicou nos séculos seguintes.
§  Essa explosão demográfica gerou uma população marginal, sem emprego e sem terras.
§  A partir do século XV o renascimento urbano e comercial propiciou o aumento e a estabilidade da população.

REVOLUÇÃO BURGUESA
§  Com o surgimento da burguesia, muitas pessoas fugiam dos feudos (êxodo rural) para as cidades em busca de melhores condições.
§  O surgimento da moeda, o desenvolvimento das cidades medievais e da intensificação das atividades comerciais, foram essenciais para que o sistema feudal entrasse em declínio.
§  A nova classe social que surgia aspirava contra o absolutismo, almejando independência e propondo uma nova economia, baseada no sistema capitalista (burguesia mercantil).
§  Além disso, a burguesia lutava pelo enriquecimento e pela mobilidade social, sistema desconhecido na sociedade feudal.

A PESTE NEGRA
§  Um dos fatores que assolaram a população na Idade Média, foi a epidemia da peste negra (ou peste bubônica), que matou milhões de pessoas a partir do século XIV, ou seja, cerca de um terço da população europeia.
§  Entre 1346 e 1353, a falta de higiene e de condições favoráveis de vida foram determinantes para que a peste atingisse grande parte da população.
§  Assim, a diminuição da mão- de-obra caiu drasticamente, revelando um pouco da crise feudal que se iniciava.
§  A população vivia em condições precárias de habitação e higiene, o que fez com que o vírus da peste, que se alojava nas pulgas dos ratos, se proliferasse drasticamente.
§  Isso implicou principalmente, na maior opressão e exploração dos poucos servos que ainda trabalhavam nos feudos, o que deixou cada vez mais a população descontente, levando a diversas revoltas camponesas, das quais se destacam:
a)      A Jacquerie ou revolta dos Jacques:
ü  Foi uma insurreição camponesa que teve lugar no Norte de França, entre 28 de maio e 9 de julho de 1358 - durante a Guerra dos Cem Anos.
ü  Jacques Bonhomme, de conotação paternalista, que designava genericamente um camponês e que posteriormente foi usada pejorativamente, equivalendo a "joão-ninguém".
ü  A revolta iniciou-se de forma espontânea, refletindo a sensação de desespero em que viviam as camadas mais pobres da sociedade, depois da Peste Negra, numa altura em que a França se encontrava num vazio de poder e à mercê das companhias livres, bandos de mercenários renegados que vagueavam pelo país.
ü  As elites acabaram por esmagar a revolta em menos de um mês, matando, no processo, cerca de vinte mil homens, o que viria a contribuir para o agravamento do problema demográfico do país.

b)    A Revolta Camponesa de 1381.
ü  Foi uma das numerosas revoltas populares da Baixa Idade Média, na Europa, e um dos principais eventos da História da Inglaterra, sob o feudalismo.
ü  Marca o começo do fim da servidão no país, com a luta por reformas e pelos direitos dos servos.
ü  Também conhecida como rebelião de Tyler, teve lugar durante a Guerra dos Cem Anos e não foi apenas a insurreição mais amplamente difundida e radical da história inglesa, como também a mais bem documentada rebelião popular da Idade Média.
ü  Os nomes dos seus principais líderes - John Ball, Wat Tyler e Jack Straw - ainda são lembrados embora pouco se saiba sobre eles.
ü  A revolta foi desencadeada em parte devido à introdução de um imposto pago por cabeça (poll tax) de um xelim por adulto, introduzido em 1377 como forma de financiar as campanhas militares no continente - uma continuação da Guerra dos cem anos, travada por Eduardo III.
ü  Paralelamente aos aspectos materiais em disputa, existia uma questão ideológica e religiosa: alguns pregadores lollardos estavam ligados à revolta.

AS CRUZADAS
§  Uma série de expedições de caráter religioso, econômico e militares organizadas pela Igreja, que o comércio se intensificou e o renascimento comercial surgiu na Europa.
§  As comercializações de produtos com o Oriente a partir da abertura do mar mediterrâneo foi um fator determinante para a queda do sistema feudal, com o aumento das rotas comerciais.
§  Ainda que do ponto de vista religioso elas não tenham atingido muitos objetivos, as Cruzadas favoreceram o desenvolvimento comercial, pondo fim a dominação árabe no Mar Mediterrâneo.
§  A Igreja não era a única interessada no êxito dessas expedições: a nobreza feudal tinha interesse na conquista de novas terras; cidades mercantilistas como Veneza e Gênova.
§  Deslumbravam com a possibilidade de ampliar seus negócios até o Oriente e todos estavam interessados nas especiarias orientais, pelo seu alto valor, como: pimenta-do-reino, cravo, noz-moscada, canela e outros.
§  Movidas pela fé e pela ambição, entre os séculos XI e XIII, partiram para o Oriente oito Cruzadas.
a)    A primeira (1096 – 1099):
ü  Não tinha participação de nenhum rei.
ü  Formada por cavaleiros da nobreza, em julho de 1099, tomaram Jerusalém.
b)   A segunda (1147 – 1149):
ü  Fracassou em razão das discordâncias entre seus líderes Luís VII, da França, e Conrado III, do Sacro Império.
ü  Em 1189, Jerusalém foi retomada pelo sultão muçulmano Saladino.

c)    A terceira cruzada (1189 – 1192):
ü  Conhecida como “Cruzada dos Reis”, contou com a participação do rei inglês Ricardo Coração de Leão, do rei francês Filipe Augusto e do rei Frederico Barbarruiva, do Sacro Império.
ü  Nessa cruzada foi firmado um acordo de paz entre Ricardo e Saladino, autorizando os cristãos a fazerem peregrinações a Jerusalém.
d)   A quarta cruzada (1202 – 1204):
ü  Foi financiada pelos venezianos, interessados nas relações comerciais.
e)        A quinta (1217 – 1221):
ü  Liderada por João de Brienne, fracassou ao ficar isolada pelas enchentes do Rio Nilo, no Egito.
f)                   A sexta (1228 – 1229)
ü  Ficou marcada por ter retomado Jerusalém, Belém e Nazaré, cidades invadidas pelos turcos.
g)             A sétima (1248 – 1250):
ü  Foi comandada pelo rei francês Luís IX e pretendia, novamente, tomar Jerusalém, mais uma vez retomada pelos turcos.
h)                 A oitava cruzada (1270)
ü  Última cruzada foi um fracasso total.
ü  Os cristãos não criaram raízes entre a população local e sucumbiram.
§  As Cruzadas não conseguiram seus principais objetivos, mas tiveram outras consequências como o enfraquecimento da aristocracia feudal, o fortalecimento do poder real, a expansão do mercado e o enriquecimento do Oriente.
RENASCIMENTO:
§  Com novas descobertas e mudanças nos âmbitos religioso, comercial, urbano, cultural, artístico e científico, surge no século XV na Itália, o Renascimento: movimento artístico, filosófico e cultural que permitiu a mudança de mentalidades na sociedade europeia.
§  Com ele, o antropocentrismo humanista, deu lugar ao teocentrismo que dominava a vida da população na Idade Média, junto ao poder da Igreja, a qual participava inteiramente da vida dos cidadãos.
§  O renascimento comercial favoreceu as trocas comerciais, aumentando a economia e gerando o sistema capitalista.

REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
https://www.indavoula.com.br/cur

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