sexta-feira, janeiro 24, 2020

2ª Etapa: Período Regencial (Recuperação Final)


CE CRUZEIRO DO SUL

Professor: Gilberto Moura
Recuperação Final

Disciplina: História
Ano: 2020

Turno Noturno 
Etapa: 2ª A, B                

Aula:

PERÍODO REGENCIAL (1831 a 1840)
§  O Período Regencial aconteceu entre 1831 e 1840 no Brasil. Foi um período intermediário necessário até que o príncipe tivesse idade para ser coroado imperador do Brasil.
§  Período Regencial é como conhecemos o período intermediário que existiu entre o Primeiro e o Segundo Reinado. Estendeu-se de 1831 a 1840 e foi iniciado após o imperador D. Pedro I ter abdicado do trono em favor de seu filho no ano de 1831.
§  Foi encerrado em 1840 com o que ficou conhecido como Golpe da Maioridade, que garantiu a coroação de D. Pedro II como imperador do Brasil.
 CONTEXTO HISTÓRICO
§  O Período Regencial resultou diretamente da maneira como terminou o Primeiro Reinado (época em que o Brasil foi governado por D. Pedro I).
§  O Primeiro Reinado ficou marcado pelo autoritarismo do imperador e pelos crescentes confrontos entre brasileiros e portugueses.
§  As tensões e as pressões existentes fizeram o imperador abdicar do trono brasileiro em abril de 1831.
§  Quando D. Pedro I abdicou do trono, o sucessor naturalmente era seu filho, Pedro de Alcântara.
§  Todavia, o príncipe do Brasil possuía apenas cinco anos e, por lei, não poderia ser coroado imperador do Brasil até que completasse a maioridade, que só seria alcançada quando obtivesse 18 anos.
§  Assim, a saída legal existente e que constava na Constituição de 1824 era a de fazer um período de transição em que o país seria governado por regentes.
§  Esse período deveria ter acontecido até 1844, quando Pedro de Alcântara completaria 18 anos, mas seu fim foi antecipado para 1840 por meio de um golpe parlamentar.
  FASES DO PERÍODO REGENCIAL
§  O Período Regencial teve uma duração razoavelmente curta (apenas nove anos).
§  De toda forma, ao longo desse período, o Brasil possuiu quatro regências diferentes, as quais podem ser utilizadas como marcos divisórios do Período Regencial. Os quatro períodos foram:
a)      Regência Trina Provisória: de abril a junho de 1831.
ü   Assumiu o governo uma regência trina provisória, uma vez que o legislativo não estava reunido no momento da abdicação de D. Pedro I.
ü   Os membros dessa regência eram Lima e Silva, Carneiro Campos e o Senador Vergueiro.
ü   De início, os regentes decidiram pela suspensão do poder moderador.
 b)        Regência Trina Permanente (1831-1835)
ü  Após reunião do legislativo foi eleita então a Regência trina Permanente, composta por Lima e Silva, Bráulio Muniz e Carvalho Costa.
ü  Destaca-se deste período, o ministro da justiça, Padre Feijó, responsável pela criação da Guarda Nacional, do Código do Processo Criminal e do Ato Adicional.
 c)        Regência Una de Feijó (1835-1887).
ü  Oposição dos regressistas.
ü  Eclosão de Revoltas regenciais.
ü  Renúncia de Feijó.
 d)       Regência Una de Araújo Lima (1837-1840):
ü  Centralização do poder.
ü  Lei Interpretativa do Ato Adicional (1840) – reduz poder das províncias / enfraquece assembleias provinciais.
ü  Liberais: Golpe da maioridade

POLÍTICA NO PERÍODO REGENCIAL
§   Ficou marcado pela intensa movimentação política que acontecia no país.
§   O debate político nesse período foi bastante acalorado e girava em torno de três grupos políticos, que gradativamente se transformaram nos dois partidos políticos do Segundo Reinado.
§   No caso do Período Regencial, os principais grupos políticos eram:
a)    Liberais moderados:
ü  Em geral, eram monarquistas que defendiam a limitação do poder do imperador.
ü  Defendiam uma monarquia constitucional no país e tinham no padre Feijó o seu maior representante.
b)        Liberais exaltados:
ü  Eram defensores abertos do federalismo, isto é, de ampliar a autonomia das províncias brasileiras.
ü  Alguns dos exaltados eram defensores da república, e o nome mais influente desse grupo foi Cipriano Barata.
c)         Restauradores:
ü  Eram defensores do retorno de D. Pedro I ao trono brasileiro e tinham nos irmãos Andrada (José Bonifácio era um deles) seus maiores expoentes.
§  Ao longo do Período Regencial, esses grupos foram convertendo-se nos dois partidos que centralizaram a política durante o Segundo Reinado.
§  Partido Liberal surgiu da mescla dos liberais moderados com os exaltados, e o Partido Conservador surgiu da mescla dos liberais moderados com os restauradores.
  REVOLTAS
§  A grande marca do Período Regencial foram as revoltas provinciais, que aconteceram em diversos locais do país.
§  Essas revoltas envolviam insatisfações políticas com os rumos que o país tomava, além das disputas políticas locais, insatisfação popular com a pobreza e a desigualdade etc.
§  Ao longo do Período Regencial, as principais revoltas que aconteceram foram:
a)      Cabanagem:
ü  Rebelião que aconteceu no Grão-Pará entre 1835 e 1840 em razão da insatisfação popular com a pobreza e a desigualdade e por disputas políticas locais.
b)      Balaiada:
ü  Rebelião que aconteceu no Maranhão entre 1838 e 1841 e foi resultado de disputas políticas locais.
c)       Sabinada:
ü  Foi uma rebelião de caráter separatista que desejava implantar uma república na Bahia - aconteceu entre 1837 e 1840.
d)      Revolta dos Malês:
ü  Foi uma rebelião de escravos que aconteceu em Salvador em 1835.
e)      Revolta dos Farrapos:
ü  Foi uma revolta motivada por insatisfações da elite local com o governo por questões políticas e econômicas. Estendeu-se de 1835 a 1845.

COMO TERMINOU O PERÍODO REGENCIAL
§  O fim do Período Regencial foi resultado da disputa política entre liberais e conservadores.
§  Os liberais insatisfeitos com a regência de Araújo Lima, um conservador, reagiram defendendo a antecipação da maioridade do príncipe do Brasil, Pedro de Alcântara.
§  Os liberais conseguiram conquistar o apoio da maioria dos deputados e senadores e realizar o Golpe da Maioridade em 1840.
§   Com esse golpe, Pedro de Alcântara teve a sua maioridade antecipada e tornou-se imperador do Brasil com 14 anos de idade.
§   Esse ato iniciou o Segundo Reinado e deixou os liberais satisfeitos porque foi retirado o poder das mãos dos conservadores.
§   Os liberais também esperavam que a coroação do imperador colocasse fim à série de revoltas provinciais que aconteciam no país.
REFERÊNCIA
 Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).

SITES
Vídeo- Aula: You Tube1: 


Vídeo- Aula: You Tube 2: 

Conhecimento.

A imagem pode conter: possível texto que diz "CONHECIMENTO. Surge no dos primeiros dias. De forma tão imperceptivel. Na juventude, na maturidade, na velhice. Se não mais sutil, mas sempre necessário. Nunca termina. Não se conclui. Só considera. Usa-s se não se acaba! Quanto mais se usa, mais se adquire. Ao contrário da fome e da sede. Nunca sacia. Ao seu lado viaja o mundo inteiro. Sem que precises pegar a estrada. o que seria mundo sem ti. A caverna seria ainda morada. tu grande instrumento de liberdade." Prof. Gilberto Moura " PENSADOR"
Texto: Conhecimento.
Surge no alvorecer dos primeiros dias.
De forma tão imperceptível.
Na juventude, na maturidade, na velhice.
Se não é mais sutil, mas sempre necessário.
Nunca termina.
Não se conclui.
Só se considera.
Usa-se e não se acaba!
Quanto mais se usa, mais se adquire.
Ao contrário da fome e da sede.
Nunca se sacia.
Ao seu lado se viaja o mundo inteiro.
Sem que precises pegar a estrada.
O que seria do mundo sem ti.
A caverna seria ainda a morada.
És tu o grande instrumento de liberdade.”
Autor: Gilberto Moura

“… A humanidade é um motor impulsionado pela máquina da história”


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A imagem pode conter: possível texto que diz ""...A humanidade é um motor impulsionado pela máquina da história" Prof. Gilberto Moura PENSADOR"
“… A humanidade é um motor impulsionado pela máquina da história”
Prof. Gilberto Moura
Prof.Gilberto Moura
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"... é preciso conhecer a si mesmo, ou seja, o ser voltar-se para seu interior (...) na busca de conhecimento"

"... é preciso conhecer a si mesmo, ou seja, o ser voltar-se para seu interior (...) imediatamente com os botões o quão relevante a busca de verdades (...) jeito que digo que o conhecimento surge no alvorecer dos primeiros dias e de forma imperceptível."
(Prof. Gilberto Moura)

"Toda a aprendizagem é boa, contanto que você aprenda"

"Toda a aprendizagem é boa, contanto que você aprenda"- Leo Busgalia
(Prof. Gilberto Moura)

Prof.Gilberto Moura
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" A beleza do aprendizado é o que ninguém pode roubá-lo de você"

"A beleza do aprendizado é o que ninguém pode roubá-lo de você"- B.B. King
(Prof. Gilberto Moura)
Prof.Gilberto Moura
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"Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que faz com aquilo que você sabe"

"Conhecimento não é aquilo que você sabe, mas o que faz com aquilo que você sabe"
- Aldous Huxley
(Prof. Gilberto Moura)
Prof.Gilberto Moura
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"O Conhecimento surge no alvorecer dos primeiros dias e de forma imperceptível"

"O Conhecimento surge no alvorecer dos primeiros dias e de forma imperceptível"
Prof. Gilberto Moura
Prof.Gilberto Moura
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1ª Etapa: O que é Idade Moderna? - (Aula Recuperação Final)



CE Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno                        
Aula
 O que é Idade Moderna? - (Aula Recuperação Final)
§  É o momento da história do século XV até XVIII e que está localizado temporalmente entre a Idade Média e a Idade Contemporânea.
§  Esse período foi considerado de intensas mudanças.
§  Caracterizou-se por uma fase de grandes transformações, revoluções e mudanças na mentalidade ocidental, de ordem econômica, científica, social e religiosa, que balizaram o sistema capitalista.
§  As divergências conceituais quanto à origem e evolução daquele sistema (o capitalista), os historiadores apontam a conquista turca de Constantinopla ou a viagem de Vasco da Gama às Índias. Ou ainda, a viagem de Cristóvão Colombo às Américas como o marco dessa era.
§  De outra forma, poucos contestam o final desse período como sendo o dia 14 de julho de 1789, com o advento da Revolução Francesa.
§  De todo modo, a Idade Moderna representa a época quando encurtaram-se as distâncias, após os europeus se lançarem por mares nunca antes navegados, explorando e desvendando a natureza.
§  Dessa forma, os principais acontecimentos da Idade Moderna foram: As Primeiras Grandes Navegações, o Renascimento, a Reforma Religiosa, o Absolutismo, o Iluminismo e a Revolução Francesa.
 ECONOMIA NA IDADE MODERNA
§  Após o desenvolvimento comercial a partir do século XV, o aumento da população, o crescimento das cidades e desenvolvimento das manufaturas, foi natural a superação da Idade Média.
§  Assim, foi se estruturando um sistema comercial que está no cerne do Capitalismo: o Mercantilismo.
§  Todas as colônias no ultramar possuíam o "exclusivo comercial", um rígido sistema de monopólio estruturado principalmente pela obrigatoriedade das rotas comerciais passarem pela metrópole. Essa expansão marítima irá, de fato, restabelecer os alicerces econômicos da Europa.
§  A rigor, os mecanismos econômicos mais usuais foram a prática do "Metalismo", onde a avaliação da riqueza de um reino baseada na quantidade de metais preciosos que este detinha.
§  Os "Pactos Coloniais", que determinavam as relações entre a metrópole e a colônia.
§  Os "Monopólios Comerciais", segundo os quais o rei definia os seus privilegiados e suas áreas.
§  E por fim, a Política de "Balanças Comerciais Favoráveis", segundo a qual era preciso exportar mais do que importar.

POLÍTICA NA IDADE MODERNA
§  Em termos políticos, devemos ressaltar que Absolutismo era forma de governo estabelecida. Nele, as palavras do Rei valiam enquanto lei e sua vontade e desejo eram uma ordem.
§  Essa forma de dominação era fundamentada pelas teorias de "predestinação divina", que apontavam o rei como eleito de Deus e textos laicos, como o de Nicolau Maquiavel, autor de “O Príncipe”.
§  Nessa obra, ele demonstra formas de governo aos príncipes para que eles pudessem manter-se soberanos no seu respectivos reinos.
§  Em aproximadamente quatro séculos, os monarcas europeus observaram seu poder ruir por meio de várias revoluções liberais, até que a Revolução Francesa inicia o processo que derrubará definitivamente o Antigo Regime.
 O QUE É CAPITALISMO?
§  É um sistema econômico baseado na posse de terra e de bens. Ele surge no século XV, com a crise do feudalismo e segue até os dias atuais.
§  Claro que o capitalismo que surge nesse momento, é bem diferente do qual temos hoje em dia.
§  Para elucidar, veja abaixo as três fases que passou o capitalismo:
a)     Capitalismo Comercial ou Mercantil (pré-capitalismo,  século XV ao XVIII):
ü  Diversas mudanças nos campos social, cultural, econômico, político foram marcando uma nova fase na Europa.
ü  Elas resultaram na crise do sistema feudal que esteve baseado numa economia agrária e de subsistência, dando início ao pré-capitalismo ou “capitalismo comercial”.
ü  Essa primeira fase do capitalismo vigorou do século XV ao XVIII e foi determinada pelo sistema mercantilista, por isso, é também chamada de "Capitalismo Mercantil". Ele visava o acúmulo de riquezas e de capital, e ainda, a comercialização de bens com vistas a aumentar o lucro.
ü  Muitos fatores contribuíram para essa transição, por exemplo, o surgimento de uma nova classe social, a burguesia. Os burgueses foram contribuindo para o aumento e aceleração da economia mercantil através do surgimento da moeda.
ü  Sendo assim, o escambo que antes era praticado no sistema feudal, foi perdendo lugar para um novo modelo econômico baseado no comércio.
ü  Nessa fase, o Renascimento, movimento artístico e cultural que teve início na Itália, foi inserindo uma nova visão do lugar do homem no mundo. Ele esteve vinculado ao humanismo, que por sua vez, estava inspirado no antropocentrismo (homem no centro do mundo).
ü  Além disso, o cientificismo a partir de diversas descobertas e invenções, foi primordial para que a Igreja enfraquecesse seu poder, que no sistema feudal era indiscutível, e que aos poucos, foi perdendo muitos fiéis.
ü  Um exemplo significativo foi o sistema heliocêntrico (Sol no centro do universo), proposto por Copérnico, em detrimento do sistema geocêntrico (Terra no centro do Universo), disseminado pela Igreja.
ü  Nessa fase, o crescimento das cidades fortaleceu ainda mais o comércio (Renascimento comercial e urbano), donde as feiras livres se tornaram essenciais para que terminasse definitivamente o sistema feudal do medievo.
ü  As grandes navegações demostraram essa nova postura do homem moderno, com a exploração de novas terras no continente americano, resultando ainda mais na expansão do comércio.
b)    Capitalismo Industrial ou Industrialismo – séculos XVIII e XIX;
c)      Capitalismo Financeiro ou Monopolista –século XX e XXI.
 SOCIEDADE NA IDADE MODERNA
§  No tocante à Sociedade, esse foi um período caracterizado por significativas transformações e avanços tecnológicos que possibilitaram a globalização iniciada na Idade Moderna.
§  Podemos citar as "Grandes Navegações", que possibilitou, graças a descobertas e avanços já referidos, tal como o aperfeiçoamento do astrolábio e da bússola, de barcos mais resistentes para viagens marítimas e, mais adiante, do advento das máquinas à vapor.
§  Essas transformações possibilitaram um intenso acúmulo de capitais que permitiram ao continente europeu lançar-se na frente pela conquista.
§  Vale citar ainda que, o século XVIII também ficou marcado como sendo o ápice do espírito investigativo dos cientistas e filósofos iluministas, os quais, para além de inventar diversas máquinas, criarão muitas teorias sociais e científicas.
§  A sociedade do Antigo Regime deu continuidade à divisão social clássica baseada em três ordens ou estados: clero, nobreza e povo ou Terceiro Estado.

ESTADO ABSOLUTISTA
§  Estado absolutista é um regime político surgido no fim da Idade Média.
§  Também chamado de Absolutismo se caracteriza por concentrar o poder e autoridade no rei e de poucos colaboradores.
§  Nesse tipo de governo, o rei está totalmente identificado com o Estado ou seja, não há diferença entre a pessoa real e o Estado que governa.
§  Não há nenhuma Constituição ou lei escrita que limite o poder real e tampouco existe um parlamento regular que contrabalance o poder do monarca.
 ORIGEM DO ESTADO ABSOLUTISTA
§  O rei Luís XIV é considerado o modelo do monarca absolutista
§  O Estado Absolutista surgiu no processo de formação do Estado Moderno ao mesmo tempo que a burguesia se fortalecia.
§  Durante a Idade Média, os nobres detinham mais poder que o rei. O soberano era apenas mais um entre os nobres e deveria buscar o equilíbrio entre a nobreza e seu próprio espaço.
§  Durante a transição do feudalismo para o capitalismo houve a ascensão econômica da burguesia e do Mercantilismo. Era preciso outro regime político na Europa centro-ocidental que garantisse a paz e o cumprimento das leis.
§  Por isso, surge a necessidade de um governo que centralizasse a administração estatal.
§  Desta maneira, o rei era a figura ideal para concentrar o poder político e das armas, e garantir o funcionamento dos negócios.
§  Nesta época, começam a surgir os grandes exércitos nacionais e a proibição de forças armadas particulares.

EXEMPLOS DE ESTADOS ABSOLUTISTAS
§ Ao longo da história, com a centralização do Estado Moderno, várias nações passaram a formar Estados Absolutistas. Eis alguns:
a)      França:
ü Considera-se a formação do Estado francês sob reinado dos reis Luís XIII (1610-1643) e do rei Luís XIV (1643-1715) durando até a Revolução Francesa, em 1789.
ü Luís XIV limitou o poder da nobreza, concentrou as decisões econômicas e de guerra em si e seus colaboradores mais próximos.
ü Realizou uma política de alianças através de casamentos que garantiu sua influência em boa parte da Europa, fazendo a França ser o reino mais relevante no continente europeu.
ü Este rei acreditava que somente "um rei, uma lei e uma religião" fariam prosperar a nação. Deste modo, inicia uma perseguição aos protestantes.
b)      Inglaterra
ü A Inglaterra passou um longo período de disputas internas devido às guerras religiosas, primeiro entre católicos e protestantes e, mais tarde, entre as várias correntes protestantes.
ü Este fato foi decisivo para que o monarca concentrasse mais poder, em detrimento da nobreza.
ü O grande exemplo de monarquia absolutista inglesa é o reinado de Henrique VIII (1509-1547) e o de sua filha, a rainha Elizabeth I (1558-1603) quando uma nova religião foi estabelecida e o Parlamento foi enfraquecido.
ü A fim de limitar o poder do soberano, o país entra em guerra e somente com a Revolução Gloriosa estabelece as bases da monarquia constitucional.

c)       Espanha:
ü  Considera-se que a Espanha teve dois períodos de monarquia absoluta.
ü  Primeiro, durante o reinado dos reis católicos, Isabel e Fernando, no final do século XIV, até o reinado de Carlos IV, que durou de 1788 a 1808. Isabel de Castela e Fernando de Aragão governaram sem nenhuma constituição.
ü  De todas as formas, Isabel e Fernando, deviam estar sempre atentos aos pedidos da nobreza tanto de Castela como de Aragão, de onde procediam respectivamente.
ü  O segundo período é o reinado de Fernando VII, de 1815 -1833, que aboliu a Constituição de 1812, restabeleceu a Inquisição e retirou alguns direitos da nobreza.
 d)        Portugal:
ü O absolutismo começou ao mesmo tempo que se iniciavam as Grandes Navegações. A prosperidade trazida com os novos produtos e os metais preciosos do Brasil foram fundamentais para enriquecer o rei.
ü O reinado de Dom João V (1706-1750) é considerado o auge do estado absolutista português, pois este monarca centralizou na coroa todas as decisões importantes como a justiça, o exército e a economia.
ü O absolutismo em Portugal duraria até a Revolução Liberal do Porto, em 1820, quando o rei Dom João VI (1816-1826) foi obrigado aceitar uma Constituição.
 O DIREITO DIVINO E O ESTADO ABSOLUTISTA
§  O absolutismo previa um soberano, governando para súditos da mesma religião, como fez Henrique VIII, na Inglaterra
§  A teoria que embasava o absolutismo era o "Direito Divino". Idealizada pelo francês Jacques Bossuet (1627-1704), sua origem estava na Bíblia.
§  Considera que o soberano é o próprio representante de Deus na Terra e por isso deve ser obedecido. Os súditos devem acatar suas ordens e não questioná-las.
§  Por sua vez, o monarca deveria ser o melhor dos homens, cultivar a justiça e o bom governo
§  Argumentava que se o rei fosse criado dentro dos princípios religiosos necessariamente ele seria um bom governante, porque suas ações seriam sempre em benefício dos súditos.
 TEÓRICOS DO ESTADOS ABSOLUTISTA
§  Além de Bossuet, outros pensadores desenvolveram suas teses a respeito do Absolutismo. Destacamos:
a)      Jean Boudin (1530 – 1596) -  doutrina da soberania do Estado
ü Essa teoria defende que o poder supremo era concedido por Deus ao soberano e os súditos devem somente obedecê-lo.
ü Por esse pensamento, o rei é considerado o representante de Deus e só deve obediência à Ele. A única restrição para o poder do rei seria sua própria consciência e a religião que deveria pautar suas ações.
ü Neste modelo de estado absolutista, segundo Boudin, não havia nada de mais sagrado que o rei.
 b)      Thomas Hobbes (1588-1679):
ü  Um dos principais defensores do absolutismo.
ü  Defendeu, em sua obra "Leviatã", inicialmente, os seres humanos viviam no estado de natureza, onde havia a "guerra de todos contra todos".
ü  A fim de viver em paz, os homens firmaram uma espécie de contrato social, renunciariam à sua liberdade e se submeteriam à uma autoridade.
ü  Em troca, receberiam a segurança oferecida pelo Estado e a garantia que a propriedade privada seria respeitada.
 c)    Nicolau Maquiavel(1469-1527):
ü Resumiu na sua obra "O Príncipe" a separação da moral e da política.
ü O líder de uma nação deveria usar de todos os meios para se manter no poder e governar. Por isso, descreve que monarca pode lançar meios como a violência a fim de assegurar sua permanência no trono.
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
Sites:
https://www.todamateria.com.br/transicao-do-feudalismo-para-o-capitalismo/
Resumo PDF:
https://drive.google.com/file/d/1_6jD54qzljLXcJ6n-LdVo00MNFbv8JDH/view?ts=5e2b4e50
Vídeo- Aula: You Tube1: O que é História Moderna?

Vídeo- Aula: You Tube 2: Idade Moderna - Revisão
Vídeo- Aula: You Tube 3: Idade Moderna Super Revisão
Vídeo- Aula: You Tube 4: Idade Moderna Paródia

Vídeo- Aula: You Tube 5: Idade moderna - Resolução de Questões
 Prof.Gilberto Moura
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