sexta-feira, janeiro 24, 2020

1ª Etapa: O que é Idade Moderna? - (Aula Recuperação Final)



CE Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno                        
Aula
 O que é Idade Moderna? - (Aula Recuperação Final)
§  É o momento da história do século XV até XVIII e que está localizado temporalmente entre a Idade Média e a Idade Contemporânea.
§  Esse período foi considerado de intensas mudanças.
§  Caracterizou-se por uma fase de grandes transformações, revoluções e mudanças na mentalidade ocidental, de ordem econômica, científica, social e religiosa, que balizaram o sistema capitalista.
§  As divergências conceituais quanto à origem e evolução daquele sistema (o capitalista), os historiadores apontam a conquista turca de Constantinopla ou a viagem de Vasco da Gama às Índias. Ou ainda, a viagem de Cristóvão Colombo às Américas como o marco dessa era.
§  De outra forma, poucos contestam o final desse período como sendo o dia 14 de julho de 1789, com o advento da Revolução Francesa.
§  De todo modo, a Idade Moderna representa a época quando encurtaram-se as distâncias, após os europeus se lançarem por mares nunca antes navegados, explorando e desvendando a natureza.
§  Dessa forma, os principais acontecimentos da Idade Moderna foram: As Primeiras Grandes Navegações, o Renascimento, a Reforma Religiosa, o Absolutismo, o Iluminismo e a Revolução Francesa.
 ECONOMIA NA IDADE MODERNA
§  Após o desenvolvimento comercial a partir do século XV, o aumento da população, o crescimento das cidades e desenvolvimento das manufaturas, foi natural a superação da Idade Média.
§  Assim, foi se estruturando um sistema comercial que está no cerne do Capitalismo: o Mercantilismo.
§  Todas as colônias no ultramar possuíam o "exclusivo comercial", um rígido sistema de monopólio estruturado principalmente pela obrigatoriedade das rotas comerciais passarem pela metrópole. Essa expansão marítima irá, de fato, restabelecer os alicerces econômicos da Europa.
§  A rigor, os mecanismos econômicos mais usuais foram a prática do "Metalismo", onde a avaliação da riqueza de um reino baseada na quantidade de metais preciosos que este detinha.
§  Os "Pactos Coloniais", que determinavam as relações entre a metrópole e a colônia.
§  Os "Monopólios Comerciais", segundo os quais o rei definia os seus privilegiados e suas áreas.
§  E por fim, a Política de "Balanças Comerciais Favoráveis", segundo a qual era preciso exportar mais do que importar.

POLÍTICA NA IDADE MODERNA
§  Em termos políticos, devemos ressaltar que Absolutismo era forma de governo estabelecida. Nele, as palavras do Rei valiam enquanto lei e sua vontade e desejo eram uma ordem.
§  Essa forma de dominação era fundamentada pelas teorias de "predestinação divina", que apontavam o rei como eleito de Deus e textos laicos, como o de Nicolau Maquiavel, autor de “O Príncipe”.
§  Nessa obra, ele demonstra formas de governo aos príncipes para que eles pudessem manter-se soberanos no seu respectivos reinos.
§  Em aproximadamente quatro séculos, os monarcas europeus observaram seu poder ruir por meio de várias revoluções liberais, até que a Revolução Francesa inicia o processo que derrubará definitivamente o Antigo Regime.
 O QUE É CAPITALISMO?
§  É um sistema econômico baseado na posse de terra e de bens. Ele surge no século XV, com a crise do feudalismo e segue até os dias atuais.
§  Claro que o capitalismo que surge nesse momento, é bem diferente do qual temos hoje em dia.
§  Para elucidar, veja abaixo as três fases que passou o capitalismo:
a)     Capitalismo Comercial ou Mercantil (pré-capitalismo,  século XV ao XVIII):
ü  Diversas mudanças nos campos social, cultural, econômico, político foram marcando uma nova fase na Europa.
ü  Elas resultaram na crise do sistema feudal que esteve baseado numa economia agrária e de subsistência, dando início ao pré-capitalismo ou “capitalismo comercial”.
ü  Essa primeira fase do capitalismo vigorou do século XV ao XVIII e foi determinada pelo sistema mercantilista, por isso, é também chamada de "Capitalismo Mercantil". Ele visava o acúmulo de riquezas e de capital, e ainda, a comercialização de bens com vistas a aumentar o lucro.
ü  Muitos fatores contribuíram para essa transição, por exemplo, o surgimento de uma nova classe social, a burguesia. Os burgueses foram contribuindo para o aumento e aceleração da economia mercantil através do surgimento da moeda.
ü  Sendo assim, o escambo que antes era praticado no sistema feudal, foi perdendo lugar para um novo modelo econômico baseado no comércio.
ü  Nessa fase, o Renascimento, movimento artístico e cultural que teve início na Itália, foi inserindo uma nova visão do lugar do homem no mundo. Ele esteve vinculado ao humanismo, que por sua vez, estava inspirado no antropocentrismo (homem no centro do mundo).
ü  Além disso, o cientificismo a partir de diversas descobertas e invenções, foi primordial para que a Igreja enfraquecesse seu poder, que no sistema feudal era indiscutível, e que aos poucos, foi perdendo muitos fiéis.
ü  Um exemplo significativo foi o sistema heliocêntrico (Sol no centro do universo), proposto por Copérnico, em detrimento do sistema geocêntrico (Terra no centro do Universo), disseminado pela Igreja.
ü  Nessa fase, o crescimento das cidades fortaleceu ainda mais o comércio (Renascimento comercial e urbano), donde as feiras livres se tornaram essenciais para que terminasse definitivamente o sistema feudal do medievo.
ü  As grandes navegações demostraram essa nova postura do homem moderno, com a exploração de novas terras no continente americano, resultando ainda mais na expansão do comércio.
b)    Capitalismo Industrial ou Industrialismo – séculos XVIII e XIX;
c)      Capitalismo Financeiro ou Monopolista –século XX e XXI.
 SOCIEDADE NA IDADE MODERNA
§  No tocante à Sociedade, esse foi um período caracterizado por significativas transformações e avanços tecnológicos que possibilitaram a globalização iniciada na Idade Moderna.
§  Podemos citar as "Grandes Navegações", que possibilitou, graças a descobertas e avanços já referidos, tal como o aperfeiçoamento do astrolábio e da bússola, de barcos mais resistentes para viagens marítimas e, mais adiante, do advento das máquinas à vapor.
§  Essas transformações possibilitaram um intenso acúmulo de capitais que permitiram ao continente europeu lançar-se na frente pela conquista.
§  Vale citar ainda que, o século XVIII também ficou marcado como sendo o ápice do espírito investigativo dos cientistas e filósofos iluministas, os quais, para além de inventar diversas máquinas, criarão muitas teorias sociais e científicas.
§  A sociedade do Antigo Regime deu continuidade à divisão social clássica baseada em três ordens ou estados: clero, nobreza e povo ou Terceiro Estado.

ESTADO ABSOLUTISTA
§  Estado absolutista é um regime político surgido no fim da Idade Média.
§  Também chamado de Absolutismo se caracteriza por concentrar o poder e autoridade no rei e de poucos colaboradores.
§  Nesse tipo de governo, o rei está totalmente identificado com o Estado ou seja, não há diferença entre a pessoa real e o Estado que governa.
§  Não há nenhuma Constituição ou lei escrita que limite o poder real e tampouco existe um parlamento regular que contrabalance o poder do monarca.
 ORIGEM DO ESTADO ABSOLUTISTA
§  O rei Luís XIV é considerado o modelo do monarca absolutista
§  O Estado Absolutista surgiu no processo de formação do Estado Moderno ao mesmo tempo que a burguesia se fortalecia.
§  Durante a Idade Média, os nobres detinham mais poder que o rei. O soberano era apenas mais um entre os nobres e deveria buscar o equilíbrio entre a nobreza e seu próprio espaço.
§  Durante a transição do feudalismo para o capitalismo houve a ascensão econômica da burguesia e do Mercantilismo. Era preciso outro regime político na Europa centro-ocidental que garantisse a paz e o cumprimento das leis.
§  Por isso, surge a necessidade de um governo que centralizasse a administração estatal.
§  Desta maneira, o rei era a figura ideal para concentrar o poder político e das armas, e garantir o funcionamento dos negócios.
§  Nesta época, começam a surgir os grandes exércitos nacionais e a proibição de forças armadas particulares.

EXEMPLOS DE ESTADOS ABSOLUTISTAS
§ Ao longo da história, com a centralização do Estado Moderno, várias nações passaram a formar Estados Absolutistas. Eis alguns:
a)      França:
ü Considera-se a formação do Estado francês sob reinado dos reis Luís XIII (1610-1643) e do rei Luís XIV (1643-1715) durando até a Revolução Francesa, em 1789.
ü Luís XIV limitou o poder da nobreza, concentrou as decisões econômicas e de guerra em si e seus colaboradores mais próximos.
ü Realizou uma política de alianças através de casamentos que garantiu sua influência em boa parte da Europa, fazendo a França ser o reino mais relevante no continente europeu.
ü Este rei acreditava que somente "um rei, uma lei e uma religião" fariam prosperar a nação. Deste modo, inicia uma perseguição aos protestantes.
b)      Inglaterra
ü A Inglaterra passou um longo período de disputas internas devido às guerras religiosas, primeiro entre católicos e protestantes e, mais tarde, entre as várias correntes protestantes.
ü Este fato foi decisivo para que o monarca concentrasse mais poder, em detrimento da nobreza.
ü O grande exemplo de monarquia absolutista inglesa é o reinado de Henrique VIII (1509-1547) e o de sua filha, a rainha Elizabeth I (1558-1603) quando uma nova religião foi estabelecida e o Parlamento foi enfraquecido.
ü A fim de limitar o poder do soberano, o país entra em guerra e somente com a Revolução Gloriosa estabelece as bases da monarquia constitucional.

c)       Espanha:
ü  Considera-se que a Espanha teve dois períodos de monarquia absoluta.
ü  Primeiro, durante o reinado dos reis católicos, Isabel e Fernando, no final do século XIV, até o reinado de Carlos IV, que durou de 1788 a 1808. Isabel de Castela e Fernando de Aragão governaram sem nenhuma constituição.
ü  De todas as formas, Isabel e Fernando, deviam estar sempre atentos aos pedidos da nobreza tanto de Castela como de Aragão, de onde procediam respectivamente.
ü  O segundo período é o reinado de Fernando VII, de 1815 -1833, que aboliu a Constituição de 1812, restabeleceu a Inquisição e retirou alguns direitos da nobreza.
 d)        Portugal:
ü O absolutismo começou ao mesmo tempo que se iniciavam as Grandes Navegações. A prosperidade trazida com os novos produtos e os metais preciosos do Brasil foram fundamentais para enriquecer o rei.
ü O reinado de Dom João V (1706-1750) é considerado o auge do estado absolutista português, pois este monarca centralizou na coroa todas as decisões importantes como a justiça, o exército e a economia.
ü O absolutismo em Portugal duraria até a Revolução Liberal do Porto, em 1820, quando o rei Dom João VI (1816-1826) foi obrigado aceitar uma Constituição.
 O DIREITO DIVINO E O ESTADO ABSOLUTISTA
§  O absolutismo previa um soberano, governando para súditos da mesma religião, como fez Henrique VIII, na Inglaterra
§  A teoria que embasava o absolutismo era o "Direito Divino". Idealizada pelo francês Jacques Bossuet (1627-1704), sua origem estava na Bíblia.
§  Considera que o soberano é o próprio representante de Deus na Terra e por isso deve ser obedecido. Os súditos devem acatar suas ordens e não questioná-las.
§  Por sua vez, o monarca deveria ser o melhor dos homens, cultivar a justiça e o bom governo
§  Argumentava que se o rei fosse criado dentro dos princípios religiosos necessariamente ele seria um bom governante, porque suas ações seriam sempre em benefício dos súditos.
 TEÓRICOS DO ESTADOS ABSOLUTISTA
§  Além de Bossuet, outros pensadores desenvolveram suas teses a respeito do Absolutismo. Destacamos:
a)      Jean Boudin (1530 – 1596) -  doutrina da soberania do Estado
ü Essa teoria defende que o poder supremo era concedido por Deus ao soberano e os súditos devem somente obedecê-lo.
ü Por esse pensamento, o rei é considerado o representante de Deus e só deve obediência à Ele. A única restrição para o poder do rei seria sua própria consciência e a religião que deveria pautar suas ações.
ü Neste modelo de estado absolutista, segundo Boudin, não havia nada de mais sagrado que o rei.
 b)      Thomas Hobbes (1588-1679):
ü  Um dos principais defensores do absolutismo.
ü  Defendeu, em sua obra "Leviatã", inicialmente, os seres humanos viviam no estado de natureza, onde havia a "guerra de todos contra todos".
ü  A fim de viver em paz, os homens firmaram uma espécie de contrato social, renunciariam à sua liberdade e se submeteriam à uma autoridade.
ü  Em troca, receberiam a segurança oferecida pelo Estado e a garantia que a propriedade privada seria respeitada.
 c)    Nicolau Maquiavel(1469-1527):
ü Resumiu na sua obra "O Príncipe" a separação da moral e da política.
ü O líder de uma nação deveria usar de todos os meios para se manter no poder e governar. Por isso, descreve que monarca pode lançar meios como a violência a fim de assegurar sua permanência no trono.
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
Sites:
https://www.todamateria.com.br/transicao-do-feudalismo-para-o-capitalismo/
Resumo PDF:
https://drive.google.com/file/d/1_6jD54qzljLXcJ6n-LdVo00MNFbv8JDH/view?ts=5e2b4e50
Vídeo- Aula: You Tube1: O que é História Moderna?

Vídeo- Aula: You Tube 2: Idade Moderna - Revisão
Vídeo- Aula: You Tube 3: Idade Moderna Super Revisão
Vídeo- Aula: You Tube 4: Idade Moderna Paródia

Vídeo- Aula: You Tube 5: Idade moderna - Resolução de Questões
 Prof.Gilberto Moura
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2ª Etapa - Primeiro Reinado: A Construção da Nação (4º Período- Recuperação)


CE CRUZEIRO DO SUL

Professor: Gilberto Moura
4º Período

Disciplina: História
Ano: 2019

Turno Noturno 
Etapa: 2ª A e  B                

Aula:

PRIMEIRO REINADO: A CONSTRUÇÃO DA NAÇÃO
PRIMEIRO REINADO (1822-1831):
ü  Após conquistar a independência, o Brasil transformou-se em uma monarquia e foi governado por D. Pedro I, de 1822 a 1831, em um período conhecido como Primeiro Reinado.
ü  Marcou os anos iniciais do Brasil como nação independente após o processo de independência ter sido conduzido por intermédio de D. Pedro I.
ü  Com esse acontecimento, o Brasil transformou-se em uma monarquia – a única da América Latina – e foi governada por D. Pedro I de maneira autoritária.
ü  Processo de independência ficou marcado por revoltas na Bahia, Piauí, Maranhão, Grão-Pará e Cisplatina. A resposta repressiva do governo foi feita contra Estrangeiros (portugueses, geralmente), milícias (civis) e populares. Os agentes de repressão foram, principalmente, mercenários ingleses (liderados por Lord Cochrane e John Grenfell), com isso, iniciando um endividamento do Império com o conflito com a Inglaterra.
ü  Os países latinos, em um primeiro momento, não reconheciam a estrutura monárquica. Porém, foi da América, o EUA primeiro reconhecer em maio de 1824.
ü  As cortes portuguesas haviam sido formadas durante a Revolução Liberal do Porto e pressionavam as autoridades reais por mudanças em Portugal.
ü  Essas pressões sobre o regente levaram-no à liderança do processo de ruptura entre Brasil e Portugal.
ü  Assim, incentivado por D. Leopoldina e José Bonifácio, o próprio D. Pedro I declarou a independência do Brasil no dia 7 de setembro, às margens do Rio Ipiranga.
ü  Seguiu-se, então, uma guerra de independência travada em diferentes partes do Brasil, com combates de baixa intensidade.
ü  A independência do Brasil apenas foi de fato reconhecida por Portugal em 1825, após as negociações mediadas pela Inglaterra que previam o pagamento de dois milhões de libras como indenização e a exigência de que o Brasil não reivindicasse, incentivasse ou liderasse a independência de outras colônias portuguesas.
ü  Com a independência do Brasil, D. Pedro foi coroado imperador sob o nome de D. Pedro I. Isso fez da nação uma monarquia – a única existente na América Latina após os processos de independência.
ü  A escolha pelo regime monárquico foi explicada pelos historiadores como falta de interesse das elites do sudeste brasileiro em realizar as mudanças no quadro socioeconômico que um eventual sistema republicano poderia gerar.

SIMBOLISMO
ü  América tomada em processos republicanos e o Brasil optou por uma monarquia brasileira. Por que apoiar uma monarquia?
ü  Evitar desmembramento e o perfil das elites brasileiras, que foram educados em Coimbra e nos moldes da realeza, com isso, montando um Estado monárquico como portador de um projeto de nacionalidade e tendo a natureza, base territorial como o símbolo da riqueza.
 A ESCRAVIDÃO E A CONSTRUÇÃO DO IMPÉRIO
ü  Na Constituição de 1823, havia uma orientação de Bonifácio, que era contrário ao continuísmo do tráfico, estabelecia o fim gradual em médio prazo (artigo 254, retirada na Constituição de 1824);
ü  Entre 1826 e 1827 houve a orientação dos navios negreiros serem reconhecidos como piratas (para inglês ver). A partir de 1826 até 1830, a possibilidade do fim acelerou o tráfico, pois de 40 mil escravos anuais (no início dessa década) passou a ser de 60 mil escravos anuais. Uma política de abolição gradual concomitante ao aparelhamento do Estado para manutenção da escravidão.
 PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS:
·         A primeira constituição do Brasil foi elaborada em 1823, mas como ela limitava os poderes do imperador, D. Pedro I mandou fazer uma nova constituição, a qual foi outorgada em 1824. Nesta, o centralizador e autoritário imperador detinha os poderes legislativo, executivo e judiciário nas suas mãos.
·         O objetivo era alcançar a autonomia, se separando do Brasil, mas as províncias fracassaram nessa tentativa, e aconteceu a:
a)      CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR (1824)
·         Como fatores propulsores do movimento tivemos: a imposição da Constituição de 1824 (Poder Moderador), o fechamento da Assembleia Constituinte, a Noite da Agonia, lembranças da Revolução Pernambucana (1817), os problemas econômicos (crise do açúcar e algodão), os ideais liberais, republicanos e federativos
·         O desenrolar do movimento se deu a partir de Jornais como o Tifis Pernambucano (Frei Caneca) e A Sentinela (Cipriano Barata), que se constituíram como importantes críticos.
·         Para piorar a situação, o Imperador nomeia um novo governador, Francisco de Pais Barreto.
·         Porém, o preferido dos eleitores era Manuel Pais de Andrade, sendo assim, provocou a eclosão da Confederação do Equador (02/07/1824) com as lideranças de Pais de Andrade, Cipriano Barata e Frei Caneca.
·         O movimento tinha como propostas: República Federativa (experiência dos EUA), supremacia do Legislativo, Constituição da Colômbia, abolição do tráfico de Escravos (rompimento com a aristocracia), emissários para os Estados (aderem: PE, PB, RN, CE) e Brigadas Populares.
·         Para reprimir o movimento, mais uma vez, foram contratados os mercenários Ingleses, que agiram em conjunto com as Tropas do Governo.
b)      A Revolta na Cisplatina:
·         Província ao sul que havia sido integrada por D. João VI ao invadir a região e derrotar José Artigas na década de 1810.
·         A revolta na Cisplatina declarava a separação dessa região do Brasil e sua anexação às Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina).
·         Isso deu início, em 1825, a um conflito conhecido como Guerra da Cisplatina.
·         A Guerra da Cisplatina foi, portanto, um conflito travado entre o Império brasileiro contra o governo de Buenos Aires pelo controle da Cisplatina.
·         Essa guerra estendeu-se de maneira desgastante durante três anos e, por mediação da Inglaterra, um acordo de paz foi assinado em 1828 entre os dois governos.
·         Ambos os países abriram mão da Banda Oriental, e foi concedida a independência para a região sob o nome de República Oriental do Uruguai.
·         Esse acordo foi visto como uma derrota, pois o Brasil não conseguiu retomar o controle sobre a Cisplatina. Além disso, o envolvimento do Brasil nessa guerra prejudicou enormemente a economia, e a soma dos fatores (autoritarismo político, derrota na guerra e crise econômica) resultou no enfraquecimento da posição de D. Pedro I.
·         D. Pedro I procurou reforçar sua posição alinhando-se cada vez mais ao lado do “Partido Português”, isto é, portugueses que haviam sido contrários à independência e que agora defendiam a manutenção de D. Pedro I no poder.
·         O conflito que envolveu a Cisplatina, a Argentina e o Brasil acabou por gerar imensos gastos financeiros para o Brasil, além de centenas de mortes, o que aumenta a impopularidade de Dom Pedro I com a população brasileira.
·         Por fim, a Guerra da Cisplatina foi resolvida com a interferência diplomática da Inglaterra, quando fica definida a independência da região e se deu origem a um novo país, o Uruguai - 27/08/1828), com forte prejuízo financeiro ao Brasil.
CRISE DA ECONOMIA:
ü  O Brasil comercializava produtos cujo preço e exportação estavam a cair, tais como algodão, açúcar e tabaco.
ü  A comercialização do café, por usa vez, começava a se expandir. Contudo, o desenvolvimento do “ouro preto” como era chamado, não foi suficiente para evitar a crise econômica dessa época.
ü  Os gastos com os conflitos, especialmente com a Guerra da Cisplatina, são tão elevados que, em conjunto com outros fatores, tal como a dificuldade em cobrar os impostos, propiciam a crise financeira.
ü  Outro fator era que os tratados com Privilégios para a Inglaterra eram prejudiciais para nossa economia. Mais elementos eram os gastos com o Reconhecimento da Independência, falência do Banco do Brasil, empréstimos com a Inglaterra, aumento da Inflação e gastos com Mercenários Ingleses.

FIM DO PRIMEIRO REINADO: ABDICAÇÃO DE D. PEDRO I
ü  Todos os acontecimentos do período consolidaram o descontentamento da população com o governo do imperador. Para além dos acima citados, o receio de que o assassinato de um jornalista Líbero Badaró, crítico do governo, teria sido ordenado pelo império, trouxe ainda mais revolta ao povo.
ü  O episódio conhecido como a Noite das Garrafadas, demonstra claramente o desafeto a D. Pedro I, que nessa ocasião teve garrafas e cacos de vidro lançada o sobre si, num ato de protesto.
ü  Vencido pelos protestos em consequência da sua perda de popularidade, D. Pedro I abdica do trono em favor do seu herdeiro – D. Pedro II, que na altura não podia governar pois se tratava de uma criança com apenas 5 anos de idade. A solução era formar uma Regência até que D. Pedro II atingisse a maioridade.
ü  Isso agravou o quadro de insatisfação política, e os desentendimentos entre o “Partido Português” e o “Partido Brasileiro” intensificaram-se, o que levou D. Pedro I a abdicar do trono do Brasil em 7 de abril de 1831 em favor de seu filho, Pedro de Alcântara.
ü  A abdicação de D. Pedro I ao trono brasileiro em favor de seu filho deu início a um período da história brasileira conhecido como Período Regencial, no qual Pedro de Alcântara tinha apenas cinco anos e, portanto, não tinha idade legal para assumir o trono brasileiro.
ü  O período que intermeia o Primeiro e o Segundo Reinado – governo de D. Pedro II, é chamado Período Regencial.

REFERÊNCIA
 Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga,Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
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quinta-feira, janeiro 23, 2020

“Consciência é obrigação do ser humano a cada dia!"

“Consciência é obrigação do ser humano a cada dia!"
A imagem pode conter: possível texto que diz ""Consciência é obrigação do ser humano ter respeito pelo outro todos os dias, agora e sempre!" Prof. Gilberto Moura PENSADOR"

“Consciência é obrigação do ser humano ter respeito pelo outro todos os dias, agora e sempre!”
(Prof. Gilberto Moura)
Prof.Gilberto Moura
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