|
Prof. Gilberto Moura ****************************************************************************************************************************** ********************************************************************************************************************************** |
Centro Educacional Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 2ª A, B Turno: Noturno 3º Período.
2ª ETAPA A, B
2ª ETAPA A, B
A TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL
AS CAUSAS DA VINDA DA FAMÍLIA REAL PARA O BRASIL
§ No início do século XIX Napoleão Bonaparte era
imperador da França.
§ Ele queria conquistar toda a Europa e derrotou os exércitos
de vários países.
§ Mas não conseguiu vencer a marinha inglesa.
§ Para enfrentar a Inglaterra, Napoleão proibiu todos os
países europeus de comercializar com os ingleses.
§ Foi o chamado Bloqueio Continental.
§ Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe
regente Dom João.
§ Como Portugal era um antigo aliado da Inglaterra, Dom
João ficou numa situação muito difícil: se fizesse o que Napoleão queria, os
ingleses invadiriam o Brasil, pois estavam muito interessados no comércio
brasileiro - se não o fizesse, os franceses invadiriam Portugal.
§ A solução que Dom João encontrou, com a ajuda dos
aliados ingleses, foi transferir a corte portuguesa para o Brasil.
ROTA DA VINDA DA FAMÍLIA REAL AO BRASIL
§ Em novembro de 1807 Dom João com toda a sua família e
sua corte partiram para o Brasil sob a escolta da esquadra inglesa.
§ 15 mil pessoas vieram para o Brasil em quatorze navios
trazendo suas riquezas, documentos, bibliotecas, coleções de arte e tudo que
puderam trazer.
§ Quando o exército de Napoleão chegou em Lisboa, só
encontrou um reino abandonado e pobre.
§ O príncipe regente desembarcou em Salvador em 22 de
janeiro de 1808.
§ Ainda em Salvador Dom João abriu os portos do Brasil
aos países amigos, permitindo que navios estrangeiros comerciassem livremente
nos portos brasileiros.
§ Essa medida foi de grande importância para a economia
brasileira.
§ De Salvador, a comitiva partiu para o Rio de Janeiro,
onde chegou em 08 de março de 1808.
§ O Rio de Janeiro tornou-se a sede da corte Portuguesa.
§ Com a chegada da Família Real ao Brasil, novos tempos
para a colônia, veja abaixo as consequências.
BENEFICIOS EXTERNOS PARA O BRASIL-EXTERNO
§ A economia portuguesa havia muito encontrava-se
subordinada à inglesa.
§ Daí à relutância de Portugal em aderir
incondicionalmente ao bloqueio.
§ Napoleão resolveu o impasse ordenado a invasão do
pequeno reino ibérico.
§ Sem chance de resistir ao ataque, a família real
transferiu-se para o Brasil em 1808, sob proteção inglesa.
§ Começou então, no Brasil, o processo que iria
desembocar, finalmente, na sua emancipação política.
§ Sem poder responder negativa ou positivamente ao
ultramatum francês por ocasião do Bloqueio Continental, a situação de Portugal
refletia com toda a clareza a impossibilidade de manter o status quo.
§ Pressionada por Napoleão, mas incapaz de lhe opor
resistência britânica, a Corte portuguesa estava hesitante.
§ Qualquer opção significaria, no mínimo, o
desmoronamento do sistema colonial ou do que ele ainda restava.
§ A própria soberania encontrava-se ameaçada, sem que
fosse possível vislumbrar uma solução aceitável.
§ Nesse contexto, destacou-se o papel desempenhado por
Strangford, que, como representante diplomático inglês, soube impor, sem
vacilação, o ponto de vista da Coroa britânica.
§ Para corte de Lisboa colocou-se a seguinte situação:
permanecer em Portugal e sucumbir ao domínio napoleônico ou retirar-se para o
Brasil.
§ Esta última foi a solução defendida pela Inglaterra.
BENEFÍCIOS PARA O BRASIL-INTERNO
a) CULTURA
§ Além das mudanças comerciais, a chegada da família
real ao Brasil também causou um reboliço cultural e educacional;
§ Nessa época, foram criadas escolas como a Academia
Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Comércio, a Escola Real de
Ciências, Artes e Ofícios, a Academia de belas-artes e dois Colégios de
Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador;
§ Foram fundados o Museu Nacional, o Observatório
Astronômico e a Biblioteca Real, cujo acervo era composto por muitos livros e
documentos trazidos de Portugal;
§ Também foi inaugurado o Real Teatro de São João e o
Jardim Botânico;
§ Uma atitude muito importante de dom João foi a criação
da Imprensa Régia;
§ Ela editou obras de vários escritores e traduções de
obras científicas.
§ Foi um período de grande progresso e desenvolvimento;
§ O Teatro de São João inaugurado em 1818. 1º Número de
A Gazeta do Rio de Janeiro.
b)
POLÍTICA
§ Com a instalação da corte no Brasil, o Rio de Janeiro
tornou-se a sede do império português e Dom João teve de organizar toda a
administração brasileira;
§ Criou três ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o
da Marinha e o da Fazenda e Interior; instalou também os serviços auxiliares e
indispensáveis ao funcionamento do governo, entre os quais o Banco do Brasil, a
Casa da Moeda, a Junta Geral do Comércio e a Casa da Suplicação (Supremo
Tribunal);
§ A 17 de dezembro de 1815 o Brasil foi elevado a reino
e as capitanias passaram em 1821 a chamar-se províncias;
§ Em 1818 com a morte da rainha D. Maria I, a quem Dom
João substituía, deu-se no Rio de Janeiro a proclamação e a coroação do
Príncipe Regente, que recebeu o título de Dom João VI;
§ A aclamação de D. João VI deu-se nos salões do Teatro
de São João.
c)
ECONOMIA
§ Depois da chegada da família real duas medidas de Dom
João deram rápido impulso à economia brasileira: a abertura dos portos e a
permissão de montar indústrias que haviam sido proibidas por Portugal
anteriormente;
§ Abriram-se fábricas, manufaturas de tecidos começaram
a surgir, mas não progrediram por causa da concorrência dos tecidos ingleses;
§ Bom resultado teve, porém, a produção de ferro com a
criação da Usina de Ipanema nas províncias de São Paulo e Minas Gerais;
§ Outras medidas de Dom João estimularam as atividades
econômicas do Brasil como:
o
Construção de
estradas;
o
Os portos foram
melhorados;
o
Foram
introduzidos no país novas espécies vegetais, como o chá;
o
Promoveu a vinda
de colonos europeus;
o
A produção
agrícola voltou a crescer;
o
O açúcar e do
algodão, passaram a ser primeiro e segundo lugar nas exportações, no início do
século XIX;
o
Neste período
surgiu o café, novo produto, que logo passou do terceiro lugar para o primeiro
lugar nas exportações brasileira.
AS VANTAGENS PARA O RIO DE JANEIRO COM VINDA DA
FAMÍLIA REAL
§ No Rio de Janeiro a corte tratou de reorganizar o
Estado, com a nomeação dos ministros;
§ Assim, foram sendo recriados todos os órgãos do Estado
português: os ministérios do Reino, da Marinha e Ultramar; da Guerra e
Estrangeiros e o Real Erário (1821) que mudou o nome para Ministério da
Fazenda.
§ Também foram recriados os órgãos da administração e da
justiça: Conselho de Estado, Desembargo do Paço, Meda da Consciência e Ordens,
Conselho Supremo Militar.
§ Dessa maneira, peça por peça, o Estado português
renasceu no Brasil.
§ Durante o período que D. João permaneceu no Brasil,
foram tomadas algumas medidas, que trouxeram progresso para o país;
§ Foram criados, nesse período:
o
O Banco do Brasil
em 12 de outubro de 1808, para servir de instrumento financeiro do Tesouro
Real, embora a sua finalidade declarada fosse a de atuar como instituição
creditícia dos setores produtivos – comércio, indústria e agricultura;
o
A Academia de
Belas-Artes;
o
A Casa da Moeda;
o
A fábrica de
pólvora;
o
O arsenal da
Marinha.
§ Deu-se também a elevação do Brasil à categoria de
Reino Unido a Portugal e Algarve, em 1815.
§ Com isso as capitanias passaram a se denominar províncias;
§ Apesar do progresso que houve com a vinda da família
real, a administração de D. João VI não melhorou a vida dos colonos.
§ A corte gastava muito, foram criados cargos inúteis
para empregar fidalgos (filhos de algo) portugueses, e o governo começou a cobrar
impostos.
TRATADOS DE 1810
§ Compreendiam três acordos distintos: Tratado de
Comércio e Navegação, Tratado de Amizade e Aliança e o Tratado dos Paquetes.
§ Provocaram uma grande mudança no cenário econômico
brasileiro.
§ Esse acordo confirmou a liberação dos portos
brasileiros para as demais nações do mundo.
§ Sob o ponto de vista histórico, a assinatura desse
termo simbolizava a vitória da doutrina econômica liberal sobre as antigas
diretrizes do mercantilismo.
§ Outro ponto bastante polêmico desse tratado também
discutia a relação jurídica entre portugueses e ingleses.
§ Pelo documento, qualquer inglês que fosse incriminado
em terras portuguesas só poderia ser julgado sob a presença de uma autoridade
britânica e com base nas leis de seu país de origem.
§ Em contrapartida, se um português fosse acusado em
terras inglesas, teria de confiar nas diretrizes e autoridades da própria
justiça inglesa.
§ Para o Brasil, a abertura dinamizou a economia,
estabeleceu o acesso a novas mercadorias e diminuiu o custo de vida.
§ Para os portugueses, essa decisão representava o fim
dos amplos lucros obtidos com a sua mais lucrativa colônia.
§ Por fim, aos ingleses, essa seria uma importante
conquista econômica que garantiu o incremento de sua receita.
A VOLTA DA FAMÍLIA REAL A LISBOA
§ Tanto movimento por aqui provocou a indignação do
outro lado do Atlântico.
§ Afinal, o Brasil deixará de ser uma simples colônia.
Nosso país tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves.
§ Quer dizer, enquanto a família real esteve por aqui, a
sede do reino foi o Rio de Janeiro, que recebeu muitas melhorias;
§ Enquanto isso, em Portugal, o povo estava empobrecido
com a guerra contra Napoleão e o comércio bastante prejudicado com a abertura
dos portos brasileiros.
§ Os portugueses estavam insatisfeitos e, em 1820,
estourou a Revolução Liberal do Porto, cidade ao norte de Portugal;
§ Os rebeldes exigiram a volta de dom João e a expulsão
dos governantes estrangeiros.
§ Queriam também que o comércio do Brasil voltasse a ser
feito exclusivamente pelos comerciantes portugueses;
§ Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26
de abril de 1821.
§ Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do
Brasil;
§ Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que
tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com
a abertura dos portos.
EMBARQUE DA
FAMÍLIA REAL, DE VOLTA A PORTUGAL.
§ A falta de proteção aos empreendimentos brasileiros e
os privilégios concedidos aos comerciantes estrangeiros (principalmente
ingleses), a partir de 1810, iriam liquidar a possibilidade de implantar uma
indústria no Brasil.
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga,Medieval,
Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de
Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros
Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F.
Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila
História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES


