terça-feira, outubro 01, 2019

2ª Etapa: A Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil

Prof. Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 2ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.
2ª  ETAPA A, B
Resumo PDF:
A TRANSFERÊNCIA DA CORTE PORTUGUESA PARA O BRASIL
AS CAUSAS DA VINDA DA FAMÍLIA REAL PARA O BRASIL
§   No início do século XIX Napoleão Bonaparte era imperador da França.
§   Ele queria conquistar toda a Europa e derrotou os exércitos de vários países.
§   Mas não conseguiu vencer a marinha inglesa.
§   Para enfrentar a Inglaterra, Napoleão proibiu todos os países europeus de comercializar com os ingleses.
§   Foi o chamado Bloqueio Continental.
§   Nessa época, Portugal era governado pelo príncipe regente Dom João.
§   Como Portugal era um antigo aliado da Inglaterra, Dom João ficou numa situação muito difícil: se fizesse o que Napoleão queria, os ingleses invadiriam o Brasil, pois estavam muito interessados no comércio brasileiro - se não o fizesse, os franceses invadiriam Portugal.
§   A solução que Dom João encontrou, com a ajuda dos aliados ingleses, foi transferir a corte portuguesa para o Brasil.

ROTA DA VINDA DA FAMÍLIA REAL AO BRASIL
§   Em novembro de 1807 Dom João com toda a sua família e sua corte partiram para o Brasil sob a escolta da esquadra inglesa.
§   15 mil pessoas vieram para o Brasil em quatorze navios trazendo suas riquezas, documentos, bibliotecas, coleções de arte e tudo que puderam trazer.
§   Quando o exército de Napoleão chegou em Lisboa, só encontrou um reino abandonado e pobre.
§   O príncipe regente desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de 1808.
§   Ainda em Salvador Dom João abriu os portos do Brasil aos países amigos, permitindo que navios estrangeiros comerciassem livremente nos portos brasileiros.
§   Essa medida foi de grande importância para a economia brasileira.
§   De Salvador, a comitiva partiu para o Rio de Janeiro, onde chegou em 08 de março de 1808.
§   O Rio de Janeiro tornou-se a sede da corte Portuguesa.
§   Com a chegada da Família Real ao Brasil, novos tempos para a colônia, veja abaixo as consequências.

BENEFICIOS EXTERNOS PARA O BRASIL-EXTERNO
§   A economia portuguesa havia muito encontrava-se subordinada à inglesa.
§   Daí à relutância de Portugal em aderir incondicionalmente ao bloqueio.
§   Napoleão resolveu o impasse ordenado a invasão do pequeno reino ibérico.
§   Sem chance de resistir ao ataque, a família real transferiu-se para o Brasil em 1808, sob proteção inglesa.
§   Começou então, no Brasil, o processo que iria desembocar, finalmente, na sua emancipação política.
§   Sem poder responder negativa ou positivamente ao ultramatum francês por ocasião do Bloqueio Continental, a situação de Portugal refletia com toda a clareza a impossibilidade de manter o status quo.
§   Pressionada por Napoleão, mas incapaz de lhe opor resistência britânica, a Corte portuguesa estava hesitante.
§   Qualquer opção significaria, no mínimo, o desmoronamento do sistema colonial ou do que ele ainda restava.
§   A própria soberania encontrava-se ameaçada, sem que fosse possível vislumbrar uma solução aceitável.
§   Nesse contexto, destacou-se o papel desempenhado por Strangford, que, como representante diplomático inglês, soube impor, sem vacilação, o ponto de vista da Coroa britânica.
§   Para corte de Lisboa colocou-se a seguinte situação: permanecer em Portugal e sucumbir ao domínio napoleônico ou retirar-se para o Brasil.
§   Esta última foi a solução defendida pela Inglaterra.

BENEFÍCIOS PARA O BRASIL-INTERNO
a)      CULTURA
§  Além das mudanças comerciais, a chegada da família real ao Brasil também causou um reboliço cultural e educacional;
§  Nessa época, foram criadas escolas como a Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Comércio, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, a Academia de belas-artes e dois Colégios de Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador;
§  Foram fundados o Museu Nacional, o Observatório Astronômico e a Biblioteca Real, cujo acervo era composto por muitos livros e documentos trazidos de Portugal;
§  Também foi inaugurado o Real Teatro de São João e o Jardim Botânico;
§  Uma atitude muito importante de dom João foi a criação da Imprensa Régia;
§  Ela editou obras de vários escritores e traduções de obras científicas.
§  Foi um período de grande progresso e desenvolvimento;
§  O Teatro de São João inaugurado em 1818. 1º Número de A Gazeta do Rio de Janeiro.
b)       POLÍTICA
§   Com a instalação da corte no Brasil, o Rio de Janeiro tornou-se a sede do império português e Dom João teve de organizar toda a administração brasileira;
§  Criou três ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha e o da Fazenda e Interior; instalou também os serviços auxiliares e indispensáveis ao funcionamento do governo, entre os quais o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Junta Geral do Comércio e a Casa da Suplicação (Supremo Tribunal);
§  A 17 de dezembro de 1815 o Brasil foi elevado a reino e as capitanias passaram em 1821 a chamar-se províncias;
§  Em 1818 com a morte da rainha D. Maria I, a quem Dom João substituía, deu-se no Rio de Janeiro a proclamação e a coroação do Príncipe Regente, que recebeu o título de Dom João VI;
§  A aclamação de D. João VI deu-se nos salões do Teatro de São João.
c)        ECONOMIA
§  Depois da chegada da família real duas medidas de Dom João deram rápido impulso à economia brasileira: a abertura dos portos e a permissão de montar indústrias que haviam sido proibidas por Portugal anteriormente;
§  Abriram-se fábricas, manufaturas de tecidos começaram a surgir, mas não progrediram por causa da concorrência dos tecidos ingleses;
§  Bom resultado teve, porém, a produção de ferro com a criação da Usina de Ipanema nas províncias de São Paulo e Minas Gerais;
§  Outras medidas de Dom João estimularam as atividades econômicas do Brasil como:
o   Construção de estradas;
o   Os portos foram melhorados;
o   Foram introduzidos no país novas espécies vegetais, como o chá;
o   Promoveu a vinda de colonos europeus;
o   A produção agrícola voltou a crescer;
o   O açúcar e do algodão, passaram a ser primeiro e segundo lugar nas exportações, no início do século XIX;
o   Neste período surgiu o café, novo produto, que logo passou do terceiro lugar para o primeiro lugar nas exportações brasileira.
AS VANTAGENS PARA O RIO DE JANEIRO COM VINDA DA FAMÍLIA REAL
§  No Rio de Janeiro a corte tratou de reorganizar o Estado, com a nomeação dos ministros;
§  Assim, foram sendo recriados todos os órgãos do Estado português: os ministérios do Reino, da Marinha e Ultramar; da Guerra e Estrangeiros e o Real Erário (1821) que mudou o nome para Ministério da Fazenda.
§  Também foram recriados os órgãos da administração e da justiça: Conselho de Estado, Desembargo do Paço, Meda da Consciência e Ordens, Conselho Supremo Militar.
§  Dessa maneira, peça por peça, o Estado português renasceu no Brasil.
§  Durante o período que D. João permaneceu no Brasil, foram tomadas algumas medidas, que trouxeram progresso para o país;
§  Foram criados, nesse período:
o   O Banco do Brasil em 12 de outubro de 1808, para servir de instrumento financeiro do Tesouro Real, embora a sua finalidade declarada fosse a de atuar como instituição creditícia dos setores produtivos – comércio, indústria e agricultura;
o   A Academia de Belas-Artes;
o   A Casa da Moeda;
o   A fábrica de pólvora;
o   O arsenal da Marinha.
§  Deu-se também a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarve, em 1815.
§  Com isso as capitanias passaram a se denominar províncias;
§  Apesar do progresso que houve com a vinda da família real, a administração de D. João VI não melhorou a vida dos colonos.
§  A corte gastava muito, foram criados cargos inúteis para empregar fidalgos (filhos de algo) portugueses, e o governo começou a cobrar impostos.
TRATADOS DE 1810
§  Compreendiam três acordos distintos: Tratado de Comércio e Navegação, Tratado de Amizade e Aliança e o Tratado dos Paquetes.
§  Provocaram uma grande mudança no cenário econômico brasileiro.
§  Esse acordo confirmou a liberação dos portos brasileiros para as demais nações do mundo.
§  Sob o ponto de vista histórico, a assinatura desse termo simbolizava a vitória da doutrina econômica liberal sobre as antigas diretrizes do mercantilismo.
§  Outro ponto bastante polêmico desse tratado também discutia a relação jurídica entre portugueses e ingleses.
§  Pelo documento, qualquer inglês que fosse incriminado em terras portuguesas só poderia ser julgado sob a presença de uma autoridade britânica e com base nas leis de seu país de origem.
§  Em contrapartida, se um português fosse acusado em terras inglesas, teria de confiar nas diretrizes e autoridades da própria justiça inglesa.
§  Para o Brasil, a abertura dinamizou a economia, estabeleceu o acesso a novas mercadorias e diminuiu o custo de vida.
§  Para os portugueses, essa decisão representava o fim dos amplos lucros obtidos com a sua mais lucrativa colônia.
§  Por fim, aos ingleses, essa seria uma importante conquista econômica que garantiu o incremento de sua receita.

A VOLTA DA FAMÍLIA REAL A LISBOA
§  Tanto movimento por aqui provocou a indignação do outro lado do Atlântico.
§  Afinal, o Brasil deixará de ser uma simples colônia. Nosso país tinha sido elevado à condição de Reino Unido a Portugal e Algarves.
§  Quer dizer, enquanto a família real esteve por aqui, a sede do reino foi o Rio de Janeiro, que recebeu muitas melhorias;
§  Enquanto isso, em Portugal, o povo estava empobrecido com a guerra contra Napoleão e o comércio bastante prejudicado com a abertura dos portos brasileiros.
§  Os portugueses estavam insatisfeitos e, em 1820, estourou a Revolução Liberal do Porto, cidade ao norte de Portugal;
§  Os rebeldes exigiram a volta de dom João e a expulsão dos governantes estrangeiros.
§  Queriam também que o comércio do Brasil voltasse a ser feito exclusivamente pelos comerciantes portugueses;
§  Cedendo às pressões de Portugal, dom João voltou em 26 de abril de 1821.
§  Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil;
§  Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos.

EMBARQUE DA FAMÍLIA REAL, DE VOLTA A PORTUGAL.
§  A falta de proteção aos empreendimentos brasileiros e os privilégios concedidos aos comerciantes estrangeiros (principalmente ingleses), a partir de 1810, iriam liquidar a possibilidade de implantar uma indústria no Brasil.
REFERÊNCIA
 Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga,Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio.Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES

1ª Etapa: A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE MÉDIA (PARTE I)

Autor: Gilberto Moura
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Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B       Turno: Noturno  3º Período.
1ª  ETAPA A, B
A CRISE DO FEUDALISMO – BAIXA IDADE MÉDIA (PARTE I) 
A CRISE DO FEUDALISMO
§   É um processo de longa duração que conta com uma série de fatores determinantes.
§   Foi de grande importância para que as práticas e regras que regulavam o interior dos feudos sofressem significativas transformações.
§   Influiu na transformação nos laços sociais e nas ideias que sustentavam aquele tipo de ordenação presente em toda a Europa.
§   O caráter autossustentável dos feudos perdeu espaço para uma economia mais integrada às trocas comerciais.
§   Ao mesmo tempo, a ampliação do consumo de gêneros manufaturados e especiarias, e a crise agrícola dos feudos trouxeram o fim do equilíbrio no acordo estabelecido entre servos e senhores feudais.

FASE DE INSTABILIDADE
§   Envolve as relações servis e trouxe à tona um duplo movimento de reorganização dos feudos.
§   As relações feudais em algumas regiões sofrerem um processo de relaxamento que dava fim a toda rigidez constituída na organização do trabalho.
§   Os senhores de terra, cada vez mais interessados em consumir produtos manufaturados e adquirir especiarias, passavam a estreitar relações com a dinâmica econômica urbana e comercial - dar mais espaço para o trabalho assalariado ou o arrendamento de terras em troca de dinheiro.
§   Em algumas regiões, principalmente da Europa Oriental, o crescimento demográfico e a perda da força de trabalho para a economia comercial incentivaram o endurecimento das relações servis.
§   Imbuídos de seu poder político, muitos senhores de terra da Rússia e de partes do Sacro Império Germânico passariam a exigir mais obrigações e impostos da população campesina.
 O PROCESSO MARCOU UM PERÍODO DE ASCENSÃO DA ECONOMIA EUROPEIA.
§   Entre os séculos XII e XIII.
§   Entre 1346 e 1353, uma grande epidemia de peste bubônica (peste negra) liquidou aproximadamente um terço da população europeia.
§   A disponibilidade de servos diminuiu e os salários dos trabalhadores elevaram-se significativamente.
§   Fez com que as obrigações servis fossem cada vez mais rígidas, tendo em vista a escassez de trabalhadores.
§   Os grandes proprietários de terra acabaram criando leis que dificultavam a saída dos servos de seus domínios ou permitia a captura daqueles que fugissem das terras.
§   A opressão dos senhores acabou incitando uma série de revoltas camponesas em diferentes pontos da Europa.

AS DIVERSAS REBELIÕES
§   Ficaram conhecidas como “jacqueries”.
§   No século XV, o declínio populacional foi superado reavivando a produção agrícola e as atividades comerciais.
§   A baixa produtividade dos feudos não era capaz de atender a demanda alimentar dos novos centros urbanos em expansão que, ao mesmo tempo, tinham seu mercado consumidor limitado pela grande população rural.
§   O comércio sofria grandes dificuldades por conta dos monopólios que dificultavam e encareciam a circulação de mercadorias pela Europa.
§   Os árabes e os comerciantes da Península Itálica eram os principais responsáveis por esse encarecimento das especiarias vindas do Oriente.
§   A falta de moedas, ocorrida por conta da escassez de metais preciosos e o escoamento das mesmas para os orientais, impedia o desenvolvimento das atividades comerciais.
§   Os tantos empecilhos gerados à economia do século XV só foram superados com a exploração de novos mercados que pudessem oferecer metais, alimentos e produtos.
§   Os mercados só foram estabelecidos com o processo de expansão marítima, que deflagrou a colonização de regiões da África e da América.
§   Dessa forma, a economia mercantilista dava um passo decisivo para que um grande acúmulo de capitais se estabelecesse no contexto econômico europeu.
§   A crise do feudalismo trouxe um conjunto diverso de transformações ao mundo medieval.

CATARISMO
§   Concebido nos fins do século IX, o catarismo foi considerado um dos mais expressivos movimentos hereges de toda a Idade Média.
§   Seus praticantes, conhecidos como cátaros (termo de origem grega que significa “puro”), estabeleceram uma doutrina espiritual influenciada por ensinamentos do cristianismo, do gnosticismo e do zoroastrismo.
§   Aparecendo inicialmente na região de Limousin, na França, esse movimento herético logo tomou corpo e se desenvolveu ao longo das décadas.
§   Tendo uma visão de mundo fortemente dualista, os cátaros acreditavam que a glorificação do espírito só pode ser alcançada a partir do momento em que as sensações carnais fossem desprezadas.
§   Influenciados por essa concepção, os cátaros viviam uma vida extremamente simples e se abstinham do consumo de alguns alimentos como a carne e qualquer outra fonte de sustento que fosse obtida por meio da procriação.
§   Se recusavam a realizar o sacrifício de qualquer tipo de animal e não aceitavam os tradicionais juramentos feudais.
§   A rejeição do mundo material se sustentava numa crença anterior, na qual acreditavam que todo o mundo espiritual fora criado por um “deus do bem” (Deus) e toda a realidade material fora concebida por um “deus do mal” (Diabo).
§   O homem deveria buscar sua purificação espiritual e tomar as mais diversas ações que lhe permitissem se afastar da esfera material.
§   Mesmo acreditando na existência do mal, eles não acreditavam no inferno, pois, ao fim, o bem triunfaria para todo o sempre.
 ENTRE OS SÉCULOS XI E XII, O CATARISMO SE DESENVOLVEU POR DIVERSOS CANTOS DA EUROPA.
§   Teve seus praticantes conhecidos por nomes diversos.
§   Na Alemanha, foram chamados de “ketzers”; entre os italianos foram nomeados como “patarinos”; e em terras búlgaras foram conhecidos como “bogomils”.
§   No século XIII, o grande número de cátaros existentes na cidade de Albi – localizada na região francesa do Languedoc – fez com que os praticantes dessa heresia também fossem conhecidos como “albigenses”.
§   Desenvolvendo uma igreja própria, os cátaros se organizavam em uma hierarquia que os dividia como: bispos, perfeitos e crentes.
§   Os “crentes” tinham uma relação aberta com os cátaros, seguindo alguns de seus princípios, mas mantendo laços com a Igreja Católica e contraindo matrimônio.
§   Os “perfeitos” tinham uma vida de negação material e só alcançavam essa condição ao serem aceitos em uma cerimônia de aceitação organizada pelos bispos, que eram os líderes mais experientes.
§   Na medida em que tinham sua igreja e suas próprias liturgias, os cátaros foram perseguidos pelos representantes do catolicismo.
§   No ano de 1119, o Concílio Regional de Toulouse chegou à conclusão de que o catarismo era uma séria ameaça à manutenção da unidade da fé cristã.
§   Inicialmente, os clérigos católicos tentaram reafirmar sua autoridade religiosa dialogando com os cátaros e enviando pregadores para as regiões em que a heresia se desenvolvia de modo mais expressivo.
§   Sem obter a submissão esperada, o papa Inocêncio III condenou os cátaros à condição de hereges durante o IV Concílio Lateranense, no ano de 1215.
§   Tomada essa decisão, os cátaros foram sistematicamente perseguidos e tiveram as suas igrejas destruídas durante a chamada “Cruzada Albigense”, desenvolvida entre as décadas de 1210 e 1220.
§   Ao mesmo tempo, o crescimento da Inquisição Católica tratou de varrer os demais praticantes dessa religião medieval.
§   Os cátaros não se subordinavam aos preceitos da Igreja Católica.
 INQUISIÇÃO
§   Nas últimas décadas do século XIII a Igreja era uma instituição religiosa fortemente consolidada no continente europeu.
§   O apoio do Estado e sua condição de formadora da elite intelectual da época garantiam uma influência de grande força entre os vários segmentos da sociedade ora vigentes.

AS CONTURBAÇÕES DE CUNHO TEOLÓGICO - A HEGEMONIA CRISTÃ.
§   Os movimentos heréticos apareciam oferecendo um modelo de fé e devoção religiosa que escapava das esferas de controle da própria Igreja.
§   No ano de 1219, uma confraria de origem dominicana estabeleceu a criação da chamada Milícia de Jesus Cristo.
§   Visando defender a pureza do catolicismo, os integrantes desse grupo realizaram a matança de comunidades inteiras ao longo do período medieval.
§   Nesse período, a perseguição aos judeus e a ascensão das religiões protestantes serviu de incentivo para que o chamado Tribunal do Santo Ofício fosse criado com o objetivo de vasculhar diversas regiões em busca de infratores que representassem algum tipo de ameaça à hegemonia cristã.
§   O tribunal contava com a força das autoridades locais que cediam militares e instalações onde pudessem realizar seus processos de investigação.
§   Muitas vezes, as delações eram tomadas como verdade, sem que antes para isso, houvesse a apresentação de qualquer indício.
§   Mesmo que não chagasse a ser morto em uma fogueira, o simples fato de uma pessoa ter passado por um processo inquisitorial determinava um enorme desprestígio.
§   Não raro, um acusado poderia ter suas possessões confiscadas, perdia direitos políticos ou era obrigado a se mudar para outra localidade.
§   Geralmente, as acusações feitas pela Inquisição aconteciam envolvendo crimes de atentado contra os preceitos morais da época ou contra os dogmas instituídos pela Igreja.
§   A realização das torturas acontecia como um meio de se obter a confissão.
§   A condenação do corpo era considerada uma forma de purificação necessária para que o réu pudesse reconhecer seus crimes e se libertar das forças malignas que o instigavam a ocultar sua falta.
§   A queima na fogueira foi uma das mais expressivas ritualizações do poder exercido pelo Tribunal da Santa Inquisição.
§   Antes de morrer, caso reconhecesse os seus pecados, o acusado sofria enforcamento antes de ter seu corpo carbonizado.
§   No entanto, se reafirmasse inocência, o condenado era queimado vivo.
§   Os autos de fé eram as celebrações onde geralmente tais penas eram aplicadas e as publicações consideradas proibidas, também eram consumidas pelas chamas.
§   Somente no século XVIII é que o movimento de Inquisição começou a perder seu terreno ao ser proibido em diversas partes do continente europeu.
§   Ainda assim, a Igreja mantinha órgãos de vigilância que poderiam punir os hereges ou descumpridores do dogma cristão com penas mais leves, como a excomunhão.
§   De fato, o desenvolvimento da Inquisição revela-nos um episódio marcado pela problemática chaga da intolerância religiosa.
§   A tortura era considerada pelos inquisidores como uma forma de se buscar a confissão do pecador.
REFERÊNCIA
Básica:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheila de Castro; FERREIRA, Jorge; SANTOS, Georgina dos. História – Volume Único (Ensino Médio). Editora Saraiva, Livreiros Editores, São Paulo, 2010.
Complementar:
GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2016.
JANSON, H. W e JANSON, Anthony F. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins, 1996.
SOUZA, Denice Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (1 a 6).
SITES
https://www.indavoula.com.br/curiosidades-sao-luis/

segunda-feira, setembro 23, 2019

História da Ilha São Luís do Maranhão

Centro Educacional Cruzeiro do  Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B   & 2ª Etapa A, B    Turno: Noturno  3º Período.
Aula Extra:  História da Ilha São Luís do Maranhão
                                   
 (Prof. Gilberto Moura)
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"Conhecimento (...) ao contrário da fome e da sede, nunca se sacia (...)."

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"Conhecimento (...)  ao contrário da fome e da sede, nunca se sacia (...)."
(Prof. Gilberto Moura)
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