| Autor: Gilberto Moura |
CE CRUZEIRO DO SUL
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 2ª A,B,C Turno: Noturno
Aula:
O SÉCULO DA RAZÃO: ILUMINISMO E LIBERALISMO
SLIDES:
VÍDEOS - SLIDES:
VÍDEOS- YOU TUBE:RESUMO:
RESUMO:
O
ILUMINISMO
· Foi a corrente de pensamento dominante na Europa do
século XVIII e defendeu o predomínio da razão sobre a fé, representando a visão
de mundo da burguesia.
· Seus pensadores negavam as doutrinas absolutistas e
mercantilistas e apoiavam valores liberais, tanto na política quanto na
economia.
ORIGENS
· Os primeiros teóricos do Iluminismo introduziram as
bases do movimento ainda no século XVII, influenciados pelas transformações que
vinham ocorrendo na Europa, como o Renascimento, a Reforma Religiosa, a
expansão marítimo-comercial e a ascensão da burguesia.
· O racionalismo foi fundamentado como método científico
pelo francês René Descartes, que, em 1637, estabeleceu a razão como único
caminho para o conhecimento.
· Descartes partia de verdades básicas - axiomas - para
atingir conhecimentos mais amplos.
· Seu primeiro axioma ficou famoso: "Penso, logo
existo".
· Segundo o pensamento iluminista, o avanço do
conhecimento poderia se dar tanto pela via de racionalismo abstrato de
Descartes como pela via do empirismo inglês.
·
Nas ciências
exatas, o físico inglês Isaac Newton também revolucionou o pensamento da época,
ao afirmar que o universo seria regido por leis próprias, que podem ser
conhecidas pelo homem por meio da ciência.
· O holandês Baruch de Espinosa demonstrou que o
Universo é inteligível, ou seja, pode ser conhecido por meio da razão.
· Ele mostrou que os mistérios, os milagres e as coisas
ocultas são fruto da nossa imaginação, devido ao medo que temos dos males que
podem nos atingir e das necessidades e privações que podemos enfrentar.
· O pensamento de Espinosa é uma crítica radical a todas
as formas de irracionalismo e superstição, seja na religião, na política ou na
filosofia.
· Os princípios da política iluminista - liberalismo -
foram formulados pelo filósofo inglês John Locke, que defendia uma relação
contratual entre o monarca e seus súditos.
· Para Locke, o homem possuía direitos como liberdade e
propriedade privada, e cabia ao Estado proteger esses direitos, o que limitava
seu poder.
SÉCULO DAS LUZES
· No século XVIII, a Europa viveu o ápice das
transformações ideológicas e culturais iniciadas com o Renascimento nos séculos
XV e XVI.
· Voltados para o estudo da sociedade e da natureza, os
filósofos da época acreditavam que o uso da razão era indispensável para
alcançar a verdade, base da compreensão dos fenômenos naturais e do
funcionamento da sociedade.
· Por considerarem a necessidade de "iluminar o
pensamento humano com a razão", esses pensadores foram chamados filósofos
iluministas.
· Os importantes avanços econômicos, culturais e
científicos levaram à crença de que o destino da humanidade era o progresso.
· O auge dessa efervescência se deu no século XVIII - o
"século das luzes".
· Além do racionalismo e do liberalismo, outro princípio
iluminista é o anticlericalismo - posição política contrária ao poder da Igreja.
· Os três nomes mais significativos do Iluminismo
francês foram os filósofos Voltaire, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau.
· O primeiro, ligado à alta burguesia, era um crítico
fervoroso do absolutismo, da nobreza e, principalmente, da Igreja.
· Na política, Voltaire foi um dos inspiradores do
despotismo esclarecido. Rousseau era identificado com a baixa burguesia e com
os trabalhadores miseráveis, posicionando-se a favor do Estado democrático e
republicano.
· Trabalhou com a noção do bom selvagem, segundo a qual
o homem nasce bom, mas depois é corrompido pela sociedade. Foi o maior ideólogo
da Revolução Francesa.
· A fim de divulgar o conhecimento, os iluministas
conceberam a Enciclopédia, obra com 35 volumes contemplando todo o conhecimento
existente até então.
OS
MAIS IMPORTANTES PRINCÍPIOS DO ILUMINISMO
· A laicização do Estado, ou seja, a separação entre
política e religião.
· A laicização do ensino, que tornou a educação
responsabilidade do Estado, sem a interferência do clero.
· O combate à escravidão.
· A liberdade como direito natural e inalienável de todo
ser humano.
· A igualdade jurídica, ou seja, o combate às diferenças
entre as ordens sociais, antes legitimadas pelo Estado absolutista.
· O confisco das propriedades eclesiásticas, a limitação
dos poderes inquisitoriais da Igreja e a concessão de liberdade religiosa aos
súditos.
OS
PRINCIPAIS PRECURSORES DO ILUMINISMO
a)
Francis Bacon
(1561-1626):
ü Propôs o método experimental para a conquista do
conhecimento, que procura analisar detalhadamente as diversas circunstâncias em
que ocorre um fenômeno e a relação entre elas.
b)
René Descartes
(1596-1650):
ü Defendia a razão como o único meio para atingir o
verdadeiro conhecimento científico.
ü Acreditava que a expressão "Penso, logo
existo" era a base para a construção de verdades universais.
c)
John Locke
(1632-1704)
ü Considerado o "pai do liberalismo político"
e o mais importante precursor do iluminismo, opunha-se à concentração de
poderes nas mãos do rei e propunha que o poder legislativo representasse o
verdadeiro poder do Estado.
d)
Isaac Newton
(1642-1727)
ü Com a teoria da gravitação universal, afirmou que o
Universo é dirigido por leis físicas invariáveis.
OS PRINCIPAIS ILUMINISTAS DO SÉCULO XVIII
a)
Barão de
Montesquieu (1689-1775):
ü Apoiava a limitação da soberania dos reis e propunha a
divisão dos poderes do Estado em legislativo, executivo e judiciário.
b)
Voltaire
(1694-1778):
ü Notabilizou-se como defensor da liberdade de expressão
e combateu o absolutismo e a intolerância.
c)
Jean-Jacques
Rousseau (1712-1778):
ü É considerado o pai da democracia.
ü Defendia a ideia de que o homem é naturalmente bom,
porém a sociedade o corrompe.
ü Segundo Rousseau, as desavenças e as desigualdades
entre os homens se iniciaram com a propriedade privada.
ü Em 1762, escreveu O
contrato social, no qual afirmava que somente os pactos sociais poderiam
legitimar a autoridade.
d) Denis Diderot
(1713-1784) e Jean d'Alembert (1717-1783):
ü Diderot dirigiu a elaboração e a publicação da
Enciclopédia das ciências, artes e ofícios - ou apenas Enciclopédia - com a
colaboração do matemático D'Alembert.
ü Contanto com o trabalho de 120 autores, os
enciclopedistas pretendiam agrupar na obra todo o conhecimento da época.
ü Iniciada em 1751, foi concluída em 1772, mas sua
divulgação foi proibida pelo governo francês e pela Igreja católica, que a
incluiu no Índex (lista de livros proibidos).
DESPOTISMO ESCLARECIDO
· O Iluminismo aterrorizava os soberanos.
· No entanto, alguns viram que, para se manter no poder,
era preciso adotar reformas de cunho iluminista.
· Essa tentativa de modernização ficou conhecida como
despotismo esclarecido.
· Seu objetivo era aliviar as tensões entre a nobreza e
a burguesia e preservar as monarquias absolutistas europeias.
· Algumas das medidas adotadas por esses governantes
foram a limitação do poder da Igreja Católica e a redução dos privilégios da
aristocracia e do clero.
· Os principais déspotas esclarecidos foram Frederico
II, da Prússia; o marquês de Pombal, ministro de dom José I, de Portugal;
Catarina II, da Rússia; e José II, da Áustria.
· Apesar das mudanças, a participação política da
burguesia e do povo continuava limitada, o que levaria a revoltas, entre elas a
Revolução Francesa, em 1789.
LIBERALISMO ECONÔMICO
· Os iluministas também condenavam o sistema econômico
do Antigo Regime, o mercantilismo.
· Os primeiros contestadores foram os fisiocratas, como
os franceses Jacques Turgot e François Quesnay.
· Eles consideravam a terra a única fonte de riqueza de
uma nação - em oposição ao comércio, em que não há produção, apenas troca.
· O também francês Vincent de Gournay, discípulo de
Quesnay, cunhou a expressão que depois se tornaria símbolo do liberalismo
econômico: "Laissez faire, laissez passer, le monde va de lui même"
("Deixe fazer, deixe acontecer, o mundo vai por si mesmo").
· Em sua obra A Riqueza das Nações (1776), o pensador
escocês Adam Smith aprofundou ainda mais esses ideais, ao afirmar que a
economia funcionava por si mesma, como uma "mão invisível" a
dirigisse.
· Ele condenava o mercantilismo, via o trabalho como
única fonte de riqueza e pregava a livre concorrência e a não intervenção do
Estado na economia, fundamentando, assim, o liberalismo econômico.
REFERÊNCIA:
ATIVIDADE:
Profº Gilberto Moura, História, Aula: Século das Luzes – Iluminismo e Liberalismo, 2ª Etapa, 2º Período, 2019.


