************************1ª ETAPA A,B****************
CE Cruzeiro do Sul
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2019
Etapa: 1ª A, B Turno: Noturno
Aula
AS ANTIGAS CIVILIZAÇÕES ORIENTAIS: EGITO
SLIDES:
VÍDEO-SLIDES
VÍDEO- YOU-TUBE:
§ A formação das primeiras grandes civilizações.
§ Essas terras dispostas numa grande meia-lua foram
chamadas de crescente fértil e abrangem nos países do Oriente Médio (atuais).
§ Na verdade, desde a Pré-história o homem procurou os
rios para orientar-se no espaço e obter água para a sua sobrevivência.
§ As civilizações agrícolas foram as pioneiras no
processo de dominar o rio, para a construção do espaço geográfico.
O EGITO ANTIGO
§ A civilização egípcia, que teve início por volta de
4000 a.C., desenvolveu-se em uma estreita faixa de terra no nordeste da África.
§ Embora cercada por desertos, essa região apresentava
fatores naturais: água – o rio Nilo fornecia água necessária à sobrevivência e
ao plantio.
§ Sólos férteis – as cheias periódicas do rio Nilo
depositavam uma rica camada de húmus em suas margens, fertilizando o solo.
§ O Egito era, assim, um verdadeiro oásis em meio ao
deserto.
§ Por isso, o historiador grego Heródoto afirmou: o Egito é
uma dádiva do Nilo.
§ Para proteger casas e vilas das inundações, os
egípcios construíram díques e barragens.
§ Construíram também canais de irrigação para levar a
água do rio às regiões mais distantes.
§ Assim, aliando esforço e criatividade, os egípcios
aproveitaram os recursos naturais, fazendo surgir uma das mais antigas
Civilizações.
§ A ocupação do vale por grupos autônomos, denominados
nomos, deu-se durante o neolítico, e para melhor execução de obras hidráulicas
(mão de obra) houve uma unificação política, em aproximadamente 3 500 a.C., dos
Reinos do Baixo Egito (região do Delta) e no Alto Egito (abaixo de Mênfis).
§ Em 3 200 a.C., Menés (ou Narmer), governante do Alto
Egito, impôs a unificação dos reinos e tornou-se o primeiro faraó fundando a
primeira das trinta dinastias.
RIO NILO E SUA IMPORTÂNCIA
§ Ficou marcado como base existencial
do povo egípcio (principalmente porque, nessa fase, quase todo o restante da
região era composta por areia desértica).
§ O rio, além de garantir o transporte
de pessoas e mercadorias, também era provedor.
§ Já que sua água servia tanto para
pescar e beber como para fertilização das margens (nas fases de cheia),
garantindo bons resultados para a agricultura.
PERIODIZAÇÃO DA HISTÓRIA EGÍPCIA
Fases do Império
a)
Fase Pré-Dinástica:
ü O período, iniciado aproximadamente
4.000 anos a.C..
ü É marcado pela separação dos pequenos
estados egípcios com base na contribuição de cada um: artesanato, utilização de
metais, produção agrícola e outros.
b) Antigo Império
(3 200 a 2 300 a.C.):
ü Como a capital era Tínis, esse período ficou conhecido
também com Tinita e após a mudança da capital para a cidade de Mênfis (mais ao
norte), em 2 800 a.C., passou a se chamar Menfita.
ü Os sucessores de Menés organizaram um sistema
monárquico, despótico e altamente burocratizado de caráter teocrático.
ü O rei-deus era supremo e todos os outros eram seus
servos;
ü Foi aproximadamente entre 2 700 e 2 600 a.C. que
construíram as grandes pirâmides em Gisé.
ü Depois dessas monumentais construções, os gastos para
sua manutenção tornaram-se insustentáveis.
ü Os faraós perderam o poder e com eles a centralização
política, voltando à mão dos nomarcas.
ü O Egito passa, então, por um período intermediário,
onde a paz e a prosperidade foram coisas raras.
c) Fase
Intermediária:
ü Aqui, cada pequeno estado egípcio (que neste período
eram conhecidos como ‘nomos’) volta a se reerguer.
d) Médio
Império (2 000 a 1 750 a.C.):
ü O faraó recupera o poder, Tebas é a nova capital (Vale
dos Reis) e os faraós da XII dinastia ampliaram as obras de irrigação
devolvendo a prosperidade ao Egito.
ü Apesar dessa prosperidade, os Hicsos, oriundos da Ásia
menor, com toda sua superioridade bélica invadem o Egito e reinam no delta por
quase dois séculos, mantendo os faraós isolados em Tebas.
ü Nessa época também houve a invasão dos hebreus
(semitas).
e) Fase do Novo
Império intermediário:
ü Nessa fase política, o Egito é marcado pela invasão do
povo hicso, que dominou no delta do Nilo até o ano de 1780 a.C.
f) Novo Império
(1 580 a 1 100 a.C.):
ü Após a expulsão dos hicsos em 1 580 a.C. por Amosis I,
houve o despertar de um sentimento nacionalista e militarista que submeteu os
hebreus à escravidão até 1 250 a.C. no episódio conhecido como Êxodo.
ü Foi o apogeu do Egito como maior império do mundo,
Tutmés III (1 480 a 1 448 a.C.) deu ao império a maior expansão territorial,
até o Eufrates e Ramsés II (1 292 a 1 225 a.C.) derrotou os hititas na batalha
do Kadesh, assegurando o domínio territorial sobre a Palestina e a Síria.
ü As novas riquezas obtidas possibilitaram a construção
de magníficos templos em Luxor e Karnak, conhecido como a morada dos deuses.
ü Foi durante o novo império que houve a reforma
religiosa monoteísta (1 350 a.C.), realizada por Amenófis IV (1 377 a 1 358
a.C.), que mudou seu nome para Akhenaton (aquele que agrada a Aton), anulada
após sua morte.
g) Baixo-império
(1 100 à 525 a.C.) e o Renascimento Saíta: Após 1 100 a.C.
ü Ocorreu um longo período de decadência com conquista
de diversos povos, inclusive os Assírios em 622 a.C sob Assurbanipal.
ü Psamético I, governante da cidade de Saís, liberta o
país dos assírios, dando início ao último período de independência do Egito que
posteriormente (525 a.C.) foi conquistado pelos persas sob Cambises virando uma
mera província desses.
ASPECTOS
GERAIS DA CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA
a) Economia:
ü A agricultura de ragadio foi a principal atividade
econômica no Antigo Egito.
ü Que crescia fértil graças às poderosas margens do Rio
Nilo;
ü
Além disso,
outras atividades que também garantiam o “giro” da economia eram o artesanato e
a venda de mercadorias.
ü
Constantemente,
trabalhadores rurais eram chamados pelo faraó para a realização de trabalhos
‘manuais’, tais como a construção de canais de irrigação, de diques, templos e
até mesmo das pirâmides.
ü
É chamada assim
por estar diretamente relacionada às obras hidráulicas.
ü
O Estado
comandava as atividades produtivas uma vez que era detentor das terras.
ü
A população
camponesa vivia numa estrutura repressiva de servidão coletiva (corvéia real)
pagando impostos em produtos ou em trabalho ao faraó.
ü
Não havia
especializações produtivas regionais e o território era auto-suficiente com
relação às matérias-primas básicas;
ü
O Estado não se
monetarizou e os objetos eram trocados por objetos.
ü
Os artesãos
trabalhavam apenas para enfeitar os palácios e adornos pessoais.
b) Comércio:
ü Processava-se entre o Alto e o Baixo Egito por meio de
embarcações que subiam e desciam o rio abarrotadas de cereais e produtos
artesanais.
ü A presença da tecelagem, da fiação e a confecção de
sandálias de folhas de papiro, bem como a ourivesaria, propiciaram um
desenvolvimento razoável do comércio interno, uma vez que poucas relações eram
tidas com o exterior.
c) Pastoreio:
ü Completava os trabalhos na terra.
ü Rebanhos de gado bovino e ovino podiam ser vistos nos
campos próximos ao rio, cuidados por pastores.
d) Sociedade:
ü Na sociedade egípcia, a autoridade máxima era o faraó
– considerado por grande parte da população como a representação de um Deus na
terra (Teocracia).
ü Detinha em suas mãos a administração e os tribunais de
justiça.
ü O faraó tinha poderes ilimitados - Monarquia
Teocrática Absoluta.
ü O lugar da pessoa na sociedade era indicado pelo
nascimento -se os pais fossem escravos, o filho também seria.
ü Não havia mobilidade social, isto é, não mudava o
lugar do indivíduo, na sociedade – Sociedade de castas: privilégios de
nascimento;
ü Tal classe de trabalhadores, não à toa, era sustentada
pelos esforços de donos de pequenos comércios, artesãos e camponeses.
ü Outros profissionais, por sua vez, também eram de
grande importância no Egito Antigo - como os sacerdotes, os escribas e
militares.
ü Neste período da história, a sociedade egípcia também
era formada por uma grande concentração de escravos;
ü Marcada pelo imobilismo tendo uma estrutura piramidal
dividida rigidamente em camadas:
I. Faraó e sua
família;
II. Sacerdote, alto burocratas e aristocratas
(descendentes dos antigos nomarcas);
III. Militares e
escribas;
IV. Artesãos e comerciantes;
V. Camponeses e escravos (pouco numerosos, geralmente
prisioneiros de guerra).
e)
Religião:
ü Tinha caráter politeísta e antropozoomórfico e a
crença de vida após a morte desenvolveu o culto aos mortos e às técnicas de
mumificação.
ü O Egito desenvolveu três tipos de escrita, a
hieroglífica (sagrada e originária do período pré-dinástico), hierática
(documentos administrativos) e demócrita (caráter popular e simplificado).
ü A decifração da escrita egípcia foi obra de
Champollion graças à Pedra da Rosetta, que, descoberta por um soldado de
Napoleão em 1 799 continha o mesmo texto em grego, hieroglífico e Demócrito.
ü Foi escrita em 196 a.C., decifrada em 1 822 d.C. e em
seu conteúdo tinha uma homenagem a Ptolomeu.
f)
As Pirâmides
ü Expressam a grandeza da civilização egípcia.
ü Tinham duas funções:
I. Religiosa – guardar o corpo do faraó com o seu
tesouro, após sua morte.
II. Política – representava a grandeza do poder do faraó.
Observação:
Quanto mais alta, maior
seria o seu poder. Quanto maior a base, maior seria a estabilidade e a
tranqüilidade do governo do faraó.
§ Entre 2.700 e 2.600 a.C. foram construídas as grandes
pirâmides (templos funerários destinados ao faraó e sua família), na região de
Gizé.
§ Os faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, foram
responsáveis pelas construções das mais famosas pirâmides egípcias.
§ Por volta de 1.750 a.C., fugindo da seca e crise na
produção de alimentos, os hebreus chegam ao Egito.
§ Os hebreus que tinham-se estabelecido mais ou menos clandestinamente,
por causa da fome, foram perseguidos e transformados em trabalhadores escravos.
§ Por volta de 1.250 a.C., porém, conseguiram deixar a
região, sob o comando de Moisés, no chamado êxodo e voltar a Palestina (atual
Israel).
ASPECTOS GERAIS DA CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA
§ Esta máscara de ouro protegia a múmia do faraó
Tutancâmon.
§ Ninguém era mais importante que o faraó, cuja imagem
estava associada aos deuses (Teocracia).
§ Detinha em suas mãos a administração e os tribunais de
justiça.
§ O faraó tinha poderes ilimitados - Monarquia
Teocrática Absoluta.
§ O lugar da pessoa na sociedade era indicado pelo
nascimento.
§ Se os pais fossem escravos, o filho também seria.
§ Não havia mobilidade social, isto é, não mudava o
lugar do indivíduo, na sociedade – Sociedade de castas: privilégios de
nascimento.
§ Eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses.
§ A ordem social era mantida pela força e pela RELIGIÃO.
§ Os egípcios acreditavam que a alma não morria junto
com o corpo.
§ Por isso, o corpo tinha que ser conservado.
§ Graças à religião, pela prática da mumificação dos
cadáveres é que se teve grande progresso na medicina.
§ Eles utilizavam o papiro, um tipo de papel feito com
uma planta que cresce nas margens do Nilo, sobre o qual escreviam com tinta.
§ Os escribas eram os funcionários que conheciam a
escrita e somente eles sabiam ler e escrever.
SOBRE A
ESCRITA NO EGITO ANTIGO
§ Uma das maiores contribuições do Egito Antigo para o
mundo diz respeito à criação de uma linguagem escrita própria.
§ O Egito desenvolveu três tipos de escrita:
a)
Hieroglífica,
composta por símbolos e desenhos complexo, era usada, principalmente, para se comunicar
com o faraó.
b)
A hierática
(documentos administrativos).
c)
A demócrita
(caráter popular e simplificado - utilizada para a comunicação cotidiana).
§ Eles utilizavam o papiro, um tipo de papel feito com
uma planta que cresce nas margens do Nilo, sobre o qual escreviam com tinta.
§ Os escribas eram os funcionários que conheciam a
escrita e somente eles sabiam ler e escrever.
§ Eles utilizavam o papiro, um tipo de papel feito com
uma planta que cresce nas margens do Nilo, sobre o qual escreviam com tinta.
§ Os escribas eram os funcionários que conheciam a
escrita e somente eles sabiam ler e escrever.
§ Além de mensagens de adoração ao faraó e fatos sobre
sua vida, alguns textos também foram escritos com o único objetivo de
espantarem possíveis saqueadores.
§ Os papiros, que também podem ser encontrados até hoje,
serviam como uma espécie de papel para registro dos textos em linguagem
hieroglífica.
§ Grande parte dos conhecimentos que temos atualmente
acerca da população egípcia antiga se tornou possível graças à tradução dos
hieróglifos egípcios.
§ Eles foram interpretados pela primeira vez pelo
egiptólogo e linguista francês Champollion, no século XIX.
CIÊNCIAS
a)
Astronomia:
ü Os métodos de cálculos matemáticos no Egito não
estavam em condições de fornecer base aos conhecimentos astronômicos.
ü Em tudo que as fontes de estudos egípcios nos
fornecem, nem há mesmo referência de um eclipse, o que não acontece com a
civilização mesopotâmica.
ü É possível, todavia que os textos egípcios que nos
foram transmitidos pelos egípcios, escritos em papiro, se tenham perdido, em
quanto que, os babilônicos, gravados em tabuinhas, eram de mais fácil
conservação.
b)
Calendário
ü Os egípcios dividiam o ano em 12 meses de 30 dias,
agrupados em 3 estações de 4 meses cada, denominadas Inundação, Inverno e Verão.
ü Aos 360 dias acrescentavam do fim de cada ano, 5 dias,
formando realmente o ano de 365 dias, como o nosso.
c)
Medicina:
ü Era assegurada pela existência de duas academias onde
eram ministrados estudos médicos com cariz regular, mas com uma função quase
sacerdotal, inserida por tal no mundo restrito dos templos.
ü O corpo de médicos surge organizado na dependência de
um Supremo Chefe dos Arquiatros do Alto e Baixo Egipto, detentor de várias
categorias.
ü Eram desenvolvidas diversas actividades de tipo
cirúrgico, tais como a circuncisão (obrigatória por motivos higiénicos), a
castração, a cesariana e, muito provavelmente, a excisão de cataratas oculares
e próteses dentárias.
ü Contudo, e fruto de uma profunda dominância religiosa,
a anatomia humana era perspectivada segundo uma posição significativamente
fantasiosa.
ü O diagnóstico baseava-se na sintomatologia, e uma vez
identificada a enfermidade, passava-se à terapia.
ü A farmacopeia baseava-se num conhecimento profundo da
botânica e das ervas especiais.
ü Os ferimentos, por seu lado, eram lavados e cobertos
com unguentos à base de óleos essenciais e outros ingredientes, sendo depois
cuidadosamente envolvidos em ligaduras.
ü No material utilizado pelo médico na sua atividade
sobressaía o bisturi, serrilhas, lâminas de bronze com cabo em ébano e marfim,
boiões de pomadas e unguentos e ligaduras.
ü A anestesia era praticada pelo método "a
frio", arrefecendo-se a parte anatómica e os instrumentos cirúrgicos,
embora não seja de excluir a probabilidade de uso de poções soporíferas.
DECLÍNIO
§ Aproximadamente em 1080 a.C. começa o período de
declínio do estado egípcio, que foi conquistado pelos assírios em 670 a.C.
§ Em 662 a.C. o Egito retomou sua independência, com um
período de renascimento cultural; .
§ No entanto, foi derrotado pelos persas, em 525 a.C., incorporado
ao Império de Alexandre, o Grande, em 331 a.C.
§ E finalmente foi dominado pelos romanos em 30 a.C.,
tornando-se uma província do Império Romano.
REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga,Medieval,
Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História
– Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
ATIVIDADE: