terça-feira, maio 26, 2020

1ª Etapa A & B - Civilização Antiga: Mesopotâmia

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CE CRUZEIRO DO SUL
Professor: Gilberto Moura 
Disciplina: História                                Ano: 2020
Etapa: 1ª                          Turno: Noturno
Aula:
Civilização Antiga: Mesopotâmia
§  A civilização mesopotâmica é considerada o berço da cultura ocidental.
§  Daqueles povos vêm os cálculos astronômicos, a escrita, o primeiro código, as cidades-estados e muito mais.
§  A Mesopotâmia era uma região fértil que facilitava a fixação de populações. Em épocas sucessivas, sumérios, acádios e assírios, dentre outros povos, dominaram esta zona.
ORIGEM DA CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMICA
§  A região entre os rios Tigre e Eufrates era denominada "crescente fértil"
§  A palavra "mesopotâmia" vem do grego e significa "entre dois rios". Com a abundância de águas e terras férteis, os primeiros seres humanos resolveram se fixar ali, entre os rios Tigres e Eufrates, num fenômeno conhecido por Revolução Urbana.
§  As cidades eram protegidas por muralhas e suas construções mais altas eram os templos, chamados de Zigurates. Estes eram administrados por sacerdotes que detinham o poder administrativo da cidade.
§  Com o tempo, essas cidades foram crescendo e despertando a cobiça nas vizinhas. Houve a necessidade de separar o poder religioso do administrativo e surgem os primeiros comandantes militares.
§  Nem tudo, entretanto, era resolvido com lutas. As cidades também começaram a comercializar aquilo que não necessitavam (excedentes) e isso gerou as primeiras trocas comerciais que se têm notícia.
 POVOS DA MESOPOTÂMIA
A Mesopotâmia abrigou diversos povos da antiguidade, atraídos pela fertilidade do solo que era garantida pelos ciclos de cheias dos rios Tigre e Eufrates. Entre os inúmeros povos que habitaram a região, os:
a)      Sumérios
§  A primeira civilização que se desenvolveu na Mesopotâmia foi à dos sumérios, povo oriundo do vizinho planalto do Irã.
§  Quish teria sido a primeira cidade dessa civilização, depois surgiram Ur, Uruk, Nipur, Lagash, Eridu e Nipur.
§  Cada cidade era independente, governadas por um patesis, mistura de chefe militar e sacerdote. Eles controlavam a população, cobrando impostos e administrando as obras para armazenar a água e que seria usada nos períodos de seca.
§  As terras eram consideradas propriedade dos deuses, cabendo ao homem servi-los, não só com o trabalho agrícola, mas também com a edificação dos Zigurates.
§  Desenvolveram um sistema de leis baseado nos costumes e eram habilidosos nas práticas comerciais Por isso, elaboraram a escrita cuneiforme, assim chamada porque eram feitas com um estilete em forma de cunha que gravavam em placas de argila.
b)      Acádios
§  Sua cidade mais importante foi Acad, que deu origem ao termo acádio. Por volta de 2330 a. C., o rei acádio Sargão I unificou as cidades sumérias, criando o primeiro império que se tem registro na História, o Império Acádio.
§  Porém, contínuas invasões estrangeiras inviabilizaram a permanência deste domínio, que acabou desaparecendo por volta de 2100 a. C.
c)      Amonitas
§  Código de Hamurabi
§  Aspecto do Código de Hamurabi que se encontra no Museu do Louvre, em Paris.
§  Se estabeleceram na região centro-sul da Mesopotâmia e, sob o comando de Hamurabi, fundaram o Primeiro Império Babilônico.
§  Hamurabi conseguiu conquistar toda a baixa Mesopotâmia a partir de 1792 a. C. e somente no século 18 a. C. a região foi unificada.
§  Desta maneira, Hamurábi passa a estabelecer regras sociais e econômicas e elabora as leis que ficaram conhecidas como o Código de Hamurabi.
§  Além do rígido código de conduta, o Império Babilônico foi marcado pelo apogeu da economia da região. Havia, contudo, limites que prejudicavam o sistema, como o fato de os cargos serem hereditários e a existência da escravidão.
§  A profissionalização do exército e o desenvolvimento da economia mercantil também pressionaram para os problemas internos que derrubariam o reino a partir de 1800 a. C.
§  Os primeiros a conquistarem o império foram os hititas. Entre suas marcas estava a utilização de cavalos para aparelhar o exército.
d)   Assírios
§  Os assírios se estabeleceram primeiro ao norte da Mesopotâmia, na região conhecida como Assur e Nínive, por volta de 2,5 mil a. C.
§  Esse povo, contudo, iniciou a partir de 883 a. C. correntes migratórias.
§  Eram guerreiros e passaram a dominar a fabricação de armas bélicas.
§  Na batalha eram considerados velozes e saqueavam os povos conquistados.
§  A crueldade estava entre suas características.
§  O império dos assírios chegou à Síria, à Fenícia, à Palestina e ao Egito Antigo entre os séculos 8 e 7 a.C. Por serem muito cruéis com os povos conquistados, provocavam revoltas e em 612 a.C., os caldeus e os medos os derrotaram iniciando o Segundo Império Babilônico.
e)      Caldeus
§  Não se sabe ao certo a origem dos caldeus, no entanto sua história se confunde com a da Babilônia por terem dominado aquela cidade durante muito tempo.
§  Desenvolveram a astrologia e a matemática a tal ponto que os romanos usavam a palavra “caldeia” como sinônimo para esses estudiosos.
§  O império dos caldeus foi marcado pelo domínio de Nabucodonosor, que em 586 a. C. escravizou os judeus e os levou para os Babilônios como escravos.
§  Este rei também foi o responsável pela reconstrução da Babilônia transformando-a numa imponente cidade.
f)       Hebreus
§  A figura de Moisés e suas leis foram fundamentais para unificar os hebreus
§  Os hebreus são um povo semita de origem hebraica descendentes dos patriarcas descritos pela Bíblia como Abraão, Isaac e Jacó.
§  Monoteístas, os hebreus se organizaram através das leis ditadas por Moisés e influenciaram as religiões judaica, cristã e islâmica.
§  Eram seminômades e foram escravizados em vários momentos da história, inclusive sob o reinado de Nabucodonosor e também pelos egípcios.
§  Posteriormente, os hebreus se fixam em Israel e serão expulso dali pelos romanos no ano de 135.
g)      Hititas
§  Os hititas integram uma civilização antiga indo-europeia surgida entre dois mil anos a. C. e 1.340 a. C.
§  Seriam originários da região do mar Morto.
§  Formaram uma grande potência no Oriente Médio.
§  Eram politeístas e acreditavam que o rei, em vida, era uma espécie de segundo deus.
§  A divindade era dividida com as funções de príncipe, líder militar e juiz.
§  Quando morria, o rei se tornava o próprio deus.
PRIMEIRO IMPÉRIO BABILÔNICO (1800-1600 a. C.)
a)      Cidade da Babilônia
§  Recriação da Babilônia com seus jardins e seu portal de entrada azul (abaixo, à direita)
§  Entre os invasores da Mesopotâmia, que derrubaram os acádios, estavam os amoritas, provenientes do deserto árabe. Os amoritas se estabeleceram na cidade de Babilônia, na Média Mesopotâmia.
§  Por volta do século XVIII a. C., Hamurabi, rei da Babilônia, conseguiu unificar toda a região fundando o Primeiro Império Babilônico.
§  A cidade transformou-se num dos maiores centros urbanos da Antiguidade, onde se erguiam importantes monumentos arquitetônicos.
§  É o caso do Zigurate - de Babel, citado na Bíblia como a torre construída para se chegar ao céu.
CÓDIGO DE HAMURABI  E A CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMICA
§  Hamurabi, o mais importante rei da Babilônia, organizou o primeiro código de leis escritas - Código de Hamurabi. Para o soberano, se as leis estivessem gravadas, todos poderiam obedecê-las em qualquer lugar do reino.
§  Deste modo, o Código apresentava uma série de penas para delitos em todos os âmbitos da vida, seja doméstico ou profissional, em relação à propriedade de imóveis e escravos.
§  As punições previstas variavam de acordo com a condição social da vítima e do infrator.
§  O Código de Hamurabi pode nos parecer cruel nos dias atuais, mas tinha como objetivo regularizar a vingança. Dele se extraiu a Lei de talião, que pregava o princípio do "olho por olho, dente por dente".
§  No entanto, devemos entender que a sociedade para o qual foi criado não havia a noção de um Direito constituído e, em teoria, qualquer pessoa poderia fazer justiça com as próprias mãos.
CARACTERÍSTICAS DOS POVOS DA MESOPOTÂMIA
1.      Baixo Relevo mesopotâmico
§  Aspecto de um baixo-relevo utilizado na decoração de templos, muros e palácios da Mesopotâmia.
§  Apesar da grande diversidade cultural, algumas características eram comuns às diferentes sociedades que se desenvolveram na Mesopotâmia.
2.      Economia
§  A base da economia era a agricultura, que dependia das cheias dos rios Tigres e Eufrates.
§  O sistema monetário era pouco desenvolvido, mas a cevada e os metais eram utilizados como referência de valor.
3.       Sociedade
§  Na região predominavam as pessoas livres.
§  Os escravos surgiram durante as guerras e pertenciam à comunidade.
§  Eram utilizados nos trabalhos mais duros, como o das minas.
4.      Religião
§  Os povos mesopotâmicos eram politeístas.
§  Cada povo cultuava com mais intensidade uma divindade: os babilônios, Marduk; os assírios, Assur.
§  Uma deusa bastante popular era Ishtar, protetora da fertilidade, vida, beleza e do amor.
5.      CIÊNCIA E CULTURA
§  Os povos mesopotâmicos destacaram-se na ciência, arquitetura e literatura. Observando o céu, os sacerdotes desenvolveram os princípios da astronomia e da astrologia.
§  Os Zigurates, templos que abrigavam celeiros e oficinas, eram também verdadeiras torres de observação dos céus. Descreveram cálculos do movimento de planetas e estrelas e a elaboração de sofisticados calendários.
§  Foi os mesopotâmios que elaboraram o calendário dividindo o ano em 12 meses e a semana em sete dias, cada um em períodos de 12 horas.
§  Desenvolveram ainda cálculos algébricos, dividiram os círculos em 360 graus e calcularam as raízes quadrada e cúbica. Na arquitetura, introduziram o uso de arcos e decoração em baixo relevo.
§  Na literatura, criaram poemas e narrativas épicas, como a Epopeia de Gilgamesh, inspiradora da descrição do dilúvio bíblico.

Curiosidades

  • Na Babilônia estava situada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, os Jardins Suspensos.
  • A maior parte do território da antiga Mesopotâmia, atualmente, se encontra situado no Iraque e no Irã.
 REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História – Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
Sites
            https://www.todamateria.com.br/civilizacao-mesopotamica/

AULA MATERIAL/ PDF
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Vídeo- Aula: You Tube 2: Civilização Antiga: Mesopotâmia - Povos

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sexta-feira, maio 22, 2020

... a grandeza do ínfimo

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1ª Etapa A & B - Civilização Antiga: Egito

1ª Etapa A & B - Civilização Antiga: Egito
PERÍODOS DA HISTÓRIA EGÍPCIA
§  A história do Egito divide-se em três fases: o Antigo Império; Médio Império e o Novo Império.
§  Ao longo desses três períodos, o Egito atingiu o apogeu. Porém, a partir do século VII a. C. o Egito foi invadido por vários povos e perdeu o seu antigo esplendor.
ANTIGO IMPÉRIO (3200 a. C. – 2100 a. C.)
§  Durante o Antigo Império foram construídas obras de drenagem e irrigação, que permitiram a expansão da agricultura -  são desse período ainda as grandes pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas nas proximidades de Mênfis, a capital do Egito na época.
§  As pirâmides eram túmulos dos faraós. Para o seu interior era levada grande quantidade de objetos que pertenciam ao soberano, como móveis, joias e outros objetos preciosos.
§  Durante o Antigo Império, o faraó conquistou amplos poderes. Isso acabou gerando alguns conflitos: os grandes proprietários de terra e os chefes dos diversos nomos não aceitaram a situação e procuraram diminuir o poder do faraó. Essas disputas acabaram por enfraquecer o poder político do Estado.
MÉDIO IMPÉRIO (2100 a.C. – 1580 a.C.)
§  Durante o Médio Império, os faraós reconquistaram o poder político no Egito. A capital passou a ser Tebas.
§  Nesse período, conquistas territoriais trouxeram prosperidade econômica. Mas algumas agitações internas voltariam a enfraquecer o império, o que possibilitou, por volta de 1750 a. C., a invasão dos hicsos, povo nômade de origem asiática. Os hicsos permaneceram no Egito cerca de 170 anos.
NOVO IMPÉRIO (1580 a.C. – 715 a.C.)
§  O período iniciou-se com a expulsão dos hicsos e foi marcado por numerosas conquistas territoriais. Em seu final ocorreram agitações internas e outra onda de invasões. Devido ao enfraquecimento do Estado, o Egito foi conquistado sucessivamente pelos assírios (670 a. C.), persas (525 a. C.), gregos (332 a. C.) e romanos (30 a. C.).
POLÍTICA E SOCIEDADE DO EGITO ANTIGO
§  Inicialmente, os egípcios se organizaram por meio de um conjunto de comunidades patriarcais chamadas de nomos. Os nomos eram controlados por um chefe chamado nomarca. Os nomos se agrupavam em duas regiões distintas, que formavam dois reinos rivais: o reino do Alto Egito e o reino do Baixo Egito.
§  Por volta de 3.200 a. C. o reino do Norte dominou o reino do Sul, unificando assim, o Egito. O responsável por essa união foi Menés, que passou, então, a ser chamada de faraó, cujo significado é “casa grande”, “rei das duas terras”. O poder dos reis passava de pai para filho, isto é, era hereditário. Como os egípcios acreditavam que os faraós eram deuses ou, pelo menos, representantes diretos dos deuses na Terra, a forma de governo que se instalou foi chamada de monarquia teocrática.
§  A ilustração abaixo representa como era dividida a sociedade no Antigo Egito:
§  Como podemos perceber, a sociedade egípcia era organizada em torno do faraó, senhor de todas as terras e de todas as pessoas. Ele era responsável pela justiça, pelas funções religiosas, pela fiscalização das obras públicas e pelo comando do exército. O faraó era considerado um deus vivo, filho de deuses e intermediário entre eles e a população. Em sua honra, realizavam-se inúmeros cultos.
§  Abaixo do faraó, e em ordem de importância, estavam o Vizir do Alto Egito, o do Baixo Egito e o Sumo-Sacerdote de Amon-Rá, um dos principais deuses do Egito Antigo. Os vizires contavam com a ajuda dos supervisores e dos nomarcas, isto é, os governadores dos nomos, os distritos do Egito. Os nomarcas por sua vez, eram auxiliados pelos funcionários do governo, os escribas, que sabiam ler e escrever.
§  A centralização política do Egito não foi de fato uma constante em sua história. Vários episódios de dissolução do Estado podem ser observados durante sua trajetória. Por volta de 2.300 a. C., uma série de contendas internas e invasões deram fim à supremacia do faraó. Nos três séculos subsequentes os nomos voltaram a ser a principal unidade de organização sócio-política. Esse primeiro período que vai da unificação ao restabelecimento dos nomos corresponde ao Antigo Império.
§  Ao fim do século XXI a. C., o Estado centralizado foi restabelecido graças aos esforços do faraó Mentuhotep II. A servidão coletiva foi mais uma vez adotada, permitindo a construção de vários canais de irrigação e a transferência da capital para a cidade de Tebas. Mesmo sendo um período de diversas conquistas e desenvolvimento da cultura egípcia, o Médio Império chegou ao seu fim em 1580, com a dominação exercida pelos hicsos.
§  A presença estrangeira serviu para que os egípcios se unissem contra a presença dos hicsos. Com a expulsão definitiva dos invasores, temos o início do Novo Império.
§  Nessa época, presenciamos a dominação egípcia sob outros povos. Entre as civilizações dominadas pelos egípcios, destacamos os hebreus, fenícios e assírios. Tal expansão das fronteiras possibilitou a ampliação das atividades comercias durante o Novo Império.
§  O Novo Império, considerado o mais estável período da civilização egípcia, teve seu fim com a deflagração de uma série de invasões. Os assírios, persas, macedônios e romanos invadiram e controlaram o Egito ao longo da Antiguidade. Ao longo de mais de 2500 anos, os egípcios ainda foram alvo do controle árabe, turco e britânico.

ECONOMIA
§  A agricultura era a atividade econômica principal dos egípcios. Inicialmente, para melhor aproveitar as águas do rio Nilo, os camponeses uniam-se, empenhando-se na construção de diques e no armazenamento de cereais para a época de escassez.
§  Com o tempo, a produção agrícola tornou-se variada, sendo cultivado algodão, linho (utilizados na fabricação de roupas), trigo, cevada, gergelim, legumes, frutas e, principalmente, oliveiras.
§  Às margens do rio os camponeses faziam pomares e hortas, produzindo favas, lentilhas, grão–de–bico e pepinos. Cultivavam ainda uva, utilizada na fabricação do vinho.
§  Perto de suas casas, eles criavam porcos e carneiros. O trabalho no campo era realizado com o auxílio de um arado de madeira puxado por bois.
§  Os camponeses que moravam nos pântanos e nos lagos costeiros, organizados em equipes, criavam em tanques numerosas variedades de peixes. O peixe, seco e conservado, era consumido muitas vezes com pão e cerveja, e constituía parte importante da alimentação dos egípcios.
§  Contando com um intenso artesanato, o comércio também foi outra importante atividade econômica no Egito Antigo.
RELIGIÃO
§  A religião desempenhava papel importante na sociedade egípcia: todos os aspectos da vida de um egípcio eram regulados por normas religiosas.
§  Havia cerimônias religiosas para os acontecimentos individuais: nascimento, casamento, morte, etc., e também para os acontecimentos que envolviam toda a sociedade, como as festas na época da colheita.
ABERTURA DA BOCA: UM DOS RITUAIS FUNERÁRIOS DO ANTIGO EGITO
§  As crenças egípcias giravam em torno da adoração de vários deuses, o politeísmo, e a crença em deuses com forma humana e animal, o antropozoomorfismo. Muitos deles eram associados a determinadas forças da natureza.
§  O politeísmo egípcio era acompanhado pela forte crença em uma vida após a morte. É a partir desse princípio religioso que podemos compreender a complexidade dos rituais funerários e a preparação dos cadáveres através do processo de mumificação.
§  Os antigos egípcios acreditavam numa vida após a morte e no retorno do espírito ao corpo. Muito do que conhecemos hoje sobre os costumes e o modo de vida do Egito Antigo está associado a essa crença. A maior parte do nosso conhecimento vem da análise das pinturas e dos objetos deixados pelos egípcios nos túmulos.
RITUAIS DE VIDA E MORTE
§  Os egípcios acreditavam na vida após a morte, mas se quisessem gozar o outro mundo, seus corpos teriam de sobreviver. Por essa razão, mumificavam seus mortos. A técnica de preservar corpos é chamada de embalsamamento e os egípcios foram verdadeiros mestres nessa atividade.
§  Após a morte, o corpo era esvaziado e desidratado com a ajuda de um sal especial. Em seguida, embalsamado e envolvido com faixas de tecido de linho. As vísceras do morto eram colocadas separadamente em quatro recipientes.
§  Somente o coração era substituído por algum objeto. Por ser impossível conservá-lo, uma peça em forma de escaravelho (inseto de quatro asas, também chamado de Bicho-bolo) era colocada em seu lugar. Em geral, um texto sagrado envolvia o novo "coração". Assim, o anterior era substituído simbolicamente.
§  Enquanto os embalsamadores se ocupavam da proteção do corpo, uma sepultura era preparada e decorada.
§  Nem todos os egípcios eram enterrados em pirâmides, como acontecia com os faraós. O sepultamento variava conforme a posição social do indivíduo e sua riqueza. Havia outros tipos de túmulos: os hipogeus e as mastabas.
§  Os hipogeus eram túmulos subterrâneos cavados nas rochas, principalmente nos barrancos de rios ou nas encostas de montanhas. Podiam possuir vários compartimentos e ser ricamente decorados. As mastabas eram tumbas, de base retangular, que tinham no interior uma sala para oferendas, uma capela e uma câmara mortuária subterrânea, onde ficavam os mortos. As pessoas mais humildes eram enterradas em covas simples no meio do deserto.
§  Para o interior do túmulo, os egípcios levavam objetos de uso diário e as riquezas que possuíam e pintavam cenas cotidianas. Acreditavam que, agindo assim, garantiriam o conforto na vida após a morte.
§  Um ponto curioso nos rituais do Egito era a zoolatria, ou seja, a adoração de animais. Os animais tidos como sagrados eram também cuidadosamente mumificados, após a morte, e depositados em cemitérios especiais.
DEUSES E ESCRITA DO EGITO
§  Os egípcios cultuavam inúmeros deuses, com funções e aspectos variados. Existiam deuses cultuados em todo Egito e outros adorados apenas em determinados lugares. Entre os primeiros estavam os deuses ligados à morte e ao enterro, como Osíris.
§  O culto ao Isis e Osíris era o mais popular no Egito Antigo. Acreditava-se que Osíris e sua irmã-esposa, Isis, tinham povoado o Egito e ensinado aos camponeses as técnicas da agricultura. Conta à lenda que o deus Set apaixonou-se por Isis e por isso assassinou Osíris. Esse ressuscitou e dirigiu-se para o Além, tornando-se o deus dos mortos.
§  Os antigos egípcios acreditavam que as lágrimas de Isis, que chorava a morte do esposo, eram responsáveis pelas cheias periódicas do Nilo. Também era adorado o deus Hórus, filho de Isis e Osíris.
 O CONHECIMENTO E AS ARTES
§  Os egípcios desenvolveram importantes conhecimentos em diversas áreas: na aritmética, na astronomia, na química e na área da saúde.
§  A medicina egípcia apresentava grandes avanços, como a criação de tratamentos médicos, delicadas intervenções cirúrgicas e tratamento de doenças, destaca-se ainda, a mumificação de cadáveres.
§  A fim de resolver problemas práticos desenvolveram técnicas como o controle das inundações, a construção de sistemas hidráulicos, a preparação da terra para a semeadura de acordo com o ciclo das estações.
§  As manifestações artísticas tinham evidentes conotações religiosas sempre voltadas para a glorificação dos deuses e a vida de alguns faraós. Na arquitetura e na engenharia a construção de pirâmides e templos representou um grande avanço em tais áreas.
A ESCRITA EGIPCIA
§  A escrita egípcia era feita com sinais ou caracteres pictóricos que representavam imagens de pássaros, insetos, objetos, etc., conhecidos como hieróglifos.
§  Segundo a maioria dos historiadores, os egípcios começaram a utilizar os hieróglifos por volta de 3200 a. C. Essa, com certeza são uma das escritas mais antigas do mundo.
§  Nesta escrita, cada sinal representava um objeto: havia partes do corpo humano, plantas, animais, edifícios, barcos, utensílios de trabalho, profissões, armas. Com o tempo, esses desenhos foram substituídos por figuras mais simplificadas ou por símbolos gráficos.
§  Para representar sentimentos, como ódio ou amor, ou ações como amar e sofrer, os egípcios desenhavam objetos cujas palavras que os designavam tinham sons semelhantes aos das palavras que os hieróglifos se referiam a algo concreto, havia um sinal vertical ao lado de cada figura. Se fossem referentes a algo abstrato, havia o desenho de um rolo de papiro. Se correspondesse à determinada pessoa, os hieróglifos traziam sempre a imagem de uma figura feminina ou masculina, mostravam um pequeno sol. Para completar, os hieróglifos podiam ser escritos da direita para a esquerda ou vice-versa a ordem certa, em cada caso, dependia da direção dos olhos das figuras humanas ou dos pássaros representados.
§  A partir dos hieróglifos, os egípcios desenvolveram outros sistemas. Veremos agora, em síntese, como eram empregados esses sistemas:
a)        Hieroglífico: considerado sagrado, era utilizado pelos sacerdotes;
b)        Hierático: era mais simples, utilizado pelos escribas nos papiros;
c)         Demótico: o mais simplificado era de uso popular.
§  Para escrever era utilizado o papiro, espécie de papel fabricado com o talo de uma planta de mesmo nome, acompanhado de pincéis, paletas, tinteiros e um pilão. Quando eles iam escrever esmagavam os pigmentos no pilão e depois transferiam a tinta para o tinteiro, que tinha duas cavidades: Uma para tinta vermelha e outra para a tinta preta. Os pincéis eram umedecidos com água que ficava numa bolsa de couro. Algumas paletas tinham caráter espiritual para os escribas, sendo guardadas em seus túmulos.
§  A escrita hieroglífica foi decifrada pelo francês Jean-François Champollion, que, após anos de estudo, concluiu seu trabalho em 1822, decifrando a Pedra de Roseta, um pedaço de basalto negro onde estava gravado um texto em grego, hieróglifos e demótico.
§  Quem realizava este trabalho de registro eram os escribas. Os escribas eram altos funcionários a serviço do faraó. Tinha como dever, anotar o que acontecia nos campos, contar os grãos, registrar as cheias do Nilo, calcular os impostos que os camponeses deveriam pagar escrever contratos, atas judiciais, cartas, além de registrar os outros produtos que entravam no armazém.
§  Além da escrita, os escribas tinham que conhecer as leis, saber calcular impostos e ter noções de aritmética. Os escribas possuíam um pictograma próprio, representado pela paleta. Lê-se sech (escrever), e faz parte das palavras relacionadas com arquivos, impostos e tributos.
A VIDA DOS EGÍPCIOS
§  A maior parte da população egípcia morava em pequenas cabanas feitas de junco, madeira e barro. As casas eram construídas nos locais mais elevados, para não serem atingidas pelas inundações. Essas casas, além de fornecer abrigo nas noites frias, protegiam das tempestades de areia. Nas épocas de muito calor, as famílias procuravam locais mais elevados para tomar ar fresco e fugir do mormaço do interior das casas.
§  A casa dos camponeses era simples, geralmente com uma única divisão e quase sem móveis. Os camponeses possuíam apenas algumas esteiras, alguns utensílios de cozinha e alguns vasos. Como não havia talhares, as pessoas comiam com as mãos.
§  As casas dos egípcios mais ricos eram confortáveis. Feitas com tijolos de barro secos ao sol, elas eram bem decoradas e mobiliadas. Possuíam camas, mesas, cadeiras, e os bancos tinham assentos de couro ou de palha. Mesmo as casas de alguns artesãos, que não eram ricos, eram bem melhores que as casas dos camponeses.
§  A alimentação dos egípcios consistia de pão, cebola, alho, favas, lentilhas, rabanetes, pepinos e, às vezes, peixe. Essa alimentação era regada por cerveja não fermentada. Os pobres só comiam carne e frutas nos dias de festas. O vinho só aparecia na mesa dos ricos, que, além dos alimentos citados, consumiam frutas, queijos e carnes de animais domésticos e selvagens.
§  Em suas atividades de caça e pesca no Nilo, os egípcios navegavam em pequenas e frágeis embarcações feitas de feixes de papiro atados. Os pescadores trabalhavam em grupos e utilizavam enormes redes. Os nobres, porém, pescavam só por diversão, com auxílio de lanças.
§  Os camponeses e artesãos vestiam-se apenas com um pedaço de tecido, colocado em forma de tanga em volta da cintura. As mulheres usavam uma longa túnica e os meninos geralmente andavam nus. Os ricos usavam trajes mais requintados. Os nobres, por exemplo, usavam um saiote pregueado e suas mulheres, vestidos bordados com contas.
§  Nas cerimônias, tanto os homens como as mulheres usavam pesadas perucas. Além disso, independentemente de idade ou sexo, os egípcios gostavam de usar imensas joias – tiaras, brincos, colares, anéis, braceletes e pulseiras. Essas joias podiam ser de ouro, prata, pedras semipreciosas, contam de vidro, conchas ou pequenas pedras polidas de cores bonitas.
§  Os egípcios tinham ainda seus jogos e divertimentos. Os jovens nobres, por exemplo, costumavam sair em carros puxados por cavalos para ir ao rio pescar, apanhar aves ou caçar hipopótamos e crocodilos.
§  A luta e a natação eram os esportes mais populares. Os barqueiros costumavam formar equipes e fazer competições no rio. Nessas ocasiões iam armados com paus a fim de derrubar seus adversários na água.
§  Os egípcios apreciavam muito os jogos de tabuleiro. Esses jogos assemelhavam-se aos jogos de xadrez e de damas que conhecemos hoje.
§  As crianças egípcias também tinham seus jogos e brinquedos. Gostavam muito de dançar, disputar jogos de equipe, e brincar com bonecas e bolas.
AS MULHERES NA SOCIEDADE EGÍPCIA
§  Os relevos e pinturas dos túmulos fornecem imenso e importante material para se estudar a vida cotidiana dos amigos egípcios. Apesar de os grandes túmulos terem pertencido apenas aos membros dos grupos sociais mais ricos, algumas cenas de seu interior permitem-nos lançar um olhar sobre o cotidiano de grande parte da população.
§  As informações transmitidas por estas cenas podem ser complementadas por objetos de uso diário, que eram muitas vezes sepultados com seus proprietários. Os textos literários e administrativos são também importantes.
§  Assim, é possível conhecer um pouco o papel das mulheres no Egito Antigo analisando a decoração dos túmulos. Nessas cenas, a esposa ou a mãe do proprietário do túmulo têm maior destaque. Em geral, as duas aparecem vestidas de forma simples, mas elegante, sentadas comodamente com o homem à mesa de oferendas. Por vezes, elas acompanham o homem quando ele observa cenas de trabalho.
§  No outro extremo, encontramos as mulheres ocupadas em trabalhos servis, fazendo pão e cerveja, fiando ou tecendo. São atividades feitas, provavelmente, em aposentos domésticos de uma casa mais rica.
§  A cor amarelada da pele das mulheres indica, entre outras coisas, uma menor exposição ao sol do que a dos homens, representados com aparência mais avermelhada. Isso sugere uma reclusão maior da mulher.
§  É possível que não fosse seguro para elas se aventurarem pelos espaços externos. Um texto de Ramsés III afirma: "Tornei possível à mulher egípcia seguir seu caminho, podendo as suas viagens prolongar-se até onde ela quiser, sem que qualquer outra pessoa a assalte na estrada", o que implica não ter sido sempre este o caso.
§  Nos túmulos mais antigos as mulheres estão ausentes dos trabalhos de maior destaque e das diversões mais agradáveis. Para além das cenas de tocadoras de instrumentos e de dançarinas acrobáticas, o papel das mulheres neste período parece ter sido muito restrito.
§  As mulheres não tinham quaisquer títulos importantes e, à exceção de alguns membros da família real e das rainhas, dispunham de pouco poder político.
§  O titulo que detinham em geral era o de senhora da casa. Quase todas eram analfabetas.
 REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
    Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História – Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
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Vídeo: Prof. Gilberto Moura
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“… A humanidade é um motor impulsionado pela máquina da história”
(Prof. Gilberto Moura)