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2ª Etapa A & B - ILUMINISMO E DESPOTISMO ESCLARECIDO
CE CRUZEIRO DO SUL
Professor: Gilberto Moura
Disciplina: História Ano: 2020
Etapa: 2ª Turno: Noturno
Aula:
ILUMINISMO E DESPOTISMO ESCLARECIDO
1.
ATAQUES AO
ANTIGO REGIME
ü Constituídas em um momento de crise das
estruturas medievais, as monarquias absolutistas fundamentaram a base política
de boa parte dos países europeus ao longo da Idade Moderna.
ü Tal fato não impediu, no entanto, que
neste mesmo período tenham surgido movimentos contrários a esses governos.
ü As Revoluções Inglesas do século XVII,
por exemplo, confrontaram radicalmente o poder dos reis, destituindo o
Absolutismo e consolidando a monarquia parlamentar.
ü Tais movimentos vieram a se disseminar
com mais intensidade no transcorrer do século XVIII, que, conhecido como o
“Século das Luzes”, foi palco de intensa propagação dos ideais iluministas.
ü Defensores das liberdades, os filósofos
do “Iluminismo” atacaram ferozmente as estruturas do Antigo Regime. Ao
advogarem regimes políticos mais liberais, criticavam a concentração de poder
nas mãos do governante absolutista.
ü Ao clamarem por igualdade jurídica,
investiam contra a sociedade hierarquizada típica dos Estados Nacionais
Modernos.
PENSADORES
ü Charles Louis de Secondant, o Barão de
Montesquieu, foi um dos pensadores que mais se preocupou com os vícios
proporcionados pela excessiva concentração de poder nas mãos do governante.
ü Ao contrário, ele propunha a fragmentação
desse poder em três instâncias:
a)
O poder
Legislativo, responsável pela elaboração das leis;
b)
O
Executivo, cuja função principal seria aplicar as leis e administrar a “coisa
pública”;
c)
E o
Judiciário, que deveria zelar pelas leis e pelo respeito aos direitos.
ü O equilíbrio entre esses três poderes
seria o caminho mais efetivo à garantia das liberdades civis.
ü Seus contemporâneos Voltaire e Rousseau
igualmente contribuíram à fragilização do Antigo Regime.
ü O primeiro foi grande defensor do Estado
Laico, exaltando a necessidade de distanciar questões religiosas dos assuntos
políticos.
ü Jean Jacques Rousseau foi ainda mais
agudo ao indicar a República como o sistema político que melhor poderia
expressar a vontade geral, à qual o Estado deveria estar submetido.
LIBERALISMO ECONÔMICO
ü Adam Smith, pensador do liberalismo
econômico (Foto: Reprodução)
ü Adam Smith, pensador do liberalismo
econômico (Foto: Reprodução)
ü Muitos filósofos iluministas se
debruçaram sobre o mundo da economia.
ü Adam Smith, o mais célebre desses
pensadores, notabilizou-se pelas críticas vorazes direcionadas ao Estado
interventor mercantilista, característico das monarquias absolutistas.
ü Em seu lugar, propunha um sistema
econômico livre, onde o governo se distanciasse das questões econômicas e as
relações de produção e comércio fossem estabelecidas a partir de interesses
privados.
ü Deste modo, Smith analisava a economia
como uma estrutura autônoma, regida por leis inerentes à própria dinâmica do
mercado.
ü Em outras palavras, haveria uma espécie
de “mão-invisível”, comandada pela “oferta” e pela “procura”, que regularia a
esfera da economia.
ü Tal concepção ia de encontro aos
interesses da burguesia, que percebia no intervencionismo estatal mercantilista
um empecilho ao crescimento de seus lucros.
LUZES
ü Enciclopédia, importância dada ao
conhecimento (Foto: Reprodução)
ü Enciclopédia, importância dada ao
conhecimento (Foto: Reprodução)
ü Além da defesa das liberdades e dos
direitos civis, o “racionalismo” foi um outro aspecto convergente entre os
diversos pensadores iluministas.
ü Por “racionalismo” devemos entender uma
forma de compreender e explicar os fenômenos mundanos a partir de ponderações
racionalmente elaboradas, ou seja, não afetadas por crenças religiosas ou
transcendentais à existência humana.
ü Assim, os iluministas concediam ao
“conhecimento racional” um importante papel, o de transformação da realidade.
ü Acreditavam que somente com a difusão do
ensino laico e com a consequente “iluminação das mentes humanas” os indivíduos
estariam livres da “escuridão” das sociedades tirânicas.
ü Uma das mais famosas publicações
iluministas, a “Enciclopédia”, representa claramente o valor atribuído por
esses pensadores às ciências.
ü Organizada por Diderot e D’Alembert, a
obra também intitulada “Dicionário Racional, das Ciências, das Artes e dos
Ofícios” tinha por objetivo reunir todo o conhecimento humano até então
produzido. Sua divulgação contribuiria à instrução dos homens e, desse modo, à
sua liberdade.
DESPOTISMO ESCLARECIDO
ü Frente à propagação e fortalecimento dos
ideais iluministas, muitas monarquias absolutistas passaram por um processo de
relativa modernização.
ü Por um lado, buscavam manter a
centralização política em torno dos governantes, mas agora adotando
determinadas medidas iluministas, como o aumento dos investimentos em ensino
público e o incentivo às manufaturas nacionais.
ü Marquês de Pombal, representante do rei
português D. José I, pode ser citado como um desses déspotas iluminados. Sua
política para a América Portuguesa, por exemplo, comportou medidas
centralizadoras (como a ampliação do aparelho fiscalizador tributário
colonial), mas também ações “esclarecidas”, como a expulsão da ordem jesuítica
do Brasil, que representa em certa medida a laicização da Coroa lusitana.
AS "LUZES" ALÉM DA EUROPA
ü Embora tenha sido na França que o
Iluminismo se compôs originalmente, seus valores foram amplamente divulgados
por diversos países da Europa, chegando, inclusive, em suas colônias.
ü Assim, influenciados por tal ideologia os
franceses fizeram sua “Revolução” em 1789 e os colonos americanos iniciaram as
lutas de independência ainda no desenrolar do século XVIII.
ü Talvez resida uma das grandes novidades
ofertadas pelo Iluminismo: embora muitas de suas concepções já tivessem sido
debatidas anteriormente (como nas argumentações desenvolvidas por John Locke
favoravelmente à limitação do poder real ainda em meados do século XVII),
somente com o movimento iluminista tais valores se difundiram mais amplamente.
ü Ultrapassando as fronteiras do Velho
Mundo e se fazendo presente nas mais diversas realidades sociais, desencadearam
revoluções burguesas, insurreições coloniais e tantas outras mobilizações
populares.
REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga,Medieval,
Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História
– Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
Sites
AULA MATERIAL/ PDF
Resumo PDF:
https://drive.google.com/file/d/1ihsSTpHlw086SE4WEhcJ3NXuPSTLavK-/view?ts=5ec569b4
Slides: PDF:
https://drive.google.com/file/d/1wS2AOa5uVsemO7nrEX_K-prQYZPKzc_5/view?ts=5ec550d9
Slides: VÍDEO
https://drive.google.com/file/d/16uJzK5s04V345odxEHixF55FOdpAOEoP/view?ts=5ec550d9
https://drive.google.com/file/d/1ihsSTpHlw086SE4WEhcJ3NXuPSTLavK-/view?ts=5ec569b4
Slides: PDF:
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Slides: VÍDEO
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Vídeo- Aula: You Tube1: Iluminismo e Despotismo Esclarecido
Vídeo- Aula: You Tube 2: Iluminismo e Despotismo Esclarecido
Vídeo- Aula: You Tube 3: Iluminismo e Despotismo Esclarecido
Vídeo- Aula: You Tube ENEM: Iluminismo e Despotismo Esclarecido
TAREFAS:
b) Questões:
O Renascimento foi a grande "sacada".
Erodiu a base da Igreja Católica; abriu o caminho para o Iluminismo, o qual acendeu as luzes da Ciência.
Criou o Estado Moderno e a partir desse grande voo, não se sabe onde e nem como essa "nave" irá pousar!
(Prof. Gilberto Moura)
Erodiu a base da Igreja Católica; abriu o caminho para o Iluminismo, o qual acendeu as luzes da Ciência.
Criou o Estado Moderno e a partir desse grande voo, não se sabe onde e nem como essa "nave" irá pousar!
(Prof. Gilberto Moura)



