2ª Etapa A & B - A Revolução Inglesa
CE CRUZEIRO DO
SUL
Professor: Gilberto
Moura
Disciplina: História
Ano: 2020
Etapa: 2ª Turno: Noturno
Aula:
A REVOLUÇÃO
INGLESA
ü Foi
considerada a primeira das grandes revoluções
burguesas, isto é, as revoluções encabeçadas por lideranças da burguesia
europeia, que havia se tornado expressivamente forte, do ponto de vista
econômico, ao longo dos séculos XVI e XVII, e que precisava alcançar
legitimidade política.
ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA REVOLUÇÃO INGLESA
ü Durante
grande parte do século XVI, a burguesia inglesa esteve bem articulada com os
nobres e os reis pertencentes à dinastia
Tudor (Henrique VIII e sua filha Elizabeth), que consolidaram
a Reforma
Anglicana.
ü A reforma religiosa de Henrique VIII proporcionou
grandes benefícios financeiros tanto para nobres quanto para burgueses da
Inglaterra. Isso porque teve início o processo de conversão das antigas terras
feudais, de domínio da Igreja Católica, em propriedades privadas, o que
possibilitou a formação dos
cercamentos e dos arrendamentos que foram vendidos aos burgueses
que pretendiam explorar minas de carvão ou praticar alguma atividade agrícola.
ü Além disso,
a ruptura com a Igreja Católica (que
não era apenas uma instituição com poder espiritual, mas detentora de um poder
político continental, ao qual boa parte das Coroas europeias estava ligada)
dispensou a Inglaterra de pagar tributos para Roma, bem como colocou a marinha
inglesa em flagrante rivalidade com os navios dos países católicos, sobretudo
com os espanhóis.
ü Muitos piratas ingleses, conhecidos como
“lobos do mar”, atacavam navios espanhóis e levava sua mercadoria (na maior
parte das vezes, metais preciosos) para Inglaterra, o que contribuía para o
aquecimento do mercado interno do país.
ü Como se vê,
as principais ações políticas dos Tudor acabaram proporcionando uma grande ascensão da burguesia, de
modo que no fim do século, na década de 1590, os burgueses já tinham grande
força representativa na chamada Câmara
dos Comuns (uma das câmaras do Parlamento Inglês, que tinha como
oposição a Câmara dos Lordes, isto é, dos
nobres apoiadores da Coroa).
ü O problema
é que essa força adquirida pela burguesia estava
associada ao puritanismo (o calvinismo inglês), que era
a religião que mais atraía a burguesia e que dava suporte ideológico para o
radicalismo político antiabsolutista.
ü Somou-se a
isso o fato de que os nobres e a Coroa viam-se ameaçados pela capacidade da
burguesia puritana de acumular riquezas. Enquanto a renda da burguesia era
oriunda do trabalho e de investimentos financeiros, a renda dos nobres advinha
de privilégios hereditários, da cobrança de impostos e da formação de
monopólios estatais ao modo mercantilista.
ü Os monarcas
que sucederam os Tudor, isto é, os Stuart, perceberam
que, se não freassem a burguesia no campo político, a estrutura monárquica
estaria fadada à ruína.
ü O primeiro
monarca da dinastia Stuart foi Jaime
I, que governou de 1603 a 1625.
ü Para tentar
adequar a Coroa à nova realidade financeira da Inglaterra e controlar a
ascensão da burguesia, Jaime I passou a tomar duas medidas principais:
a)
Aumento de impostos e
estabelecimento de empréstimos forçados;
b)
A formação
de monopólios estatais como forma de participação nos rendimentos
dos negócios burgueses. Além disso, Jaime deflagrou uma perseguição religiosa
aos puritanos ( confrontado pela câmara dos comuns, dissolveu o parlamento, que
ficou inativo de 1614 a 1622).
ü Com a
ascensão de Carlos I, filho de Jaime, ao
trono, em 1625, houve uma nova tentativa de acordo entre a Coroa e o Parlamento
para que houvesse um novo aumento de impostos.
ü A Câmara
dos Lordes ficou a favor do rei, mas a Câmara dos Comuns novamente o
confrontou. O rei decidiu então
dissolver novamente o Parlamento, que ficou inativo até 1640.
ü Em 1640,
Carlos I entrou em um novo conflito contra a Escócia e precisou novamente do
tributo dos burgueses para bancar a guerra, convocando, assim, mais uma vez, o
Parlamento. Novamente a Câmara dos Comuns recusou-se a ajudá-lo.
ü Mas ao
contrário do que ocorreram antes, os burgueses puritanos prepararam-se para um
enfrentamento total contra o rei e a nobreza.
ü Um líder
radical puritano chamado Oliver
Cromwell organizou um exército burguês conhecido como exército dos
“Cabeças redondas” por se
recusarem a usar as perucas dos nobres. Esse exército deflagrou guerra contra a
Coroa, que foi defendida pelos “Cavaleiros”,
isto é, o exército tradicional da nobreza. Teve assim início a Revolução Puritana, ou Guerra Civil Inglesa.
REVOLUÇÃO
PURITANA E GUERRA CIVIL (1640-1649)
ü A guerra
civil entre a burguesia puritana e a Coroa ficou mais intensa quando, em 1642,
Oliver Cromwell convocou a base da pequena burguesia e de camponeses para
formar o Novo Exército Modelo (New Model Army).
ü Nessa base,
destacaram-se os Diggers e Levellers,
que se caracterizaram por sua radicalidade política em assuntos como reforma agrária
(Diggers) e igualdade de diretos entre todos os cidadãos (Levellers).
ü Com o Novo
Exército Modelo, Cromwell conseguiu esmagar as forças da Coroa. Em 1649, a ala
radical burguesa exigiu a decapitação de
Carlos I, que ocorreu no dia 31 de janeiro. Para saber mais sobre esse
momento de disputas políticas.
“REPÚBLICA” DE OLIVER CROMWELL
(1649-1658)
ü Em 19 de
maio de 1649 foi proclamada a República, e Cromwell recebeu do Parlamento o
título de Lord Protector (Lorde
Protetor da República). Muitas transformações políticas operadas por Cromwell
beneficiaram a burguesia que foi por ele liderada na Guerra Civil.
ü Uma dessas
transformações foi possibilitada pelos chamados Atos
de Navegação, aprovados em 1650, que restringiam o transporte de
produtos ingleses apenas aos navios da própria Inglaterra.
ü No entanto,
a exemplo dos monarcas autoritários que havia combatido, Cromwell acabou por se voltar contra o
Parlamento.
ü Em 1653,
ele o dissolveu com o auxílio do Exército burguês e instituiu uma ditadura
aberta, que teve como característica principal a execução das lideranças que o
ajudaram a formar esse mesmo Exército, isto é, os Diggers e Levellers, como diz
o historiador Christopher Hill, em sua obra A Revolução Puritana de 1640:
ü Um tempo
mais tarde, em 1657, Cromwell propôs um novo acordo com os parlamentares e
reabilitou o Parlamento inglês. Todavia, antes que esse acordo pudesse vigorar,
Cromwell faleceu (1658). Em seu lugar, assumiu seu filho, Richard Cromwell, que não tinha o
mesmo prestígio que o pai, sobretudo frente às classes mais radicais da
burguesia. Temendo um levante popular e uma nova guerra civil, o Parlamento fez
uma manobra arriscada: convocou Carlos
II, filho do rei decapitado, para assumir o trono e restaurar a dinastia dos Stuart.
RESTAURAÇÃO
DA DINASTIA STUART (1660-1688)
ü Em
1660, Carlos II assumiu o trono
prometendo respeitar os interesses do Parlamento. Mas logo começou a se
articular com antigas lideranças da nobreza para restaurar o absolutismo, aproximando-se da França de Luís XIV.
ü Entretanto,
a realidade social já era bem diferente de quando seu pai havia reinado e, não
conseguindo uma nova composição tradicional, Carlos II iniciou uma ampla perseguição religiosa contra os
calvinistas.
ü Essa
perseguição tinha como pano de fundo também a aproximação de Carlos II de
membros da Igreja Católica.
ü Apesar de anglicanos, os Stuart mantinham boas
relações com os membros do clero, os quais
ainda possuíam grande influência social, além de posse de terras.
ü O
Parlamento, composto por maioria puritana, ao repudiar as ações de Carlos II,
viu-se novamente vítima do autoritarismo: o monarca dissolveu-o em 1681 e
governou sozinho até a sua morte, em 1685. Seu irmão, Jaime II, assumiu o torno,
reativou o Parlamento, mas procurou dar seguimento às ações de Carlos II, no
que se refere à restauração do
absolutismo.
ü No entanto,
Jaime II foi mais além, convertendo-se ao catolicismo e decretando uma série de
medidas que beneficiavam os católicos, como a isenção de impostos.
ü Novamente,
a reação do Parlamento foi imediata. Temendo que Jaime reivindicasse apoio da
França, os membros do Parlamento trataram de organizar uma manobra política que
evitasse um possível conflito armado.
REVOLUÇÃO
GLORIOSA E A FUNDAÇÃO DA MONARQUIA PARLAMENTARISTA
ü A manobra
consistiu na convocação da filha de Jaime II, Maria
II, à época casada com Guilherme
de Orange, governador dos Países Baixos, para assumir com o marido o
trono da Inglaterra.
ü Guilherme de
Orange, inicialmente, não viu com bons olhos o plano, imaginando que sua
esposa, como herdeira legítima, teria mais poderes que ele. Contudo, mesmo
assim, ainda em 1688, Guilherme invadiu a Inglaterra com seu exército para
depor Jaime II e apoiar o Parlamento.
ü A Cavalaria
da nobreza, que também estava descontente com o rei, em vez de defendê-lo,
aliou-se a Guilherme.
ü O Jaime II,
já sem defesa alguma, Guilherme de Orange permitiu a fuga para a França, onde o
monarca permaneceu exilado até o último dia de vida.
ü Guilherme
de Orange assumiu o trono inglês como Guilherme
III. Por sua ação militar não ter resultado em guerra e derramamento de
sangue, ela recebeu o nome de Revolução
Gloriosa.
ü O
Parlamento, contudo, estabeleceu diretrizes novas para Guilherme e Maria antes
de coroá-los. Ambos os reis tiveram que se comprometer a cumprir a
chamada Declaração de Direitos de 1689 (Bill Of
Rights).
ü A
Declaração de Direitos limitava a ação dos reis, de modo a impedir qualquer
retorno do absolutismo.
ü Os reis
passaram a ter o poder restrito, e o poder de decisão política concentrou-se no
Parlamento, formando-se, assim, uma Monarquia
Parlamentarista.
ü Além disso,
havia o comprometimento com as liberdades individuais, principalmente com a
liberdade de crenças religiosas. Para saber mais sobre essa etapa da Revolução
Inglesa, leia o nosso.
AULA MATERIAL/ PDF
Resumo PDF:
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Slides: PDF:
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Slides: VÍDEO
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Vídeo- Aula: You Tube1: A Revolução Inglesa
Vídeo- Aula: You Tube 2: Revolução Inglesa (Prof. Gilberto Moura)
TAREFAS:
b) Questões:
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E aqui é,...
“O cobiçar de
aprendizagem
É meio da essência
Que adorna seu
mundo
Para entender
o agora.
O detalhe de
conhecimento
É ambiente da
firmeza
Que orna o
mundo
Para habitar
melhor vida”
(Prof.
Gilberto Moura)









