2ª ETAPA A& B AULA ONLINE Abolição na Escravatura: Mundo e Brasil 21.09 A 02.10.2020

 

ABOLICIONISMO NA ESCRAVATURA MUNDO E BRASIL

 2ª Etapa A & B

CE CRUZEIRO DO SUL

Professor: Gilberto Moura 

Disciplina: História                                Ano: 2020                     3º Bimestre

Etapa: 2ª A & B                        Turno: Noturno                        

2ª Aula Online: 21.09.  a 02.10. 2020                                 

ABOLICIONISMO NA ESCRAVATURA MUNDO E BRASIL

1.    CONSIDERAÇÕES

§  É o movimento que surgiu no final do século XVIII, na Europa, com o objetivo de pôr fim à escravidão.

§  No Brasil, o ideal surge com força na segunda metade do século XIX e colaborou com o fim da escravidão no país.

2.    ABOLICIONISMO NO MUNDO

§  Outros países, antes do Brasil, passaram pelo processo do abolicionismo.

§  Nesse sentido, merece destaque a,

a)            Dinamarca:

ü O primeiro país do mundo a abolir a escravidão, em 1792.

ü Lei que só entrou em vigor, em 1803.

b)      Portugal:

ü Há controvérsias em ser considerado pioneiro do Abolicionismo, uma vez que em 1761, põe fim à escravidão no país, lei sancionada pelo Ministro Marquês de Pombal (1699-1782).

ü Todavia, o império português continuou a transportar escravos nos navios negreiros as colônias portuguesas e a abolição definitiva ocorreu somente em 1869.

c)      Espanha:

ü Antes da escravidão africana, se beneficiava do trabalho escravo muçulmano especialmente para fins domésticos. No entanto, o país abrigava cerca de 58.000 escravizados no final do século XVI.

ü Somente no século XIX, com a restauração do rei Fernando VII, este proíbe o tráfico negreiro em 1817.

ü No entanto, Cuba e Porto Rico, as colônias que mais dependiam do braço escravo só abolirão a escravidão em 1873 e 1886, respectivamente.

d)      França:

ü Após a Revolução Francesa (1789), a França decide abolir a escravidão no país, em 1794.

ü Em 1821 é fundada em Paris a Sociedade da Moral Cristã e, um ano mais tarde, é criado o Comitês para a abolição do tráfico e da escravidão.

ü No entanto, pressionado pelos latifundiários das colônias, Napoleão Bonaparte decreta a volta da escravidão nesses domínios.

ü Somente em 1848 que o regime escravista desapareceu do império colonial francês.

e)      Reino Unido.

ü  Símbolo da Sociedade Britânica e Estrangeira Ante Escravidão cujo lema era "Não sou um homem e um irmão?"

ü  No começo do século XIX vários intelectuais britânicos, muitos ligados à Igreja Anglicana, se mobilizavam contra o comércio de seres humanos.

ü  O Reino Unido através da “Ato contra o Comércio de Escravos”, em inglês, (1807), proibiu o comércio de escravos.

ü  Mais tarde o “Ato de Abolição da Escravidão” (1833), libertou os escravos definitivamente em todo império britânico.

f)       Haiti.

ü  Foi uma grande rebelião de escravos e negros libertos que aconteceu na colônia francesa de São Domingos a partir de 1791.

ü  Essa rebelião conduziu a colônia francesa de São Domingos à independência e foi motivada pela grande exploração e violência do sistema colonial escravista francês naquela região.

ü Sob a liderança de Toussaint Louverture até 1802, com a prisão e morte.

ü A liderança foi ocupada por Jean-Jacques Dessalines, a declaração de independência, escolheu o nome de Haiti para o novo país em homenagem às populações indígenas que habitavam a região antes da chegada dos europeus.

ü Após a independência, o Haiti tornou-se o único país das Américas que conquistou sua independência a partir de uma rebelião de escravos.

OBSERVAÇÕES:

1.      Inglaterra:

ü Foi um dos países a pressionar o governo português a acabar com a escravidão em suas colônias, incluídas o Brasil.

ü Esse tipo de pressão continuaria a pós a independência.

2.      Espanha:

ü Sofreria todo o tipo de ameaças para fazer o mesmo por parte da Inglaterra, assim como suas ex-colônias que foram conquistando sua autonomia.

3.      Estados Unidos:

ü  Alguns estados do norte foram abolindo a escravidão entre 1789 e 1830.

ü  Entretanto, só foi declarada a liberdade dos escravos no ano 1863, através da lei promulgada pelo presidente Abraham Lincoln (1809-1865) que descontentou os estados do sul. A atitude de Lincoln levaria o país a Guerra de Secessão (Guerra Civil Americana, 1861 e 1865, entre o norte e o sul dos Estados Unidos.

3.FIM DO TRÁFICO DE ESCRAVOS AFRICANOS

§  Motivado por razões econômicas, humanitárias e religiosas.

§  Ao longo do século XIX várias nações europeias proibiram o tráfico de escravos e aboliram a escravidão nas suas colônias devido a mudança de mentalidade e do modo de produção.

§  Com a consolidação do iluminismo e do liberalismo, as ideias que julgavam os negros africanos como seres inferiores e, portanto, passíveis de escravização foram sendo questionadas.

3.1 Motivos Religiosos

ü  A religião, especialmente a Igreja Anglicana e o protestantismo, vai cumprir um papel essencial neste processo.

ü  Narrativas de ex-escravo sobre a condição de mercadorias humanas contribuíram para insuflar os movimentos abolicionistas na Europa.

ü  Aos poucos, o comércio de escravos passou a ser classificado de “tráfico”, “comércio infame” e “comércio de almas”.

ü  O pensamento ganhou apoio popular, atingiu a elite e a escravidão passou a ser atacada moralmente.

ü  As igrejas e a sociedade passam a se organizar promovendo eventos e abaixo-assinados que pediam pelo fim da escravidão.

3.2 Motivos Econômicos

ü A manutenção do sistema de comércio de pessoas era inviável para a exploração dos recursos naturais do continente - porque os mercadores de escravos eram, em geral, chefes e governantes locais.

ü A vantagem para a exploração do território e a mão de obra ideal para atuar nas minas de minérios e na agricultura -  havia uma série de produtos naturais que serviam para a indústria nascente como a borracha, o azeite de palma e o amendoim.

ü O trabalho escravo tinha um custo menor que um trabalhador assalariado -  aqueles que usavam mão de obra escrava ofereceriam um produto mais barato que aqueles que pagassem operários.

4.      NAVIOS NEGREIROS

4.1 Combate ao Comércio

ü  O processo de abolição da escravidão será particular em cada um dos países que o utilizavam.

ü  No entanto, praticamente todos começam por abolir o transporte de escravizados para suas colônias, para que a população de escravos não aumentasse.

4.2 Transporte de escravos

ü  Rio de Janeiro (Ilhas de Santana, 1840), em seguida, se abolia a escravidão gradualmente, começando por emancipar os jovens, ou os ainda não-nascidos -  queria se evitar revoltas sociais e dar tempo para a transição entre o trabalho escravo para o livre.

ü O fornecimento de mão de obra escrava para trabalhar nas colônias americanas começou a sucumbir após sucessivas revoltas internas no fim do século XVIII.

5.    TRÁFICO NEGREIRO

§  A escravidão na África provocou uma profunda marca no continente. Calcula-se que tenham passado pelo Atlântico até a América cerca de 12 milhões de pessoas. Estas poderiam ter servido para o seu desenvolvimento econômico e intelectual.

§  Com a ocupação do território africano e a posterior Partilha da África, um aumento de guerras étnicas e desagregação social.

5.1 Colônias

ü  Os afrodescendentes sofrem racismo, estão na base da sociedade, tem menor renda e mais chances de serem pobres.

ü  Apesar de todos esse efeito perverso, os negros disperso pelo mundo traziam dentro de si sua cultura ancestral, seus costumes, sua religião e seus conhecimentos sobre a agricultura e criação de animais.

5.2         Cultura

ü  Misturaram sua cultura com a do colonizador e o resultado se vê na música como o samba, o tango, a salsa, o danzón cubano, o jazz, o blues, etc.

5.3         Religiões

ü  Foram reinterpretadas e deram origem ao candomblé, à santeria, ao candombe, a umbanda, etc.

5.4 Culinária

ü  Foi enriquecida com sabores de legumes como o quiabo e o inhame, o uso constante do feijão e de novas formas de preparar aves e carnes.

6.         ABOLICIONISMO NO BRASIL

6.1 Movimentos Populares

§ Muitos foram os movimentos populares que tiveram caráter abolicionista, como:

a)        Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates (Bahia, 1798), movimento era formado principalmente por negros e profissionais liberais, desde alfaiates, sapateiros. Buscavam terminar com o domínio português e, consequentemente, pôr fim ao trabalho escravo no país.

b)        Revolta dos Malês se insere na luta dos escravos em obter melhores condições de tratamento e a liberdade.

6.2 Os Abolicionistas

§ Se opunham ao regime escravista e eram indivíduos oriundos de diversas classes sociais. Abarcavam desde religiosos, republicanos, elite política, intelectuais brancos, alforriados, dentre outros. As mulheres também tiveram um grande papel nesta luta.

§ Os mais destacados abolicionistas:

a)    Joaquim Nabuco (1849-1910).

ü  Historiador, fundador da “Academia Brasileira de Letras” e articulador dos ideais antiescravistas;

ü  O principal representante parlamentar dos abolicionistas durante uma década (1878 a 1888) quando lutou pelo fim da escravidão.

ü  Joaquim Nabuco, um dos maiores representantes do Abolicionismo no Brasil

b)        José do Patrocínio (1853-1905):

ü O jornalista e ativista político.

ü Colaborou com a campanha pela abolição da escravatura no Brasil e, ao lado de Nabuco, fundou a “Sociedade Brasileira Contra a Escravidão” em 1880.

c)      André Rebouças (1838-1898), Rui Barbosa (1849-1923), Aristides Lobo (1838-1896), Luís Gama (1830-1882), João Clapp (1840-1902) e Castro Alves (1847-1871).

§  O movimento abolicionista era plural e tinha várias maneira de manifestar seu apoio ao fim da escravidão. Normalmente, se organizavam em clubes e Sociedades Abolicionistas que tinham seções masculinas e femininas.

§  Organizavam arrecadações para comprar a alforria de escravos, mandavam abaixo-assinados ao governo exigindo leis abolicionistas ou propunham modificações ao projetos que estavam tramitando na Câmara.

§  Alguns imprimiam seus próprios jornais e promoviam eventos, a fim de espalhar ao maior número de pessoas os motivos pelos quais a escravidão deveria terminar.

6.3 Leis Abolicionistas

§  No Brasil, a abolição ocorreu de maneira gradual e através de leis que paulatinamente foram beneficiando os escravos:

a)      Lei Eusébio de Queirós (1850): que pôs fim ao tráfico de escravos transportados nos “navios negreiros”.

b)      Lei do Ventre Livre (1871): a qual libertou, a partir daquele ano, as crianças nascidas de mães escravas.

c)      Lei dos Sexagenários (1885): que beneficiou os escravos com mais de 65 anos.

d)      Lei Áurea: promulgada dia 13 de maio de 1888, pela Princesa Isabel, extinguiu o trabalho escravo no Brasil, libertando cerca de 700 mil escravos que ainda havia no país.          

6.4 São Luís do Maranhão

ü  Na década de 1880, a ideia geral era de uma crise gerada permanência da escravidão. Sendo assim, a solução era substituí-la pelo trabalho livre acompanhado pela instalação de fábricas e a reorganização da agricultura em bases tecnológicas modernas.

ü  Os abolicionistas eram, ao contrário, aqueles que defendiam a abolição imediata do trabalho escravo sem indenização de proprietários de escravos por estarem embebidos pela ideologia do progresso, a qual se expressava na defesa da urbanização, do trabalho livre e da industrialização.

ü  Jornalista Temístocles Aranha (fevereiro de 1885) redator do jornal O Paiz, mostra de algodão e açúcar, com o título de “Festa do Trabalho”. O conteúdo do discurso foi uma análise a respeito da economia maranhense envolvendo o trabalho escravo e a agricultura.

CURIOSIDADES:

Ø  O hino "Amazing Grace" foi composto em 1773 por Jonh Newton, um traficante de escravo que se arrependeu, converteu-se e passou o resto da vida lutando pelo fim da escravidão na Inglaterra.

Ø A canção é tão popular que até os membros da racista Ku Klux Klan a usam em suas cerimônias.

Ø As camélias eram o símbolo do abolicionismo no Rio de Janeiro por serem cultivadas por ex-escravo do Quilombo do Leblon. 


“Não é possível libertar um povo, sem antes, livrar-se da escravidão de si mesmo. (...) Cada pessoa tem sua caminhada própria. Faz o melhor que puderes. Sê o melhor que puderes. O resultado virá na mesma proporção de teu esforço. Compreende que, se não veio, compete-te a ti modificar as tuas técnicas, visões, verdades, etc."

(Mahatma Gandhi)

 )


O AUTO RETRATO DE BENGUELA

No Quilombo do Piolho

O conto da missão

Sem local de nascimento

Sem o final feliz.

Brota a própria guerreira

Todavia, mutação de andan-ça

Que singra a subsistência.

Há lição de experiência.

A História do Quariterê

Na real afro-latino-americana e Caribenha

Gira Teresa de Benguela

Reveste nome da líder

Tão sucessão da região

Em 25 de julho,

Vira a Rainha Negra.

A emissária mulher negra.

Numa célula Vila Bela

Tal dia consciência negra

Supre via de defesa

É precursora da escravidão

Alinha monarquia de regras

Tão  baque de encalço

Vez comunidade de resistên-cia.

Expôs minúcias da luta.

No quina do pantanal

Contra algema do agora

Eleva ação de víveres

A missão de conhecimento

Para esperança de liberdade

No auto retrato da gente.

Ora lavoura de resistência.

Faz pelejar de consciência”

Prof. Gilberto Moura

 

 AULA MATERIAL/ PDF

You Tube1: Abolição na Escravatura: Mundo e Brasil
 You Tube 2:Abolição na Escravatura: Mundo e Brasil (ENEM)
Documentário:  A ALMA DE RESISÊNCIA (Abolição na Escravatura: Mundo e Brasil)

TAREFAS:ATIVIDADE ÚNICA
Parte I (21. 09 a 02.10.2020)
Word:https://drive.google.com/file/d/12ALukXyP7DpzZTYgJCSzBUHnnlFDW-0i/view?ts=5f77704aPDF: https://drive.google.com/file/d/15WXOTfdQ7MTwIkFbFcd14sufNA2SyRXY/view?ts=5f777029
XPS:https://drive.google.com/file/d/1JkvhLZ6BkRw2axqPqTI0GKM4bdsZvYLB/view?ts=5f777029
2ª Etapa A & B
1. Leitura
ü Debates  e Estudo  da Idade Moderna até a Colonização espanhola - Idade Moderna – PDF .https://drive.google.com/file/d/1aULnOU9250CaYRK7QRIjfVOSzNAgTV8A/view?ts=5edc03a2
ü O Estado Moderno e o Absolutismo Monárquico (Idade Moderna -(PDF)
2.       Resumo: Descrição (Redação
ü  Escolha do educando.
ü  Resumo (Redação – 2 páginas)
ü  Apresentação (final do período)
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 REFERÊNCIA

Básico:

BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.

Complementar:

ANASTASIA, Carla Maria Junho. História – Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.

PEDRO, Antonio et al. História do mundo ocidental: Ensino Médio – volume único. São Paulo: FTD, 2018, p. 341 a 347.

SOUZA, Denise Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (Volume 01, p.  38 a 42).

Sites

       Aula Online- Temas

1.    Segundo Reinado: Abolição da Escravatura – Mundo e Brasil

a)    Blogspot: SOPHISTORY

 https://gmhistory55.blogspot.com/p/2-epata-b-aula-online-abolicionismo.html

b)     Facebook: 2ª Etapa A & B:

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c)      Grupo Recanto de Conhecimento (2ª Etapa A):

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d)     Grupo Sítio de Conhecimento (2ª Etapa B):

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