BRASIL: AS REVOLTAS COLONIAIS NATIVISTAS E SEPARATISTAS (REVISÃO)
1.
REVOLTAS DO
PERÍODO COLONIAL BRASILEIRO
ü O Brasil
foi colonizado por Portugal a partir de 1500, mas a efetiva exploração do
território não começou no mesmo ano. Inicialmente, os portugueses apenas
extraíam das terras brasileiras o pau-brasil que era trocado com os indígenas.
ü Na falta de
metais preciosos, que demoraram ser encontrado, esse tipo de relação de troca
chamado escambo, permaneceu por algumas décadas.
ü A postura
dos portugueses em relação ao Brasil só se alterou quando a ameaça de perder a
nova terra e seus benefícios para outras nacionalidades aumentou.
2. PRINCIPAIS CAUSAS
ü Essas
rebeliões aconteceram nesse período especialmente porque o sistema colonial
(começado efetivamente em 1530) já estava consolidado no Brasil e a Corte
Portuguesa já conseguia exercer sua autoridade na maior parte do território que
dominavam, sobretudo, naqueles que se tornaram os grandes polos de atividade
econômica (a Capitania de Pernambuco e a Capitania de Minas Gerais).
ü Devido a
causas econômicas - tudo que era produzido em território brasileiro iria para
Portugal, a metrópole e detentora dos lucros finais.
ü Esse tipo
de relação estava inserido na lógica do Mercantilismo que
marcava as ligações de produção e lucro entre colônias e suas respectivas
metrópoles.
ü O modelo
que possui essas características é chamado de Pacto Colonial, mas as
recentes pesquisas de historiadores estão demonstrando novas abrangências sobre
a rigidez desse tipo de relação comercial.
ü O objetivo
das metrópoles era auferir o máximo de lucros possíveis com a produção das
colônias. No Brasil, antes do ouro ser encontrado e causar grande alvoroço, a
cana-de-açúcar era o principal produto produzido, na região Nordeste.
3. TIPOS DE REVOLTAS
ü Entre todos
esses movimentos, podem-se distinguir duas orientações nas revoltas:
3.1 Nativista:
§
São caracterizadas por
conflitos ocorridos entre os colonos ou defesas de interesses de membros da
elite colonial.
§
A expressão “Rebeliões
Nativistas” refere-se às revoltas e tentativas de revoluções políticas que se
desenrolaram em solo brasileiro entre os séculos XVII e XVIII.
§ As Revoltas
Nativistas mais Importantes:
a) Aclamação
de Amador Bueno
Ø Ocorreu na
Capitania de São Paulo, por exemplo, consistiu em uma tentativa dos
bandeirantes paulistas de elegerem o fazendeiro e também bandeirante, Amador
Bueno, governador da referida Capitania à revelia da Coroa.
Ø As razões
para tanto vinham das restrições que a Coroa Portuguesa, após o fim da União
Ibérica, passou a impor ao tráfico de índios na colônia (uma das atividades
mais lucrativas para os bandeirantes) e, sobretudo à comercialização com os
espanhóis por meio das fronteiras na região Sul.
b)
Revolta da Cachaça
Ø Revolta
da Cachaça: 1660-1661. Revolta da Cachaça, também chamada de Revolta do
Barbalho ou Bernarda, é um episódio pelo qual passou a História do Brasil.
Ø Ocorrido
no Rio de Janeiro, entre o final de 1660 e o começo de 1661, foi motivado pelo aumento
de impostos excessivamente cobrados aos fabricantes de aguardente.
c)
Conjurações de Nosso Pai
Ø Revolta
contra Jerônimo de Mendonça Furtado, de alcunha "O Xumbergas", ou
deposição do governador de Pernambuco.
Ø Foi uma das
primeiras rebeliões ocorrida no Brasil Colônia, que teve lugar em Olinda
(Pernambuco), 1666.
Ø Objetivo
era protestar contra a relação entre metrópole e colônia, em relação à
administração colonial.
Ø Ocorreu no
ano de 1684 sob a liderança dos irmãos Manuel e Tomas
Beckman.
Ø O evento
que se passou no Maranhão reivindicava
melhorias na administração colonial, o que foi visto com maus olhos pelos
portugueses que reprimiram os revoltosos violentamente.
Ø Foi à única
revolta do século XVII.
e) A Guerra dos Emboabas
Ø Foi um conflito que ocorreu entre 1708 e 1709.
Ø O confronto
em Minas Gerais aconteceu
porque os bandeirantes paulistas
queriam ter exclusividade na exploração do ouro recém-descoberto no Brasil, mas
levas e mais levas de portugueses chegavam à colônia para investir na
exploração.
Ø A tensão
culminou em conflito entre as partes.
f) A Guerra dos Mascates
Ø Aconteceu
logo em seguida, entre 1710 e 1711. O confronto em Pernambuco envolveu senhores de engenho de
Olinda e comerciantes portugueses de Recife.
Ø A elevação
de Recife à categoria de vila desagradou à aristocracia rural de Olinda,
gerando um conflito.
Ø O embate
chegou ao fim com a intervenção de Portugal e equiparação entre Recife e
Olinda.
g) Revolta do
Sal
Ø Foi um
conflito de caráter nativista, que ocorreu nas províncias de Minas Gerais e São
Paulo no ano de 1710.
Ø A cidade
portuária de Santos foi o foco deste movimento social de contestação econômica
e também política.
Ø Monopólio
do comércio do sal (produto muito importante na época) por parte de poucos
comerciantes (maioria de portugueses). Estes vendiam o sal por um preço
exorbitante, obtendo assim lucros elevadíssimos.
h) Motins do
Maneta
Ø Ocorreu na
cidade de Salvador, na Bahia (1711).
Ø Sublevações
ocorridas em Salvador contra o monopólio do sal e aumento de impostos.
i) A Revolta de Filipe dos Santos
Ø Aconteceu
em 1720.
Ø O
líder Filipe dos Santos
Freires representou a insatisfação dos donos de minas de ouro
em Vila Rica com a
cobrança do quinto e a
instalação das Casas de Fundição.
Ø A Coroa
Portuguesa condenou Filipe dos Santos à morte e encerrou o movimento
violentamente.
3.2 Separatistas:
Ø As revoltas
emancipacionistas foram movimentos sociais ocorridos no Brasil Colonial,
caracterizados pelo forte anseio de conquistar a independência do Brasil com
relação a Portugal.
Ø Estes
movimentos possuíam certa organização política e militar, além de contar com
forte sentimento contrário à dominação colonial.
Ø Pregavam
uma independência em relação a Portugal.
a) A Inconfidência Mineira
Ø Com caráter
de revolta separatista, aconteceu em 1789.
Ø A revolta
dos mineiros contra a exploração dos portugueses pretendia tornar Minas Gerais independente de
Portugal, mas o movimento foi descoberto antes de ser deflagrado e acabou sendo
punido com rigidez pela metrópole.
Ø Tiradentes foi morto e esquartejado, em praça pública para servir de exemplo aos
demais do que aconteceria aos descontentes com Portugal.
b) A Conjuração Baiana
Ø Ocorreu em
1798. O movimento ocorrido na Bahia pretendia
separar o Brasil de Portugal e acabar com o trabalho escravo.
Ø Foi
severamente punida pela Coroa Portuguesa.
REFERÊNCIA:
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral:
Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História –
Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
PEDRO,
Antonio et al. História do mundo ocidental: Ensino Médio – volume único. São
Paulo: FTD, 2018, p. 203 a
218.
SOUZA,
Denise Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin,
SP, 2016 (Volume 02, p. 17 a 38).
Vídeo:
Sites
Blogspot:
SOPHISTORY:
Facebook: 2ª Etapa A & B –
AULA MATERIAL/ PDF
Resumo
Slides:
https://drive.google.com/file/d/19HXdEysSHx4oT7vPp8dHfKhSt2QtSNSO/view?ts=5f3404a3Word:
PDF:
https://drive.google.com/file/d/1kB7dTfmj33gnXbdrms9W89yeJ5cX05he/view?ts=5f3404a3
PDF:
https://drive.google.com/file/d/1kB7dTfmj33gnXbdrms9W89yeJ5cX05he/view?ts=5f3404a3
Vídeo- Aula: You Tube1: Brasil: As Revoltas Coloniais Nativistas
Vídeo- Aula: You Tube 2: Brasil: As Revoltas Coloniais Nativistas (ENEM)
Vídeo- Aula: You Tube 3: Brasil: As Revoltas Coloniais Separatistas
Vídeo- Aula: You Tube 3: Brasil: As Revoltas Coloniais Separatistas (ENEM)
Parte I (10 a 14. 08.020)
2. Resumo: Descrição (Redação
ü Escolha do educando.
a) Atividade: Objetiva e Lúdica: Revoltas Nativistas e Separatistas (Revisão)
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PDF
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XPS:
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Parte Única
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XPS:
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Parte Única
1. Leitura
1. Leitura
ü Debates e Estudo da Idade Moderna até a Colonização espanhola - Idade Moderna – PDF .https://drive.google.com/file/d/1aULnOU9250CaYRK7QRIjfVOSzNAgTV8A/view?ts=5edc03a2
ü O Estado Moderno e o Absolutismo Monárquico (Idade Moderna -(PDF)
|
ü Escolha do educando.
ü Resumo (Redação – 2 páginas)
O aluno precisa acerca-se busca de conhecimento
“acercar-se busca de conheci-mento é missão do educando por interferência da leitura. No qual cresce essência de a-prendizagem, alinha experimento
essencial e revigora história do seu mundo para o novo agora.”
São Luís- MA, 10.08.2020
Prof. Gilberto Moura