2ª ETAPA A & B 2ª RESUMO QUINZENAL AULA MARANHÃO: ADESÃO A INDEPENDÊNCIA E A REVOLTA REGENCIAL DO BRASIL 09 A 18 09 2020



SÃO LUÍS DO MARANHÃO: ADESÃO A INDEPENDÊNCIA E A REVOLTA REGENCIAL DO BRASIL

1.      A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

§  Foi um processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX.

§  Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga", de acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!

2.      ADESÃO DO MARANHÃO À INDEPENDÊNCIA

§  As elites agrícolas e pecuaristas eram muito ligadas à Metrópole e a exemplo de outras províncias se recusaram a aderir à Independência do Brasil.

§  À época, o Maranhão era uma das mais ricas regiões do Brasil.

§  O intenso tráfego marítimo com a Metrópole, justificado pela maior proximidade com a Europa, tornava mais fácil o acesso e as trocas comerciais com Lisboa do que com o sul do país.

§  Os filhos dos comerciantes ricos estudavam em Portugal.

§  A região era conservadora e avessa aos comandos vindos do Rio de Janeiro. Foi da Junta Governativa da Capital, São Luís, que partiu a iniciativa da repressão ao movimento da Independência no Piauí.

§  A Junta controlava ainda a região produtora do vale do rio Itapecuru, onde o principal centro era a vila de Caxias. Esta foi a localidade escolhida pelo Major Fidié para se fortificar após a derrota definitiva na Batalha do Jenipapo, no Piauí, imposta pelas tropas brasileiras, compostas por contingentes oriundos do Piauí e do Ceará.

§  Fidié teve que capitular, sendo preso em Caxias e depois mandado para Portugal, onde foi recebido como herói. São Luís, a bela capital e tradicional reduto português, foi finalmente   bloqueada por mar e ameaçada de bombardeio pela esquadra do Lord Cochrane, sendo obrigada a aderir à Independência em 28 de julho de 1823.

§  Os anos imperiais que seguiram foram vingativos com o Maranhão; o abandono e descaso com a rica região levaram a um empobrecimento secular, ainda hoje não rompido.

3.      PERÍODO REGENCIAL DO BRASIL

§  Várias rebeliões marcaram o período regencial. As rebeliões eclodiram, num período de nove anos, em quase todo o país.

§  As principais rebeliões do período foram:  Balaiada (1838 – 1841) Cabanagem (1835 – 1840) Sabinada (1837 – 1838) Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos (1835 – 1845).

 

4.       REGENCIA NO MARANHÃO: BALAIADA

§  Foi uma revolta de caráter popular, ocorrida entre 1838 e 1841 no interior da então Província do Maranhão, no Brasil e que após a tentativa de invasão de São Luís, dispersou-se e estendeu-se para a vizinha província do Piauí. Foi feita por pobres da região, escravos, fugitivos e prisioneiros.

§  O motivo era a disputa pelo controle do poder local.

§  A definitiva pacificação só foi conseguida com a anistia concedida pelo imperador aos revoltosos sobreviventes.

§  As causas foram a miséria promovida pela crise do algodão.

4.1   Durante o Período regencial brasileiro o Maranhão

§  Região exportadora de algodão, passava por uma grave crise econômica, devido à concorrência com o gênero estadunidense.

§  Em paralelo, a atividade pecuária absorvia importante contingente de mão-de-obra livre nessa região. Esses fatores explicam o envolvimento de elementos escravos e de homens livres de baixa renda no movimento.

§  No campo político ocorria uma disputa no seio da classe dominante pelo poder, que se refletia no Maranhão opondo, por um lado, os liberais (bem-te-vis) e os conservadores (cabanos). 

§  O evento que deu início à revolta foi a detenção do irmão do vaqueiro Raimundo Gomes, da fazenda do padre Inácio Mendes (bem-te-vi), por determinação do subprefeito da Vila da Manga (atual Nina Rodrigues), José Egito (cabano). Contestando a detenção do irmão, Raimundo Gomes, com o apoio de um contingente da Guarda Nacional, invadiu o edifício da cadeia pública da povoação e libertou-o, em dezembro de 1838. Em seguida, Raimundo Gomes conseguiu o apoio

OBSERVAÇÕES: SEJA PERSEVERANTE.

Ø  Tenha Esforço, Dedicação, AVANÇOS e Vitória de Cosme Bento, ex-escravo à frente de três mil africanos evadidos, e de Manuel Francisco dos Anjos Ferreira. Para combatê-los foi nomeado Presidente e Comandante das Armas da Província o coronel Luís Alves de Lima e Silva, que venceu os revoltosos na Vila de Caxias. Por isso foi promovido a General e recebeu o seu primeiro título de nobreza, Barão de Caxias e inicia a sua fase ‘O Pacificador’.

Ø  Apesar das tentativas de manipulação por parte dos bem-te-vis, o movimento adquiriu feição própria, saindo de controle. Diante da proporção alcançada, envolvendo as camadas populares, as elites locais se aproximaram em busca de estratégias para derrotar os revoltosos.

Ø  O movimento, após uma tentativa frustrada de invasão da capital da província, São Luís, dispersou-se após repressão sofrida de um destacamento da Guarda Nacional e alcançou a vizinha província do Piauí.

Ø  Diante desse esforço, o governo regencial enviou tropas sob o comando do então Coronel Luís Alves de Lima e Silva, nomeado Presidente da Província.

Ø  Conjugando a pacificação política com uma bem sucedida ofensiva militar, em uma sucessão de confrontos vitoriosos obtida pela concessão de anistia aos chefes revoltosos que auxiliassem a repressão aos rebelados, obteve a pacificação da Província em 1841.

Ø  Foi auxiliado no Piauí por Manuel de Sousa Martins, líder conservador, Presidente da Província, e conhecido repressor de movimentos liberais ocorridos em toda a província, destacando-se por sua excepcional ajuda em reprimir a adesão à Balaiada na província.

Ø  Os líderes balaios foram mortos em batalha ou capturados. Destes últimos, alguns foram julgados e executados, como Cosme Bento, por enforcamento.

Ø  Pela sua atuação na Província do Maranhão, Lima e Silva recebeu o título de Barão de Caxias. Pouco após o fim da revolta, também Sousa Martins recebeu um título, o de Visconde de Parnaíba. 

CURIOSIDADE

Ø  Atualmente, no município de Caxias, existe o Memorial da Balaiada, inteiramente dedicado à história da rebelião.

REFERÊNCIAS

Básico:

BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.

Complementar:

ANASTASIA, Carla Maria Junho. História – Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.

FEITOSA, Antonio Cordeiro. Atlas Escolar do Maranhão: Espaço Geo-Histórico e Cul-tural. João Pessoa- PB. Editora Grafset, 2006, p. 33 a 60.

PEDRO, Antonio et al. História do mundo ocidental: Ensino Médio – volume único. São Paulo: FTD, 2018, p. 341 a 347.

SOUZA, Denise Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (Volume 01, p.  38 a 42).

Sites.       

AULA MATERIAL/ PDF
You Tube1: São Luís do maranhão à Adesão a Independência do Brasil 
Vídeo- Aula: You Tube 2:A   Revolta Regencial ( Balaiada) 
Filme:A   Revolta Regencial ( Balaiada) 
TAREFAS:
Parte I (09 a 18. 09.2020)
Parte Única 
Observação: As atividades  para o 3º Período
2ª Etapa A & B
1. Leitura
ü Debates  e Estudo  da Idade Moderna até a Colonização espanhola - Idade Moderna – PDF .https://drive.google.com/file/d/1aULnOU9250CaYRK7QRIjfVOSzNAgTV8A/view?ts=5edc03a2
ü O Estado Moderno e o Absolutismo Monárquico (Idade Moderna -(PDF)
2.       Resumo: Descrição (Redação
ü  Escolha do educando.
ü  Resumo (Redação – 2 páginas)
ü  Apresentação (final do período)



“A ação como alfabetizar com o Paulo Freire eleva o educando numa viagem do aprender e conhecer seu mundo pelo mundo, agora."

 

(Prof. Gilberto Moura)

SL,18.09.2020