1.
A INDEPENDÊNCIA
DO BRASIL
§ Foi
um processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de
Portugal, no início do século XIX.
§ Oficialmente,
a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do
chamado "Grito do Ipiranga", de acordo com a história oficial, nesta
data, às margens do riacho Ipiranga o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante
a sua comitiva: Independência ou Morte!
2.
ADESÃO
DO MARANHÃO À INDEPENDÊNCIA
§ As
elites agrícolas e pecuaristas eram muito ligadas à Metrópole e a exemplo de
outras províncias se recusaram a aderir à Independência do Brasil.
§ À
época, o Maranhão era uma das mais ricas regiões do Brasil.
§ O
intenso tráfego marítimo com a Metrópole, justificado pela maior proximidade
com a Europa, tornava mais fácil o acesso e as trocas comerciais com Lisboa do
que com o sul do país.
§ Os
filhos dos comerciantes ricos estudavam em Portugal.
§ A
região era conservadora e avessa aos comandos vindos do Rio de Janeiro. Foi da
Junta Governativa da Capital, São Luís, que partiu a iniciativa da repressão ao
movimento da Independência no Piauí.
§ A
Junta controlava ainda a região produtora do vale do rio Itapecuru, onde o
principal centro era a vila de Caxias. Esta foi a localidade escolhida pelo
Major Fidié para se fortificar após a derrota definitiva na Batalha do
Jenipapo, no Piauí, imposta pelas tropas brasileiras, compostas por
contingentes oriundos do Piauí e do Ceará.
§ Fidié
teve que capitular, sendo preso em Caxias e depois mandado para Portugal, onde
foi recebido como herói. São Luís, a bela capital e tradicional reduto
português, foi finalmente bloqueada por mar e ameaçada de
bombardeio pela esquadra do Lord Cochrane, sendo obrigada a aderir à
Independência em 28 de julho de 1823.
§ Os
anos imperiais que seguiram foram vingativos com o Maranhão; o abandono e
descaso com a rica região levaram a um empobrecimento secular, ainda hoje não
rompido.
3.
PERÍODO REGENCIAL DO BRASIL
§ Várias
rebeliões marcaram o período regencial. As rebeliões eclodiram, num período de
nove anos, em quase todo o país.
§ As
principais rebeliões do período foram: Balaiada (1838 – 1841)
Cabanagem (1835 – 1840) Sabinada (1837 – 1838) Revolução Farroupilha ou Guerra
dos Farrapos (1835 – 1845).
4.
REGENCIA NO MARANHÃO: BALAIADA
§ Foi
uma revolta de caráter popular, ocorrida entre 1838 e 1841 no interior da então
Província do Maranhão, no Brasil e que após a tentativa de invasão de São Luís,
dispersou-se e estendeu-se para a vizinha província do Piauí. Foi feita por
pobres da região, escravos, fugitivos e prisioneiros.
§ O
motivo era a disputa pelo controle do poder local.
§ A
definitiva pacificação só foi conseguida com a anistia concedida pelo imperador
aos revoltosos sobreviventes.
§ As
causas foram a miséria promovida pela crise do algodão.
4.1 Durante o Período regencial brasileiro o
Maranhão
§ Região
exportadora de algodão, passava por uma grave crise econômica, devido à
concorrência com o gênero estadunidense.
§ Em
paralelo, a atividade pecuária absorvia importante contingente de mão-de-obra
livre nessa região. Esses fatores explicam o envolvimento de elementos escravos
e de homens livres de baixa renda no movimento.
§ No
campo político ocorria uma disputa no seio da classe dominante pelo poder, que
se refletia no Maranhão opondo, por um lado, os liberais (bem-te-vis) e os
conservadores (cabanos).
§ O
evento que deu início à revolta foi a detenção do irmão do vaqueiro Raimundo
Gomes, da fazenda do padre Inácio Mendes (bem-te-vi), por determinação do
subprefeito da Vila da Manga (atual Nina Rodrigues), José Egito (cabano).
Contestando a detenção do irmão, Raimundo Gomes, com o apoio de um contingente
da Guarda Nacional, invadiu o edifício da cadeia pública da povoação e
libertou-o, em dezembro de 1838. Em seguida, Raimundo Gomes conseguiu o apoio
OBSERVAÇÕES:
SEJA PERSEVERANTE.
Ø Tenha
Esforço, Dedicação, AVANÇOS e Vitória de Cosme Bento, ex-escravo à frente
de três mil africanos evadidos, e de Manuel Francisco dos Anjos Ferreira. Para
combatê-los foi nomeado Presidente e Comandante das Armas da Província o
coronel Luís Alves de Lima e Silva, que venceu os revoltosos na Vila de Caxias.
Por isso foi promovido a General e recebeu o seu primeiro título de nobreza,
Barão de Caxias e inicia a sua fase ‘O Pacificador’.
Ø Apesar
das tentativas de manipulação por parte dos bem-te-vis, o movimento adquiriu
feição própria, saindo de controle. Diante da proporção alcançada, envolvendo
as camadas populares, as elites locais se aproximaram em busca de estratégias
para derrotar os revoltosos.
Ø O
movimento, após uma tentativa frustrada de invasão da capital da província, São
Luís, dispersou-se após repressão sofrida de um destacamento da Guarda Nacional
e alcançou a vizinha província do Piauí.
Ø Diante
desse esforço, o governo regencial enviou tropas sob o comando do então Coronel
Luís Alves de Lima e Silva, nomeado Presidente da Província.
Ø Conjugando
a pacificação política com uma bem sucedida ofensiva militar, em uma sucessão
de confrontos vitoriosos obtida pela concessão de anistia aos chefes revoltosos
que auxiliassem a repressão aos rebelados, obteve a pacificação da Província em
1841.
Ø Foi
auxiliado no Piauí por Manuel de Sousa Martins, líder conservador, Presidente
da Província, e conhecido repressor de movimentos liberais ocorridos em toda a
província, destacando-se por sua excepcional ajuda em reprimir a adesão à
Balaiada na província.
Ø Os
líderes balaios foram mortos em batalha ou capturados. Destes últimos, alguns
foram julgados e executados, como Cosme Bento, por enforcamento.
Ø Pela
sua atuação na Província do Maranhão, Lima e Silva recebeu o título de Barão de
Caxias. Pouco após o fim da revolta, também Sousa Martins recebeu um título, o
de Visconde de Parnaíba.
CURIOSIDADE
Ø Atualmente,
no município de Caxias, existe o Memorial da Balaiada, inteiramente dedicado à
história da rebelião.
REFERÊNCIAS
Básico:
BOULOS JÚNIOR, Alfredo. História Geral: Antiga, Medieval, Moderna e Contemporânea – vol. Único. São Paulo, FTD, 2018.
Complementar:
ANASTASIA, Carla Maria Junho. História – Ensino Médio. 1ª série Belo Horizonte: Editora Educacional, 2016.
FEITOSA, Antonio Cordeiro. Atlas Escolar do Maranhão: Espaço Geo-Histórico e Cul-tural. João Pessoa- PB. Editora Grafset, 2006, p. 33 a 60.
PEDRO, Antonio et al. História do mundo ocidental: Ensino Médio – volume único. São Paulo: FTD, 2018, p. 341 a 347.
SOUZA, Denise Nunes de, et al. Apostila História do CEESVO - Ensino Médio. Votorantin, SP, 2016 (Volume 01, p. 38 a 42).
Sites.
1. Leitura
ü Debates e Estudo da Idade Moderna até a Colonização espanhola - Idade Moderna – PDF .https://drive.google.com/file/d/1aULnOU9250CaYRK7QRIjfVOSzNAgTV8A/view?ts=5edc03a2
ü O Estado Moderno e o Absolutismo Monárquico (Idade Moderna -(PDF)
|
ü Escolha do educando.


